sexta-feira, 13 de maio de 2016

Estudo 64 - Itens 187 e 188 O LIVRO DOS MÉDIUNS

O LIVRO DOS MÉDIUNS


(Guia dos Médiuns e dos Doutrinadores)

Por
ALLAN KARDEC

Contém o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo.

SEGUNDA PARTE

DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS

CAPITULO XVI

MÉDIUNS ESPECIAIS



Estudo 64 - Itens 187 e 188

Quadro sinóptico das diferentes espécies de médiuns

São resumidos a seguir os principais gêneros de mediunidade, a fim de apresentar, por assim dizer, o quadro sinóptico de todas, compreendidas as que já foram descritas nos estudos precedentes. 

Foram reunidas as diferentes espécies de médiuns por analogia de causas e efeitos, sem que esta classificação algo tenha de absoluto. Algumas se encontram com facilidade; outras, ao contrário, são raras e excepcionais, o que será indicado.

Afirma Allan Kardec que estas últimas indicações foram todas feitas pelos Espíritos, que, aliás, reviram este quadro com particular cuidado e o completaram por meio de numerosas observações e novas categorias, de modo que o dito quadro é, a bem dizer, obra deles. Mediante aspas, destacamos as suas observações textuais, sempre que nos pareceu conveniente assiná-las. São, na sua maioria, de Erasto e de Sócrates.

Podem dividir-se os médiuns em duas grandes categorias:

Médiuns de efeitos físicos, os que têm o poder de provocar efeitos materiais, ou manifestações ostensivas. Possuem essa aptidão para produzirem fenômenos que se traduzem por exteriorizações sensíveis, como ruídos, movimentos, deslocamento de corpos sólidos.

Para que tais efeitos se processem, faz-se necessária a intervenção de uma ou mais pessoas dotadas dessa especial aptidão, e que por efeito de sua constituição, possibilitam a maior emanação de fluido animalizado, mais ou menos fácil de combinar-se com o fluido universal, com fluidos próprios do plano dos Espíritos, com os quais, por ação da vontade, dão vida factícia ou momentânea a determinados objetos, produzindo fenômenos (ver item 160 de O Livro dos Médiuns).

Médiuns de efeitos intelectuais, os que são mais aptos a receber e a transmitir comunicações inteligentes. 

Para caracterizar-se como tal, há que se expressar como ato livre e voluntário demonstrando intenção ou respondendo a um pensamento. O primeiro efeito inteligente observado foi, no movimento das mesas, que esse atendia a uma determinação mudando de lugar, erguendo-se, alterando-se em número de pancadas conforme combinação prévia, respondendo a perguntas formuladas ou mentais, indicando letras do alfabeto para que se compusessem palavras e frases, reafirmando que "(...) todo efeito inteligente há de ter por força derivar de uma causa inteligente (...)" (ver item 65 e seguintes de O Livro dos Médiuns).

Todas as demais variedades se prendem mais ou menos diretamente a uma ou outra dessas duas categorias e algumas participam de ambas. Se analisarmos os diferentes fenômenos produzidos sob a influência mediúnica, veremos que, em todos, há um efeito físico e que aos efeitos físicos se alia quase sempre um efeito inteligente. Difícil é muitas vezes determinar o limite entre os dois, mas isso nenhuma conseqüência apresenta. Sob a denominação de médiuns de efeitos intelectuais abrangemos os que podem, mais particularmente, servir de intermediários para as comunicações regulares e fluentes. (Ver item 133 de O Livro dos Médiuns)

Variedades comuns a todos os gêneros de mediunidade:

Médiuns sensitivos: pessoas suscetíveis de sentir a presença dos Espíritos, por uma sensação geral ou local, vaga ou material. A maioria dessas pessoas distingue os Espíritos bons dos maus, pela natureza da sensação que causam. (Ver item 164) 

Observação de Allan Kardec: "Os médiuns delicados e muito sensitivos devem abster-se das comunicações com os Espíritos violentos, ou cuja impressão é penosa, por causa da fadiga que daí resulta".

Médiuns naturais ou inconscientes: os que produzem espontaneamente os fenômenos, sem intervenção da própria vontade e, as mais das vezes, à sua revelia. (Ver item 161)

Médiuns facultativos ou voluntários: os que têm o poder de provocar os fenômenos por ato da própria vontade. (N. 160.) 

"Por maior que seja essa vontade, eles nada podem, se os Espíritos se recusam, o que prova a intervenção de uma potência estranha"(1).

Obs. (1): Herculano Pires na tradução de O Livro dos Médiuns anota que quando Kardec se refere ao poder dos médiuns, à sua força ou potência, trata-se apenas da capacidade maior ou menor para servir de instrumentos aos Espíritos. Como se vê nessa observação, nenhum médium tem poder para provocar fenômenos ou comunicações se os Espíritos não concordarem. O poder dos médiuns, propriamente dito, decorre de sua elevação moral e conseqüente relação com Espíritos bons.

Em nosso próximo estudo analisaremos as variedades especiais para os efeitos físicos.

 Bibliografia:

KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2.ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap XVI - 2ª Parte
BIGHETTI, Leda Marques - Educação Mediúnica " Teoria e Prática" 1º volume: 1.ed Ribeirão Preto: BELE, 2005 - pág 151 e 201

Tereza Cristina D'Alessandro
Dezembro / 2006

Centro Espírita Batuíra
cebatuira@cebatuira.org.br

Ribeirão Preto - SP

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