terça-feira, 31 de maio de 2016

CURAS

D.Villela

Quem, aliás, conhece a natureza íntima da matéria tangível? Talvez ela seja compacta apenas no que respeita a nossos sentidos... Assim se expressava o Codificador acerca da matéria, como a observamos na Terra, na obra A Gênese, publicada em 1868, sendo que alguns anos antes, em O Livro dos Espíritos (1857), os instrutores espirituais já haviam informado que nossa matéria era formada a partir do fluido cósmico universal, material de natureza sutilíssima do qual se originam, por condensações sucessivas, todos os corpos materiais, não só em nosso plano físico mas também no mundo espiritual, não acessível à nossa percepção enquanto estamos encarnados. Tal esclarecimento antecedeu de várias décadas a conhecida afirmação de Albert Einstein, de que matéria é energia condensada ...

O corpo espiritual, ou períspirito, é constituído por essa matéria sutil e é ele que possibilita nosso acoplamento ao corpo denso que utilizamos durante nossas encarnações na Terra. Acrescentaram aqueles benfeitores que os espíritos  encarnados ou desencarnados  atuam sobre os fluidos espirituais, não manipulando-os como o homem manipula os objetos materiais mas por meio do pensamento e da vontade que são, para o espírito, o que as mãos são para o homem. E era justamente esta forma de ação que possibilitava as curas, tantas vezes observadas entre nós: magnetizadores encarnados ou médiuns com a ajuda da espiritualidade direcionavam recursos curativos ao corpo espiritual de um doente, ajuda esta que, em seguida, se refletia no seu organismo, promovendo a cura da enfermidade. Benfeitores espirituais poderiam igualmente prestar tal ajuda, atuando diretamente no períspirito de um enfermo e este processo poderia verificar-se com maior ou menor rapidez, conforme as circunstâncias e as possibilidades do agente que ministrava essa ajuda.

Tendo-se em conta que a enfermidade surge em nossas vidas em função da lei de causa e efeito, sua cura, obtida com os recursos da medicina tradicional ou por intervenção fluídica, poderia, à primeira vista, parecer uma derrogação daquela lei, mas tal não ocorre.

A causalidade não tem caráter mecânico, sendo, constantemente, influenciada por tudo quanto fazemos, pensamos e sentimos, pelo que, mudanças no curso de nossas vidas são frequentes e visam sempre o nosso bem, à luz da Sabedoria e da Misericórdia Divinas, conforme esclarece o trabalhador espiritual Romeu do Amaral Camargo, no livro Seareiros de Volta (ed. FEB), psicografado por Waldo Vieira, página A lei da morte: As intercessões que partem da Altura, na lei do merecimento haurido no trabalho em favor dos outros, alteram continuamente o itinerário das existências; há miríades de mortes retardadas, inumeráveis provações substituídas, austeras expiações minoradas e milhões de golpes frustrados, sendo oportuno lembrar, por fim, que esta informação figura no próprio Evangelho, na bela síntese do apóstolo Pedro, que em sua primeira carta afirmou: O amor cobre a multidão dos pecados (I Pedro, 4: 8).


“A Gênese” (capítulo 14, itens 31 a 34).


SERVIÇO ESPÍRITA DE INFORMAÇÕES
Boletim SEI: E-mail: boletimsei@gmail.com
Dezembro 2013 – no 2231

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