segunda-feira, 17 de setembro de 2012

NECESSIDADE DO ESTUDO


Levantam-se estabelecimentos de ensino por toda a parte. E o Centro Espírita neste conjunto, revivendo as primeiras Comunidades Cristãs, é a Escola da Alma. 
Contudo, muitos companheiros das atividades doutrinárias não gostam de estudar. Quando o Centro tem biblioteca, a frequência a ela é muito pequena.
Muitos não lêem nem mesmo um simples jornalzinho publicado pela Casa para a sua Comunidade.
Entretanto, tal problema existe no meio espírita e não é de agora. Em 1861, no Livro dos Médiuns, Kardec deixou registrada a mensagem do Espírito Verdade que afirma:
“Espíritas! Amai-vos, eis o primeiro ensino; instruí-vos, eis o segundo.”1

1 cap. XXXI, item IX

Pedro Abreu

Correio da Fraternidade
ANO 21 – nº 250- Abril de 2010 Distribuição Gratuita
Grupo Espírita “Irmão Vicente”
O Grupo Espírita “Irmão Vicente”, abreviadamente GEIV, foi fundado em 1º de janeiro de 1962, como Associação religiosa e filantrópica, de duração ilimitada e com fins não econômicos, com sede e foro na cidade de Campinas, estado de São Paulo.
http://www.annesullivan.com.br/mantenedora.html


PALAVRAS GRAFADAS


Já não é de agora que os espíritas vêm sendo alertados da necessária vigilância com o que se escreve cotidianamente, e a pretexto de se publicar, sejam artigos, trabalhos ou obras; afinal, são constantemente orientados e esclarecidos de que são responsáveis pelas consequências, benéficas ou pouco instrutivas, que seus escritos possam trazer a encarnados ou desencarnados.
Do Reformador1 de Julho de 1993, extraímos alerta realizado aos espíritas da época: (...) mesmo não havendo intencionalidade, quando o que se escreve é compulsivamente indutor a erros e equívocos, a responsabilidade pelo decorrente ao que se escreveu torna-se indissociável dos compromissos do escritor.
Que se dizer e pensar, agora, sobre o que pesará nos ombros daquele que o faz de maneira intencional?
Sobre isto os espíritos também já esclareciam Kardec, nos idos de 1857, na questão 975 de O Livro dos Espíritos, “(...) o Espírito sofre por todo o mal que praticou, ou de que foi causa voluntária, por todo o bem que houvera podido fazer e não o fez, e por todo o mal que decorra de não haver feito o bem.”
Logo, na sociedade atual verificam-se que, desconhecendo ou ignorando tal realidade, divulgam-se livros, jornais, revistas, e-mails, com mensagens que incentivam os sentimentos de inveja, vaidade, raiva, prepotência, sexualidade; e quando não, que levam os leitores menos atentos a atitudes tresloucadas que vão do vandalismo e do crime, ao suicídio.
Portanto, conhecedores de tal realidade cumpre-nos vigiar o uso das palavras grafadas, pois que possuem o condão de perpetuar-se pelos séculos, sendo capazes de confortar, bem como de ferir e desesperar, não só àqueles que delas têm conhecimento, mas também àqueles que a elas deram origem. E, sempre que possível, busquemos através delas esclarecer e propagar a luz meridiana que nos serve de guia, a luz do Evangelho de Jesus, não só evitando o mal, mas também, propagando o bem.

1 Suicídio: A responsabilidade de escrever e o que se escreve - Jacob Melo

Sheila

Correio da Fraternidade
ANO 21 – nº 250- Abril de 2010 Distribuição Gratuita
Grupo Espírita “Irmão Vicente”
O Grupo Espírita “Irmão Vicente”, abreviadamente GEIV, foi fundado em 1º de janeiro de 1962, como Associação religiosa e filantrópica, de duração ilimitada e com fins não econômicos, com sede e foro na cidade de Campinas, estado de São Paulo.
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CORAGEM E FÉ



Incentiva-nos o mentor Emmanuel ao estudo e à vivência das lições do Mestre, para construirmos em nossos íntimos a fé inabalável.
 Continuar a serviço do bem, quando tudo nos pareça uma esteira de males sob os pés, – eis a real significação da lealdade ao Senhor.
Manter-se de coração tranquilo e alma impávida, na oficina dos ideais superiores, a convertê-los em realidade, sem esmorecer, na execução dos mais pesados deveres, quando muitos dos companheiros dos primeiros dias, já se tenham distanciado de nós e perseverar trabalhando, com a certeza invariável na vitória da verdade e do amor, a benefício de todas as criaturas, a despeito de todos os pesares...
Sustentar-se de espírito vigilante na ação e na oração, sem descrer dos objetivos supremos da vida, na edificação da felicidade comum, embora a tempestade de desilusões se nos desabe em torno, derrubando apoios que se nos figuravam inamovíveis... 
Prosseguir caminhando para o alvo entrevisto, no amanhecer dos sonhos mais puros, conquanto as pedras de aflição e os espinheiros de sofrimento se nos multipliquem na senda, dificultando-nos a marcha...
Avançar ainda e sempre, no encalço das realizações sublimes a que nos propomos atingir, no campo do espírito, apesar de todas as provações que nos testem a confiança, às vezes, caindo na perplexidade e no erro para levantar-nos nas asas da reconsideração e da esperança; chorando e enxugando as próprias lágrimas, ao calor das consolações hauridas no próprio conhecimento; compreendendo e silenciando; amando e servindo, – eis a coragem da fé, a única que pode efetivamente renascer dos destroços das piores circunstâncias terrenas e encarar a razão face a face.

Paz e Renovação – Emmanuel, psic. Francisco C. Xavier - lição 37

(Compilado por Cibele)

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O Grupo Espírita “Irmão Vicente”, abreviadamente GEIV, foi fundado em 1º de janeiro de 1962, como Associação religiosa e filantrópica, de duração ilimitada e com fins não econômicos, com sede e foro na cidade de Campinas, estado de São Paulo.
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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

UM PRESIDENTE ESPÍRITA?


EFEMÉRIDES ESPÍRITAS
Neste mês, em que se comemora o centenário da vinda de Chico Xavier à Terra, relembramos um fato muito curioso de sua encarnação que culminou com uma grande descoberta.
Intuitivamente sugeriu a Wallace Leal Rodrigues que efetuasse uma pesquisa acerca da vida de um dos maiores nomes da história do século XIX: o presidente americano Abraham Lincoln, desencarnado em abril de 1865. 
Mas, qual seria a relação deste eminente político com o Espiritismo?
Através de sua pesquisa Wallace não somente encontrou a tão conhecida biografia do menino de origem humilde em pequeno condado de Kentuky, que se tornou um excelente advogado e memorável presidente abolicionista, como verificou que se tratava de um homem espiritualizado, intuitivo, e com profundas e expressivas ligações com espíritos desencarnados, aos quais seguiu, com muito rigor, as orientações no grave período da guerra civil americana.  
Quando Lincoln assumiu a presidência em 1861, os Estados Unidos eram, no seu dizer, “uma casa dividida”. Os Estados do Norte, já industrializados, não tinham vantagem em manter a escravidão, ao contrário do Sul que baseava-se na produção agrícola e tinha por principal mão de obra, os escravos. Onze dos quinze Estados escravagistas haviam declarado secessão da União, e criado um novo país, os Estados Confederados da América. A partir desse acontecimento iniciaram-se conflitos que provocaram um assustador número de mortes, que muito preocupava o presidente, sempre muito soturno.
Foi nesse contexto que se deu seu encontro com a médium de incorporação, psicografia e efeitos físicos Nettie Colburn, uma jovem de 15 anos, iletrada e de origem humilde, que serviu de instrumento a espíritos que orientaram o presidente desde a arregimentação das tropas até a medida de abolir a escravidão em todo país, que culminou com o fim da guerra.
A participação de Lincoln em sessões espíritas iniciou-se com o estímulo da primeira dama que, frequentadora de sessões fenomenológicas, conheceu Nettie e ficou impressionada com o conteúdo das comunicações de que era instrumento. 
Convidada a realizar sessão na própria Casa Branca, a jovem médium, de modo inconsciente, deu lugar a uma figura bastante conhecida por Lincoln, Daniel Webster, importante político abolicionista, reconhecido pelo próprio presidente em seu discurso. Mais tarde, passaram a dirigir-se ao líder político outros espíritos. A primeira orientação se deu em tom desafiador, pois que a entidade manifestante lhe afiançou que, a fim de restabelecer a ordem e a união de seu exército, visitasse o front1 juntamente de sua família, destituído de protocolos oficiais. Deveria procurar as tendas dos soldados rasos, conversar com eles e ouvir-lhes as queixas. No dia da visita, Lincoln visitou não só as tendas de seus soldados, mas também a do exército dos Confederados, tratando-os com igual interesse e gentileza. O resultado do empreendimento veio dias mais tarde, antecipado pela comunicação dos espíritos: depois de seguidas derrotas, o exército da União finalmente triunfara. A partir de tal sugestão Lincoln passou a tomar com seriedade as orientações dadas pelos espíritos, as quais lhe serviam de grande bálsamo para as suas silenciosas dúvidas e amargas cogitações. 
Não há relatos de que Lincoln tenha tido contato com as obras de Kardec, no entanto, estava certo da existência do mundo espiritual, tendo, inclusive protagonizado diversos fenômenos. Previu o próprio desencarne antes mesmo de ser eleito presidente, narrando tal quadro com grande precisão, embora não soubesse afirmar quando se daria tal desfecho. Além disso, afirmava sentir, em diversos momentos, a presença do filho desencarnado, com quem travava inúmeras conversações. Já a primeira dama, mulher enérgica e de certa impulsividade que se auto afirmava espírita e possuía a mediunidade de audiência, ficou em perturbação após o desencarne do marido, findando seus dias na Terra internada em um manicômio.
Mas, seria Lincoln, então, espírita? Pouco importa. Certa feita, Chico Xavier, que se encontrava de olhos úmidos ante a estátua do presidente no memorial Lincoln Center recebeu de Emmanuel a seguinte referência em relação ao eminente político: Observe a inspiração que norteou o artista ao conceber esta bela obra de estatuária. Lincoln tem a mão direita, que assinou a Proclamação Libertadora, aberta, a esquerda, fechada. E de seu olhar melancólico parece se desprender um pensamento: “Vede, para cumprir com o dever, foi preciso que eu fechasse meu coração”.
E foi com o coração transpassado pela gravidade da situação, mas na seriedade de seus propósitos e anonimato de sua certeza nas orientações espirituais que restabeleceu a união de seu país e aboliu a escravidão.
Mas, quem foi a menina pobre que serviu de intermediária para que os espíritos se fizessem ouvir pelo presidente? Bom, esta é história para uma outra efemérides...

1 Frente de batalha

Leia mais em:
Sessões espíritas na Casa Branca – Nettie Colburn Maynard e Wallace Leal Rodrigues



Susan/Débora

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terça-feira, 11 de setembro de 2012

JÁ SABÍAMOS A RESPOSTA


Sob o título “Tragédia no Haiti” a RIE de fevereiro de 2010 trouxe respostas a algumas questões que, provavelmente, todos que acompanharam o ocorrido já quiseram saber. 
Para a pergunta “Por que a humanidade enfrenta tragédias como o terremoto no Haiti?” a resposta dada pelo articulista foi “Para que os homens progridam mais depressa”.
Quando questionado, “É justo que isso aconteça já que nessas tragédias tanto morre o homem de bem como o perverso?”, explicou que a vida do corpo é bem pouca coisa comparada à eternidade do espírito e que esses acontecimentos surgem como ensinamentos para o futuro.
E ainda, ao ser indagado se é permitido ao homem evitar os flagelos que o torturam, foi claro ao responder que em parte sim, pois muitos são resultados da imprevidência do próprio homem e que, à medida que adquire conhecimento e experiência pode afastá-los. Mas disse também que, aos males de caráter geral que afligem a Humanidade e que estão nos desígnios da Providência, o homem não pode se opor, deve submeter-se à vontade de Deus e aceitá-los.
O que não nos causa espanto algum é a declaração feita pelo escritor no final do artigo, onde diz que as respostas, tão coerentes e esclarecedoras, foram retiradas das questões 737 a 741 e O Livro dos Espíritos.
Isso nos mostra que, para um acontecimento tão atual já tínhamos recebido as respostas/explicações há mais de 150 anos. E, se já sabíamos a resposta, por que tantas dúvidas?
  
Natália

Correio da Fraternidade
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DE TRAIDOR A HERÓI, PARA QUEM ESTUDA


A RIE (Revista Internacional de Espiritismo), de Março 20410, trouxe reportagem sobre Judas Iscariotes. 
Segundo o próprio autor, o intuito do artigo foi o de levantar algumas hipóteses acerca da suposta traição perpetrada por este leal discípulo do Mestre. 
Uma pena o artigo não ter em seu índice bibliográfico O Evangelho de Judas. Este descuido custou caro ao artigo que ficou devendo para os fatos históricos atuais.
Manuscrito, com origem datada entre o século 3 e 4, por cientistas, neste mês completa 4 anos da sua revelação ao público. O referido documento histórico foi descoberto por volta de 1970, em uma caverna no Egito e resistiu ao tempo graças ao clima seco da região. Desde então o manuscrito passou por diversas mãos até ser entregue em 2001 à Fundação Mecenas, sediada na Basiléia (Suíça). Trata-se de um documento de 31 páginas escritas em papiro, cujo texto está escrito em egípcio antigo (o copta). O conteúdo, divulgado pela revista National Geographic mostra que Judas teria agido a pedido de Jesus, mesmo sabendo que depois seria perseguido por causa do seu ato. “Você será amaldiçoado”, teria alertado Jesus a Judas, Seu discípulo favorito. 
Na principal passagem do documento, Jesus diz a Judas: “Tu superarás todos eles. Tu sacrificarás o homem que me cobriu”. Segundo estudiosos, a frase significa que Judas ajudaria a libertar o espírito de Jesus do seu invólucro carnal.
Não deixe de se informar. Leia O Evangelho de Judas!

Daniel Lona


Correio da Fraternidade
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Grupo Espírita “Irmão Vicente”
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ESTAÇÕES NECESSÁRIAS


“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para
que sejam apagados os vossos pecados e
venham assim os tempos de refrigério pela
presença do Senhor.”  –  ATOS, 3:19.

Os crentes inquietos quase sempre admitem que o trabalho de redenção se processa em algumas providências convencionais e que apenas com certa atividade externa já se encontram de posse dos títulos mais elevados, junto aos Mensageiros Divinos.
A maioria dos católicos romanos pretende a isenção das dificuldades com as cerimônias exteriores; muitos protestantes acreditam na plena identificação com o céu tão só pela enunciação de alguns hinos, enquanto enorme percentagem de espiritistas se crê na intimidade de supremas revelações apenas pelo fato de haver frequentado algumas sessões.
Tudo isto constitui preparação valiosa, mas não é tudo.
Há um esforço iluminativo para o interior, sem o qual homem algum penetrará o santuário de Verdade Divina.
A palavra de Pedro à massa popular contém a síntese do vasto programa de transformação essencial a que toda criatura se submeterá para a felicidade da união com o Cristo. Há estações indispensáveis para a realização, porquanto ninguém atingirá de vez a eterna claridade da culminância. 
Antes de tudo, é imprescindível que o culpado se arrependa, reconhecendo a extensão e o volume das próprias faltas e que se converta, a fim de alcançar a época de refrigério pela presença do Senhor nele próprio. Aí chegado, habilitar-se-á para a construção do Reino Divino em si mesmo.
Se, realmente, já compreendes a missão do Evangelho, identificarás a estação em que te encontras e estarás informado quanto aos serviços que deves levar a efeito para demandar a seguinte.

Pão Nosso – Emmanuel, psic. Francisco C. Xavier – lição 13 – ed FEB

 (Compilado por Delcio)

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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A VERDADEIRA PAZ


Ao ler a mensagem intitulada “Refugia-te em paz” no jornalzinho do mês passado, foi impossível não identificá-la no dia a dia das nossas vidas.
A mensagem traz a explicação de Emmanuel para a seguinte frase de Marcos: “Havia muitos que iam e vinham e não tinham tempo para comer”. De maneira clara Emmanuel nos afirma que, apesar da grande preocupação do homem em progredir na ciência, avançar no campo da tecnologia a fim de “facilitar sua vida” e ter um pouco de paz, não lhe tem sobrado tempo para o que deveria ser sua principal preocupação: o progresso moral!
Um tanto incoerente, não é? Pois a dedicação ao nosso progresso moral é que nos traz a verdadeira paz. Vejamos, por exemplo:
- Um colega de trabalho difícil de se relacionar; neste caso costumamos reclamar, nos achar vítimas, ficar inconformado com tal situação, mas somos nós mesmos que transformamos em sofrimento o que poderíamos encarar com paciência, tolerância, oportunidade de aprendizado se nos dedicássemos ao estudo e prática do Evangelho.
O mesmo acontece quando somos contrariados. Conseguimos transformar em dor de estômago, dor de cabeça ou pressão alta, uma simples divergência de opinião, tudo porque a nossa vaidade não aceita. Se tivéssemos tempo para estudar o Consolador prometido, ele seria nosso guia e suporte para lidarmos com situações como estas.
Sabemos que a cada um de nós nos é dado segundo as nossas obras, pois somos espíritos eternos dotados da inteligência e possuímos o livre-arbítrio, ou seja, fazemos nossas escolhas. Cabe a cada um de nós ponderar, comparar e escolher como é que queremos utilizar nosso tempo.
Fica, então, o convite deixado pela referida mensagem para que “... adotemos efetivamente o aprendizado com o Divino Mestre...” refugiando-nos dentro de nossa alma, pois aí encontraremos as verdadeiras noções da paz e da justiça, do amor e da felicidade reais

Natália


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POR QUE NOS DETEMOS


POESIA

Há celebrações incontáveis
Relembrando nobres atos
De trabalhadores incansáveis
Que são, de exemplos, fartos.
Rememora-se a liberdade d’uma nação
Conquistada sem a utilização
De qualquer arma na mão,
Liderada pelo hindu¹ de singular inspiração.
Ou mesmo faz-se lembrança da simplicidade
Vencendo, com maestria, o egoísmo
E semeando a verdadeira caridade
Na região da Úmbria², em tempos idos.
Eis também na memória
A moça³ ainda em botão
A florir à França a unificação
Livrando-a de história inglória.
Adicionalmente relembra-se o homem nobre
Que esqueceu a si próprio
Para tornar-se o médico dos pobres4
E dedicar-se sempre ao próximo.
Bem como lembramos do médium mineiro5,
Que da singela Pedro Leopoldo
Esteve a amar ao mundo todo
E servir aos espíritos como fiel mensageiro.
 Demonstrando, em exemplificação,
Que o Consolador, o Espiritismo,
É ferramenta de pródiga utilização
Nas mãos do Cristianismo.
A este e outros luminares
Que serviram à Grande Causa
Faz-se recordações salutares
Mas de objetividade ainda balda.
Uma vez que tal contemplação
Torna-se improdutiva
Se não há a execução
Da verdade já admitida.
Olvida-se que Jesus, o Senhor,
Que, deste planeta, é o Grande Tutor
Enseja a todos o Seu convite
De trabalho e de amor.
Em prol do fenecimento
De egoística concepção
Para moral engrandecimento
E espiritual ascensão.
Deste modo, se negligencia
Que tal convite sereno
A todos sempre é feito
Nos níveis que nos caracterizam.
Tais Espíritos de escol, na realidade
Assumiram suas responsabilidades
Em favor da própria iluminação
Através da observância e execução
Dos imorredouros ensinos
Vivenciados pelo Cristo
E colocados em ação
Como propostas de evolução.
Portanto, agora, pensemos:
Se tal convite é feito
A todos, sem esquecimento,
Por que ainda nos detemos?

 1 Mahatma Gandhi
2 Francisco de Assis
3 Joana D’Arc
4 Dr. Bezerra de Menezes
5 Francisco C. Xavier
 Susan
  

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