quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

ceuinferno_015_1a. parte capítulo VIII - Os anjos - Refutaçao

1.Seria possível, segundo o Espiritismo, a existência de anjos?

2.Qual seria o processo de "criação de anjos"?

3.Quais os pontos de contato que faltam aos termos que a Igreja utiliza para caracterizar os planos da criação?

4.Qual é, para o Espiritismo, a utilidade do corpo físico para a alma?

5.Essa união entre a alma e o corpo físico é necessária a todo processo evolutivo do Espírito, segundo o Espiritismo? E para a Igreja?

6.Quais os argumentos que o Espiritismo utiliza para refutar a Doutrina dos Anjos? Escolha e cite três que você considera mais importantes e os comente.


Conclusão:

1.O espiritismo nos mostra que os Espíritos superiores poderiam ser chamados de anjos por suas características, as quais, no entanto, foram adquiridas através do trabalho, da evolução. Ou seja, os anjos são os espíritos dos homens em sua mais elevada escala evolutiva.

2. Os anjos teriam sido criados do nada, já puros e privilegiados, sem que nada precisassem  fazer para ocupar este patamar, antes da criação do homem: "puramente espirituais, anteriores e superiores à Humanidade, criaturas privilegiadas e votadas à felicidade suprema e eterna desde a sua formação, dotadas, por sua própria natureza, de todas as virtudes e conhecimentos, nada tendo feito, aliás, para adquiri-los".

3.Falta o encadeamento natural que liga todos os "setores " da natureza, isto é, nesta doutrina a criação destes planos foram feitos independentes um do outro, sendo que não se interligam: quem está num plano não poderá jamais aspirar estar, passar ou experenciar o outro, o que contraria a lógica que pode ser percebida por qualquer pessoa: tudo na natureza obedece a uma cadeia de relação em que cada nível depende do anterior ou se relaciona intimamente com ele.

4.A alma utiliza o corpo físico para sua depuração, para experenciar vivências só possíveis na carne. É seu instrumento de evolução num determinado período.

5.Essa união serve até um determinado nível evolutivo, quando o homem, por seu esforço, já não precisa mais das experiências terrenas, vai para outros mundos onde o corpo físico é cada vez mais etéreo até não ser mais necessário.

Para a Igreja a alma só coexiste ligada a um corpo físico, ou seja, pode-se deduzir daí que a alma só será completa estando ligada a um corpo físico.

6.Quais os argumentos que o Espiritismo utiliza para refutar a Doutrina dos Anjos? Escolha e cite três que você considera mais importantes e os comente.

O concílio de Latrão acredita, pois, firmemente, que as criaturas espirituais como as corpóreas foram simultaneamente formadas e tiradas em conjunto do nada, numa época indeterminada, no passado. A que fica reduzido, assim, o texto bíblico que data a Criação de seis mil dos nossos anos? E, ainda que se admita seja tal o começo do Universo visível, esse não é seguramente o começo dos tempos. Em qual crer: - no concílio ou na Bíblia?

Como se pode ver existe uma falha lógica nesta afirmação que negaria o texto bíblico; isto também demonstra que os homens do concílio não esperavam que o texto fosse analisado desta forma, já que na época de sua realização as pessoas ainda aceitavam o que fosse resolvido sem exame ou discussão, como de fato, a Igreja se impôs aos fiéis.

Se o destino essencial da alma é estar ligada ao corpo humano; se por sua natureza e segundo o fim providencial da Criação, essa união é necessária às manifestações das suas faculdades, forçoso é concluir que, sem corpo, a alma humana é um ser incompleto. Ora, para que a alma preencha os seus desígnios, deixando um corpo preciso se faz que tome um outro - o que nos conduz à pluralidade forçada das existências, ou, por outra, à reencarnação, à perpetuidade.

Apenas raciocinando de maneira lógica, já se pode ver a incoerência desta caracterização do ser humano: por que Deus criaria um ser para viver apenas uma vida física e com uma alma sem utilidade quando o corpo morre? Tudo leva para a verdade da pluralidade de existências. Só não vê quem não quer ter olhos para ver.

Aqui reponta uma questão vital, qual a de saber-se se a alma pode adquirir conhecimentos após a morte do corpo. Se uma vez liberta do corpo não pode adquirir novos conhecimentos, a alma da criança, do selvagem, do imbecil, do idiota ou do ignorante permanecera tal qual era no momento da morte, condenada à nulidade por todo o sempre. Mas se, ao contrário, ela adquire novos conhecimentos depois da vida atual, então, é que pode progredir.

Basta que se pense nos atributos de Deus, que sem eles Ele já não seria Deus, para perceber a incoerência desta linha de pensamento. Só podemos crer na progressão moral do Espírito para continuarmos crendo na justiça divina.

ceuinferno_015_1a. parte capítulo VIII - Os anjos - Refutaçao

1.Seria possível, segundo o Espiritismo, a existência de anjos?

2.Qual seria o processo de "criação de anjos"?

3.Quais os pontos de contato que faltam aos termos que a Igreja utiliza para caracterizar os planos da criação?

4.Qual é, para o Espiritismo, a utilidade do corpo físico para a alma?

5.Essa união entre a alma e o corpo físico é necessária a todo processo evolutivo do Espírito, segundo o Espiritismo? E para a Igreja?

6.Quais os argumentos que o Espiritismo utiliza para refutar a Doutrina dos Anjos? Escolha e cite três que você considera mais importantes e os comente.


Conclusão:

1.O espiritismo nos mostra que os Espíritos superiores poderiam ser chamados de anjos por suas características, as quais, no entanto, foram adquiridas através do trabalho, da evolução. Ou seja, os anjos são os espíritos dos homens em sua mais elevada escala evolutiva.

2. Os anjos teriam sido criados do nada, já puros e privilegiados, sem que nada precisassem  fazer para ocupar este patamar, antes da criação do homem: "puramente espirituais, anteriores e superiores à Humanidade, criaturas privilegiadas e votadas à felicidade suprema e eterna desde a sua formação, dotadas, por sua própria natureza, de todas as virtudes e conhecimentos, nada tendo feito, aliás, para adquiri-los".

3.Falta o encadeamento natural que liga todos os "setores " da natureza, isto é, nesta doutrina a criação destes planos foram feitos independentes um do outro, sendo que não se interligam: quem está num plano não poderá jamais aspirar estar, passar ou experenciar o outro, o que contraria a lógica que pode ser percebida por qualquer pessoa: tudo na natureza obedece a uma cadeia de relação em que cada nível depende do anterior ou se relaciona intimamente com ele.

4.A alma utiliza o corpo físico para sua depuração, para experenciar vivências só possíveis na carne. É seu instrumento de evolução num determinado período.

5.Essa união serve até um determinado nível evolutivo, quando o homem, por seu esforço, já não precisa mais das experiências terrenas, vai para outros mundos onde o corpo físico é cada vez mais etéreo até não ser mais necessário.

Para a Igreja a alma só coexiste ligada a um corpo físico, ou seja, pode-se deduzir daí que a alma só será completa estando ligada a um corpo físico.

6.Quais os argumentos que o Espiritismo utiliza para refutar a Doutrina dos Anjos? Escolha e cite três que você considera mais importantes e os comente.

O concílio de Latrão acredita, pois, firmemente, que as criaturas espirituais como as corpóreas foram simultaneamente formadas e tiradas em conjunto do nada, numa época indeterminada, no passado. A que fica reduzido, assim, o texto bíblico que data a Criação de seis mil dos nossos anos? E, ainda que se admita seja tal o começo do Universo visível, esse não é seguramente o começo dos tempos. Em qual crer: - no concílio ou na Bíblia?

Como se pode ver existe uma falha lógica nesta afirmação que negaria o texto bíblico; isto também demonstra que os homens do concílio não esperavam que o texto fosse analisado desta forma, já que na época de sua realização as pessoas ainda aceitavam o que fosse resolvido sem exame ou discussão, como de fato, a Igreja se impôs aos fiéis.

Se o destino essencial da alma é estar ligada ao corpo humano; se por sua natureza e segundo o fim providencial da Criação, essa união é necessária às manifestações das suas faculdades, forçoso é concluir que, sem corpo, a alma humana é um ser incompleto. Ora, para que a alma preencha os seus desígnios, deixando um corpo preciso se faz que tome um outro - o que nos conduz à pluralidade forçada das existências, ou, por outra, à reencarnação, à perpetuidade.

Apenas raciocinando de maneira lógica, já se pode ver a incoerência desta caracterização do ser humano: por que Deus criaria um ser para viver apenas uma vida física e com uma alma sem utilidade quando o corpo morre? Tudo leva para a verdade da pluralidade de existências. Só não vê quem não quer ter olhos para ver.

Aqui reponta uma questão vital, qual a de saber-se se a alma pode adquirir conhecimentos após a morte do corpo. Se uma vez liberta do corpo não pode adquirir novos conhecimentos, a alma da criança, do selvagem, do imbecil, do idiota ou do ignorante permanecera tal qual era no momento da morte, condenada à nulidade por todo o sempre. Mas se, ao contrário, ela adquire novos conhecimentos depois da vida atual, então, é que pode progredir.

Basta que se pense nos atributos de Deus, que sem eles Ele já não seria Deus, para perceber a incoerência desta linha de pensamento. Só podemos crer na progressão moral do Espírito para continuarmos crendo na justiça divina.

O LIVRO DOS MÉDIUNS
Estudo nr. 04  Primeira Parte  Noções Preliminares – Capítulo I  Existem Espíritos ?

Ao fazermos todas essas reflexões surge uma dúvida quase imediata: em que se transformam as penas e recompensas futuras se as almas não se destinam a um lugar determinado?  Entendemos que almas ao invés de sofrerem, carregam consigo a desdita ou a felicidade pois o comportamento de cada uma depende do seu grau de moralidade.

Um homem não é músico porque tenha bossa para a música, mas porque o seu espírito tem tendência para a música. O espírito é um artista do próprio corpo, por ele talhado à feição das suas necessidades e à manifestação das sus tendências.

A permanência em dias felizes ou desditosos dependerá da aceitação e da compreensão que a alma tenha da lei natural, dependendo dela os dias que se seguem proporcionando-lhes encontros com almas afins ou não, o que irá trazer para ela um melhor entendimento do momento que vive.
Conforme seu grau de pureza conseguem perceber que através dos esforços que fazem para se melhorarem, somente após terem vivido tudo aquilo que lhes é necessário, podem alçar graus mais elevados, no aspecto moral.
 É possível, ainda, compreender que os anjos são almas humanas que conquistaram um grau elevado, supremo e que todos podem chegar até lá através do fortalecimento diuturno do querer, pelo uso da boa vontade; que os anjos são os mensageiros do Senhor com a grande tarefa – missão – de zelar pela execução dos desígnios de Deus em todo o universo.  Podem ainda compreender que as almas das criaturas más – não depuradas (o que normalmente conhecemos como demônio), poderão, também, como as outras, atingir um estado de pureza, dentro da bondade e justiça de Deus, contrariando o que nos apresenta a doutrina dos seres criados para o mal.
 Enfim, as almas que habitam o espaço invisível são chamadas de espíritos e estão por toda a parte. Estão entre nós, observando-nos, incessantemente. Desempenham um importante papel no mundo moral e, até certo ponto no físico. Constituem, assim, uma das potências da natureza.
Se admitimos a existência da alma, temos também que admitir a existência dos espíritos, que são almas também.
 Nos fenômenos de manifestação espírita, deparamo-nos com a prova da existência da alma, no entanto há pessoas que negam a possibilidade dessa comunicação com os espíritos.  Essa gente até acredita na existência da alma, do espírito, porque se apoia na teoria de que os seres invisíveis não podem atuar sobre a matéria.
 É uma duvida que tem origem na ignorância da verdadeira natureza dos espíritos, da qual geralmente se faz uma falsa idéia.
 Se tomarmos por base que o espírito (alma) quando unido ao corpo – durante a vida – veremos que o espírito (alma) tem um duplo envoltório.
 Um pesado, grosseiro e destrutível que é o corpo; o outro fluídico, leve, semi-material, que é o perispírito. A parte fluídica, leve, semi-material tem a mesma forma do corpo.
 Considera-se, então, para o homem 03 (três) coisas essenciais:
A alma ou espírito, princípio inteligente onde reside o pensamento, a vontade e o senso  moral e que sobrevive após a morte do corpo.
O corpo, envoltório material que põe o espírito em relação com o mundo exterior.
O perispírito, envoltório leve, imponderável, que serve de laço intermediário entre o  espírito e o corpo.
 Dessa forma, não podemos considerar os espíritos como uma simples abstração, mas como um ser limitado e circunscrito que só falta ser visível para que possamos assemelhá-lo às criaturas.
 Tanto a existência de Deus como a existência da alma, constituem a base de todo o edifício do Espiritismo.
  Qualquer discussão espírita deve ser precedida pela aceitação dessa base. Se não houver aceitação dessa premissa é inútil prosseguir.
 Seria como querer demonstrar as propriedades da luz a um cego que não admitisse a existência da luz.
 As manifestações espíritas são efeitos das propriedades da alma.
 Admitidas a existência, a sobrevivência e a individualidade da alma, resta ainda saber se são possíveis as comunicações entre as almas e os vivos?
 A experiência provou esta possibilidade.
 Considerando que as almas estão em toda a parte, não é natural que alguém que nos amou toda a vida venha procurar-nos desejando comunicar-se conosco e, se utilize dos meios que estão ao seu dispor?
Admitida a sobrevivência da alma, seria racional negar-se a sobrevivência das afeições?
 Como os espíritos podem ir a toda parte, é igualmente racional admitir que os que nos amaram durante a vida terrena nos amem depois da morte, que vivam ao nosso lado e que conosco desejem comunicar-se.
 Estabelecidas como fatos, as relações entre o mundo visível e o invisível, conhecidas a natureza, a causa e a maneira porque se dão essas relações, temos um campo aberto à observação e a chave de um grande número de problemas ao mesmo tempo em que um poderoso elemento moralizador, resultante da eliminação da dúvida relativa ao futuro.
 O que gera dúvida na mente de muitas pessoas quanto a possibilidade das comunicações de além túmulo, é a falsa idéia sobre o estado da alma depois da morte.
 Em geral a imaginam como um sopro ou uma fumaça, como algo de vago, apenas concebível pelo pensamento, que evapora e vai não sei para onde, mas tão distante, que muito custa admitir que possa retornar a terra.
 Se, pelo contrário, a considerarem como um corpo fluídico, semi-material, elementos estes suficientes à concepção de um ser concreto, individual, as suas relações com os vivos já nada tem de incompatível com a razão.
 Na próxima edição iniciaremos o Capítulo II - O maravilhoso e o sobrenatural.

Bibliografia:  Kardec, Allan – O Livro dos Médiuns,  Kardec, Allan - O Céu e o Inferno,  Kardec, Allan – O que é o Espiritismo.

Elisabeth Maciel  Setembro
Nl04 17 Assistência Fraternal  

Caros irmãos,
Vamos estudar mais um capitulo do livro Libertação, pedindo a Jesus que ilumine nossos pensamentos para que possamos absorver o melhor possível os ensinamentos desse querido irmão, André Luiz, neste trabalho, em parceria ao nosso Chico Xavier, de amor e caridade.

Livro em estudo: Libertação
Tema: Assistência fraternal
Referência: Capítulo XVII

TEXTO PARA O ESTUDO
No segundo dia de serviço espiritual definitivo na carga de socorro a Margarida, nossa movimentação aureolava-se de sublime entusiasmo no santuário doméstico, que novamente se revestia das doces claridades da paz.
A casa transformou-se.
........
Enquanto apresentávamos a defensiva, o jovem casal louvava a alegria que lhes retornara aos corações.
De nosso lado, porém, as responsabilidades passaram a crescer.
.....
O prédio como que se reconciliava com a harmonia.
As medidas referentes à limpeza perseguiam adiantadas, quando vozes ásperas se fizeram ouvir, partidas da via pública.
Elementos da falange gregoriana gritavam por Saldanha, que compareceu, junto de nós, desapontado e algo aflito. Nosso Instrutor paternalmente lhe recomendou:
Vai, meu amigo, e mostra-lhes o novo rumo. Tem coragem e resiste ao venenoso fluido da cólera. Usa a serenidade e a delicadeza.
(.......)
Saldanha estampou na fisionomia perceptível gesto de reconhecimento e avançou na direção dos recém-chegados.
Uma das entidades de horrível semblante, de mãos à cintura, gritou-lhe, irreverente:
- Então? Que houve aqui? Traindo o comando?
O interpelado, que os últimos sucessos haviam alterado profundamente, respondeu humilde, mas firme:
- Meus compromissos foram assumidos a própria consciência e acredito dispor do direito de escolher a minha rota.
- Ah! - disse o outro, sarcástico - tens agora o direito... Veremos...
E tentando insinuar-se de maneira direta, clamou:
- Deixa-nos entrar!
- Não posso - esclareceu o ex-perseguidor -, a casa segue noutra direção.
O interlocutor lançou-lhe um olhar de revolta insofreável e indagou estentórico:
- Onde tens a cabeça?
- No lugar próprio.
- Não temes, porventura, as consequências do gesto impensado?
- Nada tenho a penitenciar-me.
O visitante fez carantonha de irritação extrema e aduziu:
- Gregório saberá.
E retirou-se acompanhado pelos demais.
Transcorridos alguns instantes, outros elementos assomaram à entrada, assustadiços e insolentes, com a repetição dos mesmos quadros.
Em breve, cenas diversas passaram a desdobrar-se.
Gúbio colocou sinais luminosos nas janelas, indicado a nova posição daquele abrigo doméstico, opondo-se às manchas de sombra que provinham dali; e, naturalmente atraídos por eles, Espíritos sofredores e perseguidos, mas bem intencionados, apareceram em grande número.
A primeira entidade a aproximar-se foi uma senhora que se ajoelhou à entrada, suplicando:
- Benfeitores de Cima que vos congregastes nesta casa, em serviço de luz, livrai-me da aflição!... Piedade! Piedade!...
Nosso Instrutor atendeu-a, imediatamente, permitindo-lhe a passagem. E, no pátio ao lado, contou em prato que se mantinha, há muito tempo, num edifício próximo, segregada por verdugos impassíveis que lhe exploravam antigas disposições mórbidas para o vício. Achava-se , porém, cansada do erro e suspirava por mudanças benéfica. Penitenciava-se. Pretendia outra vida, outro rumo. Implorava asilo e socorro.
(...)
Logos após, surgiram dois velhos rogando pousada. Ambos haviam desencarnado em extrema indigência num hospital. Revelavam-se possuídos de imenso terror. Não se conformava com a morte. Temiam o desconhecido e mendigavam elucidações. Padeciam de verdadeira loucura.
Curiosa dama compareceu pedindo providências contra Espíritos pervertidos e perturbadores que, em grande bloco, lhe não permitiam aproximar-se do filho, instigando-o à embriaguez.
A corrente de pedintes, contudo, não ficou aí.
Tive a idéia de que a missão de Gúbio se convertera, de repente, numa avançada instituição de pronto-socorro espiritual.
(...)
Enfileirando os sofredores de intenções nobres e retas que nos alcançavam, no vasto recinto de que dispúnhamos, nosso Instrutor recomendou que eu e Eloi nos colocássemos à disposição deles, ouvindo-os com paciência e prestando-lhes a assistência possível, a fim de se prepararem mentalmente para as orações da noite.
(...)
Muitas entidades em desequilíbrio, lá fora, reclamavam acesso, pronunciando rogativas comovedoras; todavia, o nosso orientador aconselhara fosse a entrada privativa dos Espíritos que se mostrassem conscientes das próprias necessidades.
De há muito aprendera que uma dor maior sempre consola uma dor menor e limitava-me a pronunciar frases curtas, para que os infelizes, ali congregados, encontrassem reconforto, uns com os outros, sem necessidade de doutrinação de minha parte.
Conduzindo-me desse modo, pedi a uma das irmãs presentes, em deplorável condições perispirítica, expor-nos, por gentileza, a experiência de que fora objeto.
A infortunada concentrou a atenção de todos em virtude das feridas extensas que mostrava no semblante.
- Ai de mim! Começou, penosamente - ai de mi, a quem a paixão cegou e venceu transportando-me ao suicídio!
(...)
Estou cansada e vencida...
_ convença-se de que receberá os recursos que pleiteia, por intermédio da prece  - esclareci, prometendo-lhe a colaboração eficiente de Gúbio.
A pobrezinha sentou-se, mais calma, e reparando que um dos irmãos presentes buscava salientar-se no intuito de relatar-nos a experiência de que era vítima, roguei atenção, em torno das palavras que pronunciaria.
Fitei-o, vigilante, e notei-lhe o singular brilho dos olhos. Parecia alucinado, abatido.
Com expressão típica da loucura cronicificada, falou aflito:
- Permite-me indagar?
- Perfeitamente - respondi surpreso.
- Que é o pensamento?
(...)
O pensamento é, sem dúvida, força criadora de nossa própria alma e, por isso mesmo, é a continuação de nós mesmos. Através dele, atuamos no meio em que vivemos e agimos, estabelecendo o padrão de nossa influência, no bem ou no mal.
- Ah! - fez o estranho cavalheiro, um tanto atormentado - a explicação significa que as nossas idéias exteriorizadas criam imagens, tão vivas quanto desejamos?
- Indiscutivelmente.
- Que fazer, então, para destruir nossas próprias obras, quando interferimos, erroneamente, na vida mental dos outros?
- Auxilie-nos a apreciar seu caso, contando-nos alguma de sua experiência - pedi com interesse fraternal.
(...)
- Fui homem de letras, mas nunca me interessei pelo lado sério da vida. Cultivava o chiste malicioso e com ele o gosto pela volúpia, entendendo minhas criações à mocidade de meus dias... Compreendi que me achava em ligação, desde a existência terrestre, com enorme quadrilha de Espíritos perversos e galhofeiros que me tomavam por aparelho invigilante de suas manifestações indesejáveis...
Acontece, porém que, abrindo meus olhos à verdade, na esfera em que hoje respiramos, em vão busco adaptar-me a processos mais nobres da vida...
...
Tenho vivido ao léu, qual alienado mental que ninguém compreende! Como entender, porém, os pesadelos que me possuem? Somos o domicilio vivo dos pensamentos que geramos ou as nossas idéias são pontos de apoio e manifestação dos Espíritos bons ou mais que sintonizam?
O infeliz deixou de falar, titubeante. Demonstrava-se atormentado por energias estranhas ao próprio campo íntimo, apaermado e trêmulo à nossa vista. Fitou em mim os olhos esgazeados de esquisito terror e, correndo aos meus braços, bradou:
- Ei-lo! Ei-lo que chega por dentro de mim... É uma das minhas personagens na literatura fescenina! Ai de mim! Acusa-me! Gargalha irônica e tem as mãos crispadas! Vai enforcar-me!...
Alçando a destra à garganta, denunciava aflito:
- Serei assassinado! Socorro! Socorro!...
(...)
O pobre beletrista desencarnado contorcia-se em meus braços, sem que eu pudesse socorrer-lhe a mente transviada e ferida.
Cautelosamente, enviei um emissário a Gúbio, que compareceu, em alguns segundos.
Examinou o caso e pediu a presença de Leôncio, o ex-hipnotizador de Margarida. À frente do recém-chegado, indicou-lhe o doente em crise e falou peremptório, mas bondoso:
- Opera, aliviando.
- Eu? Eu? - falou o convertido, semi-apalermado - merecerei a graça de transmitir alívio?
Gubio, no entanto, obtemperou, sem hesitar:
- Serviço construtivo e atividade destrutiva constituem problema de direção. A corrente líquida devastadora, que derruba e mata, pode sustentar uma usina de força edificante. Em verdade, meu amigo, todos somos devedores, enquanto nos situamos nas linhas do mal. É imperioso reconhecer, contudo, que o bem é a nossa porta redentora. O maior criminoso pode abreviar longos anos de pena, entregando-se ao resgate próprio, através do serviço benemérito aos semelhantes.
(...)
Leôncio não mais vacilou.
Magnetizou o enfermo dementado que, poucos minutos depois, silenciou, em profundo repouso.
Desde esse instante, o ex-perseguidor não mais me abandonou nas experiências do dia, desempenhando as funções de excelente companheiro.
(...)
Ao entardecer, a conformação e o contentamento reinavam em todos os rostos. Nosso Instrutor prometera conduzir os companheiros de boa vontade a esfera elevada, garantindo-lhes a passagem para a condição superior, e doce júbilo transparecia de todos os olhares.
Na exaltação da fé a confiança que nos dominavam, simpática senhora pediu-me permissão para cantar um hino evangélico, ao que anuí, prazeroso, e era de ver a beleza da melodia desferida em notas de maravilhoso encantamento.
... Aos últimos versos do cântico de esperança, jovem dama, de triste fisionomia, avançou para mi e disse, em voz súplice:
- Meu amigo, de hoje em diante adotarei novo rumo. Sinto, neste cenáculo de fraternidade, que o mal nos afundará invariavelmente nas trevas.
Fixou os olhos lacrimosos nos meus e rogou, depois de comovente intervalo:
- Promete-me, porém, a benção do olvido na "esfera do recomeço" Fui mãe de dois filhos, tão belos e tão puros como duas estrelas, mas a morte me arrebatou muito cedo do lar... Meu marido, em seis meses, esqueceu as promessas de muitos anos e entregou-me os dois anjos à madrasta sem entranhas, que cruelmente os amesquinha... Há vinte meses luto contra ela, tomada de incoercível revolta; todavia, estou entediada do ódio que me constringe o coração! Preciso renovar-me para o bem, a fim de ser mais útil. Entretanto, meu amigo, tenho sede de esquecimento. Ajuda-me por piedade! Prende-me em algum lugar, onde minhas recordações amargas possam tranquilamente morrer.
(...)
As rogativas e lágrimas daquela mulher acordaram-me a lembrança viva do próprio passado.
Eu também sofrera intensivamente para desvencilhar-me dos laços inferiores da carne. Sensibilizado, nela enxerguei uma irmã pelo coração e que me cumpria esclarecer e amparar.
Abracei-a, comovido, como se fizesse a uma filha, chorando por minha vez. E refletindo nas dificuldades de quantos empreendem a reveladora viagem da morte, sem bases de verdadeiro amor e de legítimo entendimento nos corações que permanecem à retaguarda, exclamei:
- Sim, farei tudo quanto estiver em minhas forças para auxiliar-te. Fixa-te em Jesus e doce esquecimento do perturbado campo terrestre te balsamizará o espírito, preparando-te para o vôo às torres celestes. Serei teu amigo e desvelado irmão.
Ela abraçou-me, confiante, como a criancinha quando se sente segura e feliz.

QUESTÕES INICIAIS PARA O ESTUDO

1 - Como Saldanha provou a mudança no seu espírito?

2 - Houve uma grande transformação na casa de Margarida. Consequentemente, também houve uma mudança de sintonia. No mundo espiritual, que mudança ocasionou?

3 - André Luiz, entre outros irmãos sofredores, acolheu um espírito que tinha sido um homem de letras e que estava sofrendo pelo que tinha escrito, principalmente com suas personagens. Usou seu dom a serviço de impressionar, destrutivamente seus leitores juvenis.
Até nossos dias, presenciamos muitos escritores trabalhando dessa forma. Qual a melhor forma para defender nossos filhos desses trabalhos espalhados pelos mais variados tipos de comunicação?  

4 - Esse mesmo letrista foi socorrido, a pedido de Gúbio, por Leôncio, ex-hipnotizador de Margarida. Por que  razão ele foi  o escolhido?

5 - Qual foi a "grande" instrução dada por Gúbio?

6 - Por que a dama suicida solicitava a Andre Luiz a benção do olvido na "esfera do recomeço"?  

Conclusão:

Com a transformação moral a que se submeteram seus principais algozes e com a mudança da sintonia que agora Margarida freqüentava, sua residência também passou por uma sensível melhora das vibrações nela predominantes. Do que antes era apenas sombra, passou a emanar uma luz que indicava a nova situação do local. Com isso, entidades do plano espiritual, que enfrentavam sofrimentos e perturbações, algumas vítimas de seus erros passados, aos quais ainda se mantinham vinculadas, outras que eram subjugadas por algozes impiedosos, passaram a procurar o local em busca de auxílio. O que antes era uma amostra das trevas passou à condição de pronto-socorro espiritual, onde aqueles infelizes foram atendidos pela equipe de benfeitores.                              

QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO

1 - Como Saldanha provou a mudança no seu espírito?
Saldanha, o antigo dirigente das entidades obsessoras e agora trabalhando em sentido oposto, a serviço do bem, provou que realmente  mudara  radicalmente  sua  maneira  de  pensar  e  agir  ao  responder  com tranqüilidade, firmeza e equilíbrio à interpelação que lhe dirigiu um espírito ainda entregue às falanges do  mal.
Não se deixando levar pelas provocações e impropérios que lhe foram dirigidos, Saldanha deixou  patente que a mudança que deixara opera em si era sincera e não tinha volta. Repeliu energicamente as provocações, mas manteve a serenidade característica daqueles que trazem tranqüila a consciência.

2- Houve uma grande transformação na casa de Margarida. Conseqüentemente, também houve uma mudança de sintonia. No mundo espiritual, que mudança ocasionou?
Mudando a sintonia vibratória da casa em direção diametralmente oposta à que até então predominava, o instrutor Gúbio colocou nas janelas do imóvel sinais luminosos indicando a nova situação.  Perante o mundo espiritual, o lar de Margarida passou a ser visto como um local de pronto-socorro espiritual, para onde passaram a acorrer um elevado número de desencarnados que se encontravam em acentuado estado  de  perturbação  e sofrimento, todos em busca de auxílio dos benfeitores.

3 - André Luiz, entre outros irmãos sofredores, acolheu um espírito que tinha sido um homem  de  letras  e  que estava sofrendo pelo que tinha escrito, principalmente  com  suas  personagens.  Usou seu dom a serviço de impressionar, destrutivamente seus leitores juvenis. Até nossos dias, presenciamos muitos escritores trabalhando dessa forma. Qual a melhor forma para defender nossos filhos desses trabalhos espalhados pelos mais variados tipos de comunicação?
Realmente, hoje, talvez até com maior intensidade do que à época em que se  passaram  os  fatos  narrados nessa obra, as produções oferecidas pela mídia ao público em geral, notadamente o infantil, por meio de literatura, filmes, músicas e tantas outras maneiras  de  manifestação  artística,  abusam  dos  apelos  a  criações  pouco edificantes, de baixa qualidade, que em nada contribuem à educação de nossos filhos.  É dever dos pais, em decorrência disso, exercer, de forma equilibrada e não manifestamente repressiva, um controle sobre o que os filhos lêem, assistem e ouvem, evitando as danosas conseqüências que podem advir de uma obra perniciosa, degradante.
Devem os pais orientar seus filhos a praticarem uma leitura elevada, instrutiva, como, dentre outras, as obras que a literatura espírita oferece. A evangelização, desde os primeiros anos de idade, é o instrumento mais eficiente para contribuir à obtenção desse resultado.
     
4 - Esse mesmo letrista foi socorrido, a pedido de Gúbio, por Leôncio, ex-hipnotizador de Margarida. Por que razão ele foi o escolhido?
A intenção de Gúbio foi oferecer ao ex-obsessor uma oportunidade de começar a reparação do mal que até então causara a Margarida e, certamente, a outras vítimas do grupo. Como esclareceu o instrutor, o serviço beneficente prestado aos semelhantes necessitados é a solução para o segredo da felicidade, pois se constitui no verdadeiro resgate das faltas pretéritas. Sendo o bem "a nossa porta redentora", no dizer do instrutor, Leôncio, ao se decidir pela dedicação ao trabalho construtivo, atravessou a porta que o separava da felicidade.

5 - Qual foi a "grande" instrução dada por Gúbio?
Que o trabalho no sentido do bem ou do mal constituem, tão somente, uma questão de livre-arbítrio ou, como se expressou, "um problema de direção". Aquele que se dedica ao mal está tão habilitado à prática do bem quanto o que já o pratica. É apenas uma questão de escolha. Enquanto nos situamos na linha do mal, vamos aumentando nossos débitos para com a Lei. Somente a opção pelo bem pode nos redimir.

6 - Por que a dama suicida solicitava a André Luiz a benção do olvido na "esfera do recomeço"?  
Se a reencarnação é o remédio que permite ao espírito recomeçar a sua trajetória evolutiva, remodelando a sua personalidade, o esquecimento do passado é uma benção sem a qual não se conseguiria atingir o objetivo da nova experiência corporal. A suicida em questão ainda se encontrava estreitamente ligada aos acontecimentos do passado, que a levaram ao tresloucado ato. Queria corrigir seu rumo, mas a lembrança daqueles trágicos fatos maculavam seu psiquismo, impedindo-a de caminhar para a frente. Por isso, rogou ao benfeitor que se lhe olvidasse o passado, por desconhecer, com certeza, que essa é uma das leis misericordiosas da Providência, com que todos, indistintamente, são beneficiados.


Um fraternal abraço a todos.

Sala Nosso Lar

CVDEE

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Céu inferno_014_1ª parte capítulo VIII - Os anjos - Os anjos segundo a Igreja.

1. Qual o princípio da Doutrina dos Anjos defendida pela Igreja?

2. Quais os três planos da criação? Onde se localizam os homens encarnados nesta hierarquia?

3. Que semelhança/diferença existe entre os termos que identificam os três planos da criação com o conhecimento Espírita?

5. Qual é, para o Espiritismo, a relação entre a alma e o corpo físico?

6. Como a Igreja explica essa união entre a alma e o corpo físico?

7. Que característica possui os anjos nesta doutrina? Você vê aí alguma semelhança com o que você já conhece da Doutrina Espírita?

 Conclusão:

1. Os anjos são uma ordem distinta da criação e foi-lhes dado uma posição celestial, acima da esfera do homem. Foram criados num determinado momento, antes da criação do mundo físico. São distintos dos seres humanos. Pertencem a uma categoria à parte, distinta do mundo material e espiritual como conhecemos; a natureza angélica subsiste por si mesma não só sem mistura como dissociada da matéria. Não são os espíritos dos mortos

2. Espiritual e corpórea, angélica e mundana - tendo sido formado depois, como elo entre as duas, a natureza humana, composta de corpo e Espírito

3. A semelhança é que a Igreja considera a existência do mundo espiritual e do material, sendo o homem dotado de corpo e alma quando na Terra.

5. O corpo físico é o instrumento da alma para vivenciar sua evolução necessária na Terra.

6. A nossa alma, igualmente espiritual, associa-se ao corpo de modo a formar com ele uma só pessoa, sendo tal e essencialmente o seu destino; "Nossa alma é de natureza simples e indivisível, porém limitada em suas faculdades. A idéia que temos da perfeição faz-nos compreender que pode haver outros seres simples quanto ela, e superiores por suas qualidades e privilégios. A alma é grande e nobre, porém, está associada à matéria, servida por órgãos frágeis e limitada no poder e na ação."


7. A descrição da Igreja para caracterizar as propriedades angélicas assemelha-se em muito com a descrição dos espíritos superiores, inclusive quanto aos atributos, com a ressalva que no Espiritismo já sabemos que estes espíritos são dos homens que já viveram entre nós e que, como nós, foram criados simples e ignorantes e não são seres privilegiados, são merecedores da condição que hoje usufruem.
O LIVRO DOS MÉDIUNS

Primeira Parte
 Noções Preliminares
 – Capítulo I - Existem Espíritos?

Os Espíritos existem ? Normalmente ficamos em dúvida quando deparamos com a questão sobre a existência de Espíritos e isto mostra claramente que desconhecemos a sua verdadeira natureza. Os Espíritos são considerados como algo à parte - fora da Criação; fazem parte de estórias fantasiosas, constam de romances, geram situações de constrangimento, de medo, contudo não existe a preocupação de buscar do que se trata, o que se quer dizer, se existe um fundo de verdade na estória ou situação apresentada. E, para evitar maiores trabalhos, são rejeitados sem a mínima consideração como se fosse uma coisa absurda.  Não importa a idéia que se faça DELES. A convicção que existem origina do fato de haver um Princípio Inteligente habitando o Universo, afora a matéria; o que coloca em cheque, isto e, contradiz frontalmente, o princípio da sua não existência.

Racionando, chegaremos a conclusões inimagináveis que poderão ser comprovadas, uma vez admitirmos a existência , a individualidade e a sobrevivência da alma não de forma dogmática, mas pela experiência e a observação.

O Espírito ( a Alma), tem si mesmo uma forma de energia pura e sutil que não podemos captar e analisar através de aparelhos materiais.

Na teoria espírita é o princípio inteligente dotado de potencialidades insuspeitáveis.

Em nossa condição evolutiva, só conhecemos o Espírito por suas manifestações por suas energias usadas, mas essas energias não são o Espírito e sim as forças de que ele se serve.  A essência do ser é uma realidade que escapa a todas as possibilidades cognitivas da ciência.  No Espiritismo nos socorremos da expressão princípio inteligente para definir essa essência e sua natureza, porque a inteligência como poder capaz de penetrar na essência das coisas e nos dar o conhecimento, é o seu aspecto mais evidente para nós.

Na verdade, só nos conhecemos pelos efeitos do que somos, não pelo que somos. Por exemplo, é o espírito (a alma) que move o corpo quando pensa, quando corre, quando pula , quando ama, quando gosta, quando fica alegre e quando fica triste; enfim o espírito dá vida ao corpo.

Se admitirmos a existência da alma e sua individualidade, após a morte, é necessário aceitar também que a sua natureza é diferente da natureza do corpo, bem como que possui consciência própria já que atribuímos a ela a capacidade de ser feliz ou infeliz.

E, acrescentar a isso que, após o desligamento do corpo material a alma juntamente com sua individualidade terá que ir para um lugar onde possa estar. O que traz mesmo a curiosidade é saber que lugar é esse e o que será feito dela? Chega a ser um temor não saber e não ter certeza do que poderá ocorrer.

Há uma antiga crença que diz que vai para o céu ou para o inferno, mas nós não os conhecemos senão pelas noções de religião de nos foram passadas; e essa noção não é suficiente para dar ao homem uma tranqüilidade racional.

O homem insuficientemente esclarecido teme o que poderá ocorrer porque não tem noção da vida futura.

A vida futura para eles é uma idéia vaga, antes uma probabilidade do que certeza absoluta, acreditam que o presente é positivo, que deve se ocupar dele em primeiro lugar e que o futuro virá por sua vez.

Então, como compreender o céu de estrelas após termos aprendido que o nosso planeta não é o centro do Universo, que o nosso próprio sol nada mais é que um entre milhões de sois que brilham no infinito, sendo cada qual um o centro de um turbilhão planetário?

A razão se recusa a acreditar nessa inutilidade dos cosmos e tudo parece mostrar que esses mundos são também habitados.

O que foi feito da antiga importância da terra que a alma habitava, agora perdida nessa imensidade? Qual seria o motivo porque a terra - esse grão de areia - seria o único povoado habitado por seres racionais?

Novamente retornamos à pergunta: em que se tornam as almas depois da morte do corpo e para onde vão?

O desenvolvimento da Astronomia e da Geologia destruíram as suas antigas moradas e a teoria racional da diversidade dos mundos habitados lançou-as ao infinito.

Não existindo um acordo entre a doutrina que busca localizar as almas e os resultados fornecidos pelas ciências, temos que aceitar um conjunto de princípios mais lógico que não delimita áreas ou lugares, mas que dá-lhes o espaço infinito. É todo um mundo invisível que nos envolve e no meio do qual vivemos rodeados por eles.

Acreditar que os seres vivos estejam limitados ao ponto que habitamos no Universo, seria por em dúvida a sabedoria de Deus, que nada fez de inútil e deve ter destinado esses mundos a um fim mais sério do que o de alegrar os nossos olhos. Nada, aliás, nem na posição, nem no volume ou na constituição física da terra, pode razoavelmente levar-nos à suposição de que ela tenha o privilégio de ser habitada com exclusão de tantos milhares de mundos semelhantes.  As condições de existência dos seres nos diferentes mundos devem ser apropriadas ao meio em que tem de viver. Se nunca tivéssemos visto peixes, não compreenderíamos como alguns seres pudessem viver fora da água. O mesmo acontece com os outros mundos, que sem dúvida contêm elementos para nós desconhecidos.

Na próxima edição continuaremos com o estudo do Capítulo I – Existem Espíritos?

Bibliografia

Kardec, Allan – O Livro dos Médiuns,
Pires, J. Herculano – Mediunidade,
Mello, Cleo de Albuquerque – O Espírito,
Kardec, Allan - O Livros dos Espíritos.

Elisabeth Maciel Agosto / 2001

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

IRC-Espiritismo
Palestra Virtual

Tema: Doenças Cármicas
Palestrante: Dr. Luiz Carlos Formiga

Rio de Janeiro 10/10/1997

IRC-Espiritismo
Organizadores da Palestra:

Moderador: "Brab" (nick: [Moderador])

"Médium digitador": "jaja" (nick: Luiz_Formiga)

Oração Inicial:

Pai, te pedimos força, coragem, fé e resignação, e que possamos ter como norma de conduta o Teu evangelho. Agradecemos a oportunidade de estarmos aqui, momento esse de aprendizado e esclarecimento. Obrigado, Pai, por tudo que nos proporcionastes até hoje. Assim seja!

Apresentação do Palestrante:

Professor adjunto da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Espírita por hereditariedade(Meu avô já era espírita) :)) Especialidade: Microbiologia Médica. Coordenador do Núcleo Espírita Universitário. Dentro das doenças cármicas, os temas que me sinto mais a vontade são Hanseníase (lepra) e AIDS. (t)

Perguntas/Respostas:

<[Moderador]> [1] /Dracon/ Doenças cármicas são incuráveis?

Não! Depende do tempo de duração da prova.
Lembrar do cego de nascença que Jesus curou. (t)

<[Moderador]> [2] /Ricardo/ A Epilepsia é 100% uma doença cármica?

Não sei. Mas acredito que todas as doenças são cármicas.(t)

<[Moderador]> [3] /Yes/ Formiga, como o componente espiritual como uma das causas das doenças, está sendo visto pela ciência oficial, ou pelo meio acadêmico, atualmente?

Existem duas vertentes da ciência. A vertente materialista e a vertente espiritualista da ciência. A vertente espiritualista tem ganho um grande campo e já influencia até a Organização Mundial de Saúde (OMS). Para você ter uma idéia, o próprio manual de psiquiatria da Sociedade Americana já pede para o médico olhar com cuidado aquelas pessoas que dizem ver e ouvir espíritos para fazer o diagnóstico diferencial do surto psicótico para aquilo que as Universidades italianas vêm chamando de fenômeno mediúnico. Como você vê, a vertente espiritualista está ganhando terreno e num futuro bem próximo o espiritual terá o seu lugar de destaque na academia. (t)

<[Moderador]> [4] /alexso/ Como diferenciar uma doença cármica de uma doença "ocasional"? (ocasional no sentido de, doença devido a problemas físicos, por exemplo?)

A doença ocasional é aquilo que a gente poderia chamar de "acidente de percurso", ocasionada pela ignorância, como utilizar camisas de vênus no Brasil, uma vez que elas foram reprovadas em mais de 50 % nos exames de controle de qualidade. Dessa forma, o indivíduo mal informado que utiliza a alavanca da promiscuidade, que é a camisinha, pensando que está fazendo sexo seguro. E como ele está num mundo como espírito encarnado está sujeito a sofrer as conseqüências da sua invigilância, construindo, dessa forma, um futuro que é uma interrogação. (t)

<[Moderador]> [5] /Dracon/ Uma doença cármica pode ser completamente evitada através da prática do amor e da caridade?

Pode. Eu conheço um caso, embora não possa identificar os nomes, mas ela trocou um câncer de útero por uma nova gravidez. A informação veio de um médium bastante confiável, do nível dos melhores médiuns do Brasil. Por isso que I Coríntios, 13-14, Paulo fala da excelência da caridade e no 15o. Capítulo do Evangelho Segundo o Espiritismo, o lema liberal é "Fora da Caridade não há Salvação". Por caridade, entendemos o amor em ação. (t)

<[Moderador]> [6] /Ricardo/ No caso especifico da Hanseníase, ela pode ser tratada com a Homeopatia e de que forma?

O tratamento da Hanseníase, hoje, é um tratamento científico e a Polioquimioterapia é eficaz. Não achamos que seja necessário utilizar, exclusivamente, a homeopatia.
No entanto, não sou homeopata, nem clínico, mas, depois que os ângulos de ligação das moléculas de água foram modificados após a fluidificação da água, por que não acreditar que a dinamização utilizada por Hanneman, o pai da homeopatia, não venha a ser eficaz?. No entanto, o plano da organização mundial da saúde é a erradicação da doença até o ano 2000, utilizando a alopatia. Aliás, na minha especialidade, nós trabalhamos com o micróbio e o antibiótico, descobrindo novos antibióticos, que já entregamos à classe médica.... Resta agora o governo melhorar as condições de vida da nossa população, porque a Noruega, na década de 40, erradicou a doença sem usar antibióticos. (t)

<[Moderador]> [7] /Vadico/ Dentro da nossa pequenez, como melhor passar pela doença cármica e pelos acidentes de percurso?

I Coríntios, 13-14 (Sem preconceitos, leia o livro "O Dom Supremo" - adaptado por Paulo Coelho). (t)

<[Moderador]> [8] /Crystal/ Três casos de síndrome numa família, seria um carma escolhido pelas três pessoas, para se "purificarem" juntas?

Provavelmente. (t)

<[Moderador]> Temos agora 3 perguntas relacionadas, amigo Formiga. Irei colá-las uma a uma, em série.

<[Moderador]> [9] /alexso/ Gostaria que o senhor falasse um pouco sobre a AIDS e sua relação direta com o carma.

<[Moderador]> [10] /Yes/ Certa vez, numa palestra na mocidade que eu freqüentava, perguntaram se a AIDS era uma espécie de punição à Humanidade. Você respondeu não saber se era ou não, dando a entender que essa preocupação era até irrelevante. De lá pra cá sua opinião mudou, já que já devem ter surgido novos elementos para o estudo da questão?

<[Moderador]> [11] /Eva/ Não seria a AIDs nada mais que "um acidente de percurso"?

O processo de retorno à vida na Terra passa pela reencarnação que, por sua vez, passa pela sexualidade, que, por sua vez, passa pelo princípio do prazer. Considerando isso, é pertinente pensar que todos, de alguma forma, já devemos ter cometido enganos no campo da sexualidade. Por isso, qualquer um de nós está sujeito a pegar AIDS. A questão do castigo, acredito que, como nos demonstrou a Doutrina Espírita, Deus é soberanamente justo, mas é amor, e acima de tudo, inteligência suprema, inteligência que não parece condizer com a idéia de castigo. Será que Deus, tão inteligente, não teria idéia melhor?. A AIDS pode até ser um acidente de percurso, mas é difícil acreditar pelo que comentamos acima.
Se a AIDS existisse na época de Paulo, que carta ele escreveria aos Coríntios? (t)

<[Moderador]> Mais 2 perguntas relacionadas, amigo: [12] /LIZz/ Como eu sei que é uma doença cármica?/ [13] /names/ Uma doença cármica tem cura nesta existência?

Lembra que nós falamos da troca do câncer por uma nova gravidez? Nessa gravidez, não seria esse filho um câncer? Que espírito seria esse? Um general de Hitler? Quer trocar:) Posso saber se uma doença é cármica, através da revelação mediúnica. Mas, para quê saber? Veja a prece de abertura.
A doença cármica pode até não ter cura, mas a ação no amor vai torná-la muito branda. Sabemos de um caso, por revelação mediúnica, de um indivíduo que perderia o braço, no entanto, perdeu apenas um dedo. Estava atento à excelência da caridade.(t)

<[Moderador]> [14] /Ricardo/ Mas ao erradicar uma doença, eu não posso estar substituindo-a por outra. Como dentro de um processo de ajuste de microorganismos? Ou seja, ao fechar uma porta não estaremos abrindo uma janela? Ou utilizando determinados antibióticos, atirando com um canhão para matar uma formiga?

É interessante o raciocínio, mas parece uma premissa falsa. É como o caráter da revelação espírita. Os espíritos vieram, mas não deixaram que Kardec não "suasse a camisa". A pesquisa é nosso dever e foi desta forma que recebemos uma codificação. No campo da saúde, lutar contra os males é fundamental e sedar a dor é divino. (t)

<[Moderador]> [15] /Vadico/ Como doença cármica, devemos entender aquelas que são resgates e barreiras escolhidas por nós mesmo, ou também os danos e estragos que causamos ao nosso períspirito e levamos para uma nova encarnação?
Dizem que muitas vezes a resposta está na própria pergunta. Examine-a e você vai concordar comigo. Uma hipótese não exclui a outra. (t)

<[Moderador]> [16] /alexso/ O câncer também é uma doença cármica, mas proveniente de que tipo de erros?

(A pergunta é muito importante). O tipo de erro é muito variável para qualquer doença cármica. Exemplo: Um corsário que singrava os mares e roubava as mulheres é um leproso moral. Você pode perceber que a expressão cármica, no futuro, será leproestigma. Um leproso moral pode corresponder a uma hanseníase virchowiana.[ A Lei é corretiva e atua primariamente no campo psicológico, sendo que as circunstâncias físicas são apenas um meio pelo qual a finalidade educativa é alcançada. A reação no plano físico não é exata. Derramou sangue - corresponde a uma anemia irreversível. (t)

<[Moderador]> [17] /MED_MIKE/ Doutor Formiga, ter uma doença cármica muitas vezes é interpretado como um castigo. Daí o velho conceito de milhões de religiões que falam que Deus castiga. De uma certa forma isto não pode ser interpretado como um castigo?

Como havíamos comentado anteriormente, a finalidade do sofrimento não é punitiva (castigo), mas corretiva.
O indivíduo que prejudicou o semelhante de maneira grave precisa sentir na própria pele a dor que o outro experimentou, a fim de reeducar-se e quando novamente posto numa situação em que tenha oportunidade de reincidir, ele seja capaz de resistir aos seus impulsos. É lei educativa, não é punitiva. (t)

<[Moderador]> [18] /MED_MIKE/ A depressão poderia ser uma doença cármica? Que tipos de erros poderia trazer?

Sim, a depressão, vista como tristeza profunda, pode ser conseqüência realmente de erros do passado. Mesmo sem fazer regressão de memória, o indivíduo pode, examinando suas tendências, desconfiar dos erros cometidos no passado.
O próprio Kardec comenta que não há necessidade de fazer regressão de memória, é só fazer a viagem introspectiva.
O vazamento do passado no presente pode realmente nos levar à depressão, afinal de contas nós não somos boas biscas. A sorte é que já aprendemos o valor da prece, do passe e da água fluidificada. (t)

<[Moderador]> [19] /names/ É certo afirmar que uma doença cármica não tem cura na medicina ,pois tem origem em resgate do espírito?

Não. Eu trouxe um caso clínico de um paciente com câncer e que ficou curado através da medicina espiritual.
Estou chamando de medicina espiritual, porque o paciente foi acompanhado por um médico espírita, professor de medicina em São Paulo e que o descreveu recentemente. Maiores detalhes, depois do nosso comercial. :)))) (t)

<[Moderador]> [20] /alexso/ E a loucura, esquizofrenia, seria uma doença cármica também? Como diferenciá-la da obsessão, neste caso? <[Moderador]>

[20 - Complementação] /Brab/ Que relação existe entre doença cármica e processo obsessivo?

Este é um campo difícil para o palestrante, uma vez que nunca vi nenhum micróbio com problemas obsessivos ou de loucura. :))) O ideal seria trazer o Dr. Jorge Andréa.
Mas, para não deixar em branco, gostaria de dizer que, dependendo do obsidiado, o carma é do obsessor. (t)

<[Moderador]> [21] /^Fabinho^/ Dr. Formiga, você percebe alguma diferença entre doenças congênitas e doenças adquiridas, do ponto-de-vista cármico. Ou seja , as primeiras não tem fuga possível e seriam então uma "sentença" inexorável, ao contrário das adquiridas, para as quais seria possível agirmos mais?

É, concordo que existe essa diferença, assim como existem as reencarnações compulsórias. Felizmente, nós já somos espíritos iluminados :))) e já podemos programar o nosso AIDS adquirido com 10 das 17 marcas de camisinha que tinham o selo do INMETRO, que atesta a qualidade dos produtos!!
Bela segurança!! Em outubro de 1996, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor soltou um resultado alarmante:
13 das 20 marcas mais usadas não cumpriam os requisitos de segurança para o produto. Está armada a estrada para os nossos acidentes de percurso. Mas não esqueçam que temos agora, no momento, um milhão e meio de crianças que nascem com AIDS (congênito?) E a OMS prevê, no ano 2000, 5 milhões de crianças com AIDS. (t)

<[Moderador]> [22] /names/ Os efeitos de uma doença cármica podem ser eliminados por regressão de memória?<[Moderador]>

[22 - Complementação] /Yes/ É comum companheiros de todo o país perguntarem aqui sobre a utilização da regressão (TVP) como tratamento para doenças e problemas. Diante do risco que isso pode representar, como podemos orientar corretamente esses irmãos?

Você me pergunta se os efeitos de uma doença cármica podem ser eliminados, mas não seria melhor perguntar se eles não seriam agravados? Principalmente porque esse tipo de tratamento é tão complexo que necessita de pessoal especializado e espiritualizado. Mais uma vez, gostaria que o Jorge Andréa estivesse dormindo e que pudesse dar uma incorporadinha em mim para resolver problemas tão complexos :))))) (t)

<[Moderador]> [23] /MED_MIKE/ Uma doença cármica não deve receber tratamento médico-físico?

Toda doença deve receber tratamento. "Sedar a dor, divino é". (t)

<[Moderador]> [24] /Crystal/ Durante uma hipnose é possível fazer algo que a doença cármica não permite? Andar, por exemplo.

Acredito que durante a hipnose, um cego pode ver, porque a visão é espiritual, mas na experiência do cientista "português", que retirou as pernas da aranha ele chegou a conclusão que mandando ela andar e ela não andando, a aranha sem perna não escuta. :))) . Volto a dizer a vocês que o campo da psicologia e da psiquiatria está muito longe do meu conhecimento, e só muito humildemente e com muito carinho estou agüentando tantas perguntas inteligentes e difíceis de responder. Gostaria de fazer uma: Quem é vítima, quem é mártir e quem é vilão na história da AIDS? As crianças, os homossexuais promíscuos masculinos ou os bissexuais em geral? E as mulheres que confiaram em seus maridos e foram enganadas? Já pensaram nisso?(t)

<[Moderador]> [25] /Eva/ Forte sentimento de arrependimento, por compreender que uma obrigação ou responsabilidade não foi cumprida, pode resultar em uma “doença cármica” em encarnação posterior?

Sim, nascer com a doença cármica de fazer o bem. (t)

<[Moderador]> [26] /MED_MIKE/ Devemos aceitar uma doença como a AIDS e o Câncer como algo que depende de nossa evolução.
Sendo assim, estaríamos presos a um destino onde não adiantaria a medicina preventiva. Como fica então essa questão: previnamos ou aceitemos o "destino"?

As duas colocações são pertinentes. Aceitemos agora e previnamos o depois, ou seja, resignação e coragem, oração e vigilância para não cair em erros piores. Ele disse:
"Vai e não peques mais para que algo pior não te aconteça." Ele conhecia a lei educativa, mas Nicodemos não entendeu. E ele era doutor, hein!! :)) (t)

<[Moderador]> [27] /names/ A origem da doença cármica está no perispírito ou no espírito?

A origem de toda doença está no espírito, por isso que a cura passa pelo dom supremo, que é o amor. Você já viu Jesus com diarréia? :)"Mente sã em corpo são." Mesmo no momento da crucificação, Ele não foi com nenhuma reserva emocional estocada, tanto que pediu ao Pai que os perdoasse, afinal eles não sabiam o que estavam fazendo. É a lição do amor incondicional que passa pela saúde plena, assim como já conhecemos o prazer, está na hora de descobrirmos o que é o amor. E a AIDS veio não para castigar, mas para lecionar. (t)

<[Moderador]> Última pergunta, amigo Formiga: [28] /Quantus/ O mundo passa por fases que diferem entre si em relação ao carma da humanidade, visto que ao longo dos tempos a Humanidade se depara com novos tormentos, perde outros, alguns se equilibram entre si, etc. Uma guerra, apesar de não ser um problema congênito, pode propiciar doenças congênitas indiretamente.
Dando um exemplo: Radioatividade. Como explica-se isso, ou estarei errado em avaliar?

Qual a doença congênita daquele rapaz que lançou a bomba de Hiroshima? Isto é uma pergunta-resposta para você pensar profundamente. Recomendo a você e a inddia que leiam o livro "Dores, Valores, Tabus e Preconceitos" de autoria de Luiz Carlos Formiga. :))) Em tempo, os direitos autorais foram cedidos gratuitamente. Pode comprar que eu não vou ficar rico.:))) Vocês lembram do meu comercial? Só consegui fazer agora!! :)))) (t)

Considerações finais do Palestrante:

Gostaria de agradecer a todos que participaram e que se sensibilizaram com o problema da AIDS. Hoje o Brasil ocupa o 2o. lugar no mundo e o primeiro lugar da América Latina, em número de casos de Hanseníase e os pacientes sofrem muito por causa do preconceito e da rejeição que têm nas próprias famílias. Tudo isso ocasionado pelo leproestigma. Na AIDS, o problema não é menor. A AIDS é, sem dúvida, a lepra dos nossos dias. E foi trabalhando com esses doentes, que Madalena curou todos os seus complexos de culpa. Gostaria que todos vocês lutassem comigo para que o povo brasileiro não rejeitasse esses doentes. É o que lhes pede, nesse momento, um espírito que se assina como René Pessa socorram a Casa Maria de Magdala em Niterói. Contatos comigo, Luiz Formiga, NEU-FUNDÃO - Caixa Postal 68043 - CEP: 21944-970 - Rio - RJ - Brasil. O Núcleo vai realizar o 1o. ciclo introdutório universitário ao estudo sistematizado da Doutrina Espírita entre 23/10 a 18/12/97 no CCS-UFRJ. O curso está aberto aos alunos, funcionários e professores. Os temas que serão discutidos: A Doutrina Espírita, Primórdios do Espiritismo, Movimento Espírita no Brasil. Imortalidade da Alma, Reencarnação, Mediunidade.
Os Espíritos, O Passe, A Obsessão. Diversos expositores:
Ana Guimarães, César Rabelo, Ermínia San Gil, Geraldo Guimarães, Horácio Ramazine, Leon Pereira, Luiz Milleco, Luiz Formiga (o próprio) :)) e Paulo Eduardo Hobaica. Muita paz!
PT Saudações! (t)

Oração Final:

Meus amigos , nesta noite , em que recebemos as bênçãos dos ensinamentos , que movem nossa alma. Pedimos mais um instante , para agradecer a Deus e a Jesus pela oportunidade maravilhosa. Agradecemos pela oportunidade recebida, sabemos que somos tão pequenos e imperfeitos e muito temos a aprender.

Mas sabemos também de nossa responsabilidade diante do sofrimento de nossos irmãos, que sofrem, que choram em seus leitos, seus lares, hospitais. Senhor, derramais suas benção, aliviando, consolando, enxugando as lágrimas de nossos companheiros de caminhada. Possamos nós participar dessa seara maravilhosa, aprendendo a amar, cada vez mais. Fica conosco, Senhor, envolve-nos e inspira-nos no caminho do bem. Que assim Seja!