sábado, 19 de junho de 2010

O Livro dos Espíritos Estudo 22


INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA
VIII - PERSEVERANÇA E SERIEDADE
Pelo estudo anterior (VII), vimos que o verdadeiro caráter do Espiritismo é o de ser uma Ciência. Essa característica permite que homens de todas as crenças se encontrem. Nesse campo não há dissensões, desavenças, discrepância, uma vez que seus princípios são independentes das questões dogmáticas.
Como Ciência filosófica que é suas conseqüências e aplicação é moral... "terreno onde todos os cultos podem se reencontrar, a bandeira sob a qual todos podem se abrigar, quaisquer que sejam suas crenças, porque jamais foi objeto de disputas religiosas"...
... "a parte moral que exige a reforma de si mesmo. Para os homens em particular, é uma regra de conduta abrangendo todas as circunstâncias da vida, privada ou pública, o princípio de todas as relações sociais, fundadas sobre a mais rigorosa justiça"...
Para chegar a essas conclusões ocupou-se:
• Da observação dos fatos e não das particularidades desta ou daquela crença
• Da pesquisa das causas
• Da explicação que os fatos podem dar, dos fenômenos conhecidos tanto na ordem moral como na ordem física
• Não impõe nenhum culto aos seus partidários
• Pela formação e uso da razão leva perceber sistemas enganosos, fruto da interpretação falha, pessoal, unilateral
• Desperta no homem o desejo de renovar-se pela antevisão do futuro
• Reconduz à religiosidade, isto é, a viver os objetivos maiores da crença, pois na lógica de seus raciocínios leva a enxergar a finalidade da vida, o porque das dores, acalmando desesperos e ensinando os homens a se amarem como irmãos.
Um estudo com essas características, não pode ser feito por aqueles que se aproximem com julgamentos precipitados, com prejulgamentos ou levianamente, detendo-se no que ouviram falar, sem se disporem a tudo ver, analisar, deduzir, comparar, etc.
Estes se limitarão a acreditar, a admirar, a se deter nas manifestações, uma vez que nada mais buscam além do fenômeno. Para estes, o Espiritismo se fecha como uma série de fatos mais ou menos interessantes.
Outros, nessa mesma faixa, até perceberão o alcance filosófico; admiram a moral dele decorrente, mas não se encontram interessados na prática.
Quem se dispuser a perceber-lhe a essência há que se caracterizar pelo espírito aberto, sem predisposição, sem opiniões já formadas, com inteireza de caráter, constante, firme, isento de prevenções na busca ininterrupta não só da causa, da mecânica, do fato em si, mas, e principalmente, na dedução das conseqüências, na aplicação desse conhecer renovador dos sentimentos que burila, melhora, sutiliza, renova a essência, o ser espiritual.
Na decorrência desse processo, surgirá, despontará, caracterizar-se-á o espírito sincero que compreende a Doutrina sob seu verdadeiro ponto de vista. Estes não se contentam admirar a beleza da proposta moral: - praticam-na e aceitam todas as conseqüências que essa opção atrair.
Convencidos de que a existência terrena é passagem, detalhe transitório, buscam a melhor forma para fazer de cada acontecimento, de cada estímulo que a Vida propicia, momentos de progresso. Vigilantes, alegres, descontraídos, felizes, esforçam-se, através dos procedimentos naturais, por fazer o Bem, educando inclinações inferiores, estudando tendências e preferências, para renová-las, agora, sob objetivos maiores, transcendentes.
Nesse sentido ou sob esses objetivos, as relações e posições tomadas, passam a ser seguras, pois as convicções reais, ligam-no as fontes propulsoras da Vida, na caridade onde amar e servir, passam a ser a preocupação de suas decisões e atos, objetivo enfim, de conduta ... "estes são os verdadeiros espíritas, ou melhor, os espíritas, ou melhor, os espíritas cristãos"...
Sem precisar de muitos argumentos, percebe-se que só se atingirá tal meta, aqueles que imprimam a seus estudos, pesquisa, continuidade, seqüência; que sem interrupção dê seguimento, com regularidade, de modo metódico, desde o início, buscando conhecer o que já existe a respeito, as opiniões responsáveis que tratam do assunto, prosseguir, encadeando idéias no conhecimento que se estrutura e forma.
Nesse campo mental, não se detém, nem no questionamento, nem na resposta isolada, pessoal, justamente porque entende que o conhecimento se forma através de vinculações que comporão o todo.
Estes, são alguns dos sinais ou o caminho que atrai a simpatia dos bons Espíritos, presentes onde a pureza das intenções, a fé, o fervor, a confiança, os sentimentos nobres estão unidos à razão, na pesquisa perseverante e séria que busca e conduz ao Bem.
Sem esses cuidados, sem essas qualidades, ficar-se-á a mercê dos levianos que, atraídos a campo próprio, permanecem justamente porque encontraram meio livre, gerados pela irresponsabilidade, pelo personalismo, oportunismo, ociosidade, brincadeiras, falta de circunspeção, seriedade enfim.
... "se quereis respostas sérias, sede sérios vós mesmos, em toda a extensão do termo e mantende-vos nas condições necessárias: somente então, obtereis grandes coisas. Sede além, disso laboriosos e perseverantes em vossos estudos para que os Espíritos superiores não vos abandonem como faz um professor com os alunos negligentes."
Ainda:
... "o Espiritismo não pode considerar crítico sério, senão aquele que tudo tenha visto, estudando e aprofundando com a paciência e a perseverança de um observador consciencioso; que do assunto saiba tanto quanto qualquer adepto instruído, que haja por conseguinte, haurido seus conhecimentos algures, que não nos romances da Ciência; aquele que não se possa opor fato algum que lhe seja desconhecido, nenhum argumento de que já não tenha cogitado e cuja refutação faça, não por mera negação, mas por meio de outros argumentos mais peremptórios; aquele finalmente, que possa indicar, para os fatos averiguados, causa mais lógica do que a que lhes aponta o Espiritismo. Tal crítico ainda está por aparecer.".

Bibliografia
 Kardec, Allan - O Livro dos Espíritos - Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita VIII.
 Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo - I - Introdução
 Kardec, Allan - Revista Espírita - Maio - 1859 Outubro - 1860
 Kardec, Allan - O Livro dos Médiuns - Cap II – 14

Leda Marques Bighetti
Abril / 2003

PALAVRAS DE VIDA ETERNA - ESTUDO 34

Livro: "Palavras de Vida Eterna"

Lição n. 34 - "Prossigamos"

"Irmãos, quanto a mim não julgo que o haja alcançado; mas, uma
coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e
avançando para as que estão diante de mim..."- Paulo

Emmanuel, ao comentar o trecho da carta que Paulo escreveu aos Felipenses, traz para nossa reflexão uma questão muito importante relacionada com o progresso do Espírito, que é a estagnação. A inércia, a imobilização diante de acontecimentos do passado, que não foram os mais agradáveis, os mais felizes para a pessoa, seja por atos que ela tenha praticado, ou, por outros em relação a ela, tais como, ingratidão, incompreensão, etc.

Isso acontece, por não percebermos que as situações só se modificam para melhor, quando nos dispomos a trabalhar para transformá-las, e, também, por esquecer, justamente, de algo muito importante que é a finalidade maior da existência, que é atingir a perfeição relativa.

Paulo diz aos Felipenses, que tinha consciência de não haver, ainda, alcançado a perfeição, mas, que uma coisa ele fazia, esquecia o que havia ficado atrás, e avançava para as que estavam diante dele, para o alvo que desejava alcançar.

Deixava claro com estas palavras, que não ficava parado lamentando os seus enganos, quando para defender a Lei que ele acreditava ser a Verdade, perseguiu tenazmente os cristãos. Também, não lamentava, nem censurava a incompreensão de familiares e amigos, que lhe voltaram às costas.

É o exemplo daquele que não fica preso ao passado, pelo contrário, recomeçou a sua vida com empenho e vontade férrea, deixando uma vida, onde desfrutava de ótima situação financeira, para dar início a outra de privações e muito trabalho para sobreviver como tecelão.

Reflitamos, que apesar das imperfeições que todos trazemos, e por isso é que cometemos muitos enganos, eles - os enganos - não podem servir de pretexto para a inércia.

Os desacertos devem ser considerados experiências para Espíritos que estão no caminho que leva à perfeição, ainda, não chegaram lá, ainda, não estão prontos, estão se fazendo, se construindo e que, portanto, o recomeço sem lamentações deve estar na pauta dos deveres de cada um de nós.

Prossigamos, esquecendo o mal e fazendo todo o bem possível.

Maria Aparecida Ferreira Lovo
Abril / 2004


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88- O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

– ALLAN KARDEC


CAPÍTULO X: BEM-AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS


ITENS 11, 12 E 13: NÃO JULGUEIS PARA NÃO SERDES JULGADOS.


AQUELE QUE ESTIVER SEM PECADO ATIRE A PRIMEIRA PEDRA

“Não julgueis, pois, para não serdes julgados: porque, com o juízo que julgardes os outros, serei julgados; e com a medida com que medirdes vos medirão também a vós.

(Mateus, VII: 1 e 2)

“Então, lhe trouxeram, os escribas e os fariseus, uma mulher que fora apanhada em adultério, e a puseram no meio, e lhe disseram: Mestre, esta mulher foi agora mesmo apanhada em adultério, Moisés, na lei, mandou apedrejar a estas tais. Qual é a vossa opinião sobre isto? Diziam, pois, isto, os judeus, tentando-o, para o poderem acusar.

Jesus, porém, abaixando-se, pôs-se a escrever com o dedo na terra. E como eles perseveram em fazer-lhe perguntas, ergueu-se Jesus e disse-lhe: Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire-lhe a primeira pedra.

E tornando a abaixar-se, escrevia na terra.

Mas eles, ouvindo-o, foram saindo um a um, sendo os mais velhos os primeiros.

E ficou só Jesus com a mulher, que estava no meio, em pé.

Então, erguendo-se, Jesus lhe disse: Mulher, onde estão os que te acusam?

Ninguém te condenou?

Respondeu ela: Ninguém, Senhor. Então Jesus lhe disse: Eu tampouco te condenarei; vai e não peques mais.” (João VIII: 3 a 11)

Há mais de dois mil anos, esse fato aconteceu, justamente, no meio do povo que recebera a primeira grande revelação divina, os dez mandamentos recebidos por Moisés, uns mil e trezentos anos antes, onde um deles é: “Não matarás”.

A lei do apedrejamento da mulher adúltera, uma das mais injustas na historia da humanidade, pois, para haver o adultério são necessários um homem e uma mulher, não faz parte da lei divina, uma vez que essa é imutável. Deus não comete erros, não precisando de retificações.

Os dez mandamentos continuam sendo a base de toda justiça humana e divina.

As demais leis, promulgadas por Moisés, foram leis adequadas ao grau de evolução de um povo: rigorosa, inflexível, cruel em determinados pontos, para manter, pelo temor, a unidade dos seus membros, que se destacavam pela manutenção da fé em Deus único, embora, pelo tempo vivido no Egito, e, pelas dificuldades da jornada, estivessem um tanto descuidados das suas tradições, influenciados pelos usos e costumes egípcios.

Moisés exercia seu poder de chefe de um povo, da maneira que julgava ser necessário, na longa caminhada – quarenta anos - em direção à terra prometida. Mas suas leis, excetuando os dez mandamentos, recebidos através de sua mediunidade, foram leis para aquele povo, naquela época.

A cena descrita por João transporta-nos ao tempo de Jesus, em um lugar público, onde um grupo de homens se aproxima dele, colocando uma mulher assustada no centro de uma roda que se formara, para exigir-lhe uma posição diante da lei.

Ele não tinha nenhuma autoridade civil ou religiosa para libertá-la da morte.

Vemos Jesus ouvindo as perguntas, percebendo a intenção do grupo presente de conseguir um motivo, para acusá-lo de desrespeitar a lei. Vê a mulher atemorizada, sabendo o que a esperava, porque conhecia a lei injusta e cruel.

Não se altera não se horroriza, não acusa ninguém, não tenta convencê-los a mudar de atitude. Chega a agachar-se para escrever com o dedo na terra.

Como os homens insistiram, porque queriam pegá-lo em falta em relação ao cumprimento da lei mosaica, ou em contradição aos seus ensinos, visto que o apedrejamento da mulher adúltera seria uma incoerência, uma contestação aos seus ensinos, simplesmente, diz que aquele, dentre eles, que estivesse sem pecado, isto é sem erros, sem infringência das leis, que atirasse na mulher, a primeira pedra, continuando a escrever na terra.

O espanto deve ter sido muito grande: não havia nas palavras de Jesus nada que desrespeitasse Moisés, nem incoerência com seus ensinos; apenas demonstrou-lhes que nenhum deles estava isento de erros, portanto, não tinham autoridade moral para julgar, condenar e aplicar a pena.

E a frase de Jesus continua sendo lida, estudada, divulgada, repetida e nós, que nos consideramos cristãos, encarnados e desencarnados, ainda não nos desvencilhamos do hábito de apontar, criticar, censurar, condenar, desejar punir os que cometem erros.

Jesus deixa bem clara a necessidade que todos têm da indulgência, visto sermos Espíritos em desenvolvimento, sujeitos, pois, a enganos e omissões.

“Ensina que não devemos julgar os outros mais severamente do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar-nos outros o que nos desculpamos em nós.

Antes de reprovar alguém, consideremos se a mesma reprovação não nos pode ser aplicada”.

Quando aceitamos algum erro nosso, o que nem sempre é feito, encontramos sempre motivos para explicar e justificar nossas atitudes e ações, mas, somos exigentes e severos com os erros dos outros.

Pior ainda, quando, para defendermo-nos de alguma censura ou crítica de alguém, acusamos esse alguém de outras falhas, que nada têm com o fato e a situação atual.

Defender-se acusando outros, é sinal do reconhecimento de sua falta, querendo, por falta de argumentos sólidos, denegrir o outro, desacreditando-o.

Mas então não se pode criticar o que está errado?

Allan Kardec esclarece que pode haver dois motivos na censura da conduta alheia: reprimir o mal ou desacreditar a pessoa cujos atos se critica.

Esse último não tem a menor justificativa, decorrendo da maledicência e da maldade, demonstrando imperfeição moral, necessitando, quem assim age, de reeducação de seus sentimentos e emoções, partindo do reconhecimento de suas falhas.

Quanto ao primeiro motivo, é necessário que ele exista e seja cumprido a fim de que o mal seja banido dos corações humanos e, por conseqüência, eliminado da sociedade.

Assim, esse ensino de Jesus não pode ser levado em conta, no seu sentido absoluto, uma vez que o mal para ser debelado, tem de ser reconhecido. Apontá-lo, pois, onde aparece, com o propósito de combatê-lo, pode ser uma atitude louvável, uma vez que daí pode surgir um bem.

“Aliás, não deve o homem ajudar o progresso dos seus semelhantes?”

Jesus não podia, pois, proibir de se reprovar o mal. Demonstrou, com clareza e objetividade, que “a autoridade da censura está na razão da autoridade moral daquele que a pronuncia. Tornar-se culpável daquilo que se condena-nos outros é abdicar dessa autoridade e, mais ainda, é arrogar-se o direito de repressão. A consciência íntima, de resto, recusa qualquer respeito e toda submissão voluntária àquele que, investido de algum poder, viola as leis e os princípios que está encarregado de aplicar. A única autoridade legítima, aos olhos de Deus, é a que se apóia no bom exemplo. É o que resulta, evidentemente, das palavras de Jesus.”

Bibliografia:

KARDEC, Allan - “O Evangelho Segundo o Espiritismo”

Leda de Almeida Rezende Ebner
Setembro / 2008

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O LIVRO DOS MÉDIUNS - Estudo 27

SEGUNDA PARTE

DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS

CAPITULO IV

TEORIA DAS MANIFESTAÇÕES FÍSICAS

Estudo 27: itens 75 a 78

Continuando o estudo do capítulo IV, relembramos que o fluido universal, que encerra o princípio da vida, é o agente principal das manifestações e que esse agente que recebe seu impulso do Espírito, quer seja encarnado ou errante. O fluido condensado constitui o perispírito ou invólucro semimaterial do Espírito. Na encarnação, o perispírito se acha unido à matéria do corpo; na erraticidade está livre. Quando o Espírito está encarnado, a substância do perispírito se acha mais ou menos fundida com a matéria corpórea, mais ou menos colada a ela, se assim podemos dizer. Em algumas pessoas se verifica, por efeito de suas organizações, uma espécie de emanação desse fluido e é isso, propriamente falando, o que constitui o médium de efeitos físicos. A emissão do fluido animalizado pode ser mais ou menos abundante, como mais ou menos fácil a sua combinação, daí os médiuns mais ou menos possantes. Essa emissão, porém, não é permanente, o que explica a intermitência do poder mediúnico.
Para compreender esses processos Allan Kardec propõe uma comparação. Quando queremos atingir alguma coisa à distância de nós, é pelo pensamento que o tentamos, mas o pensamento sozinho não poderia realizar o nosso intento. Precisamos de um instrumento que o pensamento dirigirá: um bastão, um projétil, um sopro, etc. Note-se ainda que o pensamento não age diretamente sobre o bastão, que precisamos pegar. A inteligência, que é o próprio Espírito encarnado, está unida ao corpo pelo perispírito e não pode agir sobre o bastão sem o corpo. Assim: ela (a inteligência) age sobre o perispírito que é a substância com que tem mais afinidade, o perispírito age sobre os músculos, estes fazem a mão pegar o bastão e o bastão atinge o alvo. Quando o Espírito está desencarnado necessita de um instrumento que não pertence ao seu organismo esse instrumento é o fluido com ao auxílio do qual torna o objeto apropriado a realizar o impulso da sua vontade.

Quando, pois, um objeto é movido, erguido ou atirado no ar, o Espírito não o pegou, não o ergueu nem o atirou como nós fazemos com as mãos. Ele o saturou, por assim dizer, com o seu fluido, combinado com o do médium, e o objeto, assim, momentaneamente vivificado, age como um ser vivo, com a diferença de não ter vontade própria e obedecer ao impulso da vontade do Espírito.

Assim, o fluido vital, dirigido pelo Espírito, dá vida artificial e momentânea aos corpos inertes. Sendo o perispírito formado por esse fluido, segue-se que o Espírito encarnado, por meio do seu perispírito, é quem dá vida ao corpo, conservando-se unido a ele enquanto o organismo o permite. Quando se retira, o corpo morre. Agora, se em vez de uma mesa, fizéssemos uma estátua de madeira, teríamos sob a ação mediúnica, uma estátua que se moveria e daria pancadas, respondendo às nossas perguntas. Teríamos, em suma, uma estátua animada momentaneamente de uma vida artificial. Em lugar de mesas falantes, também se poderia dizer estátuas falantes. Quanta luz lança esta teoria sobre uma imensidade de fenômenos até agora inexplicáveis! Quantas alegorias e efeitos misteriosos vem explicar!

Ressalta Allan Kardec que os incrédulos ainda objetam que o fenômeno da suspensão das mesas, sem ponto de apoio, é impossível, por contrariar a lei de gravitação. Responde o Codificador que, em primeiro lugar, a negação não constitui uma prova; em segundo lugar, que, sendo real o fato, pouco importa contrarie ele todas as leis conhecidas, circunstância que só provaria uma coisa: que ele decorre de uma lei desconhecida e os negadores não podem alimentar a pretensão de conhecerem todas as leis da Natureza.

Nos próximos estudos, concluímos o estudo do capítulo IV, abordaremos aumento e diminuição de peso dos corpos.

BIBLIOGRAFIA:


KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2. ed. São Paulo: FEESP, 1989 - 2ª Parte Cap. IV - itens 75 a 78

Tereza Cristina D'Alessandro
Outubro / 2003

O Livro dos Espíritos Estudo 21

Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita

VII - A Ciência e o Espiritismo

1- Fatos que motivaram as reflexões contidas nesse item - Explicação da Ciência para os fenômenos espíritas

7- Esses cuidados ou melhor o uso desse método, contribui para que muitos fenômenos considerados como sobrenaturais, maravilhosos, etc. sejam esclarecidos, colocando-os na ordem natural assim como a lei da gravitação universal fez vir a tona a explicação de fenômenos sobre os quais as opiniões não só se dividiam, como eram as mais absurdas possíveis. Da mesma forma a lei das afinidades moleculares, o mundo microscópio, a eletricidade etc., cada um a sua vez resolvendo dificuldades, problemas, mistérios incompreendidos ou falsamente interpretados.

Esses raciocínios ampliam-se quando percebemos que há muito a esclarecer, novas leis e forças existentes, pontos obscuros que passo a passo o homem vai percebendo pela própria força do movimento evolutivo.

O Espiritismo, nesse aspecto, experimenta, investigava a ação do mundo invisível sobre o visível e afirma-o como lei natural. Prova através de fatos patentes irrecusáveis demonstrando que esse mundo nos envolve, é essencialmente inteligente uma vez que composto de almas dos homens que já estiveram encarnados: Representam papel ativo no mundo visível produzindo fenômenos de ordem particular.

Não sendo possíveis de serem explicados por leis conhecidas a Ciência os chama de maravilhosos, porém, dentro das leis da natureza, produzidos em todos os tempos e que de um modo mais ou menos real serviram de base à todas as religiões.

A existência e ação reguladora ou direcionadoras do fenômeno é demonstrada sob a ação de leis, que circunscreve e delimita o fato não deixando dúvida a quem se disponha estudar.

Só pede ao estudioso, ao cientista duas coisas:

- que ao se dispor a estudar o façam no sentido completo que o termo possui, indo fundo, não atribuindo características que o fato não possui;

Depois,

- creiam ou não, que experimentem, isto é, ponha a prova, comprovem o que a teoria propõe.

..."ajudados por essa alavanca, tomada como simples hipótese resolve os milhares de problemas históricos, sociológicos, arqueológicos, antropológicos, teológicos, morais, sociais etc., ante os quais têm fracassado e verão o resultado. Não se pede fé, mas sim, atitude consciente de quem realmente busca conhecer."

8- Esse o objetivo da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas... "definido em seu título e no preâmbulo do regimento atual como exclusivamente o estudo da Ciência Espírita. O que queremos antes de tudo não é convencer-nos, pois já o estamos, mas instruir-nos e aprender aquilo que não sabemos. Para tanto queremos colocar-nos nas mais favoráveis condições. Como tais estudos exigem calma e recolhimento, queremos evitar tudo quanto fosse causa de perturbações. Tal é a consideração que deve prevalecer na apreciação das medidas que adotarmos."

E o regulamento sobre o objetivo da Sociedade prossegue em itens claros, precisos, enfáticos como, por exemplo:

  • A Sociedade não se apresenta como propagandista de suas idéias. (Deseja sim a difusão, mas entendem que elas se propagarão decorrentes das posições morais de cada um. Se assim não cresse seria necessário ao Espiritismo estar detido em uma sociedade regularmente constituída sem a qual o Espiritismo estaria em perigo)
  • A SPEE não é mais preponderante do que milhares de sociedades livres ou reuniões particulares da França e do estrangeiro
  • Quer instruir-se: por isso, só admite pessoas sérias, animadas do mesmo desejo
  • Não impõe suas idéias a ninguém: os que as adotarem é que as julgam justas
  • Nossas reuniões não se baseiam em qualquer interesse material. Como o interesse será puramente moral ..."sem nenhuma consideração mercantil"...

A multiplicidade das sociedades que se criarem estarão unidas pelo verdadeiro espírito da doutrina livres ou ..."não acessíveis ao ignóbil sentimento de inveja" ..."é preciso que se entenda que as raízes do Espiritismo não estão em nossa sociedade, mas no mundo inteiro"... "Existe algo de mais poderoso, de mais influente que todas as sociedades":

- é a doutrina que vai ao coração

- a razão dos que a compreendem e sobretudo

- o modo de ser daqueles que a praticam.

O Codificador define a forma de ação frente aos objetivos reais, racionais, comprometidos com a busca.

Evidencia que na pesquisa os princípios da Ciência Espírita vão mais longe deduzindo aplicação nas conseqüências morais, pois aí está, na renovação do ser, sua verdadeira utilidade.

..."fiz os meus primeiros estudos sérios de Espiritismo, menos ainda por efeito de revelações que por observação. Apliquei a essa nova Ciência, como até então o tinha feito, o método da experimentação: nunca formulei teorias pré-concebidas; observava atentamente, comparava, deduzia as conseqüências; dos efeitos procurava remontar às causas pela dedução, pelo encadeamento lógico dos fatos, não admitindo como válida uma explicação, senão quando ela podia resolver todas as dificuldades da questão... Entrevi nesses fenômenos a chave do problema tão obscuro e tão controvertido do passado e do futuro, a solução do que havia procurado toda a minha vida; era, em uma palavra, uma completa revolução nas idéias e nas crenças; preciso, portanto, se fazia agir com circunspecção e não levianamente, ser positivista e não idealista, para me não arrastar pelas ilusões".

9- Assim, como que um "a b c", a Ciência Espírita ensina na comprovação dos fatos:

  • O mundo invisível que nos circunda reage constantemente sobre o mundo visível
  • Esse mundo é uma das forças da natureza
  • Conhecer os efeitos dessa força é ter explicação para uma porção de fatos que passam despercebidos
  • Se esses efeitos podem ser funestos conhecer a causa é ter um meio de preservar-se contra ele...
  • Se sucumbir não poderá o homem queixar-se senão de si, porque não terá a ignorância como desculpa
  • Uma das táticas dos Espíritos inferiores para alcançar seus fins é a desunião, pois sabem que facilmente dominam aqueles sem apoio. Uma vez senhores do terreno, podem fascinar, subjugar, aproveitando o lado fraco que descobrem

..."eis senhores, o que nos mostram os exemplos que a cada momento se desdobram aos nossos olhos tanto no mundo dos Espíritos como no mundo corpóreo"...

Percebemos dois aspectos considerados a parte experimental e a filosófica ou teórica.

Não há precipitação. Há confiança na verdade, na superioridade dos Espíritos que trabalharam na Codificação ao lado do controle do experimentador só incorporando uma idéia quando esta preenche todos os detalhes requeridos ao racional, ao lógico, concorde fatos e observações onde nada as contrarie. Ao lado desses critérios, faz imprescindível a discussão na troca de idéias com pessoas até mais esclarecidas que o próprio experimentador.

É nesse trabalho que se buscarão sinais mínimos pelos quais se traem os menos elevados ou mais astuciosos. Não pode haver (e não houve da parte dos Espíritos comprometidos com o Espiritismo) dominação, imposição, idéias ou reflexões equívocas, contrárias à benevolência, prescrições ridículas longe disso, pensamentos grandes, nobres, sublimes, sem mesquinharias relações, exteriorizadas tanto nos maiores como nos menores aspectos, como o melhor, o mais sábio, prudente, moral e esclarecido.

Essas premissas são corroboradas pela identidade do ensino de fatos que se assentam no raciocínio sem curiosidade, frivolidade, - único meio apto a satisfazer aqueles que pensam e não se detém na superfície.

Essa é uma maneira diferente de ver?

Sim, e há aqueles que podem não simpatizar com esses princípios... "porque nada prova que estejamos certos"...

Também nada prova que eles estejam mais certos, pois que ainda duvidam e a dúvida não é uma doutrina. Pode e até é bom que haja a divergência das opiniões sobre ponto da ciência. Será justamente no uso dos métodos que se desgastarão as dúvidas abrindo ou indicando direções novas que na colaboração de todos se somam para o todo ideal. O que não deve haver, são as hostilidades - isso não é nem digno e nem científico ..."há porém, princípios sobre os quais temos a certeza de não estarmos enganados: é o amor do Bem, a abnegação, a abjuração de todo sentimento de inveja e ciúme"...

"O fim do Espiritismo é melhorar aqueles que o compreendem. Procuramos dar o exemplo e mostrar que, para nós, a Doutrina não é letra morta. Numa palavra, sejamos dignos dos bons Espíritos, se quisermos que estes nos assistam. O Bem é uma couraça contra a qual virão sempre quebrar-se as armas da malevolência".

Allan Kardec

Bibliografia

O Livro dos Espíritos - Allan Kardec - Introdução XVII

Revista Espírita - Allan Kardec – Edicel

Item 1a 2:2 - junho – 1859

Item 3 ------- maio – 1859

Item 4 ------- fevereiro – 1859

Item 5 - 5:1- janeiro – 1858

Item 6 - 6:1- julho – 1859

Item 7 -------outubro - 1862

Item 8 ------ abril - 1860 - O principiante Espírita - Allan Kardec - 1ª parte

Item 9 - R. E. Julho - 1859

Leda Marques Bighetti
Março / 2003

PALAVRAS DE VIDA ETERNA - ESTUDO 32


Francisco Cândido Xavier pelo Espírito Emmanuel

ACALMA-TE

“... A Deus tudo é possível..." - Jesus. (Mateus, 19 : 26.)

Acalma-te, recomenda Emmanuel.

É possível pôr em prática essa exortação diante das solicitações da vida moderna, face os dissabores que inesperadamente nos assaltam?

Se é possível, como fazê-lo?

A maioria com certeza, responderá que para se ter calma são indispensáveis conforto, independência financeira, estabilidade no emprego, saúde, silêncio e tantas outras situações consideradas como essenciais.

Se possível fosse reunir todos esses elementos será que bastariam para que a vida fosse sentida com serenidade?

Não. Reunidos todos esses fatores, somando-se a eles tantos outros, também importantes ainda assim, surpreenderíamos o homem agitado, tenso, intranqüilo.

Como explicar essa aflição?

Exatamente porque tranqüilidade, calma, é uma condição íntima da criatura.

Joanna de Ângelis em Dimensões da Verdade cita Marco Aurélio que em se referindo à tranqüilidade, em sua "Meditação" define "tranqüilo" como um Espírito bem ordenado, significando que calma, paz, decorre de um estado de ordem, boa disposição, certeza interior que se reflete exteriormente nas atitudes seguras e harmônicas.

Essa ordem nasce, pode ser adquirida pela educação, no objetivo de renovar as disposições íntimas, no sentido da evolução espiritual e de instruir-se para vencer a ignorância ampliando as possibilidades do conhecimento.

Essas diretrizes são imprescindíveis à busca da calma, levando esse trabalho a um estado de espírito confiante, firme nos padrões evangélicos, sem receios íntimos, equilibrado pela reflexão que leva a agir sem precipitações.

Trabalhar calma, paz interior, viver calmamente é imprescindível para a construção do caminho a seguir, cumprindo com determinação, boa vontade, as obrigações, compromissos, deveres edificantes que o mundo impõe a cada dia em situações-convites que se apresentarão desde formas amenas até as duras, complicadas ou sofridas.

Nos bons momentos quanto nas dificuldades, conflitos e sofrimentos, calma, tranqüilidade no Espírito, dará forças para superar as próprias limitações, condições melhores para resolver problemas abrindo campo propício à inspiração dos amigos espirituais que estimularão a progredir, não desanimar, a partir do instante que identifiquem o esforço de querer fazer o que nos cabe, buscando o melhor na confiança de que se fizermos a nossa parte, a parte de Deus Ele a fará.

Bibliografia:

Xavier, Francisco Cândido. "Palavras de Vida Eterna: Acalma-te". Ditado pelo Espírito Emmanuel. 17a ed. Uberaba - MG - CEC. 1992.

Franco, Divaldo Pereira. "Dimensões da Verdade: Serenidade". Ditado pelo Espírito Joanna de Angelis. 2a ed. Salvador _ BA - Livraria Espírita "Alvorada". 1977.

Iracema Linhares Giorgini

Março / 2004

quinta-feira, 17 de junho de 2010

87 – O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

CAPÍTULO X: BEM-AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS

ITENS 9 E 10 : O ARGUEIRO E A TRAVE NO OLHO

“Porque vês tu, pois, o argueiro no olho do teu irmão, e não vês a trave no teu olho? Ou, como dizes a teu irmão: Deixa-me tirar-te do teu olho o argueiro, quando tens no teu uma trave? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás como hás de tirar o argueiro do olho de teu irmão.” (Mateus, VII: 3 a 5)

A palavra argueiro significa partícula leve, cisco; por extensão: coisa insignificante.

Trave significa viga; pedaço de madeira ou de outro material utilizado para sustentar ou reforçar uma estrutura.

Os orgulhosos e os pseudo-sábios sorriem á vista da descrição dessa situação inverossímil.

Mas, esse é mais um exemplo da preocupação de Jesus em usar de coisas simples e chamativas, às vezes pela situação absurda, a fim de que suas palavras não se perdessem e se fixassem na memória dos que o ouviam, porque ele sabia da necessidade de um longo tempo de desenvolvimento espiritual para que grande parte da humanidade entendesse seus ensinos.

As palavras ficaram, foram entendidas por muitos, mas, muitos mais, somente agora, estão percebendo seu real significado e sua importância, e outros muitos, nem chegaram até aí.

Quanto mais se estuda os Evangelhos, mais Jesus se agiganta, se eleva, se sublima aos nossos olhos, à nossa ainda imperfeita capacidade de compreensão e entendimento, e seus ensinos de mais de dois mil anos, mostram-se atuais e cada vez mais necessários a toda humanidade da Terra.

Nessas palavras, citadas por Mateus, Jesus destaca a facilidade que o homem tem em perceber os erros alheios e a dificuldade que tem em perceber os seus.

“Para julgar-se a si mesmo, seria necessário poder mirar-se num espelho, transportar-se de qualquer maneira fora de si mesmo, e considerar-se como outra pessoa, perguntando: Que pensaria eu, se visse alguém fazendo o que faço?”

Admirável Kardec, com sua sabedoria de tornar sua escrita acessível a todos, escrevendo de maneira simples sobre coisas difíceis de serem entendidas e vividas!

Olhar-se para si mesmo, como se outra pessoa fosse, é a maneira melhor, talvez a única, de conhecer-se a si próprio, idéia já conhecida desde antes de Sócrates, que a divulgou há mais de trezentos anos antes de Cristo nascer.

Isso é possível ao homem, observando, perseverantemente, as suas reações aos acontecimentos, às situações da vida e às pessoas com as quais se relaciona ou convive.

Analisando essas reações com objetividade, sem complacência, nem justificativas, como se outra pessoa fosse, vai - se conhecendo a si próprio.

A partir desse hábito, fica mais fácil, conhecer suas qualidades em desenvolvimento, as que estão quais novas plantinhas, ainda frágeis, requerendo cuidados e atenções especiais, suas imperfeições e suas qualificações negativas.

Aceitá-las todas, as boas e as más, na compreensão de ser um Espírito em evolução, portanto, sujeito a erros, equívocos e omissões, é um novo passo.

Não parar aí, a fim de que o progresso, que é inevitável, não precise ser feito através de dores e sofrimentos.

Querer progredir no bem, pelo bem e para o bem, no cumprimento das leis divinas, exige que se combata, até eliminá-lo, o mal que existe dentro do ser, criado por ele mesmo, ao mesmo tempo em que se esforce, o mais possível, para desenvolver as virtudes por brotar, as já plantinhas novas e as mais crescidinhas.

Essa é a tarefa maior dos habitantes da Terra, a finalidade das inúmeras reencarnações.

Nas descobertas sobre si mesmo, o homem vai perceber que o orgulho que o leva a sentir-se ofendido e o impede de perdoar, também está presente na dificuldade que tem de ver-se como é, no disfarce dos “seus próprios defeitos, tanto morais quanto físicos”.

É o orgulho que o leva a perceber e destacar no outro o mal que se recusa a ver em si. Isso é falta de caridade, porque ressaltando o defeito alheio é como se dissesse: “Eu não faço isso, sou melhor do que ele”.

Querendo que os outros o vejam como ele pensa que é ou deseja parecer ser, destacando os defeitos alheios, pensa que esconde os seus, desviando a atenção.

Por isso Kardec afirma que “o orgulho, além de ser a fonte de muitos vícios, é também a negação de muitas virtudes. Encontramo-lo no fundo e como móvel de quase todas as ações. Foi por isso, que Jesus se empenhou em combatê-lo, como o principal obstáculo ao progresso.”

Assim, o orgulhoso não é ou tem dificuldade em ser caridoso, indulgente, tolerante, generoso, paciente, obediente, resignado, manso, pacífico...

Busquemos, todos nós, que consideramos Jesus como nosso Guia e Modelo, procurar ver e destacar o bem que existe nos outros, sendo benevolentes com suas faltas, tanto quanto desejamos que os outros o sejam para conosco.

Deixemos o rigor e a exigência para conosco, na luta contra nossas imperfeições morais, com a certeza de que todos nós trazemos em nós a perfectibilidade, ou seja, a capacidade de tornarmo-nos perfeitos.

Bibliografia:

http://www.cebatuira.org.br/EvangelhoSegundooEspiritismo/imagens/marcador.gif

KARDEC, Allan - “O Evangelho Segundo o Espiritismo”

Leda de Almeida Rezende Ebner
Agosto / 2008