terça-feira, 31 de julho de 2012

O CARNAVAL


Editorial

Será que vale tudo no Carnaval?
Passamos por um período de miséria moral!
O desrespeito, por parte de multidões de pessoas, nessa época do ano é tão grande, que parcelas da população, principalmente em cidades nordestinas ficam sem dormir por semanas.
Isto porque a folia ocorre de dia e à noite, sem ter hora para acabar.
Os trios elétricos produzem sons ensurdecedores, e os moradores dessas redondezas, não podem usufruir de tranquilidade, ao menos que saiam de suas casas e ou apartamentos.
Uma outra questão, inclusive de saúde, é que cidades se tornam banheiro a céu aberto, com centenas de pessoas fazendo as suas necessidades fisiológicas em praça pública.
Parece que todos esses fatores passam despercebidos pelo poder público.
Brasil, país do carnaval!
É para gringo ver?
Muito dinheiro é desperdiçado, enquanto que nossa população carece de alimento, moradia, saúde e religiosidade.
Falta amor ao próximo, nos corações endurecidos e entorpecidos!
No final das contas, as máscaras sempre caem, e o que resta para levarmos para o mundo espiritual, são as nossas ações.
Vamos aproveitar este período para meditação, fazendo uma profunda reflexão sobre a nossa vida.
Boa leitura!

JORNAL VERDADE  E  VIDA
ADDE - ASSOCIAÇÃO DE DIVULGAÇÃO DA DOUTRINA E SPIRITA 
ANO 01 NÚMERO 03 FEVEREIRO/ MARÇO 2012
Este jornal é uma publicação da ADDE - Associação de Divulgação da Doutrina Espírita
(CNPJ 08.195.888/0001-77) - para a região de São José do Rio Preto/SP.
Os textos assinados são de responsabilidade de seus autores.
Coord. Editorial: Rafael Bernardo - contato@rafabernardo.com.br
Diagramação: Junior Pinheiro - jrpinheironanet@yahoo.com.br
Jornalista Resp: Renata S. Girodo de Souza - renatagirodo@ig.com.br - MTB 67369/SP
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NOSSO GRANDE OBJETIVO


Palavra Espírita
por: Junior Pinheiro


É comum que muitos irmãos questionem a si mesmos: qual minha missão nesta encarnação na Terra?
O desejo de resposta, muitas vezes é tão grande que outros vão ao extremo, buscando meios diversos para obtê-las, enquanto o procedimento seria muita mais íntimo do que se pensa.
Conta a lenda do esconderijo seguro que, certa vez, Deus já cansado da criatura humana, resolveu tirar férias. Então reuniu a mais alta espiritualidade para que pudessem sugerir ao Pai um local onde poderia esconder-Se de nós, seres humanos. Muitas sugestões foram apresentadas, e dentre elas, um dos arcanjos que lá estava, sugeriu a Deus que Se escondesse nas fendas abissais (local de extrema profundidade no oceano). Mas Deus, na sua pré-ciência recusou a sugestão, pois sabia que mais cedo ou mais tarde, o homem com seus avanços estaria desbravando tal região do planeta.
Várias outras sugestões foram apresentadas, mas nenhuma se mostrava eficiente. Foi então que, um anjinho de “terceiro escalão”, que cuidava da organização do local e servia ali um cafézinho aos participantes, pediu a palavra. Deus, na Sua bondade e justiça, disse ao anjinho que falasse. O Anjinho indagou ao Criador: “Pai deixa-me ver se entendi. O Senhor quer uma local onde possa se esconder e que, o ser humano não se lembre de procurá-Lo lá?”. Deus disse que sim e perguntou se o anjinho tinha uma sugestão. O anjinho sugeriu: Pai esconda-Se no coração do ser humano, pois ele não lembrará de procurá-Lo ali, mas, se um dia o fizer, já estará tão crescido que será para agradecê-Lo.
Baseando-se por está estória, podemos verificar que nossa maior conquista está dentro de nós.
O homem tem se mostrado capaz de grandes conquistas externas, que claro, são importantes e nos ajudam em nossa evolução. Se pensarmos no campo das patologias, notaremos grandes conquistas através da cura de muitas doenças ou ainda da descoberta de muitos medicamentos, que no mínimo amenizam as dores. No clima, o homem se mostrou capaz de habitar qualquer região do planeta. Na construção civil, muitas outras conquistas. Isso tem demonstrado que somos realmente seres humanos. Mas, a cada passo dado em nossas conquistas exteriores, algo nos incomoda, pois percebemos que ainda não é suficiente.
A viagem para dentro de nós será a mais bela e difícil que podemos experimentar. Será também a mais importante.
Para isso, Jesus nos deixou seu Evangelho de amor, o qual devemos usar como eficiente roteiro para uma boa e segura viagem íntima, que hoje se torna ainda mais fácil de ser compreendido por meio da Doutrina Espírita.
Na questão 919 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec questiona a espiritualidade de qual seria o meio mais prático e eficaz de melhorar nesta existência e resistir ao arrastamento do mal. A resposta dos Espíritos foi direta: “Um sábio da antiguidade vo-los disse: conheça a ti mesmo”.
Mas Kardec não deu-se por satisfeito e volta a indagar a espiritualidade sobre o mesmo tema na questão 919-a: “Conhecemos toda a sabedoria desta máxima, porém, a dificuldade está justamente em cada um conhecer a si mesmo. Qual o meio de consegui-lo?”. A resposta vem assinada por Santo Agostinho, que resumindo deixa bem claro o seguinte: “Faz como eu fiz. Analisa todos os dias as tuas ações. Verifica todos os teus equívocos, para eliminá-los. Analisa teus acertos, para repetir-los.”.
Notemos que quando dissemos: analise os teus equívocos, utilizamos uma vírgula na frase, pois devemos verificar e então eliminá-los. Não devemos nos desesperar se viermos a errar, pois nossa condição atual ainda nos induz aos erros. Se hoje, perdi a paciência na fila do banco, não devo me deprimir e achar que sou o pior dos indivíduos. Tenho sim que, identificando minha falha, na próxima oportunidade buscar ter uma atitude diferenciada. Sem desespero e sem masoquismo. É um processo gradativo, mas necessário.
          Da mesma forma, preciso verificar meus acertos, pois acertamos várias vezes no dia e deixamos passar despercebido. Se não noto estas ações felizes, não tenho como repeti-las.
Fiquemos atentos aos meios que nos levaram a tomar as atitudes corretas, se foram motivadas por uma conversa edificante, se foi uma mensagem que li, ou se foi a participação em grupos de estudos nas Casas Espíritas, enfim, verificar o que me motivou ao acerto, pois percebendo quais os meios me auxiliaram, posso enfatizá-los no meu dia a dia.
Este procedimento da autoanálise não é dos mais fáceis, mas é francamente realizável. Exercitando a verificação íntima, posso construir novos hábitos nesta existência. E aplicando hábitos mais nobres no meu cotidiano, posso mudar o rumo da minha vida.
Então busquemos nos conhecer melhor e modificar nossas imperfeições, pois a renovação de si mesmo, é sem dúvida nosso grande objetivo na Terra.


JORNAL VERDADE  E  VIDA
ADDE - ASSOCIAÇÃO DE DIVULGAÇÃO DA DOUTRINA E SPIRITA 
 ANO 02 - NÚMERO 04 - ABRIL/ MAIO 2012
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MÃE


Por: Wellington Balbo

O discípulo veio até o Mestre e perguntou:
 - Como faço para alcançar o paraíso vivendo neste mundo de incompreensão, ingratidão e egoísmo?
O Mestre, com extrema meiguice no olhar e doçura na voz, respondeu-lhe:
 - “Ame a todos como sua mãe lhe amou!”.
O discípulo baixou a cabeça e pos-se a meditar em tão séria afirmativa.
O amor de mãe é incondicional, nada cobra, nada impõe.
Perdoa disparates e ingratidão...
Colabora, auxilia, luta até o fim...
Constrói o paraíso do dever cumprido.
Enxuga lágrimas, restitui sorrisos, vibra com nossas vitórias e estimula-nos nas dificuldades...
Amor de mãe, simples, puro, sereno, verdadeiro...
Mães que são pais, amigas, conselheiras, professoras...
Mães do mundo, da vida, mães de amor...
Como homenageá-las a rigor?
Flores, poemas, palavras, presentes?
Beijos, abraços, café da manhã na cama regado a gostoso bate-papo?
Todas essas homenagens são importantes, gratificantes, porém, há uma especial que deve ser destacada, e que faz parte dos sonhos das mães:
 - A melhor homenagem que uma mãe pode receber de seu filho é saber que ele trilha o caminho do bem e do amor, buscando sua felicidade e lutando pelos seus sonhos.
Nada mais sublime para uma mãe do que ver seu pupilo caminhando, desenvolvendo-se, amando, aprendendo...
As mães querem simplesmente a felicidade de seu filho, a alegria de seu eterno pequeno.
As pequenas conquistas dos filhos, para as mães tornam-se grandes vitórias.
As mães são assim – eternas torcedoras.
Amigo leitor aproveite sua mãe, valorize-a, ame-a, dê-lhe atenção, muitos gostariam de fazer isso e já não podem.
Não podem mais beijá-las, abraçá-las, terão que esperar pelo reencontro.
Agradeça a oportunidade sagrada do nascimento que tiveste por intermédio de sua mãe, este motivo por si só, já se constitui em inconfundível prova de amor.
E homenageie sua mãe com o que ela te ensinou de mais sagrado
– Amar, amar apesar das limitações, amar apesar das dificuldades, amar apesar das incompreensões.
Se cultivarmos o amor de mãe superaremos todo e qualquer obstáculo, pois elas são, indubitavelmente, os grandes versos do mais belo poema escrito pelo Criador.

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O Trabalhador Incansável: Chico XAVIER


por: Renata S. Girodo de Souza

No dia 02 de Abril de 1910, em Pedro Leopoldo - MG nasceu Francisco Cândido Xavier, considerado um dos maiores médiuns da atualidade.
Seu contato inicial com a Doutrina Espírita ocorreu em 1927, com apenas 17 anos, quando psicografou pela primeira vez.
Conheceu o seu mentor espiritual Emmanuel, em 1931. Um ano depois, publicou o livro “Parnaso de Além-Túmulo”, Chico estudou somente até o primário, mas esse detalhe, não o impediu de psicografar centenas de livros, e também cartas dos desencarnados para os seus entes queridos.  Toda a renda das suas obras foi doada para editoras Espíritas, instituições de caridade, e outros projetos.
O médium viveu com o dinheiro da sua aposentadoria, sem reverter nenhum centavo da venda dos livros em benefício próprio, ou de seus familiares.
Se não tivesse desencarnado, completaria 112 anos, muitos deles dedicados a assistência ao próximo e o amor.
Até no momento de sua morte foi generoso e mostrou a sua elevação.
Segundo familiares e amigos, Chico, pediu para que Deus, o deixasse desencarnar em um dia que todos os brasileiros estivessem felizes, e o país em festa, para que não houvesse tristeza e comoção.
 Sua passagem para o mundo espiritual ocorreu na “Copa do Mundo de 2002”, data em que o Brasil conquistou o titulo de Pentacampeão mundial.
E como não poderia ser diferente, Chico deve estar trabalhando em prol do próximo, e iluminando uma esfera superior.
Termino esse texto, com frases do próprio Chico:
“A única coisa que espero depois da minha desencarnação, é a possibilidade de poder continuar trabalhando.”. Chico Xavier.
“Devemos aceitar a chegada da chamada morte, assim como o dia aceita a chegada da noite – tendo confiança que, em breve, de novo há de raiar o sol...”. Chico Xavier.

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segunda-feira, 30 de julho de 2012

ENTREVISTA COM SAULO GOMES


por: Renata S. Girodo de Souza
Saulo Gomes, nascido no Rio de Janeiro, em 02 de maio de 1928, se destacou no jornalismo investigativo. 
Trabalhou 55 anos no rádio e na tv, e carrega consigo uma bagagem profissional invejável, além de fazer parte dos anais da tv brasileira, participando de momentos históricos e marcantes.
Gentilmente, cedeu-nos uma entrevista, sobre o polêmico Programa Pinga-Fogo, e fez importantes considerações a respeito de Chico Xavier. Com a aproximação com o médium, passou a ser reconhecido como “O Repórter do Chico”.
No dia 02 de março deste ano, foi agraciado em Uberaba, com a Comenda da Paz “Chico Xavier”, que consiste em homenagear pessoas físicas e jurídicas que se destacaram de alguma forma na promoção da paz.
Verdade e Vida - Como você analisa a divulgação Espírita e espiritualista no Brasil?
Saulo – A divulgação do Espiritismo, no Brasil, ganhou terreno depois da 1ª entrevista que fizemos com Chico Xavier, em 1968, pela TV Tupi de São Paulo, quando ele começou a ser convidado para vários programas de rádio e tv, e depois se acentuou quando de sua participação no programa Pinga-Fogo, em 1971.

Verdade e Vida - O seu contato com a Doutrina Espírita ocorreu a partir do médium Chico Xavier?
Quando e como ocorreu este contato inicial?
Saulo – Como jornalista tivemos contato com todas as doutrinas. Antes de Chico fizemos uma reportagem no Instituto Américo Bairral, em Itapira, que é uma obra Espírita. Com Chico Xavier meu primeiro contato foi em 02 de maio de 1968. Foi uma longa conversa com Chico antes de fazermos, oficialmente, a 1ª entrevista.

Verdade e Vida - Quem foi Chico Xavier?
Saulo – Chico Xavier foi a personificação do amor e da bondade.

Verdade e Vida - Como você avalia a questão de pessoas dos mais variados credos procurarem o Chico para assistência fraternal e espiritual?
Saulo – Chico sempre abraçou a todos com o mesmo amor fraternal e nunca procurou saber a religião a que pertencia a pessoa que o procurava para uma mensagem de alento. Um dia, quando perguntado sobre qual seria a melhor religião, ele respondeu:
“Minha filha, a melhor religião é a sua, é a que você acredita e professa”.

Verdade e Vida - Devido à proximidade e amizade com Chico, você foi intitulado como “o Repórter de Chico Xavier”.  Como se sente com este carinhoso título?
Saulo – É um título que muito me honra.

Verdade e Vida - Você acredita que Chico Xavier foi reconhecido, e passou a ser respeitado a partir da sabatina do “Pinga - Fogo”? Qual era a proposta deste programa?
Saulo - O Pinga-Fogo era o mais importante programa de entrevistas da tv brasileira. Lançado pela TV Tupi, na década de 60, tornou-se modelo para outros programas, entretanto o Pinga-Fogo se diferenciava pela qualidade dos jornalistas entrevistadores que, a cada entrevista, eram substituídos alternadamente. Para cada programa eram convidados os melhores jornalistas que poderiam abordar o tema da noite.
O Pinga-Fogo trouxe os maiores políticos da época e sempre registrou altos índices de audiência.

Verdade e Vida - Faça um breve relato da participação de Chico no Pinga – Fogo.
Saulo - O Pinga-Fogo com Chico Xavier foi ao ar, ao vivo, no dia 27 de julho de 1971, batendo todos os recordes de audiência. Foi tão estrondoso o resultado que, em dezembro, Chico foi convidado novamente para o último programa do ano. Segundo o departamento comercial, da TV Tupi de São Paulo, tivemos 86% de IBOPE com apenas 11% de aparelhos desligados. Esse índice nunca foi superado na tv brasileira.

Verdade e Vida - A que se deve a maior audiência da televisão brasileira em um canal aberto, alcançada por este polêmico programa, no dia da entrevista de Chico?
Saulo – O sucesso dessa audiência foi, sem dúvida, a figura simples, tímida e sábia, de Chico Xavier respondendo prontamente a todas as perguntas sobre os mais diversos e complexos temas.

Verdade e Vida - Em sua opinião, o Programa Pinga-Fogo significou um marco para o Espiritismo?
Saulo - Sim. Essa afirmação é confirmada pelos espíritas em geral.
Nas palavras de Divaldo Pereira Franco: “O Programa Pinga-Fogo é o momento culminante na história da divulgação do Espiritismo no Brasil, sendo o divisor dos períodos antes e depois dele”.

Verdade e Vida - O Brasil é um país católico, sendo assim, como foi a repercussão das respostas de Chico sobre o Espiritismo no dia posterior a entrevista?
Saulo – A Igreja reagiu através de um comunicado da CNBB – Confederação Nacional dos Bispos do Brasil.

Verdade e Vida - Como surgiu a idéia de escrever um livro com o título do programa?
Saulo - Com o apoio da Editora InterVidas, organizamos o livro  “Pinga-Fogo”, que é uma obra essencialmente jornalística e que traz os programas de julho e dezembro de 1971, pela primeira vez na íntegra. É uma relíquia do Espiritismo.

Verdade e Vida - Deixe uma mensagem para os leitores do Jornal Verdade e Vida.
Saulo – Como jornalista sentimo-nos realizados vendo que nossa entrevista com Chico, em 1968, e o Programa Pinga-Fogo, em 1971, repercutem, depois de mais de quarenta anos, como se fossem atuais.
Agradecemos ao público, espírita e não espírita, que reconhece em nosso trabalho a lisura e a imparcialidade.

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A Páscoa E A REFORMA íntima


Atualidade
por: Renata S. Girodo de Souza
A origem da palavra Páscoa é judaica – “pessach” e significa passagem. A festa é uma das mais importantes para os judeus.
A comemoração dura oito dias, e remete a libertação do povo hebreu da escravidão no Egito; Observa-se também, que a Páscoa era comemorada desde a época de Cristo.
Abaixo passagem bíblica que comprova essa afirmação:
“E ele disse: Ide à cidade a um certo homem, e dizei-lhe: O Mestre diz: O meu tempo está próximo; em tua casa celebrarei a páscoa com os meus discípulos” (Mateus, 26:18).
Para os cristãos, significa a ressurreição do Espírito, remetendo a imortalidade da alma.
Em I Aos Coríntios (15: 4) existem relatos sobre a ressurreição: “E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras”.
O dicionário Aurélio apresenta alguns significados para ressurreição:
“Vida nova, renovação, restabelecimento”; “Na Doutrina cristã, o surgir para uma nova e definitiva vida, distinta e, em certa medida, oposta à existência terrestre, e que, a partir da ressurreição de Cristo, aguarda todos os fiéis cristãos”.
O Espiritismo não celebra a Páscoa, porém, respeitamos todas as manifestações religiosas.
Apesar da Doutrina Espírita ser cristã, temos uma visão diferenciada sobre alguns feriados instituídos no Brasil.
No caso da Páscoa, a idéia da ressurreição de Jesus, não é aceita pela filosofia Espírita.
Acredita-se que durante as passagens bíblicas sobre a aparição do Mestre, a Maria de Magdala (Maria Madalena) e aos discípulos, após a morte no calvário, que Jesus tenha ressurgido com o seu corpo espiritual, chamado de perispírito (invólucro que liga o Espírito a matéria).
 O espírito pode surgir com a aparência da sua última encarnação, como também com características e feições de outras vidas, sendo assim, a alma não acaba com a morte carnal.
O próprio Cristo afirmou em João (6:63): “ O Espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida”.
Em suma, o que importa para o ser humano, espírita ou não, é entender a ressurreição, tão discutida, e polêmica, como um período de renascimento, moral e espiritual, segundo pregou Jesus, na sua caminhada pela Terra.
Cumprindo os ensinamentos do Cristo, estaremos mais perto da renovação e transformação.
O dia de hoje, é o mais importante para a ação, o de amanhã, não nos pertence.
Temos a valiosa oportunidade de mudar. Não que isso aconteça imediatamente, mas por meio da instrução, do amor e da caridade, já estaremos trilhando o caminho do bem, e da reforma íntima.

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O ESPIRITISMO ELUCIDANDO A FÉ


Visão Espírita

por: Rafael Bernardo

É evidente, que para compreendermos a Doutrina Espírita com clareza, é necessário muito esforço e dedicação da nossa parte.
Na medida em que avançamos nos estudos, deixamos para trás a nossa ignorância espiritual, mergulhamos num mar de informações, cheio de luz, entendimento e verdade.
As revelações do Espiritismo são extremamente valiosas. Descortinam a nossa mente da escuridão, das armadilhas e ilusões das quais nos aprisionamos no mundo terreno, e que nos causam tanta infelicidade.
Basicamente o Espiritismo nos aponta cinco questões fundamentais e que norteiam a Doutrina: melhor compreensão de Deus, imortalidade da alma, pluralidade das existências, reencarnação, e a comunicação com os Espíritos.
Nesse artigo, vamos nos deter apenas no primeiro item, na tentativa de compreendermos melhor esse ponto tão importante, e que muda a forma de como encaramos as vicissitudes da vida.
Sabemos que ainda somos “pequenos”, criaturas muito ignorantes para compreendermos Deus na sua totalidade. Mas, com um pouco de esforço, conseguiremos compreendê-lo minimamente.
Utilizando a razão deixaremos para trás a fé cega, mecânica, conquistando uma fé raciocinada e madura.
Dizemos com muita facilidade: “vai com Deus irmão!”, “fique com Deus amigo!”, “eu tenho fé em Deus!”. E logo na primeira prova, dificuldade e ou perda, nos revoltamos, julgamos e não aceitamos. Onde foi parar a nossa fé?
Na prática, qual está sendo o nosso verdadeiro entendimento, interpretação e vivência das leis de Deus?
Os Espíritos benfeitores nos alertam a respeito da necessidade de racionalizar, estudar e compreender a verdadeira essência de Deus, para sermos criaturas mais equilibradas e felizes. Contudo, a pergunta já não é mais se Deus existe, pois a maioria de nós compreende a existência de uma força soberana que rege o todo.
Necessitamos, portanto, de a partir de agora estudar Deus. Isso mesmo, estudar Deus!
 Não por acaso, essa é a primeira pergunta de O Livro dos Espíritos, em que Allan Kardec indaga aos benfeitores da plêiade de Espíritos da verdade “O que é Deus?”.
 Segundo o dicionário Aurélio, “Deus é a inteligência que está acima de tudo do conjunto de tudo quanto existe (incluindo-se a terra, os astros, as galáxias e toda a matéria disseminada no espaço), origem primeira de todas as coisas”.
Se, sabemos que Deus é o “todo poderoso”, porque insistimos no nosso orgulho e tentamos mudar o que não deve ser mudado?
Não aceitamos os seus desígnios?
Só Ele sabe das nossas reais necessidades, e cada um, por sua vez, deve responder pelas consequências dos próprios atos, seja da atual, ou de pretéritas existências.
A Doutrina Espírita alarga a nossa visão, nos oferecendo a amplitude verdadeira da eternidade, pois a ótica estreita da vida, apenas para essa atual existência física, é incompleta e vazia, nos dando até a impressão de que Deus não é justo e nem bom.
Assim concluímos que as leis de Deus ou lei natural, é a lei que rege as condições da vida da alma, contém toda a essência da verdadeira vida: soberana, eterna, perfeita e que nunca muda.

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A Páscoa


Editorial

Mais uma data comemorativa e com ela, percebemos o aquecimento no comércio, e o crescimento nas vendas de ovos de chocolate.
A Páscoa!
Crianças e adultos se fascinam com as belas embalagens dos chocolates expostos em mercados, padarias e shoppings, e com a decoração dos simpáticos coelhinhos.
Pode ser que os valores estejam invertidos, e uma porcentagem da população não entenda o significado cristão que a data nos traz, uma vez, que o foco não são as compras, mas sim o recolhimento.
Para a Doutrina Espírita, a Páscoa significa o reconhecimento da imortalidade da alma, e não necessariamente a ressurreição.
Diferenças de credo a parte, o importante é que assim como o significado da palavra Páscoa quer dizer passagem, também necessitamos refletir, e tentarmos aos poucos migrar de uma condição ruim em que vivemos num mundo de provas e expiações, para melhor.
A ascendência é necessária, mas mudar não é fácil. Devemos dar o primeiro passo, rumo à sabedoria plena, pois, só assim, poderemos caminhar para a perfeição.


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sexta-feira, 27 de julho de 2012

ESPIRITISMO: Esclarecendo a Humanidade


Wagner Gomes da Paixão

     Quando da sua recente estada em Londres, colaborando com os trabalhos de difusão Espírita, atendendo convite desta Sociedade, Wagner Gomes da Paixão concedeu a seguinte entrevista: 
1. O que objetiva a Teoria da Reencarnação?
A reencarnação é uma lei universal que comprova a justiça perfeita de Deus, atributo imprescindível ao Criador, porque, através das existências sucessivas permite que seja dado a cada um segundo as suas próprias obras. O objetivo das encarnações sucessivas, conforme a Lei de Causa e Efeito, é o aprimoramento interior dos seres, que vão alcançando posições espirituais de vulto sempre que fixam, através das experiências a que se dão em cada oportunidade reencarnatória, os princípios da vida cósmica. A plena consciência e o domínio supremo de nossos potenciais de espírito são conquistados através das existências sucessivas, consoante ocorre com o indivíduo humano que frequenta as escolas desde a infância até alcançar as mais destacadas posições culturais e de realização social nas universidades do mundo, então adulto.
 2. Como se dá o processo evolutivo do Princípio Inteligente nos diversos reinos da natureza?
Como revelam os Espíritos e também as observações científicas, O Princípio Inteligente é conduzido pelos Seres mais evoluídos que agem no Universo em nome do Criador. No Reino Mineral, através do processo de atração molecular entre os elementos, o PI é trabalhado pelas forças naturais "de fora para dentro" num quadro que é definido pelos Benfeitores Espirituais como "quimiossíntese".  
No Reino Vegetal, dá-se a expansão do PI quando ele se abre e inicia a jornada expansionista "de dentro para fora"; temos aí, de acordo com os orientadores da Vida Maior, o trabalho da "sensação", com a fotossíntese, por avançada manifestação do PI. No Reino Animal, encontra mos o PI trabalhando o instinto, que é base da inteligência; os Guias do Infinito definem aí o processo da "biossíntese", tão importante para autorizar o surgimento das estruturas humanóides. Vale ressaltar que todos os processos crescentes de automatização das forças intrínsecas do Princípio Inteligente nos reinos anteriores ao homem têm o objetivo de formalizarem as bases do denominado PERISPÍRITO, que se apresenta no homem primitivo das eras já mortas de nossa história na Terra, a fim de autorizar o fluxo do pensamento e toda a estrutura mental do Ser, que se qualificará no tempo, e pelas circunstâncias através de sucessivas reencarnações. Eis uma singela síntese da jornada evolutiva do Princípio Inteligente até o Homem. 
 3. Por que o Espiritismo é uma proposta de educação do Espírito?
Porque o Espiritismo, na feição de Consolador Prometido por Jesus, é a síntese maravilhosa da cultura humana de todos os tempos, coroada pela Verdade Divina que o Cristo de Deus viveu em plenitude, entre nós.
Com a Doutrina dos Espíritos, o orbe terrestre alcança a sua maturidade moral e avança para a Regeneração, quando as almas não mais gastarão tempo e energia com crendices e preconceitos, ignorância e brutalidade, mas com a sua projeção consciente para Deus, através do Amor.
4. Quais as repercussões do pensamento espírita na sociedade contemporânea?
O pensamento genuinamente espírita, conforme exposto nas obras publicadas por Allan Kardec e também, de modo muito especial, nas obras psicografadas por Chico Xavier, repercute na sociedade contemporânea como uma "voz da consciência", verdadeiro brado da Verdade, a resgatar o bem da impostura, a sabedoria do misticismo, a fraternidade das paixões e o progresso real das fantasias materialistas. 

5. O Planeta Terra está em transição para planeta de regeneração. Como isso ocorre?
Abundam as colheitas oriundas das sementeiras de muitos séculos e até de milênios. Os seres sofrem o efeito "estufa" não somente no Globo material, mas principalmente em aspecto espiritual, moral. As dores internas intensificam-se, agravam-se, os dramas multiplicam-se e, então, entendemos a linguagem simbólica de Jesus na Parábola do Festim das Bodas, quando diz: "Atai-o de pés e mãos e lançai-os nas trevas exteriores, pois ali haverá pranto e ranger de dentes". Todos nós estamos coletivamente colhendo o que plantamos e somos OBRIGADOS a sentir na pele o que fizemos indiscriminadamente no tempo, contra os outros e obviamente contra nós. O recrudescimento da dor é sinal evidente de mudança, de transformação. Então, na hora mais escura da madrugada, temos o "clímax" do dia que termina e passamos a ver os primeiros raios da aurora, de um outro dia, chegando devagar e com pleno poder. É o sofrimento, o cansaço, a exaustão nos predispondo a uma nova atitude, a novas buscas, ao amadurecimento interior!

6. Podemos conseguir tudo o que almejamos pelo simples fato de desejar e querer?
Costumamos dizer que, não tem Ideal, quem não tem rumo. E quem não tem rumo permanece à mercê das correntezas da vida física. Toda conquista, mesmo no mundo físico, depende de esforço e disciplina. 
Não se alcança o Reino de Deus sem trabalho que justifique essa conquista interior. Desejar é impulso do campo de nossas sensações, mas quem estuda a Verdade Divina e se disciplina para alcançar suas metas morais e espirituais usa a VONTADE. Somente a Vontade é força moral suficiente para alterar os quadros de dor e de infelicidade de uma criatura. Emmanuel nos ensina isso no livro Pensamento e Vida.

7. Como devemos entender as enfermidades?
Devemos entender as enfermidades como manifestações de nossas mazelas morais no campo da alma que já trilhou outros caminhos em reencarnações pretéritas. São "escoadouros" de nossas toxinas internas, de comprometimentos do passado ou de distúrbios que causamos a nós mesmos nesta reencarnação, através dos pensamentos maléficos, dos sentimentos indignos, violentos, passionais. A enfermidade manifesta no corpo é sinal evidente de limpeza, de tratamento do Espírito, pois ela nos revela o quanto necessitamos nos cuidar, nos renovar, mudar de padrão moral e comportamental. Somente se cura quem não volta a "pecar", ou seja, a praticar o que a consciência aponta como sendo um mal, aceitando a prova em confiança no bem e ao seu serviço, com apoio vivo da oração, além, é claro, das providências médicas compatíveis.

8. Você acredita que a dor é necessária para que venhamos a educar os nossos sentimentos?
A dor é sempre a consequência de nossas deserções morais. Não existe dor, no sentido de sofrimento, de expiação, quando há docilidade no ser, quando há obediência aos valores da vida, da consciência (dizemos consciência e não desejos personalistas).
Uma criatura que presta atenção no caminho, que busca "ouvir" sua própria consciência e que se vale das genuínas revelações espirituais para acordar o "homem novo" em si mesma, anda em paz, edificada, vencendo todas as fases de sua formação essencial para o Universo infinito. Então, a dor, que sempre surge quando não há coerência entre saber e fazer, é uma bênção de despertamento e correção de rumo – pura expressão da Misericórdia do Pai!

9. O amor é um sentimento por excelência, mas ainda é incompreendido por muitos. Como diferenciar o amor da paixão?
A paixão é o rudimento, o amor é a realização. Poderíamos dizer, numa analogia, que o carvão é a paixão; no tempo, sofrendo o efeito das forças naturais, dos "quimismos" renovadores, ele se transforma em diamante, capaz de retratar a luz, em sublimes cambiantes.

10. Qual o papel da idealização no campo das relações humanas? O amor pode equivocar-se a partir da idealização? Quais as consequências?
A imaginação é um dos departamentos da mente que deve estar sob a coordenação da vontade lúcida.   Pelos excessos nesse terreno impressivo e tão fecundo da alma, podemos "comprar" pelo engano e isso pode nos custar decepções e amarguras que nos induzam à obsessão. No terreno das relações humanas, ainda nos encontramos muito presos aos caprichos pessoais, às carências, e é de bom alvitre estar VIGILANTES.
Temos aí, ainda, os processos do desejo e o desejo, que também é um departamento do campo mental; vale-se da imaginação para impregnar todo o ser, predispondo-o a alguém ou a alguma coisa. Quanto mais a criatura se estuda à luz do Evangelho redivivo, mais essa criatura fixa o que é importante, essencial, dando adeus às ilusões, às fantasias. Isso não quer dizer que devamos parar de sonhar, mas sonho por sonho não é realização. É preciso nos resguardemos de tanto desgaste de energia, desnecessário.
Amar é um imperativo e ninguém vive sem os outros, mas amar não significa escravizar ninguém, não significa obrigar alguém a fazer por nós o que queremos. Amar é dar com alegria, com desprendimento e nunca cobrar retribuição.

11. Quais são as terapêuticas que a Doutrina Espírita nos traz para reequilibrar o nosso ser?
As mais eficientes terapêuticas que o mundo já conheceu são as da transformação moral através da consciência. Quando uma criatura em aflição e desajuste adentra um Centro Espírita ou começa a ler as obras sérias de Espiritismo, passa a receber luz em seu íntimo e, segundo disposições próprias pela assimilação das Verdades Cósmicas, pode curar-se das mazelas e tormentas que traz, geralmente, por ignorância ou perversão. Todas as terapêuticas existentes no mundo são contribuições para o realinhamento das pessoas, mas o poder real da cura está no Evangelho de Jesus, que o Espiritismo reedita em espírito e verdade para a Terra, porque a Mensagem do Cristo é vida plena no amor em Deus.

12. A criatura humana durante a sua existência procura pela felicidade. Existe diferença entre felicidade e alegria?
Alegria é um sentimento de satisfação que nasce das boas sintonias ou das boas realizações. Há graus diversos de alegria; desde a periférica, que não passa de euforia (fogo - fátuo), geralmente por conquistas materiais, transitórias, ao júbilo, que é todo moral e, por isso, duradouro. A felicidade, porém, é um estado completo de integração com o Universo. A felicidade só pode ser alcançada quando existe amor e quando este amor é universal. Na Doutrina Espírita, a prática do amor é chamada, pelos Benfeitores Espirituais, de Caridade, porque a Caridade é o sentimento do amor que se torna universal, por todos e por tudo, refletindo Deus. Os Espíritos puros são felizes, porque amam todos os seres, todas as coisas e buscam servir. A felicidade plena somente existe a partir da completa depuração dos seres, mas é uma conquista de cada dia.

Wagner Gomes da Paixão é médium e expositor espírita, residente no Brasil. É fundador do Grupo Espírita da Benção, em Mário Campos  -  MG

Jornal de Estudos Psicológicos
Ano III  N° 9   Março e Abril 2010
The Spiritist Psychological Society