sexta-feira, 1 de abril de 2016

EDGAR EVANS CAYCE

EDGAR EVANS CAYCE

Frederico Guilherme Kremer

Edgar Cayce, um dos maiores médiuns do século XX. Nascido em 18 de março de 1877, na zona rural de Hopkinsville, Kentucky, nos Estados Unidos, foi o mais velho de cinco irmãos. Ao longo de 43 anos da sua vida, Cayce realizou mais de 13 mil sessões, onde, numa espécie de sono hipnótico, entrava num transe inconsciente e receitava procedimentos médicos. Posteriormente, também passou a escrever sobre outros temas.
Desde pequeno, Cayce demonstrou a sua paranormalidade, conversando com amigos imaginários e com seu avô, já desencarnado.
Seus pais não se preocupavam, pois consideravam que estes seres seriam fruto de uma imaginação fértil. Edgar desde cedo se afeiçoou à leitura constante da Bíblia e se encantava com as histórias do Novo e do Velho Testamento.
Em 1901, Edgar adoeceu gravemente e não melhorava. Foi quando então entrou em transe e trouxe uma receita para si mesmo. Tinha início assim a sua tarefa missionária. Aos 16 anos, teve que abandonar os estudos e trabalhar para cooperar com o sustento da família. Inicialmente empregou-se numa livraria e, posteriormente, aprendeu o ofício de fotógrafo.
Até 1923, as suas leituras eram apenas voltadas para a saúde, o que, aliás, trouxe grande popularidade para ele nos Estados Unidos, não faltando também as inevitáveis investigações das entidades de medicina.
A partir desse ano, ele também faria leituras sobre espiritualismo, mistérios antigos e uma série de profecias.
Esta mudança ocorreu quando ele fez uma leitura para um amigo filósofo que não estava interessado na sua saúde e sim nos mistérios de sua vida. Após o transe, Edgar surpreendeu-se com a leitura que fizera, pois fazia referência a vidas passadas do seu amigo. Pela primeira vez Edgar tomava conhecimento da reencarnação. A partir de então, procurou estudar a grande lei e sua aderência ao Novo Testamento e acabou por concluir que ela estava em sintonia com os ensinamentos cristãos.
Em 1925, transferiu-se com a família, mulher e filhos, para Virginia Beach. Em 1928, funda um hospital que, infelizmente, teve que fechar as portas em 1931, devido à crise econômica que então atingia o mundo inteiro.
Edgar Cayce desencarnou em 3 de janeiro de 1945. Em 1944, recebera orientação espiritual para realizar apenas duas sessões por dia. Entretanto, condoído com a angústia da família americana, que enfrentava os horrores da Segunda Guerra Mundial, passou a realizar sete reuniões diárias, o que acabou desgastando o seu combalido organismo.
Com relação aos mistérios antigos, comentaremos dois deles trazidos na década de 30. O primeiro acerca dos essênios.
Edgar afirmou que os essênios eram uma comunidade judaica rigorosa e não uma ordem ascética como todos os pesquisadores na época acreditavam. Posteriormente, na década de 40, foram descobertos os famosos manuscritos do Mar
Morto, que trouxeram muitas informações sobre as crenças dos essênios. Além disso, no local, foram encontradas sepulturas de homens e mulheres, confirmando a tese da comunidade apresentada por Edgar.
O segundo, refere-se à civilização Atlante, comentada por Emmanuel no livro “A Caminho da Luz”. Edgar previu que entre as patas da esfinge de Gizé, situada perto do Cairo, no Egito, existiria uma espécie de câmara com escritos referentes a esta grande civilização. No início da década de 90, pesquisadores da Universidade de Boston, dos Estados Unidos, realizaram pesquisas na famosa esfinge e detectaram a presença da referida câmara.
Além disso, analisando a erosão da esfinge, surpreenderam-se com o seu padrão diferente das pirâmides que estão à sua volta.
Nas pirâmides, o padrão é horizontal, característica de uma erosão causada pelos ventos. Na esfinge, a erosão é vertical, padrão causado pela água. Aquela região desértica fora um vale florescente cerca de 10.000 anos atrás. Neste caso precisamos aguardar para que as suas previsões sejam totalmente confirmadas, visto que as autoridades egípcias dificilmente irão autorizar qualquer escavação na esfinge de Gizé.
Finalmente, destacamos as grandes dificuldades para Edgar exercer o seu mandato mediúnico. Ele não tinha uma equipe de encarnados ou mesmo um Centro Espírita que lhe desse apoio. Além disso, foi criado com as interpretações não-espíritas da Bíblia. Por fim, o grande médium sempre foi assediado pelos interesses imediatistas.

Trabalhando inconscientemente, algumas vezes as questões eram formuladas com base apenas no interesse material. Após estas leituras, Edgar Cayce não passava bem e sempre buscava evitá-las.

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