sexta-feira, 22 de abril de 2016

#ATIVIDADE INCESSANTE

ATIVIDADE INCESSANTE

D. Villela

Não é raro ouvirmos, ainda em nossos dias, a respeito de alguém que faleceu, expressões do tipo: que sua alma descanse em paz ou, então, que ele tenha o repouso eterno.

Na ausência de informações sobre o que realmente ocorria após a morte, a imobilidade dos corpos sem vida, bem como o silêncio e a quietude dos cemitérios devem, de alguma sorte, ter contribuído para que se criasse a impressão de que os mortos estão em perene repouso, para sempre isolados dos que prosseguem na luta material. Isto se não tivessem cometido erros de maior gravidade, caso em que iriam para o inferno onde experimentariam eternamente sofrimentos cruéis.

A Doutrina Espírita veio esclarecer esse ponto, ouvindo, através da mediunidade, os próprios habitantes do mundo invisível e estabelecendo, a partir de seus depoimentos, uma descrição coerente das condições em que eles vivem.

Não existe imobilidade. O repouso eterno é uma ilusão.

Em nossa obra básica os benfeitores espirituais foram taxativos ao abordarem esse tema: A vida espírita é uma ocupação contínua, mas que nada tem de penosa, como a vida na Terra, porque não há a fadiga corporal, nem as angústias da necessidade. E acrescentaram que isso se dava mesmo com Espíritos inferiores e imperfeitos, mas já inclinados ao bem. Todos têm deveres a cumprir. Para a construção do edifício, não concorre tanto o último dos serventes de pedreiro como o arquiteto?

A literatura espírita posterior trouxe mais detalhes, mostrando que a vida na Espiritualidade se desdobra, intensa, envolvendo relacionamento social, trabalho, estudo, arte, autoridade, disciplina... Sempre sob a égide do bem.

Desde os primeiros depoimentos ficou igualmente claro que os companheiros vitimados pela ilusão e pelo egoísmo experimentavam, ao deixarem o corpo, perturbações e dissabores mais ou menos intensos, por períodos de duração variável até que se modificassem, integrando-se, de novo, às comunidades  pois que lá também se vive em comunidade  caracterizadas pelo equilíbrio e pela paz. Nessas sociedades pacíficas e operosas, todos, conforme as suas características pessoais, têm tarefas a realizar, em cuja execução se rejubilam, por serem úteis, ao mesmo tempo em que se aprimoram conquistando valores imperecíveis e sempre mais amplos.

E, conforme acentuam os ensinamentos espíritas, pairando acima de toda essa movimentação, inclusive nos ambientes de sofrimento, permanecem a bondade e a sabedoria divinas a tudo e a todos orientando para o melhor.

O Livro dos Espíritos (questões 558 e 559).

SERVIÇO ESPÍRITA DE INFORMAÇÕES
Boletim SEI: E-mail: boletimsei@gmail.com
 Edição 2254  Novembro 2015

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