segunda-feira, 18 de abril de 2016

AMOR

AMOR

D. Villela

O amor é o sentimento que nos faz considerar o bem que sucede a outros como sendo igualmente nosso.

Decorrente de nossa filiação divina, ele pertence à própria natureza humana, inicialmente apenas de forma passiva  pois todos são capazes de identificá-lo e apreciam recebê-lo  e depois, progressivamente, em sentido ativo, quando o indivíduo passa a ver a felicidade do próximo como também sua e procura contribuir para ela.

A Doutrina Espírita, com os conceitos de vidas sucessivas, causa e efeito e progresso, veio esclarecer que o amor constitui uma aquisição a ser efetivada pelo espírito, ao lado de outras, como a fé, a sensibilidade e a inteligência, ao longo de sua trajetória evolutiva, mostrando, ainda, como ela se realiza: ao dedicarmos, voluntária e desinteressadamente, tempo e esforço à consecução do bem alheio estamos, simultaneamente, promovendo seu desenvolvimento em nossos corações.

Exemplificando em toda a sua vida a excelência do amor, Jesus destacou sua importância decisiva ao afirmar: Fazei aos homens tudo o que quereis que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas (Mateus 7: 12), ou seja, o amor é o essencial. E ninguém tem dúvidas de que quando ele se instalar nos corações estarão resolvidos todos os nossos problemas de relacionamento, de vez que o egoísmo, que ainda nos caracteriza, tende a centralizar tudo no indivíduo ou no seu grupo, dificultando a composição e a colaboração mediante concessões recíprocas, e levando, não raro, ao conflito em nível pessoal e coletivo como, aliás, tristemente o demonstra a nossa existência. Ao tratarem de guerras e choques de interesses, os compêndios de história apenas evidenciam essa ausência de amor.

A Espiritualidade Superior incansavelmente nos assiste nessa aprendizagem, enviando à Terra Espíritos elevados que dão novas diretrizes ao pensamento humano que, lentamente, se inclina para a fraternidade, como o atestam a preocupação com a Ecologia, a defesa dos direitos humanos e a proteção a minorias e refugiados.

A propósito de nosso tema, assim se expressou um orientador espiritual: Não acrediteis na esterilidade e no endurecimento do coração humano; ao amor verdadeiro, ele, a seu mau grado, cede. É um ímã a que não lhe é possível resistir. O contato desse amor vivifica e fecunda os germens que dele existem, em estado latente, em vossos corações. A Terra, orbe de provação e de exílio, será então purificada por esse fogo sagrado e verá praticados na sua superfície a caridade, a humildade, a paciência, o devotamento, a abnegação, a resignação e o sacrifício, virtudes todas filhas do amor.

O Evangelho segundo o Espiritismo (capítulo 11, itens 8 e 9).
SERVIÇO ESPÍRITA DE INFORMAÇÕES
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 Edição 2256 Janeiro 2016

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