domingo, 5 de junho de 2016

SURGIMENTO DO HOMEM

SURGIMENTO DO HOMEM

D. Villela


O moderno pensamento cristão abandonou, já há bastante tempo, a antiga postura religiosa que aceitava as narrativas bíblicas acerca da Criação como descrições de fatos reais, reconhecendo agora o caráter simbólico das mesmas que, eventualmente, ainda são utilizadas na pregação em nível popular.

Sabe-se atualmente que, em seu período inicial, nosso planeta foi uma esfera incandescente na qual, devido à temperatura extremamente elevada, até os metais e rochas se achavam em estado gasoso. Ao longo do tempo ela foi se resfriando, o que permitiu o aparecimento de um núcleo em estado pastoso em torno do qual, posteriormente, formou-se uma camada sólida.

Prosseguindo nesse processo, a água condensou-se passando a existir também em estado líquido, surgindo, assim, os mares e continentes, sendo oportuno frisar que esta descrição, muito sucinta, corresponde, na verdade, a etapas cuja duração – de milhões de anos – a tecnologia moderna permite determinar com razoável segurança.

Com temperaturas mais amenas, água e atmosfera límpida, achavam-se estabelecidas as condições para o aparecimento da vida, o que ocorreu, inicialmente, no seio dos oceanos, de onde ela se encaminhou, mais tarde, para terra firme, principiando com formas unicelulares, muito simples, e ganhando – novamente em períodos milenares – organização cada vez mais complexa através de inumeráveis espécies vegetais e animais dentre as quais muitas deixaram vestígios chamados fósseis, estudados pela Paleontologia e exibidos em museus de História Natural. Não deixa de ser curioso que esta sequência extraordinária, em que se patenteia um progressivo desenvolvimento do ser que cada vez mais se equipa de habilidade, agilidade e adaptabilidade e, a partir de certo ponto, também de inteligência, seja atribuída por muitos estudiosos ao... acaso.

O homem é o estágio final desse processo, recebendo na classificação científica o título de homo sapiens sapiens, embora em muitas ocasiões aja de forma francamente irracional, apesar das diretrizes religiosas e dos códigos legais com que convive há alguns milênios.

Informa a Doutrina Espírita que os fenômenos naturais são dirigidos por agentes espirituais, sendo que na Terra a responsabilidade final pela condução dos fatores ambientais, da vida em suas múltiplas expressões inclusive a nossa consciência, cabe a Jesus, governador espiritual de nosso planeta.

Por outro lado, o conhecimento desse vasto panorama em que se articulam os sucessivos planos da vida permite que, ao nos referirmos ao Criador, expressões como Todo-Poderoso ou Todo-Sábio tenham mais significado, sem esquecermos de que Ele é igualmente a Misericórdia Infinita a envolver em amor o universo inteiro.

“A Gênese” (capítulo 7).


SERVIÇO ESPÍRITA DE INFORMAÇÕES
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Sábado, 20/11/2004 - no 1912

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