segunda-feira, 13 de junho de 2016

#ESPÍRITO E MATÉRIA

ESPÍRITO E MATÉRIA

_D. Villela_

A mediunidade nunca foi objeto de estudo nos meios acadêmicos devido ao pensamento materialista neles dominante, sendo suas manifestações sumariamente consideradas como distúrbios nervosos quando não casos de ilusão ou até de fraude.

Por outro lado, mesmo entre religiosos que admitem a existência do mundo espiritual, também surgiram dúvidas quanto à sua realidade, alegando-se para tanto a impossibilidade de o espírito, supostamente imaterial, atuar sobre a matéria. A Doutrina Espírita veio esclarecer essa questão, mostrando que, embora não se conheça a natureza íntima do espírito propriamente dito, o ser pensante e moral, por vezes descrito como uma centelha ou uma chama, sabemos, por observação confirmada pelas informações dos benfeitores espirituais, que ele sempre se acha revestido por um corpo de matéria em estado muito sutil  seu perispírito , por isso não percebido pelos nossos sentidos, mas um corpo ainda material, capaz de possibilitar aquela atuação. Ao serem observados pelos médiuns videntes ou se apresentarem nas reuniões de efeitos físicos, eles sempre se mostravam com a forma humana, habitualmente com a aparência que tiveram em sua última encarnação.

O progresso científico examinando a intimidade da matéria e descrevendo-a como um conjunto de partículas infinitesimais que, por sua vez, são agregados de energia, veio mostrar que a solidez e a continuidade da matéria são, na verdade, impressões ilusórias produzidas por nossos sentidos, contribuindo, dessa forma, para desfazer aquela suposição de distância intransponível entre os espíritos, com seus corpos etéreos, e o nosso mundo físico, com sua aparente densidade.

A Doutrina Espírita revelou ainda que a ação do plano espiritual sobre nós é muito ampla, não se restringindo aos fatos da mediunidade, pois, além dos pensamentos que nos sugerem, influenciando o curso de nossas vidas, podem os desencarnados atuar diretamente sobre nosso corpo, envolvendo-nos, quando ainda inclinados ao mal, em energias desequilibrantes, capazes  se não forem repelidas pela nossa vontade  de debilitar-nos, favorecendo a instalação de variadas enfermidades. É claro que, em sentido inverso, podem, nossos protetores beneficiar-nos com suplementos de recursos balsâmicos que, acolhidos por nós, nos renovam as forças e preservam ou restauram a saúde. Esclarece igualmente a Doutrina que a orientação que damos à nossa vida tem peso decisivo na determinação dessa influência, expondo-nos à pressão dos maus ou permitindo-nos receber a amorosa assistência dos bons.


*“O Livro dos Médiuns” (Segunda Parte, capítulo 1, itens 57 e 58).*

Conselho Espírita Internacional
Boletim SEI: E-mail: boletimsei@gmail.com
Junho 2012 – no 2213

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