quinta-feira, 23 de junho de 2016

HIERARQUIA E PROTEÇÃO

HIERARQUIA E PROTEÇÃO

_D. Villela_

Na tradição hebraica, os anjos seriam mensageiros de Jeová, portadores de suas orientações e determinações para os homens, enquanto que

\ a teologia cristã (e também a islâmica) os considera seres puramente espirituais e não sujeitos ao erro, superiores, portanto, desde sua criação, ao homem, falível, e que precisa educar-se para o cumprimento das Leis Divinas mediante provas por vezes rudes.

A existência de entidades de grande elevação, presentes no surgimento da maioria das religiões, deu margem a que se supusesse  entre os que desconheciam as noções de reencarnação e progresso  terem sido eles sempre assim, desde sua origem. Não se cogitava, então, pois essas ideias são muito antigas, do absurdo de tal concepção que atribuía ao Criador, a inteligência suprema e a justiça perfeita, essa discriminação flagrante, que impunha ao homem a ligação com corpos perecíveis e cheios de necessidades e liberava os seres angélicos de cuidados com a própria manutenção e educação, pois eram seres inteiramente espirituais, sempre obedientes a Deus e possuidores também de todo o conhecimento. A essas noções associaram-se depois, entre os cristãos, a ideia de anjo da guarda, encarregado de velar pelos indivíduos, desde seu nascimento, bem como a existência de uma hierarquia entre eles. Diga-se de passagem, em bases puramente especulativas, sem qualquer apoio em fatos ou informações que as sustentassem.

A Doutrina Espírita veio esclarecer completamente essa questão, mostrando que a angelitude corresponde ao alinhamento integral e permanente com as Leis Divinas, conquistado por evolução, achando-se, pois, os que já a atingiram, isentos de qualquer possibilidade de erro, e acrescentando ser esse o destino comum a todos os homens, sem exceções. A esse grau de pureza correspondem, igualmente, veículos de manifestação extremamente sutis e de grande beleza, donde a aparência radiosa que assinala as individualidades elevadas conforme as descrições contidas nas obras doutrinárias.

Quanto à hierarquia e à proteção, antes mencionadas, o Espiritismo confirma a sua realidade, esclarecendo que a primeira corresponde à maior ou menor evolução alcançada, acrescentando, com relação à segunda, que, além daquela relativa ao indivíduo, existia também a proteção a instituições e comunidades que contavam sempre com benfeitores responsáveis por sua defesa e orientação.

Aconselham-nos ainda as mensagens espíritas a recorrer a esses amigos invisíveis, mas dedicados e atentos, em nossos momentos de dificuldade ou indecisão, na certeza de que sempre receberemos deles as forças e orientação necessárias ao enfrentamento, à luz do bem, de quaisquer problemas.

O Céu e o Inferno (Primeira Parte, capítulo



SERVIÇO ESPÍRITA DE INFORMAÇÕES
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Edição 2249 Junho 2015

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