terça-feira, 7 de junho de 2016

NOTAS DA GRANDE IMPRENSA #À LUZ DO ESPIRITISMO

NOTAS DA GRANDE IMPRENSA

À LUZ DO ESPIRITISMO


A manhã de 26 de dezembro de 2004 ficará marcada para sempre na História como um dos dias mais dolorosos para a Humanidade.  Após um maremoto de grandes proporções no Oceano Índico, ondas gigantes (tsunamis) devastaram quase que completamente mais de dez países da Ásia e da África, deixando um número superior a 150 mil mortos, milhares de desabrigados, enfermos e famintos e, onde antes existiam paraísos turísticos, um verdadeiro rastro de destruição.

Em meio a tantas lágrimas, sobreviventes e pessoas de todas as partes do mundo, sensibilizadas com o acontecido, recorreram às casas de oração em busca de conforto espiritual e para indagar aos líderes religiosos o porquê do cataclismo. É o que destaca a reportagem “Fiéis de todas as religiões pedem resposta a Deus por tragédia”, do jornalista Peter Graff, publicada pela agência “Reuters” e reproduzida no Brasil em 30 de dezembro pelo “MSN Notícias”.

“Nos templos, mesquitas, igrejas e sinagogas de todo o mundo, pede-se aos religiosos que expliquem: como um Deus benevolente pode lançar tanto horror contra pessoas comuns?” – diz trecho da matéria, que ouviu representantes de várias crenças, alguns, inclusive, que chegaram a apontar a fúria divina como consequência para o ocorrido.
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Estudando questões como imortalidade da alma, reencarnação, lei de causa e efeito, entre outras, o Espiritismo veio descortinar ao homem informações que lhe ajudam a entender as dificuldades do dia-a-dia, como se pode observar no capítulo seis da terceira parte de “O Livro dos Espíritos”, em que os amigos espirituais falam a Allan Kardec sobre os “Flagelos destruidores”:

“Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores? (Questão 737)

– Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos (728) ser a destruição uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser apreciados. Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são frequentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos”.

“Para conseguir a melhora da Humanidade, não podia Deus empregar outros meios que não os flagelos destruidores? (738)

– Pode e os emprega todos os dias, pois que deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. O homem, porém, não se aproveita desses meios. Necessário, portanto, se torna que seja castigado no seu orgulho e que se lhe faça sentir a sua fraqueza.”

“Mas, nesses flagelos, tanto sucumbe o homem de bem como o perverso. Será justo isso? (738 A)

– Durante a vida, o homem tudo refere ao seu corpo; entretanto, de maneira diversa pensa depois da morte. Ora, conforme temos dito, a vida do corpo bem pouca coisa é. Um século no vosso mundo não passa de um relâmpago na eternidade. Logo, nada são os sofrimentos de alguns dias ou de alguns meses, de que tanto vos queixais. Representam um ensino que se vos dá e que vos servirá no futuro. Os Espíritos, que preexistem e sobrevivem a tudo, formam o mundo real. Esses os filhos de Deus e o objeto de toda a sua solicitude. Os corpos são meros disfarces com que eles aparecem no mundo. Por ocasião das grandes calamidades que dizimam os homens, o espetáculo é semelhante ao de um exército cujos soldados, durante a guerra, ficassem com seus uniformes estragados, rotos, ou perdidos. O general se preocupa mais com seus soldados do que com os uniformes deles.”

“Mas, nem por isso as vítimas desses flagelos deixam de o ser (738 B):

– Se considerásseis a vida qual ela é e quão pouca coisa representa com relação ao infinito, menos importância lhe daríeis. Em outra vida, essas vítimas acharão ampla compensação aos seus sofrimentos, se souberem suportá-los sem murmurar.”


SERVIÇO ESPÍRITA DE INFORMAÇÕES
Boletim SEI: E-mail: boletimsei@gmail.com
Sábado, 22/1/2005 - no 1921


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