quarta-feira, 29 de junho de 2016

MANIFESTAÇÕES FÍSICAS

*MANIFESTAÇÕES FÍSICAS*

_*D.Villela*_

Demonstrada, pelo raciocínio e pelos fatos, a existência dos Espíritos, assim como a possibilidade que têm de atuar sobre a matéria, trata-se agora de saber como se efetua essa ação e como procedem eles para fazer que se movam as mesas e outros corpos inertes. Estas palavras constituem o início do capítulo intitulado Teoria das Manifestações Físicas de O Livro dos Médiuns, e nelas se percebem a objetividade lógica e a segurança características de Allan Kardec, que se refletem nas obras que compõem a Codificação. A referência às mesas provém da circunstância de ser bem conhecido, na época, o fenômeno das mesas girantes, considerado, no entanto, como simples divertimento em salões e residências ao ensejo de reuniões sociais. Em tais ocasiões, sentadas várias pessoas ao redor de uma mesa, esta, após alguns minutos, executava movimentos diversos, girava e até respondia, por meio de pancadas, a perguntas que lhe eram dirigidas pelos presentes.

Negando a origem espiritual desses fatos alegavam alguns não ser possível ao Espírito, não material, exercer qualquer influência sobre a matéria densa, equívoco esse desfeito pela Doutrina Espírita ao esclarecer que o Espírito se apresentava sempre revestido por um envoltório semimaterial  o perispírito , por meio do qual, aliás, comandava seu corpo, enquanto encarnado. Era com o auxílio desse corpo espiritual que os desencarnados atuavam sobre a matéria.

Sabendo que os Espíritos conservavam a forma humana, com a qual, inclusive, se apresentavam nas experiências de materialização, imaginou o Codificador, assim como muitas outras pessoas, que os Espíritos simplesmente materializassem seus braços e mãos e com eles movimentassem as mesas e outros objetos. No entanto, consultando os orientadores espirituais a esse respeito, obteve o Codificador explicação diferente e mais lógica para aquele fenômeno em cuja produção o operador desencarnado se utilizava de recursos provenientes de seu próprio envoltório perispiritual, combinados com recursos, também fluídicos, fornecidos por um médium, saturando com eles o objeto a ser movimentado, que passava, então, a ser dirigido pela sua vontade. Ao apresentarem essa descrição, frisaram os orientadores que não era válido assemelhar os processos do mundo espiritual àqueles utilizados por nós na Terra. Deve ser lembrado, ainda, que, consoante a moderna conceituação científica, no comentário acima, as expressões semimaterial e fluídico referem-se a diferentes estados de condensação da energia, não perceptíveis aos nossos sentidos.

A literatura doutrinária posterior apresenta exemplos numerosos dessa atuação da espiritualidade, com a realização de verdadeiras cirurgias perispirituais em encarnados e desencarnados, cujos efeitos, no caso dos primeiros, atingem depois o corpo material, com sensível benefício para a saúde.

Acrescentam esses orientadores que qualquer pessoa encarnada que procure viver com elevação pode candidatar-se a esse gênero de trabalho  que se realiza à noite, durante o desdobramento natural proporcionado pelo sono –, por possuir em sua organização perispiritual os recursos hábeis para essa cooperação tão valiosa.

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*“O Livro dos Médiuns” (Segunda Parte, capítulo 4).*

“Quando o cristão pronuncia as sagradas palavras ‘Pai Nosso’, está reconhecendo não somente a Paternidade de Deus, mas aceitando também por sua família a Humanidade inteira.
*Fonte Viva Emmanuel*


SERVIÇO ESPÍRITA DE INFORMAÇÕES
Boletim SEI: E-mail: boletimsei@gmail.com
Setembro 2014  no 2240

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