sexta-feira, 13 de março de 2009

Considerações sobre a paciência e a doçura


JORGE JOSSI WAGNER
de Ribeirão Preto, SP

Vivemos presentemente numa sociedade em que os atritos, de tão comuns, se tornaram corriqueiros, não despertando a atenção e a preocupação que tal tema deveria ter. Nas mais diversas situações, vemos que saber esperar a sua vez é uma situação muito rara. Quase todos querem ser atendidos primeiro, visto que, sob a sua ótica, o seu problema é mais urgente do que o dos demais. Assim, nada mais justo que ele tenha a preferência, não se importando com os outros, aliás, os outros nem são percebidos por ele.

Essa situação de total egoísmo falta de educação e agressividade em relação ao seu semelhante, infelizmente, ocorre com uma freqüência muito grande. Quantas vezes, independente da condição social, cultural ou religiosa e temos a oportunidade de testar os nossos conhecimentos e o grau de assimilação aos ensinamentos religiosos, falhamos fragorosamente. Isso ocorre porque existe uma grande diferença entre o aprendizado teórico e a prática diária frente aos nossos semelhantes.

Jesus, o mestre por excelência, estabeleceu como lei a prática da doçura, da moderação, da afabilidade e da paciência, como os caminhos seguros para a conquista do equilíbrio entre as pessoas. A conquista dessas virtudes exige esforço e o reconhecimento das nossas imperfeições. Quantas vezes ouvimos as pessoas dizerem: "sou muito bom, mas não me contrarie"; "aqui mando eu"; "tenho suportado tudo calado". São frases que podem aparentemente dourar uma situação, mas, na realidade estão longe daquilo que necessitamos para nos tornarmos melhores espíritos.

Não estamos aqui para suportar as pessoas, mas sim para aprender a amá-las. Saber ouvir é um ato de caridade, sempre. Ser autoritário, além de ser um atentado à educação, revela a falta de paciência, tão necessária para que o entendimento se estabeleça.

A paciência é uma virtude que se conquista diariamente. Ela nos dá a oportunidade de observar o mundo ao nosso redor, fazendo ver que existe muito mais além de nós mesmos.

Os ensinamentos que Jesus nos trouxe, e que ainda hoje, passados mais de dois milênios, estamos procurando entender, são pródigos em mostrar o caminho que conduz para a evolução espiritual. Mas, é necessário compreender que sem esforço não se conquista nada. Que para torna-se uma pessoa de bem é preciso exercitar a paciência e a doçura. Que todos têm o direito de expressar as suas opiniões, mesmo que elas sejam diferentes das nossas.

A paz e o equilíbrio serão conquistados na medida em que nos esforçarmos para por em prática os ensinamentos de que já somos possuidores. É preciso, no entanto, boa vontade e perseverança, elementos essenciais na luta para vencer as imperfeições.

Agosto de 2005, edição n°. 235

Jornal Eletrônico Verdade e Luz

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