sábado, 7 de março de 2009

1 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS

Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, avida futura e o porvir da Humanidade - segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados

Por

ALLAN KARDEC

Apresentação

  1. Introdução – No sentido de entender que a 3ª Revelação, não nasceu ao acaso, mas dentro de um contexto, na época própria, faz-se necessário refletir ou recordar que:
    1. Revelação – veio através de Moisés que revela ao homem:
      • O Deus único
      • Promulga a lei do Sinai – o Decálogo
      • Assenta os fundamentos da verdadeira fé.

Junto, apresenta o Deus

      • Terrível
      • Ciumento
      • Vingativo
      • Cruel
      • Impiedoso
      • Arbitrário

Necessários, naquele tempo, a um povo rude, de coração duro, com um raciocínio que jamais entenderia, conceberia ou aceitaria a autoridade sem temor.

 

  1. Revelação – Jesus, tomando da antiga lei o que é eterno, divino, rejeitando o transitório, disciplinar, a concepção humana, acrescenta a revelação da vida futura, da qual Moisés não havia falado, bem como as penas e recompensas que esperam o homem. Com estes dois pontos, muda radicalmente a visão, o entendimento de Deus que, é agora mostrado como:
      • Pai
      • Clemente
      • Soberassamente justo e bom
      • Pleno de misericórdia
      • Possibilita a que cada um receba suas obras
      • Não mais o deus único de um povo de todo o gênero humano
      • Não mais o deus “olho por olho” mas o “Ama a Deus acima de tudo e do próximo como a ti mesmo”.

No entanto, Cristo acrescenta: - “Muitas coisas que lhes digo, não podem ainda compreender; seria muito mais a lhes dizer que não compreenderiam e é por isso que lhes falo em parábolas.Mais tarde, porém, enviarei o Consolador, o Espírito da Verdade, que restabelecerá e explicará todas as coisas” João XIV – XVI – MT – XVII

Ao falar desse modo, Jesus afirma o caráter incompleto, não no sentido de que lhe seriam acrescentadas verdades novas, pois tudo ali se acha em germe, mas incompleto, porque não estão contidas todas as explicações, desenvolvidas, aprofundados os assuntos em termos de raciocínio claros.

“Da mesma forma que o Cristo disse:” Eu não vim destruir a Lei mas dar-lhe cumprimento, o Espiritismo diz igualmente: “Eu não vim destruir a Lei cristã, mas cumpri-la. Ele não ensina nada de contrário ao que o Cristo ensinou, mas desenvolve, completa e explica, em termos claros para todo o mundo, o que não foi dito senão sob forma alegórica; vem cumprir nos tempos preditos, o que o Cristo anunciou, e preparar o cumprimento das coisas futuras. É; pois, obra do Cristo que o preside, como igualmente anunciou, a regeneração que se opera, e prepara o reino de Deus sobre a Terra”.

Essas colocações todas, justamente porque faltava ao Homem conhecimentos que estes só poderiam alcançar com o tempo. Não havia desenvolvimento cientifico que possibilitasse aprofundar no conhecimento das leis que regem a matéria – faltava a chave – uma vez que Ciência e Espiritismo se completam: a Ciência sem o Espiritismo acha-se impotente para explicar certos fenômenos apenas pelas leis da matéria. Espiritismo sem Ciência falta apoio e controle. O estudo das leis da matéria devia preceder o da espiritualidade, porque é a matéria que atinge primeiro os sentidos. O Espiritismo vendo antes das descobertas cientificas, teria sido uma obra abortada, como tudo o que vem antes do seu tempo.

1.1. – Que tempo era esse?

Século dezenove. Cumprir-se-ai importante revelação mostrando sobretudo, a comunicabilidade com seres do mundo espiritual.

Esse conhecimento não é novo, mas chegava à essa época no tempo, sem proveito para a Humanidade. A ignorância das leis que regem essas relações, sufocaram sob superstição e o homem não tirava dai qualquer dedução salutar.

O Espiritismo, explicando as leis que regem o fenômeno, dando a conhecer o mundo invisível que nos rodeia e no meio do qual vivíamos sem suspeitar, as relações, o estado dos seres que o habitam e por conseqüência o destino do homem depois da morte, constitui-se como revelação cientifica, na acepção da palavra.

 

3) Revelação – Pela sua natureza, a revelação espírita tem duplo caráter: provém simultaneamente da revelação divina e a revelação cientifica.

Provém da primeira, no que seu advento é providencial, e não o resultado da iniciativa e de um intento premeditado do homem.

  • Os pontos fundamentais da Doutrina, são o objeto dos ensinos dado o pelos Espíritos encarregados por Deus para esclarecer o homem sobre coisas que ignoravam e que não podiam aprender por si próprios e que cumpre, conheçam hoje que estão maduros para compreendê-las.

Provém da segunda, isto é, da revelação cientifica, pelo fato de que este ensino não é privilégio de nenhum individuo, mas é dado a todos pela mesma via:

  • Os que o transmitem e o que os recebem. Absolutamente não são seres passivos, dispensados do trabalho de observação e investigação.
  • Não abnegam de seu juízo e de seu livre arbítrio.
  • O controle não lhes é proibido, mas pelo contrario recomendado, enfim.
  • A Doutrina não foi ditada globalmente, nem imposta-a crença cega – ela é deduzida, pelo trabalho do homem, da observação, dos fatos que os Espíritos esclarecem, das instruções que lhes dão, instruções que esse homem, estuda, comenta, compara e das quais tira conclusões , conseqüências e aplicações. Em resumo: ...”o que caracteriza a Doutrina Espírita é que sua fonte é divina, que a iniciativa pertence aos Espíritos, e que a elaboração é o resultado do trabalho do homem”.

 

Como meio de elaboração, o Espiritismo procede exatamente do mesmo modo que as Ciências positivas – isto é – aplica-se lhe o método experimental. Apresentam-se os fatos de uma natureza nova que não podem ser explicadas pelas leis conhecidas: ele as observa, compara, analisa, remonta dos efeitos às causas – chega à lei que as rege – depois – deduz conseqüências e procura aplicações úteis. Não estabelece nenhuma teoria pré-concebida.

Desse modo, não colocou como hipóteses, a existência, a intervenção dos Espíritos, a reencarnação ou qualquer dos princípios doutrinários.

Só conclui pela existência de Espíritos, quando tal se evidenciou pela observação dos fatos. Da mesma forma, procedeu em relação aos outros pontos básicos.

Não foram os fatos que vieram confirmar a teoria, mas a teoria que veio subseqüentemente explicar e resumir os fatos.

Rigorosamente, por esses raciocínios, é exato dizer que o Espiritismo é uma ciência de observação.

O grande progresso da Ciência inclusive vai acontecer a partir da aplicação desse método experimental, acreditando-se primeiro que ele só era aplicável à matéria e comprovando-se que também é imprescindível para a realidade metafísica.

1.2. – Enquanto tudo isso estava se processando, como se caracterizava a época?

Temos que estudá-la sob dois contextos: - o contexto religioso e o cientifico.

Nesse tempo, o contexto religioso tinha e mantinha a fé alicerçada no dogma. Quando Allan Kardec em “O Livro dos Espíritos” usa a palavra dogma, não tem nada a ver com esse dogma – conceito religioso da época. Desde a Grécia antiga já existiam os filósofos dogmáticos que pregavam que a Verdade pode ser alcançada. Opunham-se aos céticos, que prega o contrário – o homem nunca alcançará a Verdade.

Na concepção filosófica grega dogma quer dizer: uma verdade fundante, isto é, que se apóia na razão; uma verdade que alicerça e que não poderia ser alcançada nem filosófica, nem cientificamente. Por ser fundante, um dia a constatação daquele pressuposto, daquela verdade, seria percebida, alcançada pela Humanidade.

A palavra dogma, como fé cega, como se entende ainda nos dias atuais vai começar a existir como dogma religioso a partir do século IX.

1.3. – O que teria motivado, ou acontecido nesse século?

Surge, nesse século IV da era cristã, em Alexandrina, grande polêmica: os cristãos dessa época acreditavam nas características divinas de Deus, de seu filho Jesus Cristo que se encarnou e do Espírito Santo que era um enviado de Deus. Ário, sacerdote de Alexandria formula e divulga o seguinte pensamento: Não pode existir três deuses – Deus Pai – Deus Filho – Deus Espírito Santo, portanto os dois últimos são criaturas, sendo só Deus, o primeiro, o criador.

Ao lançar essas idéias, causa grande confusão nos meios religiosos que aceitavam a Santíssima Trindade.

Anastácio, que também era um sacerdote grego, assume liderança e se posiciona contra Ário, contra suas idéias heréticas, uma vez que as três entidades da Santíssima Trindade – Deus – Filho e Espírito Santo – constituiram-se como uma só pessoa.

Ário rebate, partidos se formam, discussões se acirram até que em 325 o Concílio de Nicéia confirma o dogma da Santíssima Trindade.

A partir daí, a palavra dogma adquire o sentido que se guarda dela até hoje ou seja: é dogma, todas verdades já contidas na revelação e que foi objeto de explicação e interpretação oficial da Igreja.

Decorre disso, a fé dogmática, existente no conceito religioso do séc. XVIII e XIX e que apresenta a religião sob três aspectos:

  • Valorativa e considerada como proposição sagrada
  • Inspiracional – porque baseada no sobrenatural

Decorrente desses dois fatores, o que prega é – infalível, isto é, não é passível de erro.

é – indiscutível, seus pontos são para serem aceitos sem qualquer tipo de discussão ou contestação.

Descarta-se portanto, qualquer análise lógica ou cientifica do que está sendo dito ou ensinado – dogma de fé, acredita-se; não se discute; não se detém nas evidências sendo esse então panorama da crença, da religião.

Só para que melhor nos situemos, a partir dos séculos XV e XVI, o movimento cientifico já começava, de alguma forma, contestar algumas dessas proposições Galileu Galilei, por exemplo, com as lunetas que possuía, observando o firmamento, localiza Júpiter e percebendo uma lua girando ao seu redor conclui: - se um astro gira ao redor do outro, então a Terra, não é o centro do Universo. Divulga seus raciocínios criando confusão, principalmente na Igreja de então. Se a Terra gira, onde fica o céu, que era em cima e o inferno, que era em baixo? Em meio a toda uma confusão, é julgado herege, ia ser morto, abjura e renega suas conclusões.

Esses movimentos, percebe-se eram bastante tímidos e o profº. Herculano Pires comentando o “Discurso do Método” de René Descartes, que até hoje serve de embasamento cientifico das ciências naturais comenta que Descartes teve que fazer muitas concessões com o pensamento religioso da época, constantemente perseguido pelo medo de cair nas malhas da Igreja. Quando formula a proposição... “penso, logo existo...”tentou explicar de forma a não colidir com os interesses dominantes, uma vez que a Inquisição vigiava atenta.

Na realidade, a grande contribuição da Ciência, só vai aparecer com mais ênfase no século XVIII com o movimento Iluminista – este colocava como pressuposto básico e assim se auto- denominava porque – a razão tem que ser a luz a iluminar todos os pensamentos. Tudo quanto não pudesse ser considerado à luz da razão não devia ser aceito.

Os iluministas franceses vão somar à esse principio uma característica muito importante: achando que o único meio de despertar o povo para pensar era falar-lhes em sua língua nativa, para que entendessem, discutissem, pensassem, passam a divulgar seus conhecimentos na língua do país. Até então, o conhecimento, as colocações filosóficas ou cientificas eram em grego ou latim, línguas desconhecidas do povo em geral.

Assim, os Iluministas franceses, divulgam entre o povo, começam a trazer conhecimentos, explicações cientificas sobre situações simples, que até então eram vistas como mistérios. Diderot e D’Alembert vão se constituir como expoentes nesse trabalho e a grande contribuição deles vai ser no sentido de colocar o conhecimento acessível ao povo, através da publicação da Enciclopédia que levaria muito tempo para caracterizar-se surge o primeiro volume por volta de 1751 e os últimos só em 1766.

Esses enciclopedistas engrossam o movimento Iluminista, uma vez que também acreditavam que sem conhecer não se tem elementos de razão para refletir. Possuíam eles, uma característica interessante: eles nao só compunham e publicavam livros: nas reuniões dos salões de Franca, faziam leitura, interpretavam e comentavam o conteúdo das enciclopédias afim de que as pessoas fossem, pouco a pouco reunindo elementos de reflexão racional e lógica. Constituiu-se esse movimento e essas técnicas, principalmente esse iluminismo francês em fato importante nesse encadeamento, nessa alteração da posição mental do mundo.

Todos esses fatos não passavam despercebidos. A Igreja exercia forte oposição. Os jesuítas eram perseguidores implacáveis. Diderot e D’Alembert foram presos inúmeras vezes. Os últimos números das Enciclopédias só vão ser publicados graças à intervenção de Mme. Pompadour quando em 1766 intervem, usa sua influencia, solta os enciclopedistas que estavam presos. Com seu prestigio, possibilita que os últimos volumes sejam editados.

1.4. Pressupostos ou modo de pensar dos Iluministas:

  • Crença no poder da razão como instrumento de obtenção do conhecimento e modificação da realidade. O ponto básico será a razão: ela será sempre luz e a única arma capaz de mudar a realidade social.
  • O segundo item era a ênfase aos dados científicos obtidos através da observação e experimentação – só poderia ser aceito como verdade, aquilo que pudesse ser observado e experimentado.

Como ficava aí o dogma de fé que sob nenhum aspecto podia ser contestado?

Surge daí o terceiro ponto:

  • Eles eram anti-dogmáticos e como tal, constituiram-se como uma critica viva, atuante, séria à religião.

Entende-se porque, perseguidos, eram constantemente presos. Para fugir à essa repressão lançaram mão de um artifício interessante, onde nos verbetes constantes da Enciclopédia, remetiam o leitor a outros textos – faziam na Enciclopédia um induzimento que a Igreja não podia contestar. No final dos textos, ainda que veladamente indicavam algumas fontes onde se fazia alusão a fé dogmática.

Outra questão muito seria para eles era a noção de progresso na qual aboliam completamente qualquer interpretação sobrenatural. Aqui colidiam frontalmente com a religião que por ser inspiracional se estruturava no sobrenatural.

Esse portanto, o pensamento cientifico da época e tão influente se faz que as mudanças surgem em toda a sociedade, modificando até o modo das pessoas se trajarem. Chegava-se a usar três ou quatro coletes que lentamente vão sendo deixados de lado, simplificando o vestir, em roupas mais discretas que visavam não mais destacar o individuo, mas fazer com que ele se dilua na multidão.

O Iluminismo tem essa característica do conjunto, da Humanidade como um todo. Sem se destacar, se evidenciar, o homem de alguma forma do todo de forma generosa inclusive.

Para eles, o avanço da Ciência, afastaria as sombras, espalharia claridade, lúcida compreensão. Em lugar dos mistérios, das crendices e superstições da fé cega submissa a uma autoridade, instalar-se-ia o primado da razão, das luzes, do conhecimento, significando isso, o fim da ignorância, da superstição, do domínio. No plano social e político, representaria passo para liberdade e igualdade no respeito mútuo.

Defendiam e se posicionavam num profundo interesse pelo homem. Dessas posições Iluministas é que eclode o Humanismo estabelecendo o valor do homem na sociedade.

O Profº. Rivail constituia-se, a seu tempo como Humanista fervoroso, racionalista, o que o leva a constituir um corpo doutrinário único, não fragmentado.

Quando se refere à Doutrina Espírita em “O principiante Espírita” coloca: “ao me defrontar com o fato, o fenômeno, percebi a necessidade de até trabalhar com a maior circunspeção, ser positivista e não idealista (Parque idealista é a posição filosófica que consiste em atribuir toda realidade do pensamento. Contrapõe-se ao realismo.)

E o que Allan Kardec vai deixar bem claro em todo seu trabalho é justamente de que coisa alguma se constituía como fruto de suas próprias concepções ou pensamentos, mas seu modo de ser positivista baseava-se, detinha-se, examinava fatos concretos, no experienciado e no experimentado.

Dado às especulações cientificas, parte inclusive da dúvida sistemática e ao visitar a sessão das mesas girantes vai para conhecer o fenômeno. Não se faz ali presente para provar, aplaudir ou contestar. Age de forma positivista. Constatando o fenômeno, busca as leis que o regem e na análise e na experimentação, na observação, comparação e reflexão estabelecer as leis para que a Verdade pudesse ser percebida pela razão, na explicação lógica dos fenômenos.

Sob esses raciocínios, no entendimento de um contexto amplo do encadeamento do tempo, entendemos porque Jesus não pode dizer tudo, percebemos o trabalho do profº. Rivail não acontecendo por fortuito acaso, mas precedido de toda um despertamento mental. Chega a 3º revelação no momento em que se dá a maturidade intelectual, em que a inteligência não mais se permite um papel passivo, em que o homem não aceita as cegas, querendo entender para onde o conduzem, saber o porque e o como de cada coisa.

Essencialmente progressista, está a Doutrina Espírita em aliança coma Ciência e não coloca como principio absoluto senão aquilo que é demonstrado como evidência ou o que resulta logicamente da observação.

Deus – existência do Espírito – Comunicabilidade – Pluralidade da existências e pluralidade dos mundos habitados princípios básicos no qual se estrutura todo o bloco da Codificação Espírita, “Caminhando com o progresso, nunca ficará ultrapassado e se novas descobertas lhe demonstrassem que está errado em algum ponto ele se modificaria nesse ponto; se uma nova verdade se revela, ele a aceita;

Essa observação do Codificador, constitui-se como declaração corajosa de quem pesou bem a importância do que dizia e projetou sobre o futuro a sua própria responsabilidade.

O tempo dá-lhe a resposta que ele antecipou; não há na Doutrina Espírita o que reformular, e se um dia houver, será em aspectos secundários e jamais nas suas concepções estruturais básicas como: - Existência de Deus

  • Existência e imortalidade do Espírito
  • Comunicabilidade entre “vivos”e “mortos”
  • Pluralidade das existências (reencarnação)
  • Pluralidade dos mundos habitados

E no encadeamento desses corolários, acontece a evolução, na contínua renovação do ser, em sua existência.

É assim, “O Livro dos Espíritos” um repositório de princípios fundamentais de onde emergem imensurável material para estudos, especulações, conquistas e realizações.

Entendendo agora, todo um momento no tempo, a preparação, o clima, no momento próprio surgirá a 3ª revelação, objeto esta da nossa próxima página.

BIBLIOGRAFIA

  • Enciclopédia para estudo das várias correntes do pensamento.
  • Livro dos Espíritos”- Noticias sobre o livro – H. Pires
  • Nas fronteiras do Além – H. C. Miranda

 

Leda Marques Bighetti

Nenhum comentário:

Postar um comentário