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sexta-feira, 15 de maio de 2015

A  CRIATURA
Apostila 08






Depois das informações a respeito do Mestre Jesus, aclaradas na apostila 07, podemos retomar nossa narrativa de onde a interrompemos na apostila 06, quando falávamos dos Devas.

DEVAS – Devas ou Anjos, são os agentes vivos empregados no trabalho relacionado com as Mônadas na longa peregrinação através dos mundos nos planos inferiores ao Monádico.   Sem a assistência dos Devas as Mônadas não teriam possibilidade de levar avante sua evolução.

Na figura acima estão representados em grupos, encerrados em quadrados.  São eles, descrevendo-os numa linguagem mais simples, os guias que mais de perto acompanham desde o despertar, indo até a angelitude, todas as centelhas de consciência existentes em um sistema planetário.  Como as incontáveis centelhas conscienciais se espalham por todos os recantos de todos os reinos vivenciais de cada plano, também os Devas, igualmente se subdividem nas atividades afins.

Desta forma, vamos encontrá-los, por exemplo, em posições onde “presidem aos ventos, as marés, ao granizo, à geada, ao orvalho, aos relâmpagos e aos trovões.”  (Livro de Enoch – in A Doutrina Secreta – volume V – página 90 – Autora Helena Petrovna Blavatsky – Editado pela Editora Pensamento).

Aí temos um pequeno trecho desse multi-milenar livro, Livro de Enoch, descrevendo esses Seres que assistem, mais de perto, a toda a obra da criação.

Mas como que procurando uma confirmação a respeito da informação acima, Allan Kardec, emérito organizador de A Doutrina dos Espíritos, pergunta aos Espíritos Inspiradores se sobre os fenômenos da natureza existe a ação dos Devas.  A confirmação vamos encontrar na questão 536-B de O Livro dos Espíritos, que assim explicita:  “Mas é evidente;  isso não pode ser de outra maneira.  Deus não se entrega a uma ação direta sobre a Natureza, mas tem os seus agentes dedicados, em todos os graus da escala dos mundos.”  -  Essa resposta não só confirma como é muito reveladora.  Conta, praticamente, em resumo, a existência de uma hierarquia governando o Cosmo.

E temos mais.  Saltando, agora, para a questão 539 a pergunta formulada por Kardec é: 

“ - Na produção de certos fenômenos, das tempestades, por exemplo, é somente um Espírito que age ou se reúnem em massa ?”
 “- Em massas inumeráveis.”  Esta foi a resposta que Kardec recebeu.  (Grifo nosso)

A questão 540 encerra de vez com todas as dúvidas.  Vamos a ela:

“ – Os Espíritos que agem sobre os fenômenos da Natureza agem com conhecimento de causa, em virtude de seu livre arbítrio, ou por um impulso instintivo e irrefletido ?”
“ – Uns, sim; outros, não.  Faço uma comparação: figurai essas miríades de animais que pouco a pouco fazem surgir no mar as ilhas e os arquipélagos; acreditais que não há nisso um objetivo providencial, e que essa transformação da face do globo não seja necessária para a harmonia geral ?  São, entretanto, animais do último grau os que realizam essas coisas, enquanto vão provendo às suas necessidades e sem se perceberem que são instrumentos de Deus.  Pois bem: da mesma maneira, os Espíritos mais atrasados são úteis ao conjunto: enquanto eles ensaiam para a vida, e antes de terem plena consciência de seus atos e de seu livre arbítrio, agem sobre certos fenômenos de que são agentes sem o saberem.  Primeiro, executam; mais tarde, quando sua inteligência estiver mais desenvolvida, comandarão e dirigirão as coisas do mundo material; mais tarde ainda, poderão dirigir as coisas do  mundo moral.  E´ assim que tudo serve, tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, pois ele mesmo começou pelo átomo. (...)”  (Grifos nossos)

Como vemos, pela grandiosidade do conteúdo das respostas acima, a presença dessas formidáveis Criaturas no contexto existencial do sistema solar é inegável e de vital importância.  Obviamente que as respostas abrangeram a existência dos espíritos dirigentes dos fenômenos, que os chamamos de Devas, como também de seus auxiliares, que chamaremos de Espíritos Operadores.   São estes, os espíritos “menores”, dos quais falaremos logo a seguir.

Uma ressalva:  Utilizamos o termo “menores” em decorrência da insuficiência de nosso vocabulário, entretanto, tenham em conta que no cosmo não existem criaturas maiores ou  menores.   Uma tal distinção seria inapropriada com a sublime Lei Divina da criação, na qual todos os Seres são iguais e desfrutam de iguais oportunidades evolutivas.

O que de mais adequado encontramos em nosso vocabulário para descrever essas posições, é que existem Seres criados muito antes, uns dos outros, como também, por esforços próprios avançam e se encontram mais à frente na escala da evolução.   Nunca, entretanto, maiores ou menores, pois, como a lógica indica, todos, indistintamente, são úteis ao que podemos chamar de o fenômeno da Vida.

Voltando aos Devas, como ficou esclarecido sobre Jesus, todos eles têm suas origens em sistemas planetários formados anteriormente ao nosso, onde passaram por experiências evolutivas similares às que hoje presidem.   Isso significa que foram transferidos para este sistema com o fim de, num só ato, evoluírem ainda mais e auxiliarem a evolução nesta localizada obra da criação.

Nada mais são que Mônadas adiantadas, evolutivamente, em outros sistemas planetários anteriores ao nosso, e convertidos em auxiliares crísticos.  Por enquanto são Devas, (anjos auxiliares), de futuro serão Cristos, serão Logos (criadores)...  Também este o nosso grande destino: produzir de si mesmo um Universo !

Tais, portanto, são os Devas, anjos tutelares que bem de pertinho cuidam da humanidade, administrando todos os reinos em todos os seus fenômenos e transformismos.  Por isso, vamos encontrá-los no reino mineral, no reino vegetal, no reino animal, no reino elemental e no reino hominal.

Muitas mãos se dando para que toda a vida na Terra esteja bem dirigida.  Direção para que a harmonia do Criador, e Seus desígnios, sejam inteiramente vertidos sobre Suas crias.  Nós mesmos.

Mas na descrição dessa escala administrativa, ainda não estamos com os pés sobre a Terra.  A hierarquia que dirige o sistema não está completa.  Falta descrever o grupo de Espíritos que muito de perto, onde nos encontramos, acionam os cordéis da vida.

São os espíritos que, como informamos acima, os nomeamos de Espíritos Operadores.  Em algumas escolas da Ciência do Oculto a categoria dos Operadores é incluída no grupo dos Devas.  Nós, todavia, preferimos estudá-la em separado.  Nos parece mais coerente, pois:
a)   – Os Cristos administram, vivificando o planeta como um todo;
b)   – seus auxiliares diretos, os Devas, subdivididos pelas mais variadas regiões do globo, cuidam de cada setor, reino-a-reino.

Desta forma, particularizando cada providência a ser tomada bem junto ao ambiente que a requeira, vamos encontrar estes que denominamos de os Operadores.

Exemplo:  uma ordem Crística, numa certa época, orientou a destinação da nação que se formaria no hemisfério sul das Américas.   O emissário e coordenador dessa ordem foi Jesus.  Sendo ele, porém, orientador espiritual para todo o Globo, e não só para aquela nação que se formaria, para dar seqüência ao cumprimento daquela ordem, convocou Seu auxiliar responsável por aquela região.  Ismael.  E´ assim que o denominam.

Mas não é dele que vamos falar.  Prossigamos no que pretende essa descrição.  Até aqui temos três categorias administrativas no mesmo feito: o Cristo Planetário, um Deva Maior que é Jesus, e um Deva Menor, Ismael.
Contudo, a seqüência de execução da ordem crística não parou nas mãos de Ismael.  Afinal, segundo se informa, ele é o Anjo Tutelar para toda a nação brasileira.  Logo, os particularismos  que  dariam origem e formação de nossa nação iriam ser, suas execuções, distribuídos por infinitas mãos auxiliares.

A partir dele, Ismael, delegando poderes e instruções, nosso Brasil se viu coberto por um enxame de devotados executores, ocupando as mais variadas posições diretivas para que a pátria nascente vingasse em seus destinos. Estes termos encontramos no livro:  Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho – capítulo I – Editado pela Federação Espírita Brasileira – Autoria de Humberto de Campos, espírito, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Portanto, com a citação acima, creio que se justifica, plenamente, nossa preferência por especificar, além das demais, uma categoria de espíritos que vem de ser a dos auxiliares dos Devas.

Voltando ao tema podemos dizer que são os Espíritos Operadores que acionam, caso-a-caso, e inteiramente de perto, o transformismo geral que vemos, sentimos e inconscientemente participamos.  (Releiam a questão 540 de O Livro dos Espíritos).

Nessa categoria, para nossa mais fácil compreensão, vamos lembrar os nomes de Emmanuel, André Luiz, Bezerra de Menezes, para só falar de alguns que ostensivamente interagem na linha espiritualizante dos encarnados, e que, com seus feitos através do médium Francisco Cândido Xavier, literalmente abriram as portas do espiritualismo no Brasil, usando da Doutrina Espírita.  Naturalmente que por detrás deles estavam os Devas diretores dessa missão, como, também, outros de igual categoria que participaram do feito.  Porém, a escala descritiva desses elementos é muito vasta, impossível até de descrevê-la no todo, tanto porque são muitos quanto porque não os sabemos na totalidade.

Sabemos, entretanto, que a categoria de Espíritos Operadores se subdivide pelos cinco reinos, sendo que nestes dividem-se, ainda, nos vários ramos de interesse de cada reino.  Por exemplo: reino Hominal è artes, ciência, filosofia, moral, tecnologia, sociologia, etc.

E além disso, distribuídos pelas várias regiões do globo, cobrindo, também, os interesses particularizados, vão se subdividindo em grupos que administram uma determinada região.  Em cada uma delas cobrem, por exemplo:  a) – Administrador espiritual de um país;  b) – administrador espiritual de uma cidade;  c) – administrador espiritual de um setor, ou bairro, dessa cidade.  E assim sucessivamente.

Dessa forma, pelo que dissemos acima, concluímos que cada milímetro quadrado da superfície da Terra está sob as vistas desses eficientes e competentes Operadores.  Seja em terra sêca ou nos mares.  Eles que são a extensão dos olhos e braços do Criador, em toda e qualquer parte ali se espalham zelosos.

E´ interessante ressaltar que os espíritos incluídos  nessa categoria são todos crias deste sistema.  Isto é, foram criados em nosso sistema, assim como  nós.  Não vieram de outras regiões siderais.

 Na figura, apresentando o conjunto geral da Hierarquia que administra nosso sistema planetário, representamos os Espíritos Operadores na posição mais abaixo, no desenho.

Para encerrar a descrição sobre essa Hierarquia, citamos abaixo André Luiz, espírito, onde, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, em trecho contido no livro Obreiros da Vida Eterna, páginas 50 e 51, descreve sucintamente sobre a presença de um desses tutelares em sua posição nesse conjunto de Diretores que harmoniza o cosmo.  Trata-se de Asclépios, pois assim o denomina André Luiz.
André Luiz reporta que Asclépios, entidade espiritual, em suas atividades nos planos do espírito, associa-se a mentores de elevada envergadura.

Apesar de ocupar essa posição, Asclépios não é, ainda, o que chamamos de espírito elevado.  Está, ainda, participando da sociedade humana da Terra, o que se entende que é passível de reencarnar por aqui.

Mesmo assim, esclarece André Luiz, ele está muito à frente da generalidade dos espíritos, encarnados e desencarnados, pertencentes à humanidade terrestre, esclarecendo, a seguir, sobre a escala ascendente dos seres.

Conta, então, que Asclépios envida esforços por alçar-se aos níveis das humanidades viventes em planetas mais ditosos, como Júpiter e Saturno.  E que os integrantes daquelas humanidades, por sua vez, aspiram as posições que lidam com a administração geral de nosso sistema planetário.   Já nestas,  em seus quadros, têm aqueles que buscam vivência em outras constelações.  E cita a constelação de Hércules, à qual pertence nosso sistema solar.



Enfim, essa movimentação citada por André Luiz é a “Escada de Jacó”,  (Gênesis 28:12), a que nos referiremos na apostila 09.  Escada que, com os pés na Terra e o cimo perdendo-se no céu, por ela subiam e desciam seres espirituais.  Em resumo, é a escala evolutiva a que todos os seres estão destinados.  Hoje na Terra, amanhã...

Esse trecho de André Luiz, que comentamos, descreve tamanha grandiosidade de acontecimentos que chegou-nos a comover.  Nossa mente, como acompanhando um roteiro turístico, foi criando imagens que viajavam por essa escalada de planos e mundos e que, de alguma forma, subjetiva, e indescritível, nos provocou saudade.  Saudade do quê ?  Saudade de onde ?  Nos perguntamos, pois  não conseguimos defini-la.  Será que já passamos por algumas daquelas estações ?, ou será porque, espiritualmente, aspiramos atingi-las ?  Seja porque for, a verdade é que nos emociona constatar que a escalada evolutiva é infinita, e que, a imensidão cósmica que nos guarda também nos espera para a ela dirigirmos.

A VIDA, na acepção máxima da palavra, não se restringe ao que, encarnados, vivemos na Terra !








Bibliografia:

A mesma contida na apostila 06, acrescentando:

Humberto de Campos/Francisco Cândido Xavier – Livro: Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho – capítulo I – Editado pela Federação Espírita Brasileira.


LUIZ ANTONIO BRASIL

1996
Revisão 2005

Distribuição Gratuita de toda a série Copiar e citar fonte

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