segunda-feira, 5 de setembro de 2016

*Tipos de Espíritos Comunicantes*

*Obsessão / Desobsessão (Suely Caldas Schubert), 3ª parte-cap. 12 (pág 171-180)*


*ESPÍRITOS QUE SOFREM*

*
ESPÍRITOS QUE NÃO CONSEGUEM FALAR*

(Leia também as *questões 26 e 27* do livro Como Doutrinar os Espíritos - CDE)

São bastante comuns as manifestações de entidades que não conseguem falar. Essa dificuldade pode ser resultante de problemas mentais que interferem no centro da fala, como também em virtude do ódio em que se consomem, que, de certa maneira, oblitera a capacidade de transmitir o que pensam e sentem(1). Em outros casos, pode ser um reflexo de doenças de que eram portadores antes da desencarnação e que persistem no além-túmulo, por algum tempo, de acordo com o estado de cada uma. Finalmente, existem aqueles que não querem falar para não deixar transparecer o que pensam, representando essa atitude uma defesa contra o trabalho que pressentem (ou sabem) estar sendo feito junto deles. Neste último caso, o médium pode conseguir traduzir as suas intenções, paulatinamente.

Não há necessidade de tentar insistentemente que falem, forçando-os com perguntas, pois nem sempre isso é o melhor para eles. O doutrinador deve procurar sentir, captar os sentimentos que trazem. Geralmente não é difícil apreendê-los. Os que sofrem ou os que se rebolcam no ódio deixam transparecer o estado em que se encontram. De qualquer forma são sumamente necessitados do nosso amor e atenção. O doutrinador deve dizer-lhes palavras de reconforto, aguardando que respondam espontaneamente. Muitos conseguem conversar ao cabo de alguns minutos, outros não resistem e acabam aceitando o diálogo, cabendo ao doutrinador atendê-los de acordo com a problemática que apresentam.

Os que têm problema de mudez, por exemplo, conseguirão através de gestos demonstrá-lo. Ciente disso, o doutrinador pode ir aos poucos conscientizando-o de que esse problema pode ser resolvido, que era uma conseqüência de deficiência do corpo físico, mas que no estado atual ele poderá superar, se confiar em Jesus, se quiser com bastante fé, etc. Nesse namomento, o passe e a prece ajudam muito.

Em qualquer circunstância deve-se deixar que tudo ocorra com naturalidade, sem querer forçar a reação por parte dos que se comunicam.

(1) Já recebemos entidades com tanto ódio que pareciam sufocadas, tendo por isto dificuldade de falar, e algumas outras que choravam de ódio.


*ESPÍRITOS QUE DESCONHECEM A PRÓPRIA SITUAÇÃO*

(Leia as questões 17 e 94 do livro CDE)

(Leia também os textos transcritos a seguir, na pág. 3, dos livros de Divaldo e André Luiz)

Não têm consciência de que estão no plano espiritual. Não sabem que morreram e sentem-se imantados aos locais onde viveram ou onde está o centro de seus interesses.

Uns são mais fáceis de serem conscientizados e o doutrinador, sentindo essa possibilidade, encaminhará o diálogo para isso. Outros, porém, trazem a idéia fixa em certas ocorrências da vida física e torna-se mais difícil a tarefa de aclarar-lhes a situação. Certos Espíritos não têm condições de serem informados sobre a própria morte, apresentando um total despreparo para a verdade. Essa explicação será feita com tato, dosando-se a verdade conforme o caso. Deve-se procurar infundir-lhes a confiança em Deus e noções de que a vida se processa em vários estágios, que ninguém morre (a prova disso é ele estar ali falando) e que a vida verdadeira é a espiritual.

*ESPÍRITOS SUICIDAS*

(Leia também a questão 51 do livro Como Doutrinar os Espíritos)

(Leia também o texto transcrito a seguir, na pág. 4, do livro de Umberto Ferreira)

São seres que sofrem intensamente. Quando se comunicam apresentam um sofrimento tão atroz, que comove a todos. Às vezes, estão enlouquecidos pelas alucinações que padecem, em virtude da repetição da cena em que destruíram o próprio corpo, pelas dores superlativas daí advindas e ao chegarem à reunião estão no ponto máximo da agonia e do cansaço.

Cabe ao doutrinador socorrê-los, aliviando-lhes os sofrimentos através do passe.

Não necessitam tanto de doutrinação, quanto de consolo. Estão buscando uma pausa para os seus aflitivos padecimentos. A vibração amorosa dos presentes, os eflúvios balsamizantes do Alto atuarão como brando anestésico, aliviando-os, e muitos adormecem, para serem levado em seguida pelos trabalhadores espirituais.

*ESPÍRITOS ALCOÓLATRAS E TOXICÔMANOS*

(Leia também a questão 14 do livro Como Doutrinar os Espíritos)

(Leia também o texto transcrito a seguir, na pág. 6, do livro de Luiz Sérgio)

Quase sempre se apresentam pedindo, suplicando ou exigindo que lhes dêem aquilo de que tanto sentem falta. Sofrem muito e das súplicas podem chegar a crises terríveis, delírios em que se debatem e que os desequilibram totalmente. Sentem-se cercados por sombras, perseguidos por bichos, monstros que lhes infundem pavor, enquanto sofrem as agonias da falta do álcool ou do tóxico.

De nada adiantará ao doutrinador tentar convencê-los das inconveniências dos vícios e da importância da temperança, do equilíbrio. Não estão em condições de entender e aceitar tais tipos de conselhos. Deve-se tentar falar-lhes a respeito de Jesus, de que nEle é que encontramos forças para resistir. De que somente com Jesus seremos capazes de vencer os condicionamentos ao vício.

Se, entretanto, estiverem em delírios, o passe é o meio de aliviá-los.

*ESPÍRITOS DEMENTADOS*

(Leia também as questões 98, 99 e 101 do livro Como Doutrinar os Espíritos)

Não têm consciência de coisa alguma. O que falam não apresenta lógica. Quase todos são portadores de monoideísmo, idéia fixa em determinada ocorrência, razão por que não ouvem, nem entendem o que se lhes fala.

Devem ser socorridos com passes. Em alguns casos, o Espírito parece despertar de um longo sono e passa a ouvir a voz que lhe fala. São os que trazem problemas menos graves.

*ESPÍRITOS AMEDRONTADOS*


(Vide: O Céu e o Inferno, 2ª parte, cap. VI, Verger  assassino do Arcebispo de Paris)

Dizem-se perseguidos e tentam desesperadamente se esconder de seus perseguidores. Mostram-se aflitos e com muito medo.

É necessário infundir-lhes confiança, demonstrando que ali naquele recinto estão a salvo de qualquer ataque, desde que também se coloquem sob a proteção de Jesus.

São vítimas de obsessões, sendo dominados e perseguidos por entidades mais fortes mentalmente, com as quais se comprometeram. Muitos deles são empregados pelos obsessores para atormentar outras vítimas. Obrigados a obedecer, não são propriamente cúmplices, mas também vítimas.

*ESPÍRITOS SOFREDORES*

(Leia também o texto transcrito a seguir, na pág. 5, do livro de Umberto Ferreira)

(Vide: O Céu e o Inferno, 2ª parte, cap. IV, Lisbeth , perg. 1-9)

São os que apresentam ainda os sofrimentos da desencarnação ou do mal que os vitimou. Se morreram em desastre, sentem, por exemplo, as aflições daqueles instantes. Sofrem muito e há necessidade de aliviá-los através da prece e do passe. A maioria adormece e é levada pelos trabalhadores espirituais.

*DOUTRINAÇÃO*

Diretrizes de Segurança (Divaldo Franco e Raul Teixeira), Cap. 5, questão 62 (pág 90-91)

*62. No atendimento a espíritos sofredores, o doutrinador deve, antes de mais nada, fazer o comunicante conhecer a sua situação espiritual ?*
 
*Divaldo* - Há que perguntar-se, quem de nós esta em condições de receber uma notícia, a mais importante da vida, como o é a da morte, com a serenidade que seria de esperar ?

Não podemos ter a presunção de fazer o que a Divindade tem paciência no realizar. Essa questão de esclarecer o Espírito no primeiro encontro é um ato de invigilância, e, as vezes, de leviandade, porque é muito fácil dizer a alguém que está em perturbação: *VOCÊ JÁ MORREU!* É muito difícil escutar-se esta frase e recebê-la serenamente.

  Dizer a alguém que deixou a família na Terra e foi colhido numa circunstância trágica  que aquilo é a morte, necessita de habilidade e carinho, preparando primeiro o ouvinte, a fim de evitar-lhe choques, ulcerações da alma.

  Considerando-se que a terapêutica moderna, principalmente no capítulo das psicoterapias, objetiva sempre libertar o homem de quaisquer traumas e não lhe criar novos por que, na Vida Espiritual se deverá usar metodologia diferente ?

  A nossa tarefa não é a de dizer verdades, mas, a de consolar porque, dizer simplesmente que o comunicante já desencarnou, os guias também poderiam fazê-lo. Deve-se entrar em contato com a entidade, participar da sua dor, consolá-la, e, na oportunidade que se faça lógica e própria, esclarecer-lhe que já ocorreu o fenômeno da morte, mas, somente quando o Espírito possa receber a notícia com a necessária serenidade, a fim de que disso retire o proveito indispensável à sua paz. Do contrário, será perturbá-lo, prejudicá-lo gravemente, criando embaraços para os Mentores Espirituais.


*DIÁLOGO DE ANDRÉ LUIZ NO POSTO DE SOCORRO CAMPO DA PAZ*

*Os Mensageiros (André Luiz), Cap. 21*

(...) Esclarecia-nos sobre as múltiplas obrigações do trabalho de rotina, quando algumas entidades se acercaram respeitosas:

- Senhor Alfredo - disse um velho de barbas muito alvas, estou aguardando o resultado de minha petição. Em que ficamos, quanto às minhas terras e os escravos ? Paguei bom preço ao Carmo Garcia. Sabe o senhor que venho sendo perseguido durante muitos anos, e não posso perder mais tempo. Quando volto para casa ? Creio esteja o senhor ciente da necessidade de eu voltar ao seio dos meus. Esperam-me a mulher e os filhos.

Como excelente médico da alma, Alfredo prestou a maior atenção e respondeu, como se estivesse tratando com pessoa de bom senso.

- Sim, Malaquias, você reclama com razão, mas sua saúde não permite o regresso apressado. Você sabe que sua esposa, Dona Sinhá, pediu fosse você aqui tratado convenientemente. Creio que ela deve estar muito tranqüila  a seu respeito. Suas idéias, porém, meu amigo, não estão ainda bem coordenadas. Temos alguma coisa mais a fazer. Porque preocupar-se tanto, assim, com as terras e os escravos ? Primeiramente a saúde, Malaquias ; não esqueça a saúde.

O velho sorriu, como o doente apoiado na firmeza e no otimismo do médico.

- Reconheço que as suas observações são justas, mas os meus não se movem sem mim, são preguiçosos e necessitam da minha presença. Mas,  doutrinando sutilmente o pobre velhinho, o administrador objetou:

- Entretanto, donde vieram os filhos para seus braços paternos ? Não vieram das mãos de Deus ?

_ Sim, sim... _ afirmava o ancião, trêmulo e satisfeito.(...)
 *ESPÍRITOS DE SUICIDAS*

*Esclarecendo os Desencarnados (Umberto Ferreira), págs. 55-56*


Os suicidas são os espíritos que se manifestam nas piores situações, sobretudo os que provocaram a própria desencarnação de forma consciente e sem atenuantes. O terrível sofrimento que enfrentam, após a morte do corpo físico, os deixa numa condição de franco desequilíbrio. Perdem a noção do tempo. A falta de compreensão da Misericórdia Divina agrava muito o seu sofrimento e os faz perder a esperança de alivio. Por estes motivos, apresentam-se em total desespero.

Na maioria das vezes, o que a equipe de desobsessão pode fazer pelos suicidas é prestar-lhes os primeiros socorros, preparando-os para serem encaminhados a uma instituição de socorro espiritual, onde serão esclarecidos futuramente. Os recursos que podem ser mobilizados em seu favor são a prece, o passe, os medicamentos do Plano Espiritual e o sono.

Inicialmente, o esclarecedor pode recorrer à prece e ao passe. Em seguida poderá dizer ao comunicante que lhe será ministrado um medicamento. Caso ele não demonstre melhora e continue desesperado e com a mente fixa na própria situação de sofrimento, o esclarecedor poderá recorrer ao sono, induzindo-o a dormir e esclarecendo que ele despertará mais tarde, num ambiente adequado ao tratamento de que necessita. Poderá explicar-lhe que parte do tratamento será feito durante o sono e, por isso, ele despertará em melhores condições. Para aumentar a sua confiança e fazê-lo entregar-se ao sono sem relutância, é conveniente assegurar-lhe que será um sono tranqüilo e reparador.

Os próprios mentores espirituais se encarregarão de induzir-lhe o sono e de encaminhá-lo a uma colônia de tratamento espiritual.

Se o suicida se apresentar mais equilibrado, ou se melhorar com as primeiras medidas mobilizadas em seu favor, o esclarecimento poderá ser feito como no caso dos espíritos sofredores, de acordo com as necessidades do comunicante.
 *ESPÍRITOS SOFREDORES: SOFRIMENTOS FÍSICOS*

*Esclarecendo os Desencarnados (Umberto Ferreira), págs. 39-41*

O sofrimento dos espíritos é de natureza moral. Entretanto, o espírito não se liberta da influência da matéria logo que chega ao Mundo Espiritual. Durante um tempo mais ou menos longo, dependendo do seu adiantamento, conserva impressões muito fortes da vida material. Se estava doente, continua com as mesmas dores, o mesmo mal-estar. Permanece condicionado à vida material com todas as suas necessidades e sensações.

O esclarecedor deve conduzir o diálogo como se estivesse socorrendo e orientando um encarnado, dizendo-lhe que ele irá receber o tratamento que vai aliviá-lo e, depois, curá-lo definitivamente. Caso ele responda que já fez vários tratamentos sem resultados, o esclarecedor pode afirmar que se trata de tratamento diferente dos outros e, sem dúvida, lhe trará o alívio desejado, porque será feito por equipe especializada.

Inicialmente, poderá sugerir ao espírito que tome o medicamento a ser ministrado pela equipe de médicos e enfermeiros. Os espíritos já têm tudo preparado, porque sabem, com antecedência, das necessidades dos espíritos programados para se comunicarem.

O tempo necessário para a ministração do medicamento e o início dos efeitos pode ser bem curto. É equivalente ao tempo necessário para a ministração do recurso medicamentoso, porquanto os espíritos estão numa dimensão em que a sucessão temporal não é como na Terra. Logo que o comunicante "ingere" o medicamento, o esclarecedor já pode começar a sugestionar a melhora, dizendo-lhe, por exemplo: "O medicamento já está fazendo efeito. Você já está melhorando. A dor já está passando." Na maioria das vezes, ele confirma a melhora e demonstra muita alegria pelo alívio obtido. Em seguida, o esclarecedor pode convidá-lo a seguir com os membros da equipe para o local adequado à continuidade do tratamento.

Caso o espírito peça alguma explicação sobre a sua situação, o esclarecedor pode dizer-lhe que os demais membros da equipe lhe darão as explicações necessárias.

Em alguns casos, o espírito não acusa qualquer melhora. Insiste que o novo tratamento não adiantou. Isto acontece com espíritos que centralizam a mente na doença. São mais doentes da alma que do corpo. Nesse caso, o esclarecedor pode explicar-lhes que a sua ajuda é indispensável. Que eles precisam mudar a atitude mental, mentalizando a melhora, ao invés de mentalizar a doença.

Em alguns casos, a queixa principal do espírito é de sede intensa. Nesse caso, o esclarecedor pode começar oferecendo-lhe água para beber. Da mesma forma, os espíritos se encarregam de entregar-lhe a água. Aliviada a sede, o diálogo prosseguirá como no caso acima.

*ESPÍRITOS SOFREDORES: SOFRIMENTOS MORAIS*

*Esclarecendo os Desencarnados (Umberto Ferreira), págs. 43-44*

A maioria dos espíritos que se comunicam em reuniões mediúnicas é sofredora. E o tipo de sofrimento que os infelicita é de ordem moral, exacerbado pela consciência culpada.

O esclarecedor deve ouvi-lo atentamente, procurando identificar a causa do sofrimento. Em seguida, deve explicar-lhe o que ele pode fazer para amenizar o próprio sofrimento.

É imprescindível falar-lhe acerca da importância da oração e da prática do bem como recursos para amenizar a sua dor.

É importante explicar-lhe que a autocondenação ou autoflagelação não resolve os seus problemas; ao contrário, agrava-os. O que mais pode ajudá-lo é o esforço para aprender a prática do bem e a oração.

É oportuno falar-lhe acerca da Misericórdia Divina, que dá a todos oportunidade de reparar os erros cometidos, ampara e dá forças aos que se arrependem.
Por fim, é recomendável convidá-lo a acompanhar a equipe numa prece em seu beneficio.

*Diálogos de Luiz Sérgio sobre Viciados*

*Driblando a Dor (Luiz Sérgio), Capítulos I e II*

- Existem muitas divergências sobre informação e prevenção, que devem ser avaliadas por quem deseja trabalhar com drogados. É desagradável para o viciado e para quem deseja ajudá-lo ouvir um milhão de palavras inúteis sobre repressão e ameaças. *O que se deve fazer é levar a pessoa a se interessar por si mesma, a se gostar, mostrar-lhe o quanto a sociedade perde por tê-la tão distante, agonizante mesmo*. A pessoa precisa conhecer o perigo que está enfrentando. Quem a está ajudando não está fazendo isso apenas por fazer, mas sim porque é um conhecedor do assunto. Cabe explicar a um provável consumidor, ou já dependente, que o drogado carrega um estigma, por parte da comunidade, de difícil aceitação para a família.

- O dependente de drogas é um doente psíquico, completou Carlos. Ele tem no seu inconsciente um trauma. Quem consome droga deseja driblar a dor, não é mesmo, Luiz Sérgio?

- Tem razão, Carlos. O jovem, quando busca o tóxico, o faz por alguma causa. *Se buscarmos a origem, encontraremos primeiramente a fraqueza familiar, ou seja, pais inseguros; lar desequilibrado, filhos negligenciados ou superprotegidos, quer dizer, mimo ou desprezo. Ainda mais: dinheiro fácil, excesso de liberdade.*

(...)A espiritualidade, no momento, procura orientar o viciado sobre o seu próprio comportamento, fazendo-o compreender o valor da vida. Enfim, ganha a confiança do doente para aplicar o remédio. É preciso contar com a cooperação dos pais, sem se sentirem culpados, nem filhos acusando-os. A droga adotou o seu filho e você precisa vencê-la. Quando o jovem busca a companhia da droga é porque algo acontece com ele. Ele é um doente. A família tem de conscientizar-se de que algo falhou na vida do jovem. *Ou ele é por demais orgulhoso, ou tímido e complexado.* Um jovem dono de si mesmo jamais se droga. A família de um drogado deve buscar a orientação de um bom psicólogo. *Algo o jovem deseja: agredir a família ou se autodestruir.* Ele, muitas vezes, é agressivo, e outras vezes ótimo filho, dependendo do ambiente familiar. Os pais não são culpados, como também não o são os filhos dependentes. No dia a dia de uma família algo triste aconteceu e eles não perceberam as tendências do filho e alimentaram seu ego, fazendo dele um ser especial ou inexistente. O que é preciso é o filho ser tratado como um componente da família. Não importa a sua idade; *importa, sim, que ele se julgue útil e amado por todos*. Geralmente, o jovem, quando deseja agredir os pais, tudo faz para que a família descubra o seu vício, ficando contente com as brigas da mãe e a violência do pai. Se os pais derem ao filho a certeza de um amor equilibrado, ele voltará atrás e abandonará o vício. Mas se os pais continuarem desejando que ele seja um homem de bem, sem a família ter um procedimento elevado, ele continuará a agredir. Quem descobrir que seu filho é viciado tudo deve fazer para mudar o ambiente familiar. *O pai tem de voltar a ser o herói da época infantil, a mãe o ninho de amor que o aconchega nas horas de tormenta. Se não for assim, o filho viverá distante da sociedade e a família sentirá ainda mais a sua ausência.*

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