sexta-feira, 30 de setembro de 2016

*CENTRO ESPIRITA FRATERNIDADE ALLAN KARDEC*

*FORMAÇÃO MEDIÚNICA I*

*ESCLARECIMENTOS SOBRE O MAGNETISMO*

*MAGNETISMO MINERAL*

Na região de Magnésia, na Ásia, foi encontrado um mineral que atraía o ferro. E  por ter sido encontrado em Magnésia, recebeu este mineral o nome de “Magneto”. E também por ter chamado magneto, deu-se o nome de magnetismo à ação que o referido mineral exercia sobre o ferro. Hoje em dia, chamamos de imã as pedras deste mineral que exercem atração sobre o ferro e, essas pedras não mais são chamadas de magneto, mas de magnetita.

*MAGNETISMO ANIMAL*

Assim chamado por analogia com o magnetismo mineral. Pode assim ser definido? “Ação recíproca de dois seres vivos por meio de um agente especial chamado fluído magnético”. (Definição de Allan Kardec na “INTRODUÇÃO AO Estudo da Doutrina Espírita”.)

*MAGNETISMO HUMANO*

Destacam-se da definição acima, os homens, que constituem um grupo importante dos seres vivos, e dá-se o nome de “Magnetismo Humano” à ação recíproca de dois  seres humanos por meio de um agente especial, chamado fluido magnético.

*DIFERENTES MANEIRAS DE PRODUZIR-SE A AÇÃO MAGNÉTICA*

A ação magnética pode produzir-se por diversas maneiras:

Pelo próprio fluido do magnetizador: é o Magnetismo Humano.

Pelo fluido dos Espíritos: é o Magnetismo Espiritual.

Pelo fluido que os Espíritos derramam sobre o magnetizador que atua como condutor desse fluido: é o Magnetizador Humano-Espiritual. (Kardec - “A Gênese”)

*MAGNETIZAR*

É dirigir o fluido vital por um esforço de vontade sobre um objeto ou pessoa (José Lhomem).

*DIFERENÇA ENTRE MÉDIUM CURADOR E MAGNETIZADOR*

A diferença capital entre o magnetizador e o médium curador é que o primeiro magnetiza com seu fluido, e o segundo, com o fluido depurado dos Espíritos.

*PASSE*

“É uma transfusão de fluidos”. É permuta de perispírito, muito semelhante à transfusão de sangue.

*ESPIRITISMO E MAGNETISMO*

“O Espiritismo e o Magnetismo - nos dão a chave de uma imensidade de fenômenos sobre os quais a ignorância teceu um sem-número de fábulas, em que os fatos se apresentam exagerados pela imaginação. O conhecimento lúcido dessas  ciências que, a bem dizer, formam uma única, mostrando a realidade das coisas e suas verdadeiras causas, constitui o melhor preservativo contra as idéias supersticiosas, porque revela o que é possível e o que é impossível, o que está nas leis da natureza e o que não passa de ridícula crendice”. (Allan Kardec - “O Livro dos Espíritos”).

*AÇÃO MAGNÉTICA DA PRECE*

*A PRECE DE ISMÁLIA*

*Livro:*

Os Mensageiros - caps. XXII e XXV

*Local:*

*Pavilhão de um dos “Postos de Socorro” da cidade espiritual “Campos da Paz”.*

*Serviço:*

Atendimento de passes, sopro curador, alimentos, água fluida para os dois mil anfermos que “dormiam em pesadelos” naquele pavilhão. Portanto, trata-se de uma reunião de espíritos, numa cidade espiritual.

*Descrição do Ambiente (Feita Por André Luiz):*

“Ao primeiro sinal luminoso feito por Alfredo, o governador daquele posto de socorro, acenderam-se numerosas lâmpadas elétricas, e então, dominando a custo a primeira impressão de horror, vi extensas filas de leitos ao ré-dochão, ocupados todos por pessoas mergulhadas em profundo sono. Muitos tinham o semblante horrendo. Eram poucos os que traziam as pálpebras cerradas, parecendo tranqüilos. Em quase todos, estampavam-se nos olhos, aparentemente vitrificados, o extremo pavor e o doloroso desespero da morte. Cadavérica palidez cobria-lhes a face”.

Diante da impressão forte que o quadro lhe provocava, André Luiz pergunta a Aniceto, instrutor a quem estava ligado:

Explicai-me, por Deus! Que vemos aqui? Estamos, acaso na moradia da morte depois da morte?

O instrutor sorriu complacente e explicou:

Sim, André, este sono é verdadeiramente, avançada imagem da morte. Aqui permanecem, com a bênção do abrigo, alguns dos milhões dos nossos irmãos que aqui dormem. São as criaturas que nunca se entregaram ao bem ativo e renovador, em torno de si, e mormente os que acreditaram convictamente na morte, como sendo o nada, o fim de tudo, o sono eterno. A crença na vida superior é atividade incessante na alma. A ferrugem ataca a enxada ociosa. O entorpecimento invade o Espírito vazio de ideal criador. Os que, nos círculos carnais, homens e mulheres, crêem na vida eterna, ainda que não sejam fundamentalmente cristãos, estão volvendo faculdades de  movimentação espiritual e podem penetrar as esferas extra-terrenas e, estado animador, pelo menos quanto à locomoção, e juízo mais ou menos exato. No entanto, as criaturas que perseveram em negação deliberada e absoluta, não obstante, por vezes, filiadas a cultos externos de atividade religiosa, que nada vêem além da carne nem desejam qualquer conhecimento espiritual, são verdadeiramente infelizes. Muitos penetram nessas regiões de serviço, como embriões de vida, da câmara da Natureza sempre Divina. Um amigo nosso costuma designa-los por fetos da espiritualidade; no entanto, a meu ver, seriam felizes se estivessem nessa condição inicial. Temos a certeza, porém, de que muitos se negaram ao contato da fé, absolutamente por indiferença criminosa aos desígnos do Eterno Pai. Dormem, porque estão magnetizados pelas próprias concepções negativistas; permanecem paralíticos, porque preferiram a rigidez ao entendimento; mas dia virá em que deverão levantar-se e pagar os débitos contrários. Eis porque os considero sofredores. Primeiramente, demoram no sono em que acreditaram, mais tarde acordam, porém, a maioria não pode fugir à perturbação. A fé sincera é ginástica do espírito. Quem não exercita de algum modo, na Terra, preferindo deliberadamente a negação injustificável, encontrar-se-á mais tarde sem movimento. Semelhantes criaturas necessitam de sono, de profundo repouso, até que despertem para o exame de responsabilidades que a vida traduz”.

*Descrição Dos Tratamentos:*

Dentro do pavilhão haviam 1980 Espíritos que dormiam em pesadelos. André Luiz descreve que viu os servidores do Posto de Socorro distribuírem pequenas porções de alimento líquido e medicação bucal, em profundo silêncio. Em seguida, forneceram reduzidas quantidades de água efluviada aos infelizes, com exceção de muitos, que pareciam preparados somente para receber caldo e remédio.

Dois terços dos quatrocentos abrigados em tratamento mais intenso, receberam passes magnéticos. Alguns poucos receberam aplicações do sopro curador.

*A Prece De Ismália:*

Ismália, esposa de Alfredo, o governador do Posto, vinha de planos superiores, pois, por força de seus progressos espirituais, estava residindo em tais planos  avançados, e estando em visita ao esposo, naquele dia, veio acompanhada de amigas. Sendo o Espírito mais evoluído presente ao Posto naquela tarde, coube-lhe a missão sublime de proferir a prece geral.

Apenas para efeito de estudo, da descrição total da prece de Ismália relatada no livro em estudo, fazemos aqui um resumo, dividindo-a em três partes: o pedido  ao Senhor, a descrição das pessoas para quem pediam e a descrição das pessoas que oravam.

No pedido, Ismália suplicava bênçãos e o atendimento do Senhor para todos aqueles que ali dormiam: rogando-lhe o desertamento dos enfermos daquele sono doloroso e infeliz;

Na descrição dos enfermos, Ismália descreve o quadro daquelas  criaturas como   pais,   mães,   cônjuges,   jovens,   velhos,   que   de   alguma   forma se entregaram à ilusão, à indiferença, à descrença,à materialidade exclusivista,  em suma, almas desviadas pelas sugestões da ignorância;

Na descrição dos que oravam, recorda que também eles, os que oravam, noutros tempos infligiram a lei, tendo eles sido atendidos noutra época em pavilhões de socorro como aqueles.

*Ocorrências Luminosas Durante A Prece:*

André Luiz, com sua curiosidade sadia de sempre nos momentos de pausa na oração, observava a todos.

Assim observando Ismália, afirma: “por um momento, reparei a esposa de Alfredo se transfigurava. Luzes diamantinas irradiavam de todo o seu corpo, em particular do tórax, cujo ângulo parecia conter lâmpadas acesas. Observando a nós outros, continua André Luiz, verifiquei que o mesmo fenômeno se dava conosco, embora menos intensamente. Cada qual parecia ali, apresentar uma expressão luminosa gradativa. AS senhoras que acompanhavam Ismália estavam quase semelhantes a ela, como se trajassem soberbos costumes radiosos em que predominava a cor azul. Depois delas, em brilho, vinha Aniceto, de um lilás surpreendente. Em seguida, vinha Alfredo, cuja luz era de um verde suave e sugestivo, sem grande esplendor. Depois dele vinham alguns servidores ostentando na fronte claridade sublime, expressas em variadas cores e logo após, Vicente e eu, mostrávamos fraca luminosidade, a qual porém nos enchia de júbilo intenso, considerando que a maioria dos cooperadores em serviço apresentava o corpo obscuro, como acontece na esfera carnal”.

*O Problema Vibratório:*

Aniceto orientou a André Luiz e Vicente, que segissem a prece de Ismália, repetindo em pensamento, cada expressão a fim de imprimir o máximo ritmo e harmonia ao verbo, ao som, e à idéia, numa só vibração.

*Resposta Do Alto À Prece De Ismália:*

Fizera Ismália nova pausa, agora mais longa. Suave calor, todavia, apossava-se  da alma, afirma André Luiz, e continua: “E tão intensa era essa sensação nova de conforto, que interrompi a concentração em mim mesmo, a fim de olhar em  torno. Fixando instintivamente o alto, enxerguei maravilhado, grande quantidade de flocos esbranquiçados de tamanhos variadíssimos, a caírem copiosamente sobre nós que orávamos, exceto sobre os que dormiam. Tive a impressão que eram derramados do céu sobre nossa fronte caindo com a mesma abundância sobre todos, desde Ismália ao  último servidor.

*Mecanismo De Auxílio:*

“Não cabia em mim de admiração, continua André Liz, quando novo fenômeno me surpreendeu. Os flocos leves desapareciam ao tocar-nos, começando porém, a sair de nossa fronte e do peito, grandes bolhas luminosas, elevando-se no ar e atingindo as múmias numerosas. Ainda ai reparava o problema de gradação espiritual. As Luzes emitidas por Ismália eram mais brilhantes, intensas e rápidas, alcançado  muitos  enfermos de uma só vez. Em seguida vinham as fornecidas pelas senhoras do seu   círculo pessoal. Depois tínhamos as de Aniceto, de Alfredo e dos demais. Os servidores de corpo obscuro emitiam vibrações fracas mas visivelmente luminosas. Cada qual, naquele instante de contanto com o plano superior revelava o valor próprio na  cooperação que podia prestar.

*Instrução De Aniceto: Atuação Divina:*

Na prece afirma o mentor Aniceto, encontramos a produção avançada de elementos-força. Eles chegam de Providências em quantidades iguais para todos os que dêem ao trabalho divino da intercessão, mas, cada Espírito tem uma capacidade  diferente de receber. Essa capacidade é a conquista individual pra o mais alto. E como Deus socorre o homem, e atende a alma pela alma, cada um de nós somente poderá auxiliar e colaborar com o senhor, com as qualidades de elevação já conquistadas na  vida.

*Conseqüências Da Prece:*

A múmias começaram a dar sinais de vida. Alguns daqueles infelizes deixavam escapar gemidos angustiosos, outros falavam em voz alta, dando conta dos pesadelos que os atormentavam, como sonâmbulos prestes a despertar.  Muitos moviam os pés e  as mãos, como a se esforçarem por fugir ao sono doloroso.

Dois se levantaram.

*CONCENTRAÇÃO*

*Livro:*

Os Mensageiros

*Local:*

Reunião Espírita na residência de Dª Izabel, onde 35 pessoas e mais de 200 espíritos estavam reunidos.

*Espírito Instrutor:*

Aniceto

*Efeitos Da Falta De Concentração:*

Bentes, o doutrinador do grupo encarnado fazia uso da palavra. André Luiz comenta:

A interpretação de Bentes, obedecendo à inspiração de um emissário de nobre posição, presente à assembléia, era recebia com respeito geral, no círculo das entidades desencarnadas.

Na esfera dos encarnados, porém, não se notava o mesmo traço de harmonia. Observa-se apreciável instabilidade do pensamento. A expectativa ansiosa dos presentes perturbava a corrente vibratória. De quando em quando, surpreendíamos determinados desequilíbrios, que afetavam, particularmente, a organização mediúnica de Dª Izabel e aposição receptiva do comentarista Bentes, que parecia perder o “fio das idéias”, tal qual na linguagem comum. Colaboradores ativos, do plano espiritual restabeleceram o ritmo, na medida do possível.

*A Distração Mental Dos Encarnados, Vista Pelos Espíritos:*

Continua André Luiz:

Reparamos que alguns irmãos encarnados se mantinham inquietos, em demasia. Mormente os mais novos em conhecimentos doutrinários exibiam enorme irresponsabilidade. A mente lhe vagava muito longe dos comentários edificantes. Via-se- lhe, distintamente as imagens mentais. Alguns se prendiam aos quefazeres domésticos, outros se impacientavam por não lograrem a realização com ardor despertando alguns dorminhocos e reajustando o pensamento dos invigilantes, para neutralizar certas influências nocivas.

*Comentários Do Instrutor Aniceto:*

Muitos estudiosos do Espiritismo se preocupam com o problema da concentração, em muitos trabalhos de natureza espiritual. Não são poucos os que estabelecem padrão ao aspecto exterior da pessoa concentrada, os que exigem determinada atitude corporal  e os que esperam resultados rápidos nas atividades dessa ordem. Entretanto, quem diz concentrar, forçosamente se refere ao ato de congregar alguma coisa. Ora, se os amigos encarnados não tomam a sério as responsabilidades que lhes dizem respeito, fora dos recintos de prática espiritista, se, porventura, são cultores de leviandade, do erro deliberado e incessante, da teimosia, da inobservância interna dos conselhos de  perfeição cedidos a outrem, que poderão concentrar nos momentos fugazes de serviço espiritual?

Boa concentração exige vida reta.

Para que os nossos pensamentos se congreguem uns aos outros, fornecendo o potencial de nobre união para o bem, é indispensável o trabalho preparatório de atividades mentais na meditação de ordem superior. A atitude íntima de relaxamento,  ante as lições evangélicas recebidas, não pode conferir ao crente, ou ao cooperador, a concentração de forças espirituais no serviço de elevação, tão só porque estes se entreguem, apenas por alguns minutos na semana a pensamentos compulsórios de amor cristão. Como vêem, o assunto é complexo e demanda longas considerações e ensinamentos.

*NA MADRUGADA: MALEDICÊNCIA E PESADELO, VICIAÇÃO  VERGONHA*

*Livro:*

Missionários da Luz - Cap. VII

*Descrição Do Ambiente:*

Nobre instituição espiritista, a serviço dos necessitados, dos tristes,  dos sofredores. Nessa instituição, o instrutor Alexandre determinou que reunissem criaturas em preparação para as equipes de servidores espiritualistas, sob sua direção, desligados momentaneamente do corpo pelo sono físico. O número total destes estudantes  terrestres era superior a trezentos associados; no entanto, apenas trinta e dois conseguiam regular freqüência vencendo as teias inferiores das mais baixas sensações fisiológicas. E noites se verificavam em que mesmo alguns desses quebravam os compromissos assumidos, atendendo às seduções comuns, reduzindo-se ainda mais a freqüência geral.

*Instrução Programada*

O tema da noite se desenvolveria relativamente a problemas de mediunidade e psiquismo, pelo instrutor Alexandre.

*Alunos Faltosos*

Inteirando-se da presença dos elementos da equipe, constatou-se a ausência de dois elementos: Vieira e Marcondes.

Alexandre designou Sertório, um de seus auxiliares diretos, para observar o que se passava com os dois ausentes, prevendo a possibilidade de um acidente. Permitiu que André Luiz, dado o interesse demonstrado, acompanhasse Sertório aos lares dos companheiros procurados.

Repouso Noturno E Caça De Emoções Frívolas:

Era indispensável atender o mandato com presteza, todavia, satisfazendo-me a curiosidade, relata André Luiz -
Sertório explicou generoso:

Quando encarnamos na Crosta, não temos bastante consciência dos serviços realizados durante o sono físico; contudo, esses trabalhos são inexprimíveis e imensos.

Se todos os homens prezassem seriamente o valor da preparação  espiritual, diante de semelhante gênero de tarefa, certo efetuariam as conquistas mais brilhantes, nos domínios psíquicos, ainda mesmo quando ligados aos envoltórios inferiores. Infelizmente, porém, a maioria se vale, inconscientemente, do repouso noturno para sair  à caça de emoções frívolas ou menos dignas. Relaxam-se as defesas próprias, e certos impulsos, longamente sopitados durante a vigília, extravasam em todas as direções, por falta de educação espiritual, verdadeiramente sentida e vivida.

*O Caso Vieira:*

Que medo!

Em poucos instantes - relata André Luiz, - encontrávamo-nos dentro do quarto confortável, onde dormia um homem idoso, fazendo ruído singular. Via-se-lhe, perfeitamente o corpo perispirítico unido à forma física, embora parcialmente desligados entre si. Ao seu lado permanecia uma entidade singular, trajando vestes absolutamente negras. Notei que o companheiro adormecido permanecia sob impressão de doloroso pavor. Gritos agudos escapavam-lhe da garganta. Sufocava-se, angustiadamente, enquanto a entidade escura fazia gestos que eu não conseguia entender.

Sertório acercou-se de mim e observou:

Vieira está sofrendo um pesadelo cruel. E indicando a entidade estranha:

Creio que ele terá atraído até aqui o visitante que o espanta.

Com efeito, muito delicadamente, - continua André Luiz - Sertório começou a dialogar com a entidade de luto:

O amigo é parente do companheiro que dorme?

Não, não. Somos conhecidos velhos. - E muito impaciente, acentuou: - Hoje, à noite, Vieira me chamou com as suas reiteradas lembranças e acusou-me de faltas que não cometi, conversando levianamente com a família.

Isso, como é natural, desgostou- me.

Não bastará o que tenho sofrido depois da morte? Ainda precisarei ouvir falsos testemunhos de amigos maledicentes? Não poderia esperar semelhante procedimento dele, em virtude das relações afetivas que nos uniam as famílias, desde alguns anos. Vieira foi sempre pessoa de minha confiança. Em razão da surpresa, deliberei espera-lo nos momentos de sono, a fim de prestar-lhe os necessários esclarecimentos.

O estranho visitante, todavia, fez uma pausa sorriu irônico e continuou:

Entretanto, desde o momento em que me pus a explicar-lhe a situação do passado, informando-o quanto aos verdadeiros móveis da minhas iniciativas  e resoluções, Vieira fez este rosto de pavor que estão vendo e parece não desejar ouvir as minhas verdades.

Vieira não poderá comparecer esta noite aos trabalhos, afirmou Sertório, dirigindo-se a André Luiz. E, sem pestanejar, sacudiu o adormecido, energicamente, gritando-lhe o nome com força.

Vieira despertou confuso, estremunhando, sob a enorme fadiga, e ouvi-o exclamar, palidíssimo:

Graças a Deus acordei! Que pesadelo terrível! Será possível que eu tenha lutado com o fantasma do velho Barbosa? Não! Não! Não posso acreditar!...

*O Caso Marcondes:*

Que vergonha!...

Daí a dois minutos, - continua André Luiz - penetrávamos outro apartamento privado, todavia, o quarto agora era muito mais triste e constrangedor.

Marcondes estava, de fato, ali mesmo, parcialmente desligado do corpo físico, que descansava com bonita aparência, sob colchas rendadas. Não se encontrava ele sob impressão de pavor, como acontecera com o primeiro visitado; entretanto, revelava posição de relaxamento, característica dos viciados do ópio. Ao seu lado, três entidades femininas de galhofeira expressão permaneciam em atitudes menos edificantes.

Vendo-nos, de súbito, o dono do apartamento surpreendei-se, de maneira indisfarçável, mormente em fizando Sertório, que era seu mais antigo conhecimento. Levantou-se envergonhado, e ensaiou algumas explicações com dificuldade:

Meu amigo - começou a dizer, dirigindo-se ao auxiliar de Alexandre -, já sei que vem procurar-me. - Não sei como esclarecer o que ocorre...

Não pôde, contudo, prosseguir, e mergulhou a cabeça nas mãos, como se desejasse esconder-se de si mesmo.
Também Marcondes não poderá ir. E aqui não podemos agir do mesmo modo - continua Sertório, acordando-o. Marcondes deve demorar-se em tal situação, para que amanhã a lembrança desagradável seja mais duradoura, fortificando-lhe a repugnância pelo mal.

Esteja tranqüilo quanto à assistência que não lhes faltará no momento oportuno; não se esqueça, porém, de, se eles mesmos algemaram o coração em semelhantes cárceres, é natural que adquiram alguma experiência proveitosa à custa do próprio desapontamento.

*Adendo:*

Trecho da carta do médium Francisco Cândido Xavier, no ano de 1966, ao seu amigo Zens Wantuil, presidente da FEB, e publicada no Reformador de janeiro de 79.

“Ultimamente, estou freqüentando, fora do corpo físico, uma noite por semana, uma escola do Espaço em que o nosso abnegado Emmanuel é professor de Doutrina Espírita. Confesso-te que é uma experiência maravilhosa. Estou aprendendo o  que nunca pensei de aprender e tenho conservado a lembrança do que vejo com o auxílio  dos Amigos do Alto”.

*SEXO*

*Livro:*

*Missionários da Luz - Cap III*

*Sexo:*

Pessoa observada. Rapaz que se exercitava no desenvolvimento mediúnico, freqüentando um centro numa cidade brasileira, em que o Espírito Alexandre era mentor. Casado há oito meses, no entanto era atraído irresistivelmente para ambientes malignos, não resistindo às atrações de atividades doentias no campo sexual, tornando-se por isto mesmo ponto de atração para entidades grosseiras no mundo espiritual, que agiam à maneira imperceptíveis vampiros.

Como André Luiz, Com Visão Espiritual De Poder Maior Que Os Raios X, Viu O Rapaz

“- As glândulas geradores emitiam fraquíssima luminosidade que parecia abafa por aluviões de corpúsculos negros, a se caracterizarem por espantosa mobilidade. Começavam a movimentação sob a bexiga urinária e vibravam ao longo de todo o cordão espermático, formando colônias compactas nas vesículas seminais, na próstata, nas mucosas uretrais, invadiam os canais seminíferos, e lutavam com as células sexuais, aniquilando-as. As mais vigorosas daquelas feras microscópicas, situavam-se no epidídimo, onde absorviam, famélicas, os embriões delicados da vida orgânica. Estava assombrado. Que significava aquele acervo de pequeninos seres escuros? Pareciam imantados uns aos outros na mesma faina de destruição. Seriam expressões mal conhecidas da sífilis?”

Resposta de Alexandre - “ - Não, André, não temos aí sob os olhos o espiroqueta de Schaudinn, nem qualquer noca forma suscetível de análise material por bacteriologistas humanos. São bacilos psíquicos da tortura sexual, produzido pela sede febril de prazeres inferiores. O dicionário médico do mundo não conhece e, na ausência de terminologia adequada aos seus conhecimentos, chamemos-lhes de larvas, simplesmente. Têm sido cultivados por este companheiro não só pela incontinência no domínio das emoções próprias, através de experiências sexuais variadas, senão também pelo contacto com entidades grosseiras, que se afinizam com as predileções dele, entidades que visitam com freqüência, à maneira de imperceptíveis vampiros. O pobrezinho ainda não pode compreender, que o corpo físico é apenas leve sombra do corpo perispiritual, e não se capacitou de que a prudência, em matéria de sexo, é equilíbrio da vida, e recebendo as nossas advertências sobre a temperança, acredita  ouvir remotas lições de aspectos dogmático exclusivo, no exame da fé religiosa.

A pretexto de aceitar o império da razão pura, na esfera da lógica, admite que o sexo nada tem que ver com a espiritualidade, como se esta não fosse a existência em si. Esquece-se que tudo é espírito, manifestação divina e energia eterna.

O erro de nosso irmão e o de todos os religiosos que supõem a alma separada do corpo físico, quando todas as manifestações psicofísicas se derivam de influenciação espiritual.

*ÁLCOOL*

Pessoa observada - Cavalheiro maduro, que tentava a psicografia, na mesma reunião de desenvolvimento mediúnico.

Como O Espírito De André Luiz Viu O Interior Do Referido Cavalheiro:

“- Semelhava-se o corpo a um tonel de configuração caprichosa, de cujo interior escapavam certos vapores muito leves, mais incessantes. Via-se-lhe a dificuldade para sustentar o pensamento com relativa calma. Não tive qualquer dúvida. Deveria ele utilizar de alcoólicos em quantidade. O aparelho gastro-intestinal parecia totalmente  ensopado em aguardente, porquanto essa substância invadia todos os escaninhos do estômago e começando a fazer-se sentir nas paredes do estômago, manifestava a sua influência até  o bolo fecal.
Espantava-me o fígado enorme. Pequeninas figuras horripilantes, postavam- se, vorazes, ao longo da veia horta, lutando desesperadamente com os elementos sangüíneos mais novos. Toda a estrutura do órgão se mantinha alterada. Terrível ingurgitamento. Os lóbulos cilíndricos, modificados,abrigavam células doentes e empobrecidas.

O baço apresentava anomalias estranhas.”

Esclarecimento De Alexandre:

“- Os alcoólicos aniquilavam-no vagarosamente:

Este companheiro permanece completamente desviado em seus centros de equilíbrio vital;

Todo o sistema endocrínico foi atingido pela atuação tóxica;

Inutilmente trabalha a medula para melhorar os valores da circulação;

Em vão esforçam-se os centros genitais para ordenar as funções que lhe são peculiares, porque o álcool excessivo determina modificações deprimentes sobre a própria cromatina;

Debalde trabalham os rins na excreção dos elementos corrosivos, porque a ação perniciosa da substância em estudo anula diariamente grande número de nefrons;

Os pâncreas, viciado, não atende com exatidão ao serviço de desintegração dos alimentos;

Larvas destruidoras exterminam as células hepáticas;

Profundas alterações modificam as disposições do sistema nervoso vegetativos;

Não fossem as glândulas sudoríparas, tonar-se-lhe-iam impossível a continuação da vida física.

*GLUTONARIA*

Pessoa observada: Dama simpática e idosa ao desenvolvimento da mediunidade de incorporação, na mesma reunião;

*Quadro Visto Por André Luiz:*

“- Fraquíssima luz emanava de sua organização mental e, desde o primeiro instante, notara-lhe as deformações físicas.

O estômago dilatara-se horrivelmente;

O fígado, consideravelmente aumentado, demonstrava indefinível agitação;

Desde o duodeno à sigmóide, notavam-se anomalias de vulto;

Guardava a idéia de presenciar não o trabalho de um aparelho digestivo usual, e sim, de vasto alambique gorduroso, cheirando a vinagre de condimentação ativa;

Em grande zona do ventre superlotado de alimentação, viam-se parasitos conhecidos, mas além deles, divisava outros corpúsculos semelhantes a  lesmas voracíssimas que se agrupavam em grandes colônias desde os músculos e as fibras do estômago até a válvula íleo-cecal. Semelhantes parasitos atacavam os sucos nutritivos, com assombroso potencial de destruição.

Alexandre Esclarece:

“- Temos aqui uma pobre amiga desviada nos excessos de alimentação. Todas as suas glândulas e centros nervosos trabalham para atender as exigências do sistema digestivo. Descuidada de si mesma, caiu na glutonaria crassa, tornando-se presa de seres de baixa condição.”

*ESQUEMA DE VAMPIRIZAÇÃO

Baseando-se nos esclarecimentos feito pelo Espírito.

Alexandre, no livro “Missionários da Luz” e pelo Espírito Aniceto, no Livro “Os Mensageiros”, pode-se esquematizar os processos de vapirização da seguinte forma:

*O CAMPO PROPÍCIO*

Nas moléstias da alma, como nas enfermidades do corpo físico, antes da afecção existe o ambiente:

Ações, sentimentos e pensamentos produzem efeitos, criações, formas.

A cólera, desesperação, o ódio, o vício, oferecem campo perigoso a germes psíquicos na esfera da alma.

*A EXISTÊNCIA DA LARVAS MENTAIS*

Estando André Luiz, Vicente e Aniceto nas proximidades de uma cidade da crosta terreste, olhando do alto, receberam a seguinte instrução de Aniceto:

“ - Estão vendo aquelas manchas escuras na via pública? São nuvens de bactérias variadas, obedecendo ao princípio das afinidades”.

E indicando certos edifícios e certas regiões da cidade - “ Observem os grandes núcleos pardacentos ou completamente obscuros... são zonas de matéria mental inferior, matéria que é explicada incessantemente por certa classe de pessoas”.

*O CONTÁGIO*

Alexandre: “ E qual acontece no terreno das enfermidades do corpo, o contágio aqui é fato consumado, desde que a imprevidência ou a necessidade de  luta  estabeleçam ambiente propício entre companheiros do mesmo nível. Naturalmente no campo da matéria mais grosseira, essa lei funciona com violência, enquanto entre nós (espíritos desencarnados), se desenvolve com as modificações naturais”.

Aniceto: - Tanto assalta o homem a nuvem de bactérias destruidoras da vida física, quanto as formas caprichosas das sombras que ameaçam o equilíbrio mental. Como vêem o “orai e vigiai” do Evangelho tem profunda importância em qualquer situação e em qualquer tempo.

*Grupo 2*

*PRODUÇÃO DE LARVAS MENTAIS*

Pergunta de André Luiz a Aniceto: - A matéria mental emitida pelo homem inferior tem vida própria como o núcleo de corpúsculos microscópicos de que se originam as enfermidades corporais?

Respondeu Aniceto: - Como não? Vocês presentemente, (dirigindo-se aos  Espíritos André Luiz e Vicente) não desconhecem que o homem terreno vive num aparelho psico-físico. Não podemos considerar somente no capítulo das moléstias, a situação fisiológica propriamente dita, mas também o quadro psíquico da personalidade encarnada. Ora, se temos a nuvem das larvas mentais produzidas pela mente enferma, em identidade de circunstâncias. Desse modo, na esfera das criaturas desprevenidas de recursos espirituais, tanto adoecem corpos como almas. No futuro, por esse mesmo motivo, a medicina da alma absorverá a medicina do corpo. Poderemos na atualidade da terra, fornecer tratamentos ao organismo da carne. Semelhante tarefa dignifica a missão do consolo, da instrução do alívio. Mas no que concerne à cura real, somos forçados a reconhecer que esta pertence exclusivamente ao homem espírito.

*Grupo 3*

*AS ENTIDADES EXPLORADORAS*

Para melhor caracterizar as entidades exploradoras ou “vampiros”, estudemos atentos o trecho de uma instrução de Alexandre a André Luiz:

“... se o Pai misericordioso, é também infinitamente justo. Ninguém confundirá os desígnios, e a morte do corpo quase sempre surpreende a alma em terrível condição parasitária. Desse modo, a promiscuidade, entre os encarnados indiferentes à Lei Divina e os desencarnados que a ela têm sido indiferentes, é muito grande na crosta terrestre. Absolutamente sem preparo e tendo vivido muito mais de sensações animalizadas que  de sentimentos e pensamentos puros, as criaturas humanas, além do túmulo, em muitíssimos casos, prosseguem imantados aos ambientes domésticos que lhes alimentavam o campo emocional. Dolorosa ignorância prende-lhes os corações, repletos de particularismos, encarnados no magnetismo terrestre, enganando a si próprias e fortificando suas antigas ilusões.

Aos infelizes que caíram em semelhante condição de parasitismo, as larvas que você observou servem de alimento habitual.

“Deus meu!” exclamou André Luiz sob forte espanto. Alexandre, porém acrescentou:

“- Semelhante larvas são portadoras de vigoroso magnetismo animal.  Naturalmente que a fauna microbiana em análise, não será servida em pratos; bastará ao desencarnado agarrar-se aos companheiros de ignorância, ainda encarnados, qual erva daninha aos galhos das árvores, sugando-lhes a substância vital.”

*Grupo 4*

*O COMBATE AO VAMPIRISMO*

Quanto ao combate sistemático ao vampirismo, nas múltiplas moléstias da alma, aqui também no plano de nossas atividades, afirma o Espírito Alexandre, não faltam processos saneadores e curativos de natureza exterior;no entanto, examinando o assunto na essência, somos compelidos a reconhecer que cada filho de Deus deve ser de si mesmo, e só à plena aceitação desta verdade com as aplicações de seus princípios, a criatura estará sujeita a incessantes desequilíbrios.

*OBSERVAÇÃO*

Orientação para estudo - o rapaz atormentado pelos bacilos psíquicos da tortura sexual, o primeiro deste estudo, foi atendido pela esposa ao chegar em sua residência para o descanso noturno, após terminada a reunião de desenvolvimento mediúnico em que tomava parte, constituindo-se no entanto, o atendimento a ele prestado, assunto do estudo intitulado a Prece de Cecília.

*Grupo 5*

*ESCLARECIMENTOS EM TORNO DA VAMPIRIZAÇÃO*

A fim de satisfazer às indagações de André Luiz, que também são de todos nós, quanto às causas profundas da existência de sres ou Espíritos como vimos, imperfeitos e atrasado, que se alimentam de larvas, Alexandre esclarece:

“- Porque tamanha estranheza? E nós outros, quando encarnados? Nossas mesas não se mantinham às custas das vísceras dos touros e das aves? A pretexto de buscar recursos protéicos, exterminávamos frangos e carneiros, leitões e cabritos incontáveis. Sugávamos os tecidos musculares, roíamos os ossos. Não contentes em matar  os pobres seres que nos pediam roteiro de progresso e valores educativos para melhor atenderem à obra do Pai, dilatávamos os requintes da exploração milenária e infligíamos a muitos deles determinadas moléstias para que nos servissem ao paladar com a máxima eficiência. O suíno comum era localizado por nós, em regime de ceva, e o pobre animal, muitas vezes à custa de resíduos, devia criar para nosso uso, certas reservas de gordura até que se prostrasse de todo, ao peso, de banhas doentias e abundantes. Colocávamos gansos nas engordadeiras para que hipertrofiassem o fígado, de modo a obtermos pastas substanciosas destinadas a quitutes que ficaram famosos, despreocupados das faltas cometidas com a suposta vantagem de enriquecer os valores culinários. E nada nos doía o quadro comovente das vaca-mães, em direção ao matadouro para que nossas panelas transpirassem agradavelmente. Encarecíamos com toda responsabilidade da ciência, a necessidade de proteínas e gorduras diversas, mas esquecíamos de que a nossa inteligência tão fértil na descoberta de comodidade e conforto, teria recursos de encontrar novos elementos e meios de incentivar os suprimentos protéicos ao organismo, sem recorrer às indústrias da morte. Esquecíamos de que o aumento dos laticínios para enriquecimento da alimentação constitui elevada tarefa,porque tempos virão, para a humanidade terrestre em que o estábulo como o lar, será também sagrado”.

E o amparo superior?

“- Se não protegemos nem educamos aqueles que o Pai nos confiou,  como germes frágeis da racionalidade nos pesados vasos do instinto; se abusamos largamente de sua incapacidade de defesa e conservação, como exige o amparo de superiores benevolentes e sábios, cujas instruções mais simples são para nós difíceis de suportar
pela nossa lastimável condição de infratores da Lei de Auxílio Mútuo? E a solução do problema cabe a nós todos, conclui Alexandre”.

*AÇÃO MAGNÉTICA DA PRECE A PRECE DE CECÍLIA*

*LIVRO:*

Missionários da Luz - Cap. VI

*LOCAL:*

Residência de Cecília, encarnada, numa cidade brasileira.

*DESCRIÇÃO DO AMBIENTE:*

Cecília, desligada do corpo pelo processo eo sono, prepara-se para atender às necessidades do esposo que acaba de deitar-se, vindo já tarde da noite, de uma sessão de desenvolvimento mediúnico.

*ESTADO DO ESPOSO:*

Desesperação íntima, face ao assédio incessante de parasitos escuros, situados na região do sexo. O rapaz cultivava tais parasitos ou larvas, não só pela incontinência no domínio das emoções próprias, através de experiências sexuais variadas, senão também pelo contato com entidades grosseiras que se afinizavam com as predileções dele, entidades que o visitavam com freqüência à maneira de imperceptíveis vampiros.

*A PRECE DE CECÍLIA*

“Cecília, desligada do corpo, sentou-se à cabeceira e no mesmo instante, o rapaz como se estivesse ajeitando os travesseiros descançou a cabeça em seu regaço espiritual. Cecília acariciando-lhe a cabeça com as mãos, elevava os olhos ao Alto, revelando-se em fervorosa prece. Luzes sublimes cercavam-na toda e eu podia sintonizar com as suas expressões mais íntimas, ouvindo-lhes a rogativa pela iluminação do companheiro a que parecia amar infinitamente. Comovido com a beleza de suas súplicas, reparei com assombro que o coração se lhe transformava num foco ardente de luz, do qual saíam inúmeras partículas resplandecentes, projetando-se sobre o corpo e sobre a alma do esposo com a rapidez de minúsculos raios. Os corpúsculos radiosos e muito
particularmente na zona do sexo, concentravam-se em massa, destruindo as pequenas formas horripilantes do vampirismo devorador. Lutavam desesperados, com os agentes da luz. O rapaz como se houvera atingido um oásis perdera a expressão de angustioso cansaço. Demonstrava-se calmo, e gradativamente, cada vez mais forte e feliz, no momento em curso. Restaurando em suas energias essenciais enlaçou devagarinho a esposa amorosa que se conservava maternalmente do seu lado, e adormeceu jubiloso”.

*INSTRUÇÕES DE ALEXANDRE*

“A oração é o mais eficiente antídoto do vampirismo... A prece não é movimento mecânico dos lábios, nem disco de fácil repetição no aparelho da mente. É vibração, energia, poder. A criatura que, mobiliza as próprias forças, realiza trabalhos de inexprimível significação. Semelhante estado psíquico, descortina forças ignoradas,  revela a nossa origem divina e coloca-nos em contato com as fontes superiores. Dentro dessa realização, o Espírito, em qualquer forma, pode emitir raios de espantoso poder”.

E mais além continua Alexandre: “... toda criatura que cultiva a oração, com o devido equilíbrio do sentimento, transforma gradativamente, em foco irradiante de energias da divindade”.

*CONDIÇÕES PARA DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO*

*LIVRO:*

*Missionários da Luz - Caps III e V*

*LOCAL:*

*Um Centro Espírita numa cidade brasileira.*

*ESPÍRITO INSTRUTOR*

Alexandre, que desempenhava elevadas funções no plano espiritual e a quem André Luiz estava ligado em tarefa de aprendizado.

*DESCRIÇÃO DO AMBIENTE:*

Era noite, havendo grande movimentação nos serviços do plano espiritual, mesmo antes da chegada dos encarnados, sendo distribuídos socorro magnético à grande número de entidades desencarnadas sofredoras. O diretor proferiu tocante prece, no  que foi acompanhado por todos os presentes. Dezoito pessoas mantinham-se em expectativa; foi iniciada a sessão de desenvolvimento.

*PESSOAS ESPECIALMENTE OBSERVADAS POR ANDRÉ LUIZ*

Os três que foram objeto de estudo “ Sexo, álcool e glutonaria” - o rapaz, o cavalheiro maduro e a dama idosa e simpática, cuja conversação anterior ao início da abertura dos trabalhos da noite, foi a seguinte:

Não tenho vindo assiduidade às experiências - comentou o rapaz - porque vivo desanimado... Há quanto tempo guardo o lápis na mão sem resultado algum?

É pena - respondeu o senhor - a dificuldade desencoraja, de fato.

Parece-me que nada merecemos, no setor de estímulo, por parte dos benfeitores invisíveis! - acrescentava a senhora idosa - há quantos meses procuro em vão desenvolver-me? Em certos momentos, sinto vibrações espirituais intensas, junto de mim, contudo, não passo das manifestações iniciais.

E a palestra continuou interessante e pitoresca.

*ANÁLISE DE ALEXANDRE: A MEDIUNIDADE CONSTRUTIVA*

“- Alguns pretendem a psicografia, outros tentam a mediunidade de incorporação. Infelizmente, porém, quase todos confundem poderes psíquicos com funções fisiológicas. Acreditem no mecanismo absoluto da realização e esperam progresso eventual e problemático, esquecidos de que toda edificação da alma requer disciplina, educação, esforço e perseverança. Mediunidade construtiva é a língua de fogo do Espírito Santo, luz para a qual é preciso conservar o pavio do amor cristão, o azeite da boa vontade pura. Sem a preparação necessária, a execução dos que provocam o ingresso no reino  invisível é, quase sempre, uma viagem nos círculos da sombra. Alcançam grandes sensações e esbarram nas perplexidades dolorosas. Fazem descobertas surpreendentes e acabam nas ansiedades e dúvidas sem fim. Ninguém pode trair a lei impunemente, e para subir, Espírito algum dispensará o esforço de si mesmo no aprimoramento íntimo...”.

*AS PESQUISADAS FRONTEIRAS ENTRE MATÉRIA E ESPÍRITO*

O espiritismo cristão é a reminiscência do evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, e a mediunidade constitui um de seus fundamentos vivos. A mediunidade, porém, não é exclusiva dos chamados “médium”. Todas as criaturas a possuem, porquanto significa percepção espiritual, que se deve incentivada em nós mesmos. (referia-se a  eles, espíritos, por dirigia-se a André Luiz). Não bastará, entretanto, perceber, é imprescindível santificar essa faculdade, convertendo-a no ministério ativo do bem. A maioria dos candidatos ao desenvolvimento dessa natureza, contudo, não se dispõe aos serviços preliminares de limpeza do vaso respectivo. Dividem, inexoravelmente a matéria e o espírito, localizando-os em campos opostos,quando nós, estudante da verdade, ainda não conseguimos identificar rigorosamente as fronteiras entre uma e outra, integrados na certeza   de   que   toda   a   organização   universal   se   baseia   em   vibrações    puras.

Inegavelmente, meu amigo - e sorriu -, não desejamos transformar o mundo em cemitério de tristeza e desolação. Atender a santificada missão do sexo, no seu plano respeitável, usar um aperitivo comum, fazer a boa refeição, de modo algum significa desvios espirituais; no entanto os excessos representam desperdícios lamentáveis de força, os quais retêm a alma nos círculos inferiores. Ora, para os que se trancafiam nos cárceres da sombra, não é fácil desenvolver percepções avançadas. Não se pode cogitar de mediunidade construtiva, sem o equilíbrio construtivo dos aprendizes, na sublime ciência do bem viver.

*COMENTÁRIOS DE APÓS ENCERRAMENTO SOB IMPRESSÕES DAS BÊNÇÃOS RECEBIDAS*

Graças a Deus! - exclamou uma senhora da maneiras delicadas - fizemos nossas preces em paz, com imenso proveito.

Como me sinto melhor! Comentou uma das amigas mais idosas - a sessão foi um alívio. Trazia o espírito carregado de preocupações e agora, sinto-me reconfortada, feliz... Como necessitamos trabalhar! Jesus chama nossos serviços , é imprescindível atender.

Reconhecendo os característicos de gratidão e louvor da palestra, André Luiz expressou sincera admiração, exaltando a fidelidade dos cooperadores na fé, confiantes no futuro e interessados na extensão dos benefícios divinos, considerando as dores e necessidades dos semelhantes. Vendo-lhe as expressões elogiadas ao grupo,

Alexandre observou sorrindo:

Não se impressione. O problema não é de entusiasmo e sim de esforço persistente. Não podemos dispensar as soluções vagarosas. Raros amigos conseguem guardar uniformidade de emoção e idealismo nas edificações espirituais. Vai para nove anos, com algumas interrupções, que me encontro em concurso ativo nesta casa, e mensalmente, vejo desfilar aqui as promessas novas e os votos de serviço. Ao primeiro embaraço com as necessidades reais do trabalho, reduzido número de companheiros permanece fiel à própria consciência. Nas horas calmas, grandes louvores. Nos momentos difíceis, disfarçadas deserções, a pretexto de incompreensão alheia. Sou forçado a dizer que na maioria dos casos, nossos irmãos são prestativos e caridosos com o próximo, em se tratando das necessidades materiais, mas quase sempre continuam sendo menos bons para si mesmos, por se esquecerem de aplicação da luz à vida prática. Prometem exclusivamente com as palavras; todavia, operam pouco no campo  dos sentimentos. Com exceções, irritam-se ao primeiro contato com a luta mais áspera, após reafirmarem os mais sadios propósitos de renovação e, comumente, voltando cada semana ao núcleo de preces, estão nas mesmas condições, requisitando conforto e auxílio exterior. Não é com facilidade que cumprem a promessa de cooperação com o Cristo, em si próprios, base fundamental da verdadeira iluminação.

*A VOLTA AO LAR DO RAPAZ ATORMENTADO DO SEXO*

Na rua, observa André Luiz que muitos agrupamentos de entidades infelizes e inquietas se postavam nas cercanias. Questionando, Alexandre informou indicando a André Luiz pequeno grupo de desencarnados com sinais de desequilíbrio profundo:

Aqueles amigos constituem a corte quase permanente dos nossos companheiros encarnados, que voltam agora ao ninho doméstico. Os infelizes não têm permissão para ingressar em sessões especializadas como a dos desenvolvimento. Nas reuniões dedicadas à assistência geral podem comparecer.

Duas dessas entidades, - observou André Luiz agarraram-se comodamente aos braços do rapaz cuja expressão alterou-se; dos recursos recebidos na reunião, à se expressarem na fronte luminosa, nada mais restou. Duas rugas de aflição e desânimo vincaram-lhe as faces que perderam aquele halo de alegria luminosa e confiante.
Dirigindo-se à mãe, que o acompanhava no retorno ao lar, juntamente com sua jovem irmã, disse: - Mamãe, enormes são as nossas imperfeições. Creio que a minha situação é bem difícil. Sinto-me vítima dos maus pensamentos. Casei-me há menos de oito meses,  e não obstante o devotamento de minha esposa, tenho o coração, por vezes repleto de tentações descabidas. Pergunto a mim mesmo a razão de tais idéias. A  invencível atração para os ambientes malignos confundem-me o espírito, que sinto inclinado ao bem e a retidão de proceder.

Quem sabe, mano, está você sob influência de entidades menos esclarecidas?

Considerou a jovem, com boas maneiras.

Sim - suspirou o rapaz -, por isso mesmo, venho tentando o desenvolvimento da mediunidade, a fim de localizar a causa de semelhante situação.

Nesse instante, Alexandre murmurou:

Ajudemos a este amigo através da conversação. Sem perda de tempo, colocou a destra na fronte da menina, mantendo-a sob vigoroso influxo magnético, e transmitindo- lhe suas idéias generosas.

*A ÚLTIMA SOLUÇÃO, E A PRIMEIRA PROVIDÊNCIA*

A menina, que as vistas espirituais de André Luiz recebia as radiações luminosas da mão de Alexandre, pareceu mais nobre e digna em sua expressão quase infantil e respondeu firmemente:

Neste caso, concordou em que o desenvolvimento mediúnico deve ser a última solução, porque, antes de enfrentar os inimigos, filhos da ignorância, deveríamos armar o coração com a luz do amor e da sabedoria. Se você descobrisse perseguidores invisíveis, em torno de suas atividades, como beneficia-los cristâmente, sem a necessária preparação espiritual? A reação educativa contra o mal, é sempre um dever nosso, mas antes de cogitar desenvolvimento psíquico, que seria talvez prematuro, deveremos procurar a elevação de nossas idéias e sentimentos. Não poderíamos contar com uma boa mediunidade sem a consolidação dos nossos bons propósitos, e para sermos úteis, nos reinos do Espírito, cabe-nos aprender, em primeiro lugar, a viver espiritualmente, embora ainda estejamos na carne.

*REAÇÃO ÀS PALAVRAS INSPIRADAS DE ALEXANDRE*

Não tem você bastante idade, minha irmã, - exclamou, contrafeita, a velha genitora -, não pode, pois, opinar neste assunto.

Se algum dia - falou o rapaz, melancolicamente - experimentar as lutas que já conheço,  verá que tenho  motivos  de  queixa contra  a  sorte  e  não  me  sobram  outros recursos senão permanecer no círculo que me assaltam. Faço quanto posso para desvencilhar-me das idéias sombrias e vivo a combater as inesperadas tentações; no entanto, sinto-me longe da libertação espiritual necessária. Não me falta vontade, mas...

*ORIGEM DAS ENTIDADES ACOMPANHANTES*

Alexandre que havia retirado a destra de sobre a fronte da jovem informou, dirigindo-se a André Luiz:

Os dois infelizes que se apegam tão fortemente ao rapaz, são dois companheiros, ignorantes e perturbados que ele adquiriu em contato com o meretrício.   De leviandade em leviandade, criou certos laços com certas entidades ainda atoladas no pântano de sensações do meretrício, das quais se destacam, por mais perseverantes, as duas criaturas que ora se lhe agarram, quase integralmente sintonizadas com o seu campo magnético pessoal. O pobrezinho não se apercebeu dos perigos que lhe são invisíveis, tão fracos e viciados quanto ele próprio.

*RECURSOS DE LIBERTAÇÃO*

E não haverá recurso para liberta-lo? - indagou André Luiz, emocionado.
mas quem deverá romper as algema, senão eles mesmos? - respondeu Alexandre - nunca lhes faltou o auxílio exterior de nossa amizade permanente; no  entanto, eles próprios alimentam-se uns aos outros, no terreno das sensações sutis, absolutamente imponderáveis para os que lhes não possa sondar o mecanismo íntimo. É inegável que procuram, agora, os elementos de libertação. Aproximam-se da fonte de esclarecimento elevado, sentem-se cansados da situação, e experimentam, efetivamente o desejo de vida nova; - contudo, esse desejo é mais dos lábios do que do coração, por constituir aspirações muito vaga, quase nula. Se, de fato, cultivassem a resolução  positiva, transformariam suas forças pessoais, tornando-se determinantes, no domínio da ação regeneradora. Esperam, energias próprias, únicas alavancas da realização.

*TENTATIVAS FRACASSADAS*

André Luiz, no afã de conseguir solução imediata para o desligamento das entidades infelizes, propõe:

Provocar a retirada dos vampiros inconscientes

Esta solução foi tentada, - explicou Alexandre, mas nosso amigou afirmou, intimamente, sentir-se menos homem, levando humildade à conta de covardia,  e  tomando o desapego aos impulsos inferiores por tédio destruidor, invocando  mentalmente as duas entidades e atraindo-as novamente para o seu convívio.

*Doutrinação das entidades*

Semelhante recurso - falou Alexandre - não foi esquecido. Essa providência vem sendo efetuada com perseverança e métodos precisos. Todavia, nosso irmão encarnado converteu-se em poderoso imã de atração, e a medida exige tempo e tolerância fraternal. De qualquer modo, esteja convicto de que toda assistência tem sido prestada aos amigos e sob nossas observações.

*PASSE: CONDIÇÕES PARA PARTICIPAÇÃO*

*LIVRO:*

Missionários da Luz - Caps XIX

*LOCAL:*

Um Centro Espírita na Crosta Terrestre, no qual o Espírito Alexandre funcionava como orientador

*SERVIÇO*

*Passes magnéticos.*

*DESCRIÇÃO DO AMBIENTE, FEITA PELO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ:*

O trabalho era atendido por seis entidades, (espíritos técnicos em auxílio magnético) envoltas em túnicas muito alvas, como enfermeiros vigilantes. Falavam raramente e operavam com intensidade. Todas as pessoas, vindas ao recinto, recebiam- lhes o toque salutar e, depois de atenderem aos encarnados, ministravam socorro eficiente às entidades infelizes do plano espiritual, principalmente as que se constituem em séqüito familiar dos encarnados.

*REQUISITOS NECESSÁRIOS AOS ESPÍRITOS PARA PARTICIPAREM COMO TÉCNICOS EM AUXÍLIO MAGNÉTICO*

Alexandre, Espírito orientador geral dos trabalhos, interrogado por André Luiz se aqueles seis espíritos técnicos em auxilio magnético apresentavam requisitos especiais, responde:

“Sim, na execução da tarefa que lhes está sbordinada, não basta a boa vontade, como acontece em outros setores de nossa atuação (espiritual). Precisam revelar determinadas qualidades de ordem superior e certos conhecimentos especializados. O servidor do bem, mesmo desencarnado, não pode satisfazer em semelhante serviço,    se ainda não conseguiu manter um padrão de elevação mental contínua, condição insdispensável à exteriorização das faculdades radiantes. O missionário do do auxílio magnético, na Crosta ou aqui em nossa esfera, necessita ter:

grande domínio sobre si mesmo;

espontâneo equilíbrio de sentimentos;

acentuado amor aos semelhantes;

alta compreensão da vida;

fé vigorosa; profunda confiança no Poder Divino.

“Constituem-se em nosso plano (espiritual) exigências a que não se pode fugir, quando na esfera carnal a boa vontade sincera, em muitos casos pode supriressa ou aquela dificiência, o que se justifica, em virtude da assistência prestada pelos benfeitores de nosso círculo de ação ao servidor humano, incompleto no terreno das qualidades desejáveis.”

*PARTICIPAÇÃO DE ENCARNADOS*

Os encarnados, de um modo geral, poderiam colaborar em semelhantes atividades de auxílio magnético?

Perguntou André Luiz.

“Todos, com maior ou menor intensidade, poderão prestar concurso fraterno, nesse sentido - respondeu o orientador Alexandre -, porquanto, revelada a disposição fiel de cooperar a serviço do próximo, por esse ou aquele trabalhador, as autoridades de nosso meio designam entidades sábias e benevolentes que orientam, indiretamente o neófito, utilizndo-lhe a boa vontade e enriquecendo-lhe a boa vontade e enriquecendo-lhe o própriovalor. São muito raros, porém, os companheiros que demonstram a vocação de servior espontaneamente. Muitos, são obstante bondosos e sinceros nas suas convicções, aguardam a mediunidade curadora, como se ela fosse um acontecimento miraculoso em suas vidas enão um serviço do bem, que pede do candidato o esforço laborioso do começo....” - Ainda mesmo que o operário humano revele valores muito reduzidos, pode ser  mobilizado? - interrogou André Luiz, curioso.

“Perfeitamente, aduziu Alexanre, atencioso”.

“Desde que o interesse dele nas aquisições sagradas do bem seja mantido acima de qualquer preocupação trensitória, deve esperar incessante progresso das faculdades radiantes, não só pelo próprio esforço, senão também pelo concurso de Mais Alto, de que se faz merecedor.”

*DESENVOLVIMENTO DA CAPACIDADE RADIANTE NOS ENCARNADOS*

“- Conseguida a qualisase básica, ou seja, a boa vontade, - prosseguiu Alexandre - candidato ao serviço precisa considerar a necessidade de sua elevação urgente,  para que as suas obas se elevem no mesmo ritmo.

Falaremos tão-somente das conquistas mais simples e imediatas que deve  fazer dentro de si mesmo. Antes de tudo,  é  necessário equilibrar o campo das emoções. Não é possível fornecer forças construtivas  a  alguém,  ainda  mesmo  na  condição  de  instrumento  útil,  se  fazemos sistemático desperdício das irradiações vitais. Um sistema nervoso esgotado, oprimido, é um canal que não responde pelas interrupções havidas. A mágoa excessiva, a paixão desveirada,  a inquietude obsedante, constituem barreiras que impedem a passagem das energias auxiliadoras. Por outro lado, é preciso examinar também as necessidades fisiológicas, à par dos requisitos de ordem psíquica. A fiscalização dos elementos destinados aos armazéns celulares é indispensável, por parte do própriointeressado em atender as tarefas do bem. O excesso de alimentação, produz odores fétidos, através dos poros,  bem como das saídas dos pulmões e do estômago, prejudicando as faculdades  radiantes, por quanto provocam dejeções anormais e desarmonias de vulto no aparelho gastro-intestibal, interessando a intimidade das células. O álcool e outras substâncias tóxicas operam distúrbios nos centros nervosos, modificando certas funções psíquicas e anulando os melhores esforços na transmissão de elementos regeneradores e salutares. Quando nos referimos às qualidades necessáriasaos servidores desse campo de auxílio, a ninguém desejamos desencorajar, mas orientar ás aspirações do tabalhador para que sua tarefa cresça em valores positivos e eternos”.

*COMPLEMENTO DO TEMA; ESTRAÍDO DO LIVRO “MECANISMO DA MEDIUNIDADE”*

*CAPÍTULO XXII - MEDIUNIDADE CURATIVA*

*SUB-TÍTULO: MÉDIUM PASSISTA*

Entendemos quie a mediunidade curativa se reveste da mais alta importância; desde que alicerçada nos sentimentos mais puros  de  mais  pura fraternidade.

É claro que não nos reportamos aos magnetizadores que desenvolvem as forças que lhes sãopeculiares, no trtao da saúde humana. Referimo-nos, sim, aos intérpretes da Espiritualidade Superior, consagrados à assistência providencial aos enfermos, para encorajar-lhes a ação. Decerto, o estudo da constituição humana lhes é naturalmente aconselhável, tanto quanto ao aluno de enfermagem, embora não seja médico, se recomenda a aquisição de conhecimento do corpo em si. E do mesmo modo que esse aprendiz de rudimentos da Medicina precisa atentar para a assepsia do seu quadro de trabalho, o médium passista necessitará vigilância no seu campo de ação, porquanto de sua higiene espiritual resultará o reflexo benfazejo naqueles que se proponha socorrer. Eis porque se lhe pede a simplicidade e a humildade por alicerces no serviço de socorro as doentes, de vez que semelhantes fatores funcionarão à maneira do tunstênio na lâmina elétrica, suscetível de irradir a força da usina, produzindo a luz necessária à expulsão da sombra. O investimento cultural ampliar-lhe-áos recursos psicológicos, facilitando-lhe a recepção das ordens e avisos dos instrutores que lhe propiciem o amparo,e o asseio mental lhe consolidará a influência, purificando-a, além de dotar-lhe a presença com a indispensável autoridade moral, capaz de induzir o enfermo ao despertamento das próprias forças de reação.

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