quinta-feira, 22 de setembro de 2016

*EVANGELHO ESSENCIAL 16/3*

Eulaide Lins

Luiz Scalzitti

*16 - NÃO SE PODE SERVIR A DEUS E A MAMON*

*COMENTÁRIO*

*NÃO SE PODE SERVIR A DEUS E A MAMON*

Este capítulo é rico de exemplos que nós podemos nos orientar no caminho da solidariedade. É fato que Jesus não condenou a riqueza, mas o destino que damos à fortuna, que nos cabe como direito de conquista, pois se fora dádiva de Deus, seria discriminação. E isto fica claro quando diz ao homem que lhe pedira para determinar a um rico que repartisse a sua fortuna com ele, dizendo guardai-vos da avareza, pois não sabe o de que precisará justificar aquele que recebeu a oportunidade de se tornar rico. E mesmo quando disse ao rapaz que lhe solicitara o que seria necessário para poder estar no reino de Deus, deve ir e vender tudo o que tens e segue-me, disse Jesus, numa clara alusão que devemos desapegar-nos dos bens materiais. Zaqueu entendeu perfeitamente essa lição, embora fosse considerado homem de má vida, pois que naquela época assim como hoje, aqueles que defendem e executam as diretrizes de governos são vistos como pessoas corruptas, que sabemos nem todos são. Dizia ele então a Jesus:

Mestre, hoje eu determinarei sejam doados os meus bens em dobro aos que prejudiquei; ressarcindo assim o possível prejuízo que houvera causado aos outros. Numa demonstração de desprendimento dos bens materiais, e na solicitude do Mestre para com ele. Aprendera ele que nem tudo era poderio material. Jesus o visitava por pura simpatia e carinho. A passagem dos talentos também deve ser entendida muito além da sua história singela e simples. Os talentos são as várias oportunidades que Deus nos dá na face da Terra. Oportunidades que, seja por nossa fraqueza, seja pelo comodismo, às vezes não materializamos. Muitos de nós recebemos o talento da palavra e malversamos em função da nossa própria necessidade, esquecemos que os outros também precisam de nós, da nossa capacidade de estudar e entendermos um assunto. Outros alegando falta de capacidade, se omitem da oportunidade, escondendo-se da responsabilidade da transmissão do conhecimento. Enterram o talento. Aquele que acreditar na oportunidade que lhe confiou o Pai e seriamente se imbuir de produzir mais e mais oportunidades aos seus semelhantes estará recebendo assim o dobro dos talentos, pois conquistou a confiança do Senhor, se foi hábil e expedito no pouco, evidentemente o será no muito. Sabemos muito bem hoje, o que na época de Jesus seria difícil explicar, que a riqueza dividida igualmente entre todos os habitantes da Terra hoje, seria pulverizada a uma parcela muito pequena para cada um, o que dificultaria, impediria é verdade o desenvolvimento de projetos que possibilitassem meios de ganho e em mãos despreparadas seria uma catástrofe. É a riqueza uma prova muito grave e que excita o orgulho. É a destinação que se dá à riqueza que faz dela um mal, pois ela em si não traz nada de mal, afinal, é a alavanca do progresso.

Deveríamos lembrar do que nos dizia Sócrates, “o homem deveria se alimentar só quando tivesse fome, e beber somente se tivesse sede”.

Demonstrando assim equilíbrio e ponderação. Não podemos de forma nenhuma ter os olhos sobre o que não nos pertence, e sim nos mantermos ocupados de fazer o melhor de nós em benefício da comunidade. Sabermos ainda uma vez mais que o de que possuímos aqui na face da terra não nos pertence, somos apenas usufrutuários.


Somente iremos levar daqui o que conquistamos de conhecimento de sabedoria, inteligência, enfim avanço intelectual, e acima de tudo o nosso progresso moral decorrente de nosso avanço intelectual, na pratica, na exemplificação de nosso real aprendizado. Se queremos sentir a paz e a serenidade, precisamos ter a sabedoria e o entendimento, que nos dão essa confiança.

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