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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

SEF  Sociedade Espírita Fraternidade

Estudo Teórico-prático da Doutrina Espírita

*Unidade 4*

Tema: AS REVELAÇÕES DIVINAS AOS HOMENS

Moisés e a Primeira Revelação: Os Mandamentos da Lei de Deus. A Segunda Revelação Divina: O Cristianismo: Jesus O Messias esperado pelo povo Judeu; A preparação espiritual da Terra para receber Jesus. A moral Cristã e os Evangelhos. Livros do Novo Testamento.

*Moisés e a Primeira Revelação*

*MOISÉS:* Em Moisés vamos encontrar o grande legislador hebreu saturando-se de todos os conhecimentos iniciáticos, no Egito antigo, onde o seu Espírito recebeu primorosa educação à sombra do prestígio de Termútis, cuja caridade fraterna o recolhera.

Moisés, na sua qualidade de mensageiro do Divino Mestre, procura então concentrar o seu povo para a grande jornada em busca da terra prometida. Médium extraordinário, realiza grandes feitos ante os seus irmãos e companheiros maravilhados.

A história de Moisés inicia-se quando ele assassina um egípcio por vê-lo maltratar hebreus. Temendo a perseguição do faraó, foge para a terra de Madiã, ou seja em direção ao Oriente, a Leste do golfo de Akaba, para junto de seus ancestrais.

Nesta terra, chamada de *Terra dos forjadores de cobre*, Moisés vivia uma vida tranquila, apascentando ovelhas, quando certo dia, passando pelo Monte Horeb teve a visão, a se manifestar através de uma chama de fogo que saia do meio de uma sarça. Por meio desta visão, Moisés compreendeu que o povo judeu sofria no Egito, mesmo após a morte do faraó, e que deveria liberta-lo do cativeiro.

Moisés liberta seu povo às custas de enormes sacrifícios e amparado pelos prodigiosos dons mediúnicos que possuía. Finalmente, Moisés, tendo convocado os anciãos de Israel, recordou-lhes o Deus único, no qual formavam uma só nação: O Deus, que prometia livrá-los pelo braço poderoso e fazer deles o seu povo; exortou-os então a sair com ele do Egito.

*As dificuldades de Moisés* - A vida e missão de Moisés não foram fáceis; ao contrário, cheias de tribulações, traições e desconfianças. Por muitas vezes, Israel demonstrou não ter confiança no poder salvador de seu Deus, tanto que desobedeceu aos mandamentos e rejeitou a liderança de Deus ao rebelar-se contra Moisés. A própria família de Moisés o abandonou: o que é provado pela fraqueza de Aarão (seu irmão) no caso do bezerro de ouro (Êxodo - 32:1 seg, 21). Grande, no entanto, era a mansidão e longanimidade de Moisés em meio a tudo isso (Números - 12:3). Além de um líder autentico, foi também grande legislador e lúcido profeta.

Ele foi chamado por Deus (Êxodo - 03: 01, 4:17) não apenas para conduzir o povo de Israel para fora da escravidão, mas igualmente para tornar conhecida a vontade de Deus. E foi isso que fez na comunicação dos mandamentos.

Devido a esses aspectos abordados, fica claro que na Lei Mosaica, há duas partes distintas: a Lei de Deus, promulgada no Monte Sinai, e a Lei Civil ou disciplinar, decretada por Moisés. Uma é invariável, a outra, apropriada aos costumes e ao caráter do povo, se modifica com o tempo.

Deus é único e Moisés é o Espirito que Ele enviou em missão para torná-lo conhecido não só dos Hebreus, como também dos povos pagãos. O povo Hebreu foi o instrumento de que se serviu Deus para se revelar por Moisés e pelos profetas e, as vicissitudes por que passou esse povo destinavam-se a chamar a atenção geral e a fazer cair o véu que ocultava aos homens a divindade.

*A Lei Mosaica* - Moisés a decretou, por se ver obrigado a conter, pelo temor, um povo em seu natural turbulento e indisciplinado estado, tendo ele que combater arraigados abusos e preconceitos adquiridos durante a escravidão no Egito. Para imprimir autoridade às suas leis, houve de lhes atribuir origem divina, conforme o fizeram todos os legisladores dos povos primitivos. As leis mosaicas, propriamente ditas, revestiam-se, pois, de um caráter essencialmente transitório.

*A Morte de Moisés* - Moisés subiu das estepes de Moab para o monte Nebo, ao cume do Fasga, que está diante de Jericó. E Deus mostrou-lhe toda a terra e disse-lhe: Esta é a terra que, sob juramento, prometi a Abraão, Isaac e Jacó; Eu a darei à tua descendência. Eu a mostrei aos teus olhos; tu, porém, não atravessarás para lá.

Moisés, o servo de Deus, morreu ali mesmo, na terra de Moab, conforme a palavra de Deus e, nesse mesmo local foi sepultado, porém, até hoje ninguém sabe onde é sua sepultura. Embora tendo cento e vinte anos quando morreu, sua vista não havia enfraquecido e seu vigor não se esgotara .

E em Israel, nunca mais surgiu um profeta como Moisés, a quem Deus conhecia face-a-face, seja por todos os sinais e prodígios que Deus mandou realizar na terra do Egito, contra o Faraó, contra todos os seus servidores e toda a terra, seja pela mão forte e por todos os feitos grandiosos e terríveis que Moisés realizou aos olhos de Israel. (Deuteronômio, 34).

*Os Mandamentos da Lei de Deus:*

Os mandamentos de Deus, dados por intermédios de Moisés, contém o gérmen da mais ampla moral cristã. Os comentários da Bíblia, porém, restringiam-lhe o sentido, porque, pela falta de compreensão e entendimento à época, não poderiam ser praticados em toda a sua pureza. Mas, nem por isso, os Dez Mandamentos de Deus deixaram de ser aquela fachada brilhante, qual farol destinado a clarear a estrada que a humanidade deveria percorrer.

A Lei de Deus está formulada nos Dez Mandamentos seguintes:

I Eu sou o senhor, vosso Deus, que vos tirei do Egito, da casa da servidão.

Não tereis, diante de mim outros deuses estrangeiros. Não fareis imagem esculpida, nem figura alguma do que está em cima do céu, nem embaixo na terra, nem do que quer que esteja nas águas sob a terra. Não adorareis e não prestareis culto soberano.

II Não pronunciareis em vão o nome do Senhor, vosso Deus.

III Lembrai de santificar o dia de sábado.

IV Honrai vosso pai e vossa mãe, a fim de viverdes longo tempo na terra que o senhor vosso Deus vos dará.

V Não mateis.

VI Não cometais adultério.

VII Não roubeis.

VIII Não prestais falso testemunho contra o vosso próximo.

IX Não desejais a mulher do vosso próximo.

X Não cobiceis a casa do vosso próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu asno, nem qualquer das coisas que lhe pertençam.

A autoridade do homem precisava apoiar-se na autoridade de Deus; mas, só a ideia de um Deus terrível podia impressionar criaturas ignorantes, em as quais ainda pouco desenvolvidos se encontravam o senso moral e sentimento de uma justiça reta.

É evidente que aquele que incluíra, entre os seus mandamentos, este: Não matareis,

Não causareis dano ao vosso próximo não poderia contradizer-se, fazendo da exterminação um dever. As leis mosaicas, propriamente ditas, revestiam-se de um caráter essencialmente transitório.

*Jesus o Messias esperado pelo povo Judeu*

*CRISTO* - O Cristo veio trazer ao mundo fundamentos eternos da verdade e do amor.

Combateu pacificamente todas as violências oficias do judaísmo, renovando a Lei Antiga com a doutrina do esclarecimento, da tolerância e do perdão.

Jesus veio ao mundo como profetizou Isaias, fazer raiar a luz aos que se achavam na região da morte: dar crença aos que não a tinham, guiar os que se haviam perdido e se achavam desviados da Estrada da vida, finalmente apresentar-se a rodos como o Modelo , o Paradigma, o Enviado de Deus, o único Mestre capaz de legar um ensino puro e perfeito, o verdadeiro representante da Verdade que redime e salva. Daí a sua sentença: Eu sou o Caminho , a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim.( João, 14:06)

Descendo de Esfera Superior, em tal missão, Jesus surgiu à face da Terra, não entre sedas e alabastros, mas em humílima e tosca estrebaria.

Mal descerrara os olhos na penumbra deste mundo, foi constrangido a fugir, para resguardar-se da fúria sanguinolenta de Herodes.

Apresentando-se como o Messias anunciado pelos profetas da antiguidade foi recebido com desconfiança, até por João Batista, o precursor, que enviou dois de seus emissários para saberem se era realmente ele, o esperado Filho de Deus. Iniciando a pregação do reino do céu, não conseguiu o entendimento imediato nem mesmo de seus discípulos.

*A Simplicidade* - Deve-se ressaltar a extrema simplicidade, a completa humildade, o desprendimento, a singeleza que marcou a sua presença e o seu messianato neste mundo. Nada possuiu de material, nenhum dinheiro, nenhum bem. Cercou-se da gente mais inculta de um povo social e politicamente subjugado. Falou sempre na linguagem mais simples que alguém jamais usou e sem nada ter escrito com suas próprias mãos, tudo deixou registrado no coração e na memória dos que lhe ouviram a palavra e testemunharam o seu exemplo. Não teve diploma de escolaridade, foi coroado de espinhos, publicamente açoitado, e finalmente pregado como infame. Desta forma se apresentando e assim agindo, dividiu as eras terrestres em antes e depois dEle, como ninguém jamais o fez, permanecendo para sempre como a maior presença, o mais alto marco de toda a História Humana, em todas as épocas.

*A Espera* - O povo Judeu aguardava ansiosamente um Messias que o libertasse do jugo de Roma. A verdade, porém, é que Jesus chegando ao mundo não foi absolutamente compreendido pelo povo Judeu. Segundo a sua concepção, o Senhor deveria chegar em magnífico carro, e que deveria humilhar todos os reis do mundo.

Mas Jesus chega humilde entre os animais de uma manjedoura, vem filho de carpinteiro e, durante sua missão, busca os fracos, os oprimidos, os sofredores de toda a sorte.

Houve, porém, muitos que o reconheceram como o Messias anunciado pelos profetas da antiguidade, pelos judeus. Entre eles destacam-se aqueles que se tornariam seus discípulos mais tarde, apóstolos e seguidores. O próprio Jesus em diversas ocasiões, afirma ser ele o enviado de Deus.

Quem quer que me receba, recebe aquele que me enviou (Lucas - 9: 48);

Aquele que despreza, despreza aquele que me enviou. (Lucas - 10:16);

Aquele que me recebe não recebe a mim mas àquele que me enviou. (Marcos - 9:37).

*Os Evangelhos*

Cerne doutrinário do Cristianismo, contém aspectos da biografia terrena de Jesus Cristo e seus principais ensinamentos de caráter moral, coligidos segundo informações de Mateus, Marcos, Lucas e João.

Cristo nada escreveu. Suas palavras, disseminadas ao longo dos caminhos, foram transmitidas de boca em boca e, posteriormente, transcritas em diferentes épocas, muito tempo depois da sua morte. Uma tradição religiosa popular formou-se pouco a pouco, tradição esta que sofreu constante evolução até o séc. lV.

*Mateus e João*, discípulos diretos, de contato pessoal com o Mestre, escreveram respectivamente em hebraico e em grego;

*Marcos e Lucas*, ambos em grego, o primeiro transmitindo reminiscências de Pedro apóstolo, o segundo investigando e recolhendo por via indireta. Harmonizam-se os quatro textos num todo orgânico, composto sem acomodações sob inspiração mediúnica, cujo influxo não derrogou a liberdade volitiva e os pendores psíquicos:

*Mateus* - pode-se caracterizar como um drama em sete atos sobre a vinda do Reino dos Céus: - Seus preparativos na pessoa do Messias menino; a promulgação do seu programa; diante dos discípulos e do povo; no Sermão da montanha; menosprezado funcionário, atende ao aceno do novo chefe e nele passa a vislumbrar o diretor supremo; o rei em nomenclatura humana, embora ao nível de reino do céu.

*Marcos* - escreve num estilo mais áspero, cheio de aramaismo e muitas vezes incorreto, mais impulsivo e de vivacidade popular cheia de encanto. Atemorizado quando jovem com a intensidade da tarefa, sublima depois em Jesus o servo incansável, paradigma da fraternidade as serviço divino;

*Lucas* - mais intelectualizado, pesquisador do pretérito e analista do futuro, apresenta Jesus como entidade imaculada, presa pela genealogia ao pai Adão, porém subtraída ao pecado pela redenção no Pai Criador;

*João* - mais espiritualizado, portanto mais próximo da essência, tem os olhos de ver Jesus a entidade celestial, o verbo mesmo de Deus, não apenas o Rei, o Servo, o homem, sinopses de biografia terrena. O evangelho de João além de ser mais complexo é dirigido aos cristãos em geral. A obra Joanina apresenta traços que lhe são próprios e a distinguem claramente dos evangelhos sinóticos (resumidos). Seu autor parece ter sofrido influencia bastante forte duma corrente de pensamento amplamente difundida em certos círculos do judaísmo, cuja expressão se redescobriu recentemente nos documentos essênios de Qumrã. Nele se atribuía importância especial ao conhecimento.

*Os Livros do Novo Testamento*

*Atos dos Apóstolos* - continuação do Evangelho, após o episódio do Calvário.

Atribuída a Lucas, nela se destaca o papel de Pedro, mormente o de Paulo.

*As Epistolas* - salvou-se do olvido o pequeno acervo de cartas enviadas pelos Apóstolos Paulo, Tiago (menor), Pedro, João (Evangelista) e Judas (Tadeu). Somente as de Paulo se conhecem por título, conforme distinção: aos Romanos, aos Coríntios (l, ll), aos Gálatas, aos Efésios, aos Filipenses, aos Colossenses, aos Tessalonicenses (l, ll), a Timóteo, a Tito, a Filêmon, aos Hebreus. As demais, dirigidas a todos os fiéis, são chamadas Católicas ou Universais.

*Apocalipse* - O Apocalipse, que significa revelação, foi escrito pelo Apóstolo e Evangelista João quando se encontrava desterrado na ilha de Patmos. O Apocalipse é um livro de visões místicas onde é difícil definir exatamente a fronteira que separa o gênero apocalíptico do profético, mas enquanto os antigos profetas ouviam as revelações divinas e as transmitiam oralmente, o autor de um apocalipse recebia suas revelações em forma de visões, que ele consignava num livro. Por outro lado, tais visões não têm valor por si mesmas, mas pelo simbolismo que encerram. O apocalipse de João tem singular importância para os destinos da humanidade terrestre.

(É o que nos fala Emmanuel).

*A Moral Cristã*

(...) Jesus foi o maior revolucionário que apareceu no mundo.

Espírito incomparável em sabedoria e em virtudes, foi Ele escolhido no Conselho Supremo para trazer a Lei da Reforma Social à Terra, para que possam imperar na sociedade, nas nações, os preceitos de amor recíproco em plena atividade para a evolução da Humanidade. (...)

(...) A Revolução Cristã e a execração do ódio e a proclamação do Amor; é a bandeira da Fraternidade Universal, flutuando na Inteligência, sob a paternidade de Deus

(...) Qual a verdadeira doutrina do Cristo? Os seus princípios essenciais acham-se claramente enunciados no Evangelho. Ë a paternidade universal de Deus e a fraternidade dos homens, com as consequências morais que daí resultam; é a vida imortal a todos franqueada e que a cada um permite em si próprio realizar o Reino de Deus, isto e, a perfeição, pelo desprendimento dos bens materiais, pelo perdão das injurias e amor ao próximo.

Para Jesus, numa só palavra, toda religião, toda a filosofia consiste no *Amor:*

Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam (...) .

(...) Sob a suave e meiga palavra. De Jesus, toda impregnada do sentimento da natureza, essa doutrina se reveste de um encanto irresistível, penetrante. Ela é saturada de terna solicitude pelos fracos e pelos deserdados e a glorificação, a exaltação da pobreza e da simplicidade. Os bens materiais nos tornam escravos; agrilhoam o homem a Terra. A riqueza é um estorvo; impede os voos da alma e a retém longe do Reino de Deus. A renúncia, a humildade, desatam esses laços e facilitam a ascensão para a luz.

Por isso é que a doutrina evangélica permaneceu através dos séculos como a expressão máxima do espiritualismo, o supremo remédio aos males terrestres, a consolação das almas aflitas nesta travessia da vida, semeada de tantas lágrimas e angústias. (...)

(...) A Boa Nova ressuma esperança, pois é a história do homem angustiado, batendo e Jesus respondendo, em forma de socorro lenitificador incessante, como dádiva de Deus para a libertação do ser.

*A Moral* - Toda moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, isto é, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho. Em todos os seus ensinos, Ele aponta essas duas virtudes como sendo as que conduzem à eterna felicidade; o orgulho e o egoísmo Ele não se cansa de combater. E não se limita a recomendar a caridade; põe-na claramente e em termos explícitos como condição absoluta da felicidade futura.

Sendo caridosos e humildes estaremos vivenciando o cristianismo no seu sentido mais amplo que é a prática da lei do amor.

*Definição da Moral Cristã* - É a aplicação dos princípios curativos e regeneradores do Médico Divino. Esses princípios começam na humildade da manjedoura, com escalas pelo serviço ativo do Reino de Deus, com o auxílio fraterno aos semelhantes, com a adaptação à simplicidade e à verdade, com o perdão aos outros, com a cruz dos testemunhos pessoais, com a ressurreição do espirito, com o prosseguimento da obra redentora através da abnegação e da renuncia, da longanimidade e da perseverança no bem até o fim da luta, terminando na Jerusalém libertada, símbolo da humanidade redimida.

*A Preparação Espiritual da Terra para receber Jesus*

É de se imaginar que a vinda do Cristo entre nós envolveu intenso trabalho por parte de todos aqueles espíritos convocados a participar da sua gloriosa missão. Cada um desses espíritos recebeu uma tarefa específica, de devotamento e amor, a fim de facilitar a vinda do Diretor Espiritual da terra aos planos inferiores.

Inicialmente Jesus envia às sociedade do globo o esforço de auxiliares valorosos, nas figuras de Ésquilo, Euripedes, Heródoto, Tucidides e de Sócrates. Na china encontramos Fo-HI, Láo Tsé, Confúcio, e no Tibet Buda, no Pentateuco Moisés e no Alcorão vemos Maomet. Cada raça recebeu os seu instrutores.

A aproximação e a presença consoladora do Divino Mestre no mundo era motivo para que todos os corações experimentassem uma vida nova, ainda que ignorassem a fonte divina daquelas vibrações confortadoras.

É então que se movimentam as entidades angélicas do sistema, nas proximidades da terra, adotando providências de vasta e generosa importância. A lição do salvador deveria, agora, resplandecer para os homens, controlando-lhes a liberdade com a exemplificação perfeita do amor. Todas as providencias são levadas a efeito. Escolhem-se os instrutores, os precursores imediatos, os auxiliares Divinos.

Uma atividade única registra-se, então, nas esferas mais próximas do planeta, e, quando reinava Augusto, na sede do governo do mundo, viu-se uma noite cheia de luzes e de estrelas maravilhosas. Harmonias divinas cantavam um hino de sublimadas esperanças no coração dos homens e da natureza. A manjedoura é o teatro de todas as glorificações da luz e da humildade, e, enquanto alvorecia uma nova era para o globo terrestre, nunca mais se esqueceria o Natal, a Noite silenciosa, Noite Santa .

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