Sei que te feri
sem querer, em meu gesto impensado.
Pretendias apoio
e falhei, quando mais necessitavas de arrimo. Aguardavas alegrias e consolo,
através de meus lábios, e esmaguei-te a esperança...
Entretanto,
volto a ver-te e rogo humildemente para que me perdoes.
Ouviste-me a
palavra correta e julgaste-me em plena luz, sem perceberes o espinheiro de sombra
encravado em minh’alma. Reparaste-me o traje festivo, mas não viste as chagas
de desencanto e fraqueza que ainda trago no coração.
Às vezes,
encorajo muitos daqueles que me procuram, fatigados de pranto, não por méritos que
não tenho, e sim esparzindo os tesouros de amor dos Espíritos generosos que me sustentam;
contudo, justamente na hora em que me buscaste, chorava sem lágrimas, nas últimas
raias da solidão. Talvez por isso não encontrei comigo senão frieza para
ofertar-te.
Releva-me o
desespero quando me pedias brandura e desculpa-me o haver-te dado reprovação,
quando esperavas entendimento.
Deixa, porém,
que te abençoe de novo, e, então lerás em meus olhos estas breves palavras que
me pararam na boca; perdoa-me a falta e tem dó de mim.
Meimei
CAMINHO ESPÍRITA –
FRANCISCO
CÂNDIDO XAVIER
- AUTORES
DIVERSOS
“O livro
penetra sem alarde os santuários da arte e da cultura, da sublimação e do
progresso.
É alma
pensamento esperança e consolo”.
Emmanuel –
Cartas do Coração



Nenhum comentário:
Postar um comentário