Powered By Blogger
Mostrando postagens com marcador estudo evangelho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador estudo evangelho. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de setembro de 2012

ESTAÇÕES NECESSÁRIAS


“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para
que sejam apagados os vossos pecados e
venham assim os tempos de refrigério pela
presença do Senhor.”  –  ATOS, 3:19.

Os crentes inquietos quase sempre admitem que o trabalho de redenção se processa em algumas providências convencionais e que apenas com certa atividade externa já se encontram de posse dos títulos mais elevados, junto aos Mensageiros Divinos.
A maioria dos católicos romanos pretende a isenção das dificuldades com as cerimônias exteriores; muitos protestantes acreditam na plena identificação com o céu tão só pela enunciação de alguns hinos, enquanto enorme percentagem de espiritistas se crê na intimidade de supremas revelações apenas pelo fato de haver frequentado algumas sessões.
Tudo isto constitui preparação valiosa, mas não é tudo.
Há um esforço iluminativo para o interior, sem o qual homem algum penetrará o santuário de Verdade Divina.
A palavra de Pedro à massa popular contém a síntese do vasto programa de transformação essencial a que toda criatura se submeterá para a felicidade da união com o Cristo. Há estações indispensáveis para a realização, porquanto ninguém atingirá de vez a eterna claridade da culminância. 
Antes de tudo, é imprescindível que o culpado se arrependa, reconhecendo a extensão e o volume das próprias faltas e que se converta, a fim de alcançar a época de refrigério pela presença do Senhor nele próprio. Aí chegado, habilitar-se-á para a construção do Reino Divino em si mesmo.
Se, realmente, já compreendes a missão do Evangelho, identificarás a estação em que te encontras e estarás informado quanto aos serviços que deves levar a efeito para demandar a seguinte.

Pão Nosso – Emmanuel, psic. Francisco C. Xavier – lição 13 – ed FEB

 (Compilado por Delcio)

Correio da Fraternidade
ANO 21 – nº 250- Abril de 2010 Distribuição Gratuita
Grupo Espírita “Irmão Vicente”
O Grupo Espírita “Irmão Vicente”, abreviadamente GEIV, foi fundado em 1º de janeiro de 1962, como Associação religiosa e filantrópica, de duração ilimitada e com fins não econômicos, com sede e foro na cidade de Campinas, estado de São Paulo.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

CAINDO EM SI


Corriqueiramente, caminhamos iludidos quanto à finalidade da vida na Terra.
Elucidando as palavras do Mestre no Evangelho de Lucas, o mentor Emmanuel esclarece tal propósito e alerta-nos que, encarnados tal como nos encontramos, podemos, ainda hoje, retomar o caminho da renovação espiritual.
 "Caindo, porém, em si..." - LUCAS, 15:17
 Este pequeno trecho da parábola do filho pródigo desperta valiosas considerações em torno da vida.
Judas sonhou com o domínio político do Evangelho, interessado na transformação compulsória das criaturas; contudo, quando caiu em si, era demasiado tarde, porque o Divino Amigo fora entregue a juízes cruéis.
Outras personagens da Boa Nova, porém, tornaram a si, a tempo de realizarem salvadora retificação. 
Maria de Magdala pusera a vida íntima nas mãos de gênios perversos, todavia, caindo em si, sob a influência do Cristo, observa o tempo perdido e conquista a mais elevada dignidade espiritual, por intermédio da humildade e da renunciação.
Pedro, intimidado ante as ameaças de perseguição e sofrimento, nega o Mestre Divino; entretanto, caindo em si, ao se lhe deparar o olhar compassivo de Jesus, chora amargamente e avança, resoluto, para a sua reabilitação no apostolado.
Paulo confia-se a desvairada paixão contra o Cristianismo e persegue, furioso, todas as manifestações do Evangelho nascente; no entanto, caindo em si, perante o chamado sublime do Senhor, penitencia-se dos seus erros e converte-se num dos mais brilhantes colaboradores do triunfo cristão.
Há grande massa de crentes de todos os matizes, nas mais diversas linhas da fé, todavia, reinam entre eles a perturbação e a dúvida, porque vivem mergulhados nas interpretações puramente verbalistas da revelação celeste, em gozos fantasistas, em mentiras da hora carnal ou imantados à casca da vida a que se prendem desavisados.
Para eles, a alegria é o interesse imediatista satisfeito e a paz é a sensação passageira de bem-estar do corpo de carne, sem dor alguma, a fim de que possam comer e beber sem impedimento.
Cai, contudo, em ti mesmo, sob a bênção de Jesus e, transferindo-te, então, da inércia para o trabalho incessante pela tua redenção, observarás, surpreendido, como a vida é diferente.

Fonte Viva – Emmanuel, psic. Francisco C. Xavier - lição 88
(Compilado por Sheila)

Correio da Fraternidade
ANO 21 – nº 250- Abril de 2010 Distribuição Gratuita
Grupo Espírita “Irmão Vicente”
O Grupo Espírita “Irmão Vicente”, abreviadamente GEIV, foi fundado em 1º de janeiro de 1962, como Associação religiosa e filantrópica, de duração ilimitada e com fins não econômicos, com sede e foro na cidade de Campinas, estado de São Paulo.
http://www.annesullivan.com.br/mantenedora.html

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

PARáBOLA DOS TALENTOS


 Visão Espírita
por: Dr. Aguinaldo de Paula Vasconcelos


Jesus, como educador da humanidade, sabendo que as estórias contadas traziam maior rendimento no aprendizado das pessoas, fazia a divulgação de Sua doutrina muitas vezes através de parábolas.

A parábola dos talentos retrata muito bem a responsabilidade que temos diante de tudo com que Deus nos agraciou para executarmos nosso plano de progresso espiritual nesta existência.

Disse Jesus que um homem ao sair para cuidar de seus negócios, numa região distante, chamou três funcionários seus e lhes concedeu alguns talentos, que era a moeda da época, para que eles negociassem durante sua ausência.

Ao primeiro ele concedeu cinco talentos; ao segundo, dois talentos e ao terceiro, um talento, dizendo a eles, que ao voltar, deveriam prestar-lhe contas dos respectivos talentos.

Para que possamos entender melhor o valor dos talentos doados pelo senhor aos seus súditos, um talento, à época de Jesus, valia seis mil denários. Um denário era equivalente a um dia de trabalho. Portanto, expressando na moeda brasileira vigente, um talento valia cento e vinte mil Reais; dois talentos, duzentos e quarenta mil Reais e cinco talentos, seissentos mil Reais. Como observamos, a doação era muito expressiva.

Ao voltar, reuniu seus súditos e lhes cobrou a acerto de contas.

O que tinha recebido cinco talentos, devolveu-lhe mais cinco talentos e o senhor alegrou-se com a dedicação do funcionário e lhe respondeu; - fiel e bom servidor, muito me alegro com sua dedicação. Fique, portanto, com os dez talentos e continue trabalhando com eles.

Chamou em seguida o outro a quem lhe havia cedido dois talentos, que por sua vez, também lhe devolveu o dobro do recebido, ou seja, quatro talentos. O senhor se alegrou e lhe disse o mesmo que havia dito ao primeiro prestador de contas.

Quando o terceiro veio para prestar contas, disse ao senhor:- eu sei que o senhor é muito criterioso e que ceifa onde não semeou, portanto, eu enterrei o seu talento e estou lho devolvendo.

Aquele senhor ficou aborrecido com a infidelidade daquele súdito, respondendo-lhe imediatamente:- infiel e mau servidor, você deveria pelo menos colocar o talento na mão de um banqueiro e me devolver com os juros. Disse aos seus auxiliares que tirassem o talento dele e dessem-no ao que tinha dez talentos, atirando o servidor às trevas exteriores.

Esta parábola retrata exatamente o que acontece conosco ao reencarnarmos. 
 
Quando assim o fazemos, Deus nos concede uma imensidão de talentos, tais como: familia, mente , órgãos do sentido, saúde, braços, pernas, o trabalho, o dinheiro, o tempo e tantos outros.

É evidente que precisamos prestar contas a Ele quando voltarmos à Pátria espiritual. Se usarmos bem os talentos, tantos outros nos serão acrescentados, mas se usarmo-los de uma maneira indevida, eles serão retirados.

Quantas pessoas que abandonam a família, para depois reencarnarem órfãs ou perderem seus entes queridos muito precocemente.

Quando não usam a mente de maneira eficaz, renascem com dificuldades homéricas com relação ao intelecto.

Ao usarem mal os ouvidos, a fala e os olhos, desestruturam o perispírito, moldando um corpo com defeito nestas áreas para outra experiência no corpo físico.

Aqueles que não cuidam da saúde e chegam até mesmo a conspurcá-la com os vícios, voltam à terra doentes, tendo imensa dificuldade devido à insanidade física e mental.

Sendo o trabalho um dos melhores elementos de elevação espiritual, as pessoas preguiçosas ou equivocadas, que se aposentam muito cedo , para não fazerem mais nada, certamente terão dificuldade para arrumarem emprego em outra reencarnação.

O dinheiro é um ótimo talento para ajudarmos os outros menos aquinhoados, sendo que se o utilizarmos indevidamente correremos o risco quase certo de nascermos pobres com profundas limitações na área social e econômica na próxima existência.

Segundo Emmanuel, mentor espiritual de Chico Xavier, quem perde tempo, lesa a vida. Então precisamos ter muito cuidado com o mau uso do tempo, desperdiçando-o. Como o amanhã está intrinsecamente ligado ao hoje, é de bom alvitre que aproveitemos muito bem o tempo, como todos os outros talentos na construção de nosso progresso espiritual.

O fato daquele senhor ter dado mais talentos a um funcionário que aos demais, é porque ele era melhor do que os outros . Isto significa que ao fazermos nosso programa reencarnatório, quanto mais tivermos nos dedicado ao trabalho, ao progresso, justificando-nos perante a vontade Divina, mais seremos premiados pelos talentos doados por Deus.

As trevas exteriores, onde foi lançado o mau servo, são representadas pela nova necessidade reencarnatória, com a finalidade de expiarmos nossos débitos, pelo mau uso de nossas oportunidades.
 
Como a gratidão é um dos mais importantes sentimentos, devemos agradecer a Deus , a Jesus e aos Espíritos amigos por tudo que temos recebido, em forma de talentos, para a execução de nosso plano evolutivo, ao invés de reclamarmos pelos desafios necessários ao nosso aprendizado.

JORNAL VERDADE  E  VIDA
ADDE - ASSOCIAÇÃO DE DIVULGAÇÃO DA DOUTRINA E SPIRITA 
ANO 01 NÚMERO 03 FEVEREIRO/ MARÇO 2012
Este jornal é uma publicação da ADDE - Associação de Divulgação da Doutrina Espírita
(CNPJ 08.195.888/0001-77) - para a região de São José do Rio Preto/SP.
Os textos assinados são de responsabilidade de seus autores.
Coord. Editorial: Rafael Bernardo - contato@rafabernardo.com.br
Diagramação: Junior Pinheiro - jrpinheironanet@yahoo.com.br
Jornalista Resp: Renata S. Girodo de Souza - renatagirodo@ig.com.br - MTB 67369/SP
Receba o jornal em sua Casa Espírita cadastrando-se no site ou por meio do e-mail: verdadeevida@adde.com.br
Tiragem: 5.000 exemplares
Distribuição Gratuita

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Em silêncio, carreguemos nossa cruz


Geraldo Ribeiro da Silva (Grupo Espírita “Batuíra” - SP)
Em geral , queremos desempenhar nossas tarefas de maneira suave, sem dor nem sacrifícios. Entretanto, observando a vida dos grandes missionários, percebemos que eles enfrentaram muitos desafios e dificuldades, para alcançarem os objetivos de servir ao próximo.
Todo aquele que recebe do Plano Maior, a missão de trabalhar pelo bem comum, em geral o faz com espírito de renúncia e dedicação.
Jesus, em seu Evangelho, nos oferece o seguinte ensinamento, que reforça esta nossa tese: “... Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.
– Porquanto, aquele que quiser salvar a si mesmo, perder-se-á; e aquele que se perder por amor de mim e do Evangelho, se salvará – (Marcos, cap. 8, vv. 34 e 35.)
O que significa tomar sua cruz?
Sinaliza-nos que devemos ter a consciência de que, durante o desempenho de uma tarefa, que vise a amenizar ou suprimir a dor dos que sofrem, muitos desafios teremos de superar.
Jesus, que nada tinha a ser testado, deu-nos o exemplo de que desempenhar uma missão equivale a carregar um grande fardo. Em sua missão gloriosa na Terra, suportou agressões, assimilou as provocações dos fariseus, escribas e outros, sem lhes guardar mágoa, ódio ou ressentimento.
Agiu com elevação espiritual, quando no Calvário, rogou a Deus: “Pai, perdoa-lhes, porque eles não sabem o que fazem!”
Bezerra de Menezes, espírito bom e sábio, passou por grandes provações. Durante anos, conviveu com um problema gástrico que o incomodou bastante, sem encontrar a cura na Medicina convencional. Só mais tarde, se libertou desse mal, com a ajuda do médium de curas João Gonçalves do Nascimento. No final de sua existência, Bezerra, que foi chamado o ‘Médico dos Pobres’, paradoxalmente experimentou a grande prova da pobreza. Soube, entretanto, superá-la com resignação e humildade.
Chico Xavier, médium de dons espirituais notáveis, que psicografou centenas de obras espíritas, também não ficou imune à dor. Desde jovem, conviveu com limitações visuais, ficando praticamente cego, na velhice.
Passou por grandes privações, porém nunca reclamou da Justiça Divina. Ao contrário, agradecia sempre a Deus as provações a que era submetido.
Spartaco Ghilardi, homem de várias faculdades mediúnicas, que orientou milhares de pessoas em condições aflitivas, apontando-lhes o caminho do bem, também teve uma vida marcada por dificuldades.
Sofreu várias doenças, ao longo de sua existência, sem se queixar.
Quando era indagado sobre seu estado de saúde, respondia resignado: “Levo a vida que pedi a Deus.”
Exemplos como estes são comuns na vida dos missionários, espíritos que, a rigor, nada teriam de provar ou expiar. Diante disso, o que dizer de nós?!
Ao aportar neste planeta, com a tarefa de amparar e iluminar almas menos esclarecidas que nós, sabemos dos desafios que nos esperam. O Divino Pastor de nossas almas não nos prometeu uma vida tranquila, calma e sem atribulações.
Ao contrário, disse: “Aquele que deseja me seguir carregue sua cruz”.
Na prática da mediunidade, com Jesus, as dificuldades não são poucas, como pudemos perceber nos exemplos citados. O médium passa por inúmeras provações: provações na família, decepções no trabalho, dores do abandono, da perda de entes queridos, acidentes por vezes inevitáveis e tantos outros flagelos individuais ou coletivos, aos quais todos nós que habitamos este mundo estamos sujeitos.
Portanto o médium não deve imaginar que terá pela frente um caminho fácil, sem obstáculos. Não, isso parece não se confirmar na vida dos obreiros do bem! Sua mensagem em geral, inovadora, traz um conteúdo moral muito forte: de desprendimento dos bens terrenos, de combate ao egoísmo, ao orgulho e de tantos outros vícios morais. Por conta disso, sofrem injúrias, difamações, calúnias, etc., porém jamais devem recuar, ante a tarefa que lhes foi confiada.
Assim, o trabalhador da seara do Bem deve carregar sua cruz com sabedoria, prudência, resignado e confiante na Divina Providência, que nunca abandona o bom samaritano.

JORNAL DA MEDIUNIDADE
LIVRARIA ESPÍRITA EDIÇÕES “PEDRO E PAULO”
UBERABA-MG – INFORMATIVO MAIO/JUNHO – ANO 2009 – N.º 17
Jornalista Responsável: Juvan de Souza Neto
Endereço p/ correspondência:
Av. Elias Cruvinel, 1200 - B. Boa Vista -
38070-100 - Uberaba-MG
DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

segunda-feira, 21 de maio de 2012

PALAVRAS DE VIDA ETERNA - ESTUDO 55


Francisco Cândido Xavier pelo Espírito Emmanuel

JESUS E DIFICULDADE

“... Não se vos turbe o coração..." - Jesus. (João, 14:27.)
           Emmanuel1 retoma o ensino de Jesus em seus derradeiros momentos quando, no cenáculo, em companhia dos discípulos, descerra afetuoso o coração pacificando os ânimos, fortalecendo os sentimentos. Em derredor se agigantava a trama para aniquilá-lo.

"..., Judas era atraído aos conchavos da deserção; sacerdotes confabulavam com escribas e fariseus sobre o melhor processo de enganarem o povo, para que o povo pedisse a morte d'Ele;...;

Perseguidores desencarnados excitavam o cérebro dos guardas que o deteriam no cárcere, e, quantos Lhe seguiam a atividade, regurgitando o ódio gratuito, prelibava-lhe o suplício..."

           Jesus conhecia toda essa movimentação e, no entanto, ensinava: "não se turbe o vosso coração, nem se atemorize", referindo-se às 

dificuldades que os discípulos enfrentariam muito em breve.

           O trabalhador sincero não pode ignorar tal advertência do Mestre mesmo após tantos séculos, porque dificuldades certamente surgem na caminhada para satisfazer as nossas necessidades evolutivas.

           É comum quando nos vemos às voltas com os desafios da vida vir à idéia pensamentos pessimistas em convite infeliz à desistência da luta, à rebeldia ou à fuga, que surgem como solução. Estas condições em nada melhoram e certamente não auxiliam na solução da situação difícil, ao contrário, oferecem clima mental desfavorável ao raciocínio e ao intercâmbio inspirativo para atitudes corretas.

           Viver a mensagem cristã, educar-nos nos ensinamentos evangélicos requer ânimo forte e vontade irredutível no esforço contínuo do Bem. Não é fugindo às dificuldades, mas enfrentando-as com coragem, perseverança e serenidade que se confessa o Mestre, que se afirmam as conquistas e nossa posição evolutiva.

           Sigamos o exemplo de Jesus que após o entendimento com os apóstolos, lúcido e calmo, "dirige-se à oração no Jardim, para, além da oração, confiar-se aos testemunhos supremos...1"

           Se aspiramos à ascensão espiritual devemos aceitar as dificuldades da vida como um convite ao aprimoramento, ao trabalho em favor do Bem e do Amor, "com a obrigação permanente de extinguir o mal em nós mesmos". É indispensável não nos perdermos em desânimo, em lamentações, em ansiedades frente às dificuldades que nos surjam à frente, tentando tolher-nos a marcha para Deus.

Problemas e dificuldades não devem ser encarados como infelicidade, antes devem ser examinados na condição de mecanismos para aquisição de experiências valiosas, sem as quais ninguém consegue integridade nem ascensão3."

Como bons obreiros devemos dirigir-nos ao trabalho que nos compete realizar "preparados para os testemunhos dos ensinamentos recebidos2."

Emmanuel1 encerra dizendo: "Lembra-te de que o Mestre a ninguém prometeu avenidas de sonho e horizontes azuis na Terra, mas, sim, convicto de que a tempestade das contradições humanas não pouparia a Ele próprio, advertiu-nos sensatamente: -Não se vos turbe o coração".

Bibliografia:
  1. Xavier, Francisco Cândido. "Palavras de Vida Eterna: Jesus e Dificuldade". Ditado pelo Espírito Emmanuel. CEC. 17a ed. Uberaba, MG. 1992.
  2. Xavier, Francisco Cândido. "Vinha de Luz: Para Isto". Ditado pelo Espírito Emmanuel. FEB. 4a ed. Rio de Janeiro, RJ. 1977.
  3. Franco, Divaldo Pereira. "Rumos Libertadores: Responsabilidade e Fuga. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Livraria Espírita "Alvorada" Editora. 2ª ed. Salvador, BA. 1988.

Iracema Linhares Giorgini
Fevereiro de 2006


Centro Espírita Batuira
cebatuira@cebatuira.org.br
Rua Rodrigues Alves,588
Vila Tibério - Cep 14050-390
Ribeirão Preto (SP)
CNPJ: 45.249.083/0001-95 
Reconhecido de Utilidade Pública pela Lei Municipal nº. 3247/76.

terça-feira, 8 de maio de 2012

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – ESTUDO 107


– ALLAN KARDEC

CAPÍTULO XII: AMAR OS VOSSOS INIMIGOS

ITENS 5 e 6: OS INIMIGOS DESENCARNADOS
 Continuando seus comentários sobre o tema, Allan Kardec lembra que os espíritas têm outros motivos de indulgência para com os inimigos.
             Um é a perfectibilidade do Espírito imortal, que faz com que a maldade não seja uma qualificação permanente do Espírito, encarnado ou desencarnado.
             Perfectibilidade é característica de perfectível, que significa que se pode aperfeiçoar; que é suscetível de ser aperfeiçoado (1)
             Assim, o Espírito, criado simples e ignorante, com o destino de ser perfeito e feliz, traz em si próprio, a capacidade de tornar-se perfeito, através de um longo processo evolutivo, nas reencarnações em mundos materiais, com o fim de desenvolver todas as potencialidades divinas, com as quais foi criado.
             Tudo que existe no Espírito, que não condiz com a lei do Bem, é fruto da sua própria criação, na satisfação egoísta de ser inteligente e feliz, custe o que custar.
             Assim, segundo suas escolhas, cria em si e ao redor de si, o mal, que na medida do desenvolvimento das suas qualificações nobres, que fazem parte da sua essência, vai sendo eliminado, até que ele atinja a qualificação de Espírito Puro, perfeito e feliz.
             Por isso, Kardec escreveu “que a maldade não é o estado permanente do homem, mas que decorre de uma imperfeição momentânea, e que da mesma maneira que a criança se corrige dos seus defeitos, o homem mau reconhecerá um dia os seu erros e se tornará bom.”
             Outro motivo é que o espírita sabe que a morte só o livra da presença material do seu inimigo, que pode continuar, no plano espiritual, a persegui-lo com seu ódio.
             Quando grande parte dos homens compreenderam essa verdade, a idéia da pena de morte para os inimigos individuais, da coletividade e entre nações, será completamente eliminada da Terra.
             “... a vingança assassina não atinge o seu objetivo, mas, pelo contrário, tem por efeito, produzir maior irritação, que pode prosseguir de uma existência para outra.”
             O Espiritismo veio demonstrar a lei da sobrevivência do Espírito, que carrega sempre consigo, quer esteja no plano material ou espiritual, sua inteligência, suas emoções e sentimentos.
             Assim, um inimigo morto é apenas um inimigo que não se vê, sem corpo físico, podendo continuar, em ações obsessivas, perturbando, dificultando e provocando sofrimentos.
             Este fato é um motivo importante para abolir a vingança da morte, pelo próprio interesse de quem a deseja para seu desafeto. Um motivo a mais para compreender e aceitar o “Amai os vossos inimigos” e o “Reconcilia-te sem demora com o teu adversário, enquanto estás a caminho com ele...” (Mateus, V: 25), a fim de transformar um inimigo em amigo, ou, pelo menos, evitar represálias, evitando que o inimigo se torne em um” instrumento da justiça de Deus, para punir aquele que não perdoou.”
             Assim, os inimigos desencarnados agem através das obsessões, que se constituem em provações mais ou menos difíceis, mas que contribuem, muitas vezes para despertar o obsedado para a realidade da vida espiritual, mudando toda sua maneira de ver o mundo e interpretar a vida.
             Essas provas, fruto dos males causados pelo orgulho e egoísmo dos homens, nos diversos e diferentes relacionamentos entre si, no decorrer das inúmeras existências já vividas, fazem parte da lei divina de ação e reação, a fim de proporcionar aos Espíritos imortais, as oportunidades de reviverem situações passadas, para aprenderem a solucionar os problemas com resignação e confiança em Deus, através do perdão, da humildade, do amor, que então, encontram condições de crescerem nas mentes e nos corações dos homens.
             Elas existem porque os Espíritos ainda não aprenderam a libertar-se do orgulho e do egoísmo, mantendo-os consigo, estando encarnados ou desencarnados.
             Assim, se devemos nos esforçar para ser indulgentes e benevolentes para com os inimigos, na Terra, precisamos, igualmente, assim proceder para com os inimigos desencarnados.
             Allan Kardec lembra que nos tempos mais primitivos, ofereciam-se sacrifícios sangrentos para apaziguar os deuses infernais. Mais tarde foram chamados de demônios.

             Assim, deuses infernais, demônios ou Espíritos maus nada mais são do que as almas dos homens, que ainda não se libertaram dos seus instintos materiais, continuando a fazer mal, através dos processos obsessivos, atraídos e alimentados pelos maus sentimentos e, conseqüentemente, maus pensamentos e más ações dos homens. 
             Por isso, Kardec escreve, com destaque: “... não se pode apaziguá-los senão pelo sacrifício dos maus sentimentos, ou seja, pela caridade”.
             Caridade, amor em ação, para com todos, irá impedi-los de fazer o mal, mas também, induzi-los ao bem, contribuindo para a sua libertação espiritual. O bom exemplo contagia encarnados e desencarnados.
             “É assim que a máxima: Amai os vossos inimigos, não fica circunscrita ao círculo estreito da Terra e da vida presente, mas integra-se na grande lei da solidariedade e da fraternidade universais.”

Bibliografia:
KARDEC, Allan -“ O Evangelho Segundo o Espiritismo”
1 - Dicionário Houais

Leda de Almeida Rezende Ebner
Maio / 2010


Centro Espírita Batuira
cebatuira@cebatuira.org.br
Rua Rodrigues Alves,588
Vila Tibério - Cep 14050-390
Ribeirão Preto (SP)
CNPJ: 45.249.083/0001-95 
Reconhecido de Utilidade Pública pela Lei Municipal nº. 3247/76.

O CENTRO ESPÍRITA BATUIRA esclarece que permanece divulgando os estudos elaborados pela Sra Leda de Almeida Rezende Ebner após o seu desencarne, com a devida AUTORIZAÇÃO da família e por ter recebido a DOAÇÃO DE DIREITOS AUTORIAIS, conforme registros em livros de Atas das reuniões de diretoria deste Centro.