domingo, 10 de março de 2013

CIÊNCIA E ESPIRITISMO


“Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará” (A Gênese, Capítulo I, item 55)
A citação em destaque — inserida na quinta obra da Codificação — dá-nos uma visão cristalina e definitiva no que diz respeito à total submissão da Doutrina Espírita ante as descobertas progressistas, devidamente comprovadas após criteriosa e exaustiva experimentação, a cargo das investigações científicas dos nossos dias.
Em outras palavras, sempre que a Ciência provar que o Espiritismo encontra-se em erro em algum de seus postulados, devemos afastá-lo, substituindo-o pelo preceito científico correspondente. Desta forma, a Doutrina Espírita se reveste de uma segurança pouco comum no universo religioso, sem, entretanto, lançar-se como detentora da verdade absoluta.
Tão contundente afirmação leva-nos a refletir, por extensão de raciocínio, sobre o aspecto científico do Espiritismo, infelizmente não muito cultivado em nosso meio.
Importante ressaltar que, ao contrário do que muitos pensam, a prática da investigação científica na Casa Espírita não se encontra reservada aos possuidores de grandes qualificações intelectuais, justamente por ser ela de implantação bastante simples, ainda que trabalhosa, podendo e devendo ser inoculada em todas as tarefas espíritas, notadamente as de cunho mediúnico.
Analisando algumas atividades comuns à maioria dos Centros Espíritas, indagamos: Quais são os dados de que dispomos para avaliar se realmente aqueles que se submeteram ao tratamento de desobsessão, cura espiritual ou simples aplicação de passes apresentaram melhoras? Existe algum fichário contendo anotações referentes ao quadro evolutivo de cada um? As informações recebidas por mais de um médium têm sido confrontadas com vistas a garantir a veracidade das orientações prestadas ao atendido? Por outro lado, quando os chamados “mentores da Casa” se manifestam, suas informações são colocadas em discussão à luz dos fundamentos espíritas?
Todas essas questões, dentre outras,  fazem parte de uma análise puramente científica, de pouquíssima complexidade, cuja finalidade principal é verificar a correção do direcionamento dado aos trabalhos executados sob a égide do Espiritismo, que, então, ver-se-á fortalecido sob o aspecto da fé raciocinada, constantemente ressaltado nas obras básicas da Doutrina, em total oposição à fé cega, que é verdadeiramente o fator mais representativo do comodismo religioso.

José Marcelo G. Coelho
e-mail: jmarcelo.vix@zaz.com.br
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GFEIC - Estudo Julho/2000

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