COMUNICAÇÃO
Joamar Zanolini Nazareth
jonazareth@mednet.com.br
“O espírita deve ser...(...) Claro, mas não
desabrido, dando a idéia de eleger-se fiscal de consciências alheias. (...)
Franco, mas não insolente, ferindo os outros.”André Luiz/Waldo Vieira, Livro: OPINIÃO ESPÍRITA, cap.7 – FEB.
Quando consta, no currículo de qualquer espírita, que este fundou uma
Casa Espírita, tal fato enriquece e enobrece, sem dúvida.


Há muitos dirigentes que pensam que, por criar uma nova instituição,
são delas os donos oficiais. Se criaram a instituição, são delas os donos
oficiais.
Se criaram a instituição pensando nisso, já estragaram os efeitos do bom
ato, contaminando-o com os vírus da vaidade, do personalismo, do egoísmo e do
orgulho.

Em relação aos grupos também cabe aquela frase lapidar de nosso querido
Chico Xavier, quando disse que “começar é fácil, continuar é difícil, concluir é sacrificar-se”.

Aliás, creio que o mais difícil e complicado, que exija mais de todos,
será nessas novas casas, assim como é dificuldade até para os grupos mais
antigos, criar a consciência de grupo, de equipe, saber trabalhar coletivamente,
apagando vaidades pessoais para que a instituição cresça e se ilumine cada vez
mais, e todos os seus membros sejam trabalhadores cada dia mais eficientes,
produtivos e efetivos.
Infelizmente, diante da vaidade pessoal de achar que bastou fundar uma
casa de ação espírita para garantir um ingresso em “Nosso Lar”, que alguns
sustentam, somente nos resta orar por eles, e se um desses estiver vinculado à
nossa instituição, tentar abrir-lhes os olhos, com equilíbrio e espírito
fraterno.

Que tomemos cuidados em não nos transformarmos em um deles.
Às vezes não fundamos centros, mas fundamos tarefas, atividades dentro da casa, trabalhos novos, e reproduzimos
tal postura despótica e absurda.
Por isso, encontramos dirigentes que estufam
o peito e dizem: — “Faz
40 anos que dirijo isto aqui, do meu jeito!” De outros também ouvimos:
— “Eu cuido de todos os
detalhes, e carrego esta casa nas minhas costas”; ou - “Sou indispensável.
Não sei o fariam sem
mim”; ou ainda: — “Só eu sei como fazer
ascoisas andarem por aqui!”
Uma das piores coisas que pode acontecer a
uma atividade ou um Centro Espírita, em termos de rotina de trabalho, é um
tarefeiro achar-se melhor que os outros, que se julgue indispensável, ou que se
porte como o dono da instituição, seja ele médium, presidente, orador,
trabalhador da casa.
Quando isso parte de quem fundou o grupo,
mais grave se torna o problema.
Não pode qualquer instituição espírita ter
um dono. Um grupo espírita, conforme o nome já diz deve funcionar como um
grupo, com espírito coletivo, desenvolvendo a fraternidade, o respeito,
estreitando laços e exercitando o respeito, a gratidão, a gentileza e a
solidariedade, como uma escola amorosa de convivência.

Assim, pode se dizer brejeiramente: “morre o dono, morre o
gado também...”

Cada casa espírita séria é de Deus, orientada
por Jesus, dirigida por espíritos luminares, formada e construída por dezenas
ou centenas de mãos materiais e espirituais, como uma colméia perene de serviço
e ação no Bem.

Formemos novos líderes,novos servidores,
novos médiuns, novos dirigentes, novos oradores, novos colaboradores, sem
espírito de preponderância.
O ideal para um dirigente espírita é trabalhar
com tal empenho na direção de um grupo espiritista que ao partir para a
Espiritualidade deixe apenas nobres lembranças, e não um monte de problemas pra
quem fica.
FONTE: A FLAMA ESPÍRITA, n.º 2779.
“INFORMAÇÃO”:
REVISTA
ESPÍRITA MENSAL
ANO XXXIV N° 401
FEVEREIRO 2010
Publicada pelo Grupo Espírita “Casa do Caminho” -
Redação:
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Correspondência:
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