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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Pluralidade da Existência


Rodrigo Machado Tavares

A pluralidade das existências (l. e., a lei da reencarnação) é um dos fundamentos da Doutrina Espírita. Claramente, sabe-se que a reencarnação é encontrada como crença forte em diversos povos da antiguidade. Por exemplo, na Índia antiga, onde muitos Capelinos reencarnaram, era muito comum saber que "assim como se deixam vestes gastas para usar vestes novas, também a alma deixa o corpo usado para revestir novos corpos". E no Egito, onde tantos outros Capelinos também viveram, o destino e a comunicabilidade dos mortos e a pluralidade das existências e dos mundos eram, para eles, problemas solucionados e conhecidos.
   Dessa maneira, encontramos, estudando a história antropológica, fatos interessantíssimos. Contudo, a visão que os homens tinham sobre a reencarnação, assim como acontece com tudo na natureza, evoluiu bastante. Não pensemos que tal lei já foi mostrada para nós, ou descoberta por nós, de forma integral. Não é assim que as coisas acontecem. A Revelação, sempre deve ser gradual, pois, ao contrário ofuscaria o raciocínio humano. E Deus, nosso Pai justo, sempre no-la mostrou assim.
Portanto, o Espiritismo veio revelar as verdades desta lei divina somente no Século 19. Como nos fala Allan Kardec em O Espiritismo em Sua Expressão Mais Simples: "A própria Doutrina que os espíritos ensinam hoje, nada tem de nova; se a encontra, por fragmentos, na maioria dos filósofos da Índia, do Egito e da Grécia, e toda inteira no ensinamento do Cristo. O que vem, pois, fazer o Espiritismo? Ele vem confirmar por novos testemunhos, demonstrar por fatos, verdades desconhecidas ou mal compreendidas, restabelecer, em seu verdadeiro sentido, aquelas que foram mal interpretadas".
    Quão bom é ter a certeza de que a carne, como fala Joanna de Ângelis, em Oferenda, nasce, morre e renasce inúmeras vezes, inclusive numa mesma existência, no nosso dia-dia, mas que a vida real continua sempre.
    Que bom é ter a certeza, como asseverou Allan Kardec, e não mais a intuição do passado, da lei: "Nascer, morrer, renascer, ainda, e progredir sempre".

Rodrigo Machado Tavares é Engenheiro e pesquisador, residente em Londres. Colabora com a Revista Reformador.

Jornal de Estudos Psicológicos
Ano II N° 3  Março e Abril 2009
The Spiritist Psychological Society

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O Homem na Visão Espírita


Karina Cardoso

O Espiritismo, na sua essência, nos presenteia com explicações e ensinamentos, que conseqüentemente, nos dão a benção do conhecimento e um importante e transcendente sentido para nossas vidas. Essencial ao estudo do Espiritismo é o estudo do ser humano: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Porque somos como somos? Porque passamos pelas experiências que passamos? Como podemos alcançar a felicidade e a paz?

A Doutrina Espírita nos esclarece que, para estudar o homem, é necessário considerar a sua essência espiritual, que é a chave para uma análise mais completa. Pois ele é muito mais que apenas o corpo físico, as relações sociais e as funções psicológicas. O homem é um espírito eterno, criado simples e ignorante, para que através do uso de seu livre arbítrio, possa fazer escolhas que o levem à perfeição. Este processo de crescimento interior, pode levar um número menor ou maior de encarnações na Terra e/ou em outros planetas, dependendo apenas do caminho que cada ser decide seguir.

Aprendemos que somos responsáveis pela nossa vida atual, pois esta é o resultado das nossas escolhas e experiências passadas e presentes. Assim o futuro é algo a ser definido por nós mesmos, dependendo apenas de como escolhemos viver no aqui e agora. Somos autores do nosso destino, nunca vítimas. Desta forma, todos nós seres humanos, podemos abreviar os nossos sofrimentos, escolhendo o caminho do amor e seguindo os exemplos de Jesus Cristo, aplicando-os na nossa relação intrapessoal e interpessoal.

O homem, na visão Espírita, é um ser a caminho da luz, aprendendo com seus erros e construindo sua realidade a cada momento. Por trazer a centelha divina em sua essência, a sua capacidade de amar, perdoar e fazer o bem é imensa, mas muitas vezes enfraquecida por suas imperfeições morais.

A proposta Espírita, para todos nós, seres imortais, é o trabalho de atualização das nossas potencialidades divinas, que visam o bem, o belo, o ético; religando-nos a Deus, tornando-nos participantes ativos na conquista da saúde,felicidade e paz.




Jornal de Estudos Psicológicos
Ano I N°1 Novembro - Dezembro 2008
The Spiritist Psychological Society 


sexta-feira, 1 de junho de 2012

ESPIRITISMO: Ciência, Filosofia e Religião


Rodrigo Machado Tavares

O início deste século XXI começa a se caracterizar como um momento de grandes mudanças no orbe terrestre. Não é preciso fazer uma análise muito detalhada para constatarmos que a Terra vem passando visivelmente por transformações em vários aspectos. A humanidade, então, mostra-se cada vez mais em busca de explicações. E estas são desenvolvidas em diversos campos do conhecimento humano, os quais sempre permeiam, de formas direta e/ou indireta, a ciência, a filosofia e a religião.
Apesar destes esforços, o homem dificilmente consegue associar de forma harmônica esses três pilares do saber humano. É justo dizer que, a partir do final do século passado, grandes avanços foram alcançados, sobretudo no âmbito científico.
Contudo, em verdade, cientistas, filósofos e religiosos, ainda, apesar de grandes avanços na “relação” entre si, muitas vezes parecem viver em mundos paralelos. E, desta forma, somos levados a observar que a razão pela qual ainda existem certos abismos entre estas três vertentes do conhecimento humano, talvez, seja o fato de que poucos entenderam, ou se quer tentaram analisar, os pensamentos inspirados de missionários como Albert Einstein que nos disse certa feita: “Deus é a Lei e o Legislador do Universo”.
Diante, assim, deste panorama, o Espiritismo se vem mostrando, cada vez mais, a fonte segura para tirar as nossas dúvidas e as nossas incer-tezas em quaisquer campos do conhecimento. Isto porque, sendo a Doutrina Espírita o consolador prometido pelo nosso Mestre Jesus, veio unir o que homem ainda insiste em separar. Em outras palavras, vem mostrar a humanidade que para evoluir das trevas para a luz é preciso integrar ciência, filosofia e religião. E é este o seu tríplice aspecto.
O Espiritismo é religião; não no sentido dogmático da palavra, mas no sentido hermenêutico da mesma. Isto é, no sentido mais profundo, o Espiritismo é, sim, religião, uma vez que esclarece de forma clara e concisa como o homem poderá desenvolver a sua ligação com o Pai Celestial. Este tópico é bastante elucidado em todo O Evangelho segundo o Espiritismo.
O Espiritismo é filosofia. Sobre isto, Allan Kardec chega mesmo a dizer que a força do Espiritismo está “na sua filosofia, no apelo que dirige à razão, ao bom-senso”. (O Livro dos Espíritos, p.484, 76.ed FEB).
E o Espiritismo é ciência. Para muitos, até mesmo alguns de nós espíritas, por mais paradoxal que pareça, esta idéia ainda não é muito clara. Talvez isso se deva ao fato de vivermos ainda num planeta com fortes tendências materialistas. Realmente, é correto afirmar que na maioria dos centros de pesquisas, dos centros acadêmicos, dos meios de comunicação e até mesmo dos meios artísticos existe um forte domínio de uma postura materialista e, por assim ser, somos levados quase todos, de formas direta e/ou indireta, a pensar que religião e ciência não se “misturam”. (Essa discussão, por si só, é um tema para um outro artigo). Isto é, pois, um grande equívoco. E a própria ciência, ironicamente, vem-nos mostrando isto. Por exemplo, através da física quântica, curiosamente, os cientistas vêm estudando a estrutura do átomo para entender o Universo. Estabelece-se, cada vez mais, um elo entre o microcosmo e o macrocosmo, demonstrando, mesmo que sem a vontade deles, a grandeza do Pai e a harmonia da Sua casa, o Universo. É interessante notar que, o instrutor de André Luiz, no livro Libertação, através de Chico Xavier, já falava isso que a ciência vem percebendo: “Existem princípios, forças e leis no universo minúsculo, tanto quanto no universo macrocósmico”. A literatura espírita está repleta de verdadeiras fontes sublimes de conhecimento que es-clarecem os mais variados temas, muitos deles, intrigantes até hoje, que vão desde clonagem até a for-mação do Universo. Uma leitura minuciosa de O Livro dos Espíritos e de A Gênese nos mostra o porquê de o Espiritismo ser ciência.
Se a humanidade tivesse, sempre, aliado a ciência à religião, conseguiríamos lograr progressos inimagináveis. Sendo assim, nós espíritas precisamos sempre nos atentar a relembrar o nosso querido codificador Allan Kardec, quando nos disse em A Gênese: “toda teoria deve ir ao encontro da idéia de Deus, se não caí em erro”.
É, dessa forma, que o Espiritismo apresenta-se, sendo uma ciência com bases filosóficas e conseqüências religiosas e, assim, morais. Unindo o saber, através da junção dos três pilares do conhecimento humano, ao invés de separá-lo, a Doutrina dos Espíritos possibilita uma interpretação racional das palavras de Jesus, que são as verdades de Deus.
O Espiritismo é, portanto, Ciência, Filosofia e Religião.
Jornal de Estudos Psicológicos
Ano I N°1 Novembro - Dezembro 2008
The Spiritist Psychological Society