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segunda-feira, 4 de abril de 2016

ESTUDO EVANGÉLICO #40 - LIVRO PALAVRAS DE VIDA ETERNA - ENQUANTO PODES

 ESTUDO EVANGÉLICO

Livro: Palavras de Vida Eterna

Francisco Cândido Xavier pelo Espírito Emmanuel

- ESTUDO 40

ENQUANTO PODES

"Tu, porém, por que julgas teu irmão? e tu, por que desprezas o teu? pois todos compareceremos perante o Tribunal de Cristo." - Paulo. (Romanos, 14:10.)

O questionamento apostólico tem como objetivo fazer com que cada um reflita nas próprias condições.
Da mesma forma que outrora, é comum ao homem moderno deter-se destacando as imperfeições alheias. Estamos sempre prontos a apontar, a ressaltar, a divulgar as mazelas, os aspectos ruins de todos e de tudo. "Sempre encontramos motivos para a ofensa, a recriminação, a transferência de culpas, para depreciar a movimentação alheia, para rebaixar o outro".
Destacando este aspecto, não estamos criticando ou desconsiderando a capacidade do ser humano de analisar, perquirir, identificar o erro quando e onde ele exista, uma vez que essa habilidade, desenvolvida ao longo das oportunidades reencarnatórias, não é um mal, pelo contrário, é uma ferramenta e como tal precisa ser bem utilizada para que traga proveito, benefício.
Como pode ser isso?
Toda vez que uso o discernimento e analiso as atitudes do outro, seus desacertos, desequilíbrios e tiro disso experiências para as recomposições pessoais, saio do simples julgar, para os aprendizados em que cresço analisando as repercussões das variadas respostas que o outro colha. Tal atitude representa a ação de Espíritos amadurecidos. Na juventude, não acontece tal ação. Imaturo, a duras penas paga-se o preço da inexperiência que ensinará na dor, a que se aprenda mais tarde analisando a semeadura e a colheita do próximo, lendo ali lições, convites para que o mesmo engano não nos surpreenda em vigilante. Desse modo aplica-se o engano alheio como instrumento de correção pessoal a fim de não estimular a negligência, a conivência com o erro, e não unicamente para ressaltar o lado sombrio e difícil de pessoas e coisas.
Emmanuel reflete que cada um deve perceber-se como criatura que também caminha de mãos dadas com erros e dificuldades pois "almas imaculadas não povoam ainda a Terra"; faz-nos ver a necessidade e urgência do trabalho pessoal em desenvolver qualidades essenciais à convivência em sociedade, à própria paz e ao progresso geral. Quais são essas qualidades? A indulgência, o entendimento, a paciência e a bondade para com todos "que se enganaram sob a neblina do erro, para que te não faltem a paciência e a bondade (...) a que te arrimarás no dia em que a sombra te ameace o campo das horas." Dentro desse programa educativo, mesmo percebendo os enganos nos quais o outro se detém e usando-os para crescimento pessoal o grande desafio (segundo Ermance Dufaux) consiste em "estarmos afetivamente focados no "lado" bom, nas qualidades, nos instantes bem sucedidos de alguém, conquanto tenhamos (...) possibilidades de perceber-lhe as imperfeições e mazela. Continua dizendo que "Compreender, estimular, perdoar, reconhecer valores alheios, dividir responsabilidades, apoiar, ser afetuoso (...) é muito mais trabalhoso". Conquanto seja trabalhoso é preciso investir nas qualidades necessárias ao progresso e elevação, que em síntese representarão a libertação de cada um.
Jesus é o padrão. Onde O vemos em destaque ao mal?
Conclui Emmanuel: 
"Auxilia, enquanto podes.
Ampara, quanto possas.
Socorre, quanto possível.
Alivia, quanto puderes.
Procure o bem, seja onde for.
E, sobretudo, desculpa sempre, porque ninguém fugirá ao exato julgamento na Eterna Lei."

Bibliografia:
* Oliveira, Wanderley S. "Laços de Afeto: Caminhos do Amor na Convivência". Ditado pelo Espírito Ermance Dufaux. 3a ed. Belo Horizonte - MG - Editora INEDE. 2002.
* Xavier, Francisco Cândido. "Palavras de Vida Eterna: Enquanto Podes". Ditado pelo Espírito Emmanuel. 17a ed. Uberaba - MG - CEC. 1992.


Iracema Linhares Giorgini 
Outubro / 2004

 ROMANOS 14
10 Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Deus

CENTRO ESPÍRITA BATUÍRA
cebatuira@cebatuira.org.br  



Ribeirão Preto - SP

ESTUDO 56 - O LIVRO DOS MÉDIUNS - ITEM 166

O LIVRO DOS MÉDIUNS

(Guia dos Médiuns e dos Doutrinadores)

por
ALLAN KARDEC

Contém o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo.

SEGUNDA PARTE

DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS

CAPITULO XIV

OS MÉDIUNS
Médiuns falantes
Estudo 56- Item 166

Recordando, são chamados médiuns os que possuem uma sensibilidade acentuada e que servem de intermediários entre os mundos espiritual e material.
Médiuns falantes: os que falam sob a influência dos Espíritos.
São muito comuns.
Os médiuns audientes, que apenas transmitem o que ouvem, não são, propriamente, médiuns falantes. Estes, na maioria das vezes, nada ouvem. Ao servir-se deles, os Espíritos atuam sobre os órgãos vocais, como atuam sobre a mão dos médiuns escreventes. 
Querendo comunicar-se, o Espírito se serve do órgão que se lhe depara mais flexível no médium. De um empresta a mão, de outro, as cordas vocais e de um terceiro os ouvidos. O médium falante, geralmente, se exprime sem ter consciência do que diz e muitas vezes diz coisas completamente estranhas às suas idéias habituais, fora dos seus conhecimentos e mesmo do alcance de sua inteligência.
Embora se ache perfeitamente acordado e em estado normal, raramente guarda lembrança do que diz. Em suma, nele, a voz do médium é um instrumento de que se serve o Espírito e com o qual outra pessoa pode conversar com este, como o faz no caso do médium audiente.
Nem sempre, porém, é completa a passividade do médium falante. Alguns há que têm a intuição do que dizem, no momento mesmo em que pronunciam as palavras.
Para identificar o grau de consciência do médium pode-se considerar, por exemplo, dois aspectos: o grau de percepção real do que acontece e a respectiva lembrança. 
* Graus de Consciência
Consciente ou intuitivo.
— Médium tem consciência do que será dito antes de falar e, após o transe, se recorda da comunicação.
Semi-consciente ou semi-mecânico.
— Médium tem consciência do que será dito durante a fala e, após a comunicação, se recorda de parte da mesma.
Inconsciente ou Mecânico.
— Médium não tem consciência do que ocorre durante a comunicação, a após o transe, raramente se recorda de algo que disse ou fez.
A palavra é o meio do qual o Espírito se serve para que uma terceira pessoa possa se comunicar em processo idêntico a qualquer outro. É importante não confundir a mediunidade de fala com a psicofonia ou mediunidade de incorporação, em que há interpenetração psíquica.

Bibliografia:
KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2.ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap XIV - 2ª Parte
ZIMMERMANN, Zalmino - Perispírito: ed. Campinas/SP: CEAK, 2000 - Cap XL - Perispírito e Mediunidade

Tereza Cristina D'Alessandro
Abril / 2006

Centro Espírita Batuira



Ribeirão Preto - SP 

domingo, 3 de abril de 2016

SERVIR

SERVIR

Ivone Molinaro Ghiggino


 Do mesmo modo que o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir...  Jesus (Mateus, 20:28).

Deus criou seus filhos (nós) por amor e para amar. Pai soberanamente justo e bom (1), amorosamente nos envolve em sua divina providência.

Confiou-nos a Jesus, nosso Irmão Maior, a fim de que cuidasse de nós, servindo-nos de guia e modelo (2), amparando-nos e sendo para nós carinhoso farol para nossa evolução.

Para isso, seus Emissários de Luz estão sempre nos enviando conselhos e mensagens de incentivo ao esforço do progresso, dirimindo dúvidas e exortando ao trabalho edificante.

Eles nos asseveram que todos nós, estudantes-aprendizes do Evangelho do Cristo,
devemos empenhar-nos em transformar a nossa existência no eterno afã de servir, seguindo o exemplo de nosso Irmão Maior.

E isso se aplica tanto aos Espíritos já desencarnados quanto a nós, que nos encontramos mergulhados no escafandro da carne  ainda tão pesado e que torna difícil, para muitos, a recepção de influências benévolas e educadoras.

Dizem-nos esses Embaixadores do Bem que se faz mister nos desliguemos das amarras da inércia, da intolerância e da ociosidade, buscando vislumbrar o fanal de amor que existe em nossos corações, retirando daí a energia sacrossanta que nos permitirá enxergar os irmãos à nossa volta, caminheiros da vida como nós!

Portanto, não tardemos!

Não desperdicemos nosso tempo, que é mais um bendito talento recebido de nosso Pai. Como na tão elucidativa Parábola dos Talentos (3), também prestaremos contas dele no momento devido.

Não desaproveitemos as horas, que se assemelham às águas de um rio: as que passam não voltam mais.

Disponhamo-nos logo a servir!

E o que é servir? Ser e vir!

Interessante analisarmos esses dois verbos.

É, primeiramente, ser um Espírito consciente de sua criação, sua essência, e sua destinação gloriosa.

Ser o filho de Deus, criatura imortal, que alcançará a felicidade através da sua reforma íntima.

Ser aquele que já se dedica ao aprendizado do amor, que une pensamentos,
sentimentos e ações em todo o Cosmos.

Ser, enfim!

Não estar, pois isso é passageiro...

Ser! Sempre ser!

E, então, vir: vir entusiasta para o trabalho que lhe cabe.

Vir para executar a missão que lhe toca no contexto da Terra e do Universo.

Vir para cumprir as palavras do Cristo, para que faça brilhar a sua luz (4).

Como esse ser é irmão de seus irmãos, ele virá de mãos estendidas e de coração e mente abertos em prol dos sofredores e necessitados, transfundindo-lhes vibrações salutares, modificando-lhes, pouco a pouco, o cerne íntimo, que irá atuar sobre seu corpo perispirítico, o qual, por sua vez, amenizará os desacertos fisiológicos.

E sendo o Espírito que quer avançar, aquele que já aprende a amar virá a todos e com todos, estimulando, ao seu redor, a compreensão de que todos pertencemos à mesma família universal!

Servir! Ser e vir!

Como Jesus foi e É a luz do nosso caminho para o Pai...

Como Ele veio e vem até nós, a fim de iluminar mais e mais esse caminho...

E servir é fazer luz! (5)

Sirvamos sempre, em nome do Pai e do Mestre Amado!


(1) “O Livro dos Espíritos” – Allan Kardec: primeira parte, questão 13.

(2) Idem: terceira parte, questão 625.

(3) Parábola dos Talentos: Evangelho de Mateus, cap. 25: 14 a 30.

(4) Evangelho de Mateus, cap. 5:16.

(5) “Segue-me  Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, capítulo Fazer luz.

Conselho Espírita Internacional
Boletim SEI: E-mail: boletimsei@gmail.com
Março 2013  no 2222

EVANGELHO ESSENCIAL 6A - 5 BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS

EVANGELHO ESSENCIAL 6a
Eulaide Lins
Luiz Scalzitti

5 - BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS

Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados. - Bem-aventurados os famintos e os sequiosos de justiça, pois serão saciados. - Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois é deles o reino dos céus. (S. MATEUS, cap. V, vv. 5, 6 e 10.)
Bem-aventurados vocês que são pobres, porque seu é o Reino dos Céus. - Bem-aventurados vocês, que agora tem fome, porque serão saciados. - Felizes são, vocês que agora choram, porque rirão. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 20 e 21.)
Mas, infelizes de vocês, ricos que tem no mundo a sua consolação. - Infelizes de vocês que estão saciados, porque terão fome. – Infelizes de vocês que agora riem, porque serão constrangidos a gemer e a chorar. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 24 e 25.)

Justiça das aflições
Somente na vida futura pode realizar-se as compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra. Sem a certeza do futuro, estes ensinamentos morais seriam um contra-senso, uma enganação. Mesmo com essa certeza, dificilmente se compreende a utilidade de sofrer para ser feliz. Diz-se que é para se ter maior mérito. Pergunta-se então: por que sofrem uns mais do que outros?
* * *
Por que nascem uns na miséria e outros na fartura, sem coisa alguma haverem feito que justifique essas posições? Por que uns nada conseguem, ao passo que a outros tudo parece sorrir? O que ainda menos se compreende é que os bens e os males sejam tão desigualmente distribuídos entre o vício e a virtude; e que os homens virtuosos sofram, ao lado dos maus que prosperam.
* * *
A fé no futuro pode consolar e proporcionar paciência, mas não explica essas desigualdades, que parecem desmentir a justiça de Deus.
Entretanto, desde que se admite a existência de Deus, não O podemos conceber sem o infinito das perfeições. Ele tem todo o poder, toda a justiça, toda a bondade, sem o que não seria Deus. Se é soberanamente bom e justo, não pode agir por capricho, nem com parcialidade.
* * *
As contrariedades da vida derivam de uma causa e sendo Deus justo, justa igualmente há de ser essa causa.
* * *
Por meio dos ensinos de Jesus, Deus pôs os homens na direção dessa causa, e hoje, considerando-os suficientemente maduros para compreendê-la, lhes revela completamente a referida causa, por meio do
Espiritismo, através da palavra dos Espíritos.
* * *
Causas atuais das aflições
De duas espécies são as adversidades da vida: Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida.
* * *
Indo até a origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são consequência natural do caráter e da conduta dos que os suportam.
* * *
Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição! Quantos se arruínam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos! Quantas uniões infelizes, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma! Quantas divergências e desastrosas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos melindres!
Quantas doenças e enfermidades decorrem da imprudência e dos excessos de todo gênero!
* * *
Quantos pais são infelizes com seus filhos porque não lhes combateram desde pequeninos as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os germens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de respeito com que são tratados e da ingratidão deles.
* * *
Interroguem friamente suas consciências todos os que são feridos no coração pelas contrariedades e decepções da vida; remontem passo a passo à origem dos males que os torturam e verifiquem se, na maioria das vezes, não poderão dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição.
* * *
A quem há de o homem responsabilizar por todas essas aflições, senão a si mesmo? O homem em grande número de casos, é o autor de sua própria desgraça; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade acusar a sorte, a Providência, a falta de oportunidade, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua falta de cuidados.
* * *
Os males dessa natureza constituem um número considerável na contagem das contrariedades da vida. O homem as evitará quando trabalhar por se melhorar moralmente, tanto quanto intelectualmente.
* * *
A lei humana atinge certas faltas e as pune. Pode o condenado reconhecer que sofre a consequência do que fez. Mas a lei não alcança, nem pode alcançar todas as faltas; incide especialmente sobre as que trazem prejuízo à sociedade e não sobre as que só prejudicam os que as cometem.
* * *
Deus quer que todas as suas criaturas progridam e, não deixa impune qualquer desvio do caminho reto, Não há falta alguma, por mais leve que seja, nenhuma infração da sua lei, que não tenha forçosas e inevitáveis consequências, mais ou menos desagradáveis.
* * *
Daí se segue que, nas pequenas coisas, como nas grandes, o homem é sempre punido por aquilo em que errou. Os sofrimentos que decorrem de seus erros são uma advertência de que procedeu mal. Dão-lhe experiência, fazem-lhe sentir a diferença existente entre o bem e o mal e a necessidade de se melhorar para evitar no futuro o que lhe originou uma fonte de amarguras; sem o que, motivo não haveria para corrigir-se.
* * *
Entretanto, a experiência, algumas vezes, chega um pouco tarde: quando a vida já foi desperdiçada e perturbada; quando as forças já estão gastas e sem remédio o mal, então o homem se surpreende a dizer: "Se no começo dos meus dias eu soubesse o que sei hoje, quantos passos em falso teria evitado! Se houvesse de recomeçar, conduzir-me-ia de outra maneira. No entanto, já não há mais tempo!" Como o trabalhador preguiçoso diz: "Perdi o meu dia", "Perdi a minha vida".
Contudo, assim como para o trabalhador o Sol nasce no dia seguinte, permitindo-lhe reparar o tempo perdido, também para o homem, após a noite do túmulo, brilhará o Sol de uma nova vida, em que será possível aproveitar a experiência do passado e suas boas resoluções para o futuro.

* * *

NOTAS DA GRANDE IMPRENSA - SEXUALIDADE, VÍCIO E INTERNET

SEXUALIDADE, VÍCIO E INTERNET

NOTAS DA GRANDE IMPRENSA

O vício em pornografia pela internet já foi tema de reportagens e tem sido estudado por muitos especialistas, devido ao grande número de pessoas indo a consultórios para se livrar desse mal. Uma reportagem do ano 2000 da revista Veja, intitulada Viciados do sexo pedem ajuda, alertou para a gravidade do problema. Já naquela época, uma das pesquisas, feita nos Estados Unidos, apontava que só naquele país havia mais de 200 mil viciados no chamado cybersexo, os quais ficavam em média 25 horas por semana em frente ao computador. Na ocasião, a Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana detectou o mesmo problema no Brasil, onde 16% dos internautas entrevistados disseram ficar 14 horas por semana vendo pornografia.

Essas horas consumidas na pornografia têm custado aos viciados sérios prejuízos, como mostrou outra reportagem, esta de 2012, intitulada Pornografia online pode se converter em vício e destruir vida afetiva e social. Na matéria, o psicólogo Philip Zimbardo, da Universidade de Stanford, explica as razões para essa dependência: Como todo vício, esse transtorno reflete-se na química cerebral, aumentando gradualmente os níveis de produção e absorção da dopamina, um dos neurotransmissores responsáveis pelas sensações de prazer e bem-estar, causando tolerância e a necessidade de estímulos cada vez mais fortes e duradouros.

Essa necessidade crescente de novos estímulos pode gerar consequências ainda mais graves para os viciados, como apontou o PhD em psicologia pela Universidade de Berkeley, Victor B. Cline em artigo publicado em 2009 no site Obscenity Crimes: Com o passar do tempo, a pessoa viciada necessitará de material sexual mais forte, mais explícito, mais desviante, mais sujo a fim de conseguir sua excitação e euforia sexual, correndo o risco de passar para uma próxima etapa, a realização prática.

Além de psicólogos e psiquiatras, alguns grupos têm sido criados para socorrer essas pessoas, como os Dependentes de Amor e Sexo Anônimos (Dasa), que mantém na página www.slaa.org.br uma relação dos seus grupos de apoio mundo afora, inclusive no Brasil.

Sob o ponto de vista espírita, há ainda outros fatores que colaboram com o vício da pornografia: o componente espiritual.

Não raramente, a vontade do encarnado no que diz respeito ao sexo desequilibrado acaba encontrando ressonância junto a desencarnados em igual sintonia, nascendo daí relações de simbiose fluídica, potencializando-se o problema. O desfazimento desses laços somente se torna possível mediante nova disciplina de vida. 

Pensamentos salutares, cultivo da prece, boa leitura, participação em trabalhos do bem, a ida a palestras edificantes, o recebimento do passe magnético e da água fluidificada são alguns procedimentos positivos nessa terapêutica.

Quem quiser saber mais a respeito, a sugestão é o livro Educação & Vivências (Ed. Fráter), do Espírito Camilo, psicografado por José Raul Teixeira. Nele, há um capítulo especialmente dedicado à Pornografia perturbadora.

Conselho Espírita Internacional
Boletim SEI: E-mail: boletimsei@gmail.com
Março 2013  no 2222

DICAS PARA ESTUDAR O EVANGELHO 6 - QUADRO COMPARATIVO DOS EVANGELHOS SINÓTICOS

Dicas Para Estudar O Evangelho 6
SEMU - Sociedade Espírita Mãos Unidas - Ivan Renê Franzolim

 Quadro comparativo dos evangelhos sinóticos

Lucas Prefácio e dedicatória

Lucas Prelúdio História da infância
Mateus História da infância


Lucas Pregação de Batista – Batismo - Tentação de Jesus
Mateus Pregação de Batista – Batismo - Tentação de Jesus
Marcos Prelúdio João Batista – Batismo - Tentação de Jesus


Lucas Primeira Parte Ministério de Jesus na Galileia
Mateus Primeira Parte Ministério de Jesus na Galileia
Marcos Primeira Parte Ministério de Jesus na Galileia


Lucas Segunda Parte Viagem da Galileia para Jerusalém
Mateus Segunda Parte Pregação ambulante Viagem da Galileia para Jerusalém
Marcos Segunda Parte Ministério de Jesus sobretudo fora da Galileia


Lucas Terceira Parte Últimos dias de Jesus em Jerusalém - Crucificação
Mateus Terceira Parte Últimos dias de Jesus em Jerusalém - Crucificação
Marcos Terceira Parte   Última Ceia – Crucificação - Ressurreição


Lucas História da ressurreição
Mateus História da ressurreição
Marcos Apêndice (Conclusão de Marcos)

O Evangelho Segundo Mateus contém cerca de 600 versículos (56%) semelhantes aos encontrados no Evangelho de Marcos. O Evangelho Segundo
Lucas apresenta cerca de 380 versículos (33%) parecidos com os versículos do Evangelho Segundo Marcos.
Este último tem apenas 31 versículos (5%) sem paralelo em Mateus ou Lucas.
Em Mateus existem aproximadamente 300 versículos (28%) sem paralelo e em Lucas há cerca de 500 (43%).


Os "milagres" de Jesus sob a ótica espírita
O espiritismo adota o conceito da ciência quanto aos fenômenos denominados de milagres, entendendo que eles, simplesmente não existem! A ciência parte da premissa que a natureza obedece a leis naturais; sua função é descobrir essas leis e agir sobre as causas, para fazer que o mesmo fenômeno se reproduza quando for desejado. Quando um determinado fenômeno não se explica com as leis já conhecidas, a ciência segue dois caminhos: considera que houve algum tipo de artifício/mal-entendido ou que é preciso estudar e pesquisar mais sobre o assunto. Em relação as ocorrências contidas nos evangelhos, a ciência tem preferido seguir apenas pelo primeiro caminho.
A ciência espírita, embora também se baseie na existência de leis naturais, difere da ciência oficial, por acreditar que elas atuam sobre a parte espiritual da criação, refletindo na matéria. Difere ainda, de modo fundamental, quando aceita a existência e o uso de um sentido novo conhecido por mediunidade, além dos cinco conhecidos, para aplicar os métodos experimentais necessários ao exame e estudo científico dos fatos.
Para o espiritismo, sendo perfeito Criador - perfeitas são suas leis e naturais os fenômenos da vida. É difícil para nós - os humanos, imaginarmos um sistema perfeito que atenda a todas as necessidades sem apresentar qualquer desvantagem e ainda possa acompanhar a transformação do mundo, trazendo só benefícios e assegurando um bom destino a toda a criação, variando apenas a dimensão temporal.
Paradoxalmente à perfeição absoluta que entendemos o Criador, acabamos pensando que há erros, injustiças, esquecimentos. Acabamos imaginando que precisamos alertar e pedir constantemente a interferência divina em nosso dia-a-dia.
Acabamos concluindo que Deus atende aos desejos de uma minoria privilegiada, curando uns, oferecendo uma sobrevida a outros, mas deixando multidões submetidas aos mais diferentes tipos de sofrimento. O espiritismo veio explicar, ou melhor, dar as primeiras explicações sobre a lei de ação e reação que faz repercutir em cada um os seus próprios atos e pensamentos, a lei de cooperação, a lei de sintonia, a lei de progresso, a lei de justiça e outras tantas que apesar de derrubarem nossa crença nos milagres, faz engrandecer ainda mais nossa compreensão de Deus, aumentando nossa confiança, trazendo explicações e consolo em nossos problemas, dando forças para enfrentar as dificuldades, motivando e oferecendo subsídios para a nossa transformação interior rumo à felicidade plena.
Historicamente, o homem sempre necessitou do amparo da dor ou do fenômeno surpreendente, para acreditar em Deus, em si mesmo e nas forças naturais do universo que escapam ao exame dos sentidos comuns. Por isso os milagres tem tido um papel relevante na transformação moral do homem. Todavia, na medida em que os ser cresce e se desenvolve, deixa para trás o período natural de infância e passa a não precisar dos mesmos estímulos para sentir, crer e entender. A doutrina espírita atinge primeiro os seres que almejam mais conhecimentos e anseiam pela depuração de seus sentimentos.
Acima de toda a nova compreensão que hoje temos, os milagres ainda nos encantam, particularmente aqueles ocorridos pela influência do mestre Jesus. É fascinante ler e estudar esses fenômenos, procurando descobrir suas causas, as leis que os regem, sabendo que eles estão disponíveis para todos nós, aguardando nossa capacitação. É fascinante acompanhar o desenrolar dos milagres e procurar desvendar a beleza contida na intenção e nos sentimentos que originam cada um, próprios de um ser evolutivamente muito acima de nós.

Precisamos ver o que cada fato extraordinário está tentando nos dizer. Como eles foram produzidos tem uma importância secundária, face ao que eles podem significar e ensinar sobre a natureza espiritual do homem.

LIVROS

LIVROS DA FEB

O livro Minha vida em outra vida, escrito pela inglesa Jenny Cockell e que virou filme e sucesso de bilheteria em todo o mundo, acaba de ganhar a sua versão para o português.

A publicação é da Federação Espírita Brasileira e chega aos leitores do Brasil com belíssima apresentação gráfica.

Dividido em nove partes, o livro narra uma história real, vivida pela autora, que, a partir de sonhos e recordações que tinha desde a infância, conseguiu reconstruir o caminho de volta para a sua vida anterior e assim reencontrar aqueles que foram seus filhos na existência passada. O livro tem 198 páginas, 14x21cm 

A outra obra é bastante conhecida do público: Desobsessão, de André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira. O clássico, que mostra o passo a passo no trato da desobsessão no Centro Espírita, está com nova roupagem, mais moderna, inclusive no espaçamento das letras, o que representa maior comodidade ao leitor. O livro, contudo, conserva as antigas ilustrações, históricas, nos seus 73 capítulos, as quais reproduzem o cenário das Casas Espíritas da ocasião em que foi lançado. Tem 274 páginas e 14x21cm.

Os livros podem ser solicitados ao Departamento Editorial da FEB, na Rua Souza Valente, 17  São Cristóvão  CEP 20941-040 Rio de Janeiro, RJ  telefone (21) 3970-2066 e página eletrônica www.febnet.org.br. Ou encontrados, também no Rio de Janeiro, na Livraria da Federação, na Avenida Passos, 28, no Centro da cidade, telefone (21) 3970-2066.