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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

4 – O Passe

Módulo

XI

Mediunidade

4 – O Passe

O passe é uma transfusão de fluidos de um ser para outro. Desta forma, o passe é uma fluidoterapia.

Antes de entrarmos no estudo do passe propriamente dito, gostaríamos de tecer alguns comentários sobre os fluidos.

Do ponto de vista da ciência oficial, fluido é a denominação da fase não sólida da matéria. O dicionário Aurélio traz a seguinte informação: Diz-se das substâncias líquidas
ou gasosas.

À luz do Espiritismo, este conceito se torna mais amplo.

A matéria, à medida que se torna mais rarefeita, fica invisível aos nossos olhos, tomando aspectos mais sutis, a que denominamos fluidos.

No livro, “Do Sistema Nervoso à Mediunidade”, o Dr. Ary Lex diz que:

À medida que se rarefaz, ganha (a matéria) novas propriedades, entre as quais uma irradiação progressivamente maior, tomando uma forma de energia.

A física moderna praticamente derrubou a separação rígida entre a matéria e a energia, considerando-as substancialmente a mesma coisa, em graus de concentração e estrutura diferentes.

Assim, podemos dizer que fluido é um tipo de matéria ultra-rarefeita e formas de energia.

Fluido Cósmico Universal: Como sabemos, toda a matéria que existe, é oriunda do “Fluido Cósmico Universal” que, segundo André Luiz, é o “plasma divino”.91 Sua natureza nos é desconhecida, e apresenta-se em estados que vão da imponderabilidade à condensação.

91 “Evolução em Dois Mundos”, I Parte, cap I.

Fluidos Espirituais: São os fluidos que formam a atmosfera do plano espiritual.

Desses fluidos é extraída a “matéria” do mundo invisível.

Fluidos Perispirituais: São os fluidos absorvidos, assimilados e individualizados pelo perispírito. Possuem características próprias, podendo por isto ser distinguidos dos demais. Esses fluidos circulam no perispírito sob o comando da mente. São eles que formam a “Aura”.

Fluido (ou Princípio) Vital: É o agente da vida orgânica, e sua união com a matéria é que animaliza esta. Como todos os outros, também tem como fonte o Fluido Cósmico Universal.

Os Espíritos podem agir sobre os fluidos. É pelo pensamento que eles o fazem.

Esta ação pode ser consciente ou inconsciente, visto que basta pensar para exercer influência sobre eles. E é através deste agir que podemos dar qualidade aos fluidos, que por si só são neutros.

Voltando ao conceito de passe, agora entendendo que o passe seja uma transfusão de fluidos de um ser para o outro.

Este tratamento através dos fluidos, é utilizado desde as eras mais remotas da humanidade.

Para nos referirmos apenas à era cristã, vemos a utilização do passe com base das curas realizadas por Jesus, e depois pelos primeiros cristãos.

Mecanismo do Passe

Quanto ao mecanismo do passe, os fatos mais importante são: o pensamento (fazendo a sintonia com a espiritualidade encarregada do trabalho), a vontade e a condição receptiva tanto do passista, quanto do paciente.

Através do pensamento e da vontade, o passista capta os fluidos e os direciona para o assistido. Mas, se esse não estiver preparado no que diz respeito a uma boa condição receptiva, o passe torna-se sem efeito.

Além do preparo por parte de ambos, tem de haver um clima de confiança entre os dois, formando assim um elo, onde o auxílio possa se fazer na proporção do crédito de cada um.

Quanto à forma de se aplicar o passe, o fator externo pouco importa, o que vale mais, como já dissemos, é a sintonia, a vontade e a condição receptiva dos envolvidos no processo.

Preparo do Médium e do Paciente

É muito comum, quando se fala em passe, pensar no preparo só do médium. Mas e o paciente, é preciso um preparo também por parte deste?

Ora, se o passe é uma transfusão de energias fisiopsíquicas, é preciso que tanto o doador como o receptor estejam preparados, porque se não houver sintonia por parte de um dos envolvidos, este fica prejudicado por não poder fazer parte da cadeia espiritual, ficando desta forma isolado no processo.

O que é realmente importante como preparo?

Se estamos falando de coisas espirituais, o preparo deve ser espiritual. Como o passe é fisiopsíquico, temos de nos preparar tanto no campo físico como no espiritual.

Portanto, devemos cultivar:

Boa vontade, sentimentos de amor, prece, mente equilibrada, fé, etc.. É importante também alimentação adequada, descanso físico e saúde equilibrada.

Como conseqüência, são fatores negativos:

As mágoas, as paixões, alimentos pesados, alcoólicos, desequilíbrio nervoso, inquietude, entre outros.

Outro fator também muito importante é a disciplina no que diz respeito ao horário.

Por se tratar de assunto que envolve também, e principalmente, a espiritualidade, a disciplina é fator essencial.

Tipos de Passe

No que diz respeito ao tipo, o passe ser classificado da seguinte forma:

Magnético: Quando ministrado somente com os recursos magnéticos do passista, embora seja quase impossível a existência deste tipo de passe, pois o próprio Jesus afirmou: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” (Mateus, 18: 20)

Espiritual: É o passe ministrado somente pelos Espíritos, usando seus próprios fluidos sem a colaboração de médiuns.

Qualquer um de nós, desde que se faça merecedor, pode receber este passe.

Basta orar e colocar-se em receptividade.

Humano Espiritual: É o passe dado através da combinação de fluidos do Espírito e do passista.

Este é o mais usual entre os tipos de passe. É através dele que o médium tem a grande oportunidade do trabalho.

Mediúnico: É quando o Espírito desencarnado se manifesta durante o passe.

Este tipo não é aconselhável, visto o ambiente do passe não ser ideal para manifestação mediúnica, pela falta de controle, por parte do dirigente, do teor das comunicações, entre outros motivos.

O passe ainda pode ser classificado sob o aspecto da presença ou ausência do paciente:

Direto, o passe dado na presença física daquele que recebe.

À distância, situação em que o enfermo está ausente. O médium, neste caso, ora e pede o passe em favor da pessoa que está distante, e a espiritualidade, conforme a vontade do Pai, aplica-o.

É importante, em um estudo sobre o passe, falar um pouco a respeito da água fluidificada, pois essa é um dos maiores recursos nos tratamentos fluidoterápicos.

Para tal, recorremos a uma mensagem recebida por Francisco Cândido Xavier, em sessão pública na noite de 05/06/50 em Pedro Leopoldo, Minas Gerais:

A água fluidificada

E qualquer que tiver dado só que seja um copo d’água fria por ser meu discípulo, em verdade vos digo que, de modo algum, perderá o seu galardão. – Jesus (Mateus, 10: 42)

Meu amigo, quando Jesus se referiu à benção do copo de uma água fria, em seu nome, não apenas se reportava à compaixão rotineira que sacia a sede comum. Detinha-se o Mestre no exame de valores espirituais mais profundos.

A água é, dos corpos, o mais simples e receptivo da Terra. É como que a base pura, em que a medicação do Céu pode ser impressa, através de recursos substanciais de assistência ao corpo e à alma, embora em processo invisível aos olhos mortais.

A prece intercessória e o pensamento de bondade representam irradiações de nossas melhores energias.


A criatura que ora ou medita exterioriza poderes, emanações e fluidos que, por enquanto, escapam a nossa análise da inteligência vulgar e a linfa potável recebe a influenciação, de modo claro, condensando linhas de força magnética e princípios elétricos que aliviam e sustentam, ajudam e curam.

A fonte procede do coração da Terra e a rogativa que flui no limo da alma, quando se unem na difusão do bem, operam milagres.

O Espírito que se eleva na direção do céu é antena viva, captando potências da natureza superior, podendo distribuí-las em benefício de todos os que lhes seguem a marcha.

Ninguém existe órfão de semelhante amparo.

Para auxiliar a outrem e a si mesmo, bastam a boa vontade e a confiança positiva.

Reconheçamos, pois, que o Mestre, quando se referiu à água simples, doada em nome da sua memória, reportava-se ao valor real da providência, em benefício da carne e do Espírito, sempre que estacionem através de zonas enfermiças.

Se desejas, portanto, o concurso dos Amigos Espirituais, na solução de tuas necessidades fisiológicas ou dos problemas de saúde e equilíbrio dos companheiros, coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações, espera e confia. O orvalho do Plano Divino magnetizará o líquido, com raios de amor, em forma de benção, e estarás, então, consagrando o sublime ensinamento do copo de água pura, abençoado nos Céus.92

92 “Passes e Curas Espirituais”, pág. 140.

Considerações Finais

O passe é um recurso de emergência para tratamento de todos os tipos de doença.

Mas como toda terapia não deve ser usada indiscriminadamente, remédio não deve ser tomado a toda hora, mas só no momento necessário.

Quanto à cura propriamente dita, esta só se dá pela recuperação do Espírito através da evangelização na busca da reforma íntima.
Lembremos assim da afirmativa de Jesus ao paralítico de Betesda:

Olha, já estás curado; não peques mais, para que não te suceda coisa pior.
(João, 5: 14)

Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho
Centro Espírita Amor e Caridade
Goiânia – GO
Trabalho realizado em 1997 pelo Grupo de Estudos desta Casa Espírita com a coordenação de
Cláudio Fajardo

Divulgação

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O MOMENTO ATUAL


TRABALHO COM RENOVAÇÃO
Escola de aprendizado, trabalho e renovação, as Casas Espíritas, apesar da boa vontade e esforço de seus trabalhadores, ainda sofrem com o despreparo destes; principalmente, quanto à falta de vigilância e estudo.
Por vezes, os tarefeiros parecem conscientes e conhecedores da realidade da vida, da eternidade do espírito e do uso correto que devem fazer da matéria; parecem compreender que esta é ferramenta de trabalho e aprendizado para o progresso do espírito, tal qual o material pedagógico utilizado para o ensino nos bancos escolares. Com tal comportamento lúcido somam-se ao trabalho do plano espiritual, dos Espíritos que regem as Casas Espíritas, e possibilitam atendimentos mais amplos e efetivos não só à comunidade encarnada, mas às multidões de espíritos sofredores que a estas são levadas.
Entretanto, em outros momentos, estes mesmos companheiros parecem transformar as atividades de que participam em simples trabalhos cuja realização os tornaria aptos a ganhar o “reino dos céus”, se portando quais “fiéis” que acreditam poder negociar as virtudes da vida eterna. Estão presentes aos estudos, mas ligados às preocupações do dia a dia... Limpam o chão como uma ação mecânica, sem refletir que ao proporcionar o asseio do ambiente físico geram a alegria e o sentimento de respeito àqueles que daquele lugar se utilizarão, esquecendo-se ainda de ali deixar suas vibrações de ternura e carinho capazes de envolver todos aqueles que partilharão daquele recinto...
Montam pizzas, quais pizzaiolos comprometidos com o rendimento e com a qualidade do produto final, sem lembrar que a venda de tais pizzas possibilita o atendimento fraterno de crianças surdas e suas famílias, transformando tal atividade em mero meio de arrecadação de renda, quando deveria ser tarefa a disciplinar os íntimos que buscam vibrar na simplicidade do trabalho, na alegria de servir, vivenciando os princípios do Evangelho que ensina que o homem só dá daquilo que tem...
Diante disto, percebe-se quão trôpegos e vacilantes ainda são os passos dos trabalhadores das Casas Espíritas; quanta vigilância, quanto estudo, quanta disciplina ainda são necessários para que realmente sejam capazes de vivenciar as lições de Jesus.
Instruções e alertas quanto à necessária renovação íntima têm sido constantes; ressaltam a todos o imperioso aproveitamento não só da escola Casa Espírita, mas também da escola Terra; afinal, os trabalhadores, espíritos eternos que são, devem caminhar rumo à perfeição, esforçando-se no estudo do Evangelho de Jesus para que a compreensão deste os apóie na jornada regenerativa, com muita perseverança, disciplina e vigilância, para a vivência das lições do Mestre no trabalho renovador.
Trabalhar é Lei da Vida, todavia, para o legítimo aproveitamento do trabalho, é necessário aprender a doar-se; pois, conforme frase citada pelo médium mineiro Francisco C. Xavier, convém não esquecer que “em casa que muito cresce o amor desaparece”.

Sheila

Correio da Fraternidade
ANO 21 – nº 250- Abril de 2010 Distribuição Gratuita
Grupo Espírita “Irmão Vicente”
O Grupo Espírita “Irmão Vicente”, abreviadamente GEIV, foi fundado em 1º de janeiro de 1962, como Associação religiosa e filantrópica, de duração ilimitada e com fins não econômicos, com sede e foro na cidade de Campinas, estado de São Paulo.
http://www.annesullivan.com.br/mantenedora.html