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quarta-feira, 4 de julho de 2012

O Ser Pensante


Ana Cecília Rosa  

No prefácio do livro O Homem Integral, Joanna de Angelis aborda a definição do Homem em relação às diferentes doutrinas.  Segundo o Evolucionismo, o Homem é dotado de razão, o que o diferencia dos outros animais e alça-o ao primeiro lugar na escala zoológica. Descartes considerou o “ser pensante por natureza, com a razão que compreende e explica a si mesmo” e tendo, no cérebro, a origem do pensamento racional.  A psicologia transpessoal, porém, abre espaço novo para uma visão mais espiritualista do ser humano, esclarecendo a respeito da sua “transcendência”. O Espiritismo, por sua vez, adiciona, a esses conceitos, a certeza da vida eterna, proporcionando aprendizado ininterrupto,  adquirido  pelas  diversas  encarnações e vivência espiritual, contribuindo  de  forma  definitiva  na formação do indivíduo e revelando a importância  de  entender  o  ser  pensante sob o seu aspecto biopsicossociológico e espiritual.
   São faculdades humanas: consciência de si mesmo, linguagem racional, emoções, sentimentos e exercício da vontade ou livre arbítrio. Esse aprimoramento, que distingue os homens e os torna superiores aos outros animais, é conquista evolutiva.  A natureza, através de diversas experimentações aperfeiçoou a forma humana, mas ela ainda se encontra distante da perfeição intelectual e moral.  É de conhecimento comum que inteligência não é atributo apenas da espécie humana, já que os instintos são formas de inteligência rudimentar.  Atualmente, neurocientistas e psicólogos empenham-se em descobrir os diferentes tipos de inteligências e a sua aplicabilidade. Entretanto, “desligados das correntes espiritualistas”, segundo Hermínio C. Miranda, eles não compreendem “as desassemelhanças intelectuais” entre gêmeos idênticos, porque não sabem ainda que a inteligência  é  atributo  do  Espírito.  E complementa: “a inteligência é a resultante do conhecimento acumulado ao longo dos milênios e das inúmeras encarnações. Não somos inteligentes por causa de uma combinação genética particularmente feliz, ou porque nos desenvolvemos em ambiente adequado, mas porque, no passado, já nos habituamos a manipulação  e  apropriação  do conhecimento,  através  do  estudo  e do aprendizado”.
   A medida que  experimenta  e  desenvolve  essa  inteligência  rudimentar, o homem passa a ter uma maior consciência de si mesmo,  conquista  a  razão,  aprimora  o  raciocínio,  adquire lucidez  e  passa  a  exercer  o livre  arbítrio.  A aquisição dessas virtudes permitirá ao ser pensante iniciar sua valorosa luta para a conquista dos valores superiores da alma: a responsabilidade, a sensibilidade, a sublimação das sensações em sentimentos, enfim, todos os condicionamentos que, segundo André Luiz, “permitirão ao Espírito alçar-se à comunidade dos seres angélicos”. O Homem passa a ser livre para escolher seu próprio destino.  No entanto, o direito ao livre-arbítrio implica no ônus da responsabilidade.  Nesse particular, a vontade desempenha importante papel contribuindo a favor de conquistas incessantes.  A cada vitória alcançada através da vontade, ele compreenderá melhor as leis divinas, presentes em sua consciência, e fará delas a norma de suas ações.  Assim, atingirá o “ponto moral”, definido por Leon Denis, pelo qual dominará e governará a si mesmo, modificando-se emocionalmente durante esse processo, de forma a assegurar, “com os próprios esforços, ensinamentos e exemplos, a vitória da vontade e do bem”. 
   O sentimento é o que caracteriza a alma humana.  Em princípio como instinto primário, elevou-se através do desenvolvimento da afetividade e transformou-se em impulsos de amizade, fraternidade e dever, promovendo conquistas no campo do conhecimento e das artes.  Segundo Joanna de Angelis,  sob  o comando da vontade dignificada, ele confere  ao  indivíduo  equilíbrio, “empatia para lutar e coragem para vencer  mesmo  que  as  dificuldades se  apresentem  desafiadoras”.  À medida que o homem evolui, maior é sua capacidade de externar os sentimentos, estreitar os vínculos afetivos e entender a vida. Entretanto, apesar de seu alto significado, o sentimento deve ser conduzido pela razão, para que não se transforme em desarmonia, motivado pelas paixões. 
   O Homem integral é, portanto, aquele que desenvolveu ao máximo as  suas  faculdades  essenciais:  pensar,  querer  e  sentir  através  da sublimação  do  pensamento,  da vontade e do sentimento, tendo em vista o divino presente em todos.

 
Ana Cecília Rosa é médica pediátrica, residente no Brasil. É membro do Instituto de Divulgação Espírita - Araras/SP.

Jornal de Estudos Psicológicos
Ano II N° 6  Setembro e Outubro 2009  
The Spiritist Psychological Society 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Pensamento e Vontade


Mário Martins

O pensamento é como um selvagem corcel, cujas rédeas estão sob o comando da mente ou razão, pela expressão da vontade. Sem rédeas suficientemente seguras, tende a galopar rápido por sendas perigosas. O caminho é áspero e demanda escolhas acertadas para que utilizemos trilhas seguras, quais sejam as da consciência tranqüila e dever cumprido. Poderoso dínamo, gerador de ondas de mais ou menos alta freqüência, energiza ou debilita, quem emite e quem o recebe.
A vontade, por sua vez, vem satisfazer necessidades físicas ou morais, sob a inspiração do pensamento. O pensamento, como motor da vontade, auxilia ou prejudica, cria ou destrói, trabalha ou repousa, evolui ou estaciona. O binômio pensamento-vontade, nada mais é do que a ex-pressão do livre-arbítrio, a nós outorgado pelo Criador.
O pensamento, como onda eletro-magnética, está sujeito ao fenômeno da ressonância, expressando-se através da sintonia entre as mentes, encarnadas ou desencarnadas. Tem velocidade superior à da luz, transmitindo mensagens imediatamente após emitido. Tem a propriedade de impressionar fluidos, que são assimilados pelo perispírito do homem e de outros seres vivos, encarnados ou desencarnados. Impregna ainda o ambiente, que se carrega positiva ou negativamente, de acordo com as mentes envolvidas. Ao impressionar o perispírito (corpo espiritual), manifesta-se através da aura, com imagens muito vívidas, denunciando nosso mundo íntimo.
Disse Jesus: “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.” (João, cap.15, v.12). Nesta passagem, Cristo nos exorta para que disciplinemos os pensamentos, pois que estes são o protótipo fluídico das ações materiais, imediatas ou futuras. Toda realização no mundo material é primeiramente plasmada no éter, seja ela boa ou má.
Como co-criadores da Obra Divina, grande é então nossa responsabilidade. No livro Ação e Reação, através de Francisco Cândido Xavier, aprendemos que “cada alma estabelece para si mesma as circunstâncias felizes ou infelizes em que se encontra, conforme as ações que pratica, através de seus sentimentos, idéias e decisões na peregrinação evolutiva”.
E para que estejamos sempre no caminho certo, no galopar seguro de um bem domado e poderoso corcel, vale a receita: pensar no bem, falar no bem, agir no bem.

Mário Martins é Engenheiro, residente no Brasil. Membro do Centro Espírita Seara de Luz — São José dos Campos - SP. 



Jornal de Estudos Psicológicos
Ano II  N° 2  Janeiro e Fevereiro 2009
The Spiritist Psychological Society