Powered By Blogger

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

DIANTE DA CRUZ



É ela a nossa divina escora, no acidentado caminho que percorremos.
Não importa a característica que ela assuma aos nossos ombros cansados...
A cruz é o nosso sinal de identificação Contigo!
Sem o fardo das dificuldades que transportamos, tolhendo a nossa livre movimentação, com certeza nos perderíamos de Ti.
Os que não seguem abraçados ao madeiro de suas provas, bendizendo-o ao invés de amaldiçoá-lo, forjam para si algemas de maior desdita.
Nossas cruzes - nossas bênçãos!
Sem elas, como haveríamos de nos redimir no calvário de nossas provas?
Como, Senhor, nos resgataríamos dos vales escuros em que há milênios erramos, ascendendo à Claridade Celeste para além das estrelas?...

Pelo Espírito: Irmão José


Do livro: Preces e Orações


Psicografia: Carlos A. Baccelli

CEIFA DE LUZ - Capítulo 29


Estudo de: João Batista da Costa

Capítulo 29 - Compreensão

"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como o sino que tine". Paulo (I Coríntios, 13:1)
O Apóstolo Paulo, conhecedor profundo das necessidades humanas, na busca incessante da paz, estabelece como roteiro seguro a caridade como norma de uma vida feliz.
Em carta aos Coríntios, no Cap. 13 v.2 e seguintes, fala sobre a suprema excelência da caridade. Prossegue ele:
"E ainda que tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse caridade, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse caridade, nada disso me aproveitaria".
A caridade é sofredora, é benigna; a caridade não é invejosa; a caridade não trata da leviandade, não se ensoberbece.
Neste capítulo o Apóstolo Paulo termina dizendo:
"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três; mas a maior destas é a caridade".
Emmanuel nesta lição, falando para nós sobre a compreensão, nos diz:
"Parafraseando o Apóstolo Paulo, ser-nos-á lícito afirmar, antes as lutas renovadoras do dia-a-dia; se falo nos variados idiomas do mundo e até mesmo na linguagem do Plano Espiritual, a fim de comunicar-me com os irmãos da terra, e não tiver compreensão dos meus semelhantes, serei qual gongo que soa vazio ou qual martelo que bate inutilmente;
Se cobrir-me de dons espirituais e adquirir fé, a ponto de transplantar montanhas, e não tiver compreensão das necessidades do próximo, nada sou;
E se vier a distribuir todos os bens que acaso possua, a benefício dos companheiros em dificuldades maiores que as nossas, ou entregar-me à fogueira em louvor de minhas próprias convicções, e não demonstrar compreensão, em auxílio dos que me cercam isso de nada me aproveitaria.
A compreensão é tolerante, prestimosa, não sente inveja, não se precipita e não se ensoberbece em coisa alguma. Não se desvaira em ambição, não se apaixona pelos interesses próprios, não se irrita, sem suspeita mal. Tudo suporta, crê no bem, espera o melhor e sofre sem reclamar. Não se regozija com a injustiça e, sim, procura ser útil, em espírito e verdade".
De todas as virtudes, permanecem por maiores a fé, a esperança e a caridade; e a caridade, evidentemente, é a maior de todas; entretanto, urge observar que, se fora da caridade não há salvação, sem compreensão a caridade falha sempre em seus propósitos, sem completar-se para ninguém.
Maria Dolores no livro Alma e Vida nos diz na lição Lembrança Íntima:
"Se souberdes de alguém
Que se afastou do bem,
Nada digas de mal,
Porque não sabes se a pessoa
Que se complica ou se atordoa
Tem algo que lhe agride a limpeza mental.
Se escutares na estrada
Que essa ou aquela criatura vive errada,
Abençoa, trabalha e silencia...
Com referência à tentação e à queda
Ou à calúnia feroz que a tanta gente enreda,
Cada qual tem seu dia.
Se vires chaga ou lama,
Cala-te, faze o bem, asserena-se e ama,
Planta alegria e paz.
De tolerância e amparo no caminho
Ou do braço leal de algum vizinho
Eu preciso e também precisarás.
Lembra a fonte que passa a entregar-se, de todo,
Por mais se lhe arremesse pedra ou lodo,
Ei-la fazendo o bem...
Seja onde for, recorda, alma querida,
Que o próprio Deus, o Pai e Excelso Autor da Vida,
Não despreza ninguém".

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

CAMINHA A HUMANIDADE

"Senhor, à medida que caminha a Humanidade sentimos que ela ainda desconhece as leis morais. Tende piedade daqueles que lhes são indiferentes: fazei, Senhor, que em cada coração germine esta semente que faz com que cada Espírito encontre a felicidade em qualquer lugar onde esteja.
Senhor tende piedade dos indiferentes, dos avaros, dos orgulhosos, dos egoístas, e fazei com que o argueiro desapareça dos seus olhos e que eles enxerguem, por pouco que seja, a luz do Vosso Evangelho, que nos ensina a amar a Deus e ao próximo como a nós mesmos.
Permiti, Senhor, que o pobre seja a ponte que nos liga com o Alto, pois ele é o meio de provarmos a nossa fé.
Fazei, Senhor, que os homens encontrem a paz, a esperança e a caridade. "



Pelo Espírito: Luiz Sérgio
Do livro: Rios de Oração
Psicografia: Irene Pacheco Machado

CEIFA DE LUZ - 27


Capítulo 27 - Aflição e Tranquilidade
Estudo de: João Batista da Costa
"Bem-aventurados os que choram..." Jesus (Mateus, 5:4)
Conta-se no livro A Boa Nova na lição O Sermão do Monte, que André e Levi escutavam de olhos úmidos os conceitos do Senhor, cheios de sublimada emoção. Nesse interim, chegaram Tiago, João e Pedro e todo o grupo se dirigiu, alegre, para um dos montes próximos.
O crepúsculo descia num deslumbramento de ouro e brisas cariciosas. Ao longo de toda a encosta, acotovelava-se a turba imensa. Muitas centenas de criaturas se aglomeravam ali, a fim de ouvirem a palavra do Senhor, dentro da paisagem que se aureolava dos brilhos singulares de todo o horizonte pincelado de luz. Eram velhinhos trêmulos, lavradores simples e generosos, mulheres do povo agarradas aos filhinhos. Entre os mais fortes e sadios, viam-se cegos e crianças doentes, homens maltrapilhos, exibindo as verminas que lhes corroíam as mãos e os pés. Todos se comprimiam ofegantes. Ante os seus olhares felizes, a figura do Mestre surgiu na eminência enfeitada de verdura, onde perpassavam brandamente os ventos amigos da tarde. Deixando perceber que se dirigia aos vencidos e sofredores do mundo inteiro e como que esclarecendo o espírito de Levi, que representava a aristocracia intelectual entre os seus discípulos, na sua qualidade de cobrador dos tributos populares, Jesus, pela primeira vez, pregou as bem-aventuranças celestiais. Sua voz caía como bálsamo eterno, sobre os corações desditores.
Bem-aventurados os pobres e os aflitos!
Bem-aventurados os sedentos de justiça e misericórdia!...
Bem-aventurados os pacíficos e os simples de coração!...
Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados...
Por muito tempo falou do Reino de Deus, onde o amor edificaria maravilhas perenes e sublimadas.
Jesus ali nos apresentou o roteiro de libertação diante das aflições do nosso cotidiano.
Emmanuel, na lição, nos apresenta roteiro atual através da Doutrina Espírita:
"Bem-aventurados os que choram" - disse-nos o Senhor -, contudo, é importante lembrar que, se existe aflição gerando tranquilidade, há muita tranquilidade gerando aflição.
No limiar do berço pede a alma dificuldade e chagas, amargores e cicatrizes, entretanto, recapitulando de novo as próprias experiências no plano físico, torna a concha obscura do egoísmo e da vaidade, enquistando-se na mentira e na delinquência.
Aprendiz recusando a lição ou doente abominando o remédio, em quase todas as circunstâncias, o homem persegue a fuga que lhe adiará indefinidamente as realizações planejadas.
É por isso que na escola da luta vulgar vemos tantas criaturas em trincheiras de ouro, cavando abismos de insânia e flagelação, nos quais se despenham, além do campo material, e tantas inteligências primorosas engodadas na auréola fugaz do poder humano, erguendo para si próprios masmorras de pranto e envelhecimento, que as esperam, inflexíveis, transposto o limite traçado na morte.
E é ainda por essa razão que vemos tantos lares, fugindo à benção do trabalho e do sacrifício, à feição de oásis sedutores de imaginária alegria para se converterem amanhã em cubículos de desespero e desilusão, aprisionando os descuidados. Companheiros que os povoam em teias de loucura e desequilíbrio, na vida espiritual.
No Evangelho Segundo o Espiritismo vamos encontrar na lição Causas Atuais das Aflições, cap. V, item 4:
De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou se o preferirem, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida.
Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!
Quantos se arruínam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos!
Quantas uniões desgraçadas, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma!
Quantas dissensões e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos suscetibilidade!
Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero!
Emmanuel termina a lição nos dizendo:
Valoriza a aflição de hoje, aprendendo com ela a crescer para o bem, que nos burila para a união com Deus, porque o Mestre que te propões a escutar e seguir, ao invés de facilidades no imediatismo da Terra, preferiu, para ensinar-nos a verdadeira ascensão, a humildade da manjedoura, o imposto constante do serviço aos necessitados, a incompreensão dos contemporâneos, a indiferença dos corações mais queridos e o supremo testemunho do amor em plena cruz da morte.